segunda-feira, 30 de abril de 2012

Santander Sofre

E a Espanha Baqueia

É evidente que o Banco Santander sofre os reflexos da “Doença Espanhola”.
Principalmente pelos créditos imobiliários, as taxas de juros e a grande recessão com milhões de desempregados na Espanha.

Vejam a matéria de Celso Ming no Estadão de 28/04/2012.

A Espanha baqueia

Celso Ming - 27 de abril de 2012 | 20h00 - Estadão

Este final de abril, mês da primavera no Hemisfério Norte, decididamente, se revelou um desastre para a Espanha – e não foi apenas para seus melhores clubes de futebol, eliminados da Copa dos Campeões em seus próprios templos esportivos.

Nesta sexta-feira, por exemplo, números oficiais revelaram um avanço na inflação anual, que foi de 1,8%, em fevereiro, para 2,0%, em março. Entre tantos dados negativos, este pode ter sido o menos preocupante.
Também nesta sexta, o Instituto Nacional de Estatística (INE) do Ministério da Economia e Competitividade da Espanha revelou que o desemprego no país saltou de 22,85% da força de trabalho (dados do quarto trimestre de 2011) para 24,44% (no primeiro trimestre de 2012). São 5,6 milhões de pessoas de braços cruzados em 23,1 milhões que constituem a população ativa. A destruição de empregos cresce a 4% ao ano. Pior que isso é o futuro de mãos vazias. Nada menos que 52% dos jovens (com 25 anos ou menos) não encontram trabalho.

A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s, ainda nesta sexta-feira, rebaixou em dois degraus os títulos de dívida da Espanha, colocando-os, ainda, em perspectiva negativa. Ou seja, é provável que dentro de mais alguns meses o rebaixamento prossiga.

Até o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, condenou essa perda de posições da Espanha: “A decisão torna a situação que já era crítica ainda mais crítica”. Mas tanto agências de rating como auditores não são pagos para botar panos quentes, mas para apontar problemas – ainda que agravem as coisas.

A percepção de que aumentou o risco de calote dessa dívida terá duas graves consequências imediatas.
A primeira delas é a tendência à elevação dos juros a serem cobrados pelos tomadores de títulos da Espanha nos próximos meses. Juros mais altos, por sua vez, tendem a aumentar o déficit público, hoje é de 8,5% do PIB.

O segundo efeito é a deterioração patrimonial dos bancos espanhóis, que já enfrentam, em conjunto, 184 bilhões de euros em ativos podres, cerca de 60% dos quais pertencentes às carteiras imobiliárias. Cálculos não oficiais dos analistas apontam para a necessidade de capitalização das instituições financeiras espanholas de nada menos do que 100 bilhões de euros. Se o Tesouro espanhol tiver de intervir, serão mais despesas não previstas e uma pressão adicional para o crescimento do rombo orçamentário.

Toda a indignação das ruas se volta neste momento para as medidas de austeridade implantadas pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy. Mas os problemas vêm lá de trás, das políticas descuidadas dos governos anteriores.
As análises conduzem para a conclusão de que a Espanha não é a Grécia e que as condições para a recuperação da economia são muito melhores. Além disso, os mecanismos de socorro já estão bem mais estruturados na Europa, em situação de circunscrever a crise. O problema é que o tempo dos mercados é diferente do tempo dos políticos. Qualquer fagulha pode detonar novo desastre. A propósito, desastrado é aquele que não conta com a proteção dos astros. E esse pode ser o caso da Espanha.

Ainda no Estadão de 28 de abril de 2012,

no mesmo Caderno de Economia, o Correspondente do Jornal em Genebra, Jamil Chade escrevia:

“A economia do país implodiu em 2009,
com o colapso da bolha imobiliária. Agora é a crise da dívida que agrava a situação.

“Para a Standard & Poor’s, está claro que o governo espanhol terá de começar a falar em resgatar seus bancos. Madri quer uma participação privada nesse resgate, mas se recusa a falar em uma ajuda da Europa.”

6 comentários:

  1. Zé Roberto Barboza2 de maio de 2012 08:13

    GILMAR, naturalmente, foi vai continuar mantendo sua veia sindicalista e em cada comentário vai se lembrar dos funcionários do Banespa: dos poucos ainda na ativa, dos aposentados e das viúvas/os.
    Fraternalmente,

    Zé Roberto Barboza

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  2. Ze Roberto Barboza2 de maio de 2012 08:17

    Gilmar,
    Naturalmente, vc mantém viva a sua chama sindicalista. Assim, em cada comentário seu,
    lembrará dos funcionários do Banespa:
    os poucos da ativa, os aposentados e os viúvos;as.
    Fraternalmente,
    Zé Roberto Barboza

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  3. Maia uma vez nós Brasileiros somos motivos de xacotas pelos Europeus em entrevita a uma revista espanhola o Presidente do Santander na Espanha rir ao declara que ¨¨ Vender o Santander Brasil é a mesma coisa de vender a galinha (ovos de ouro) e apenas ficarmos com os ovos ¨¨ .Uma Pena para nosso povo .

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  4. Botín diz que fica

    Presidente mundial do Santander afirma que o Brasil é estratégico para os planos do banco espanhol.

    Por Cláudio GRADILONE










    O aprofundamento da crise espanhola nas últimas semanas lançou uma sombra sobre o sistema financeiro da Espanha. Na segunda-feira 30 de abril, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de 11 bancos locais. A justificativa foram os números magros do crescimento econômico e a dificuldade cada vez maior do governo para implantar as medidas de austeridade fiscal. O apertar no torniquete dos gastos deverá provocar, segundo cálculos oficiais enviados à Comissão Europeia, uma contração de 1,7% na economia, neste ano, e um crescimento de apenas 0,2% em 2013. O desemprego crescente eleva os riscos de um aumento da inadimplência, algo fatal para os resultados do setor.




    Emilio Botín: investimento na educação mostra compromisso de longo prazo com o Brasil.



    As palavras “pacote de socorro” foram pronunciadas com uma frequência desconfortável por economistas e profissionais de mercado. Nesse cenário de incertezas, os números do Santander não foram exceção. A necessidade de sanear as combalidas carteiras de financiamentos imobiliários provocou uma queda de 24% nos resultados do primeiro trimestre, que encolheram para € 1,6 bilhão. No fim de abril, o banco havia anunciado a intenção de abrir o capital de sua subsidiária mexicana, vendendo 25% das ações no mercado local. Tantas notícias ruins dispararam uma onda de boatos de que o Santander estaria vendendo suas operações no Brasil.



    Esses rumores foram descartados por Emilio Botín, presidente do conselho de administração do banco, em passagem pelo Brasil na terça-feira 1º. “Este país tem cada vez mais importância para o Grupo Santander”, disse ele à DINHEIRO após uma reunião com reitores universitários em São Paulo. “Temos uma grande oportunidade por aqui.” Dias antes, ao divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2012, Marcial Portela, presidente da subsidiária brasileira, afirmara que o Santander tem apetite para aquisições. “Estamos procurando o que comprar, mas não achamos ativos de boa qualidade a preços razoáveis”, disse. “Nossa operação é sólida, e os resultados estão ganhando importância dentro do grupo.”

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  5. QUEM FOI ELEITO O MELHOR BANCO DO MUNDO EM 2012 PELA EUROMONEY , QUEM É O BANCO MAIS CAPITALIZADO NO PAÍS , QUEM O FMI RECOMENDA , QUEM NÃO NECESSITOU DE AJUDA MESMO NA CRISE ESPANHOLA .... SANTANDER , VCS QUEREM FALAR MAIS O QUE !!!!

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  6. enganam-se o SANTANDER VAI CADA VEZ MELHOR...INTRIGA E INVEJA DE VCS QUE FORAM ''LEILOADOS''PELOS SEUS GOVERNANTES...

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