quarta-feira, 18 de abril de 2012

Santander e "A Batalha Espanhola"

Vamos aprender com a História

Vejam o EDITORIAL da Folha de São Paulo de hoje.


Para um jornal como a Folha fazer um Editorial sobre a situação da Espanha, é por que eles estão sabendo a situação delicada que ficam as empresas espanholas no exterior. Além de já ter vendidos vários Bancos Santander nos países da América Latina, temos agora o Governo Argentino atacando a empresa de Petróleo que a Espanha tem com os portenhos.

Na época do Império Espanhol, a Inglaterra e os Estados Unidos invadiram as colônias espanholas e passaram a ser os novos imperadores destes povos e países. Os predadores continuam soltos, mesmo mudando de nome e de endereço.

Milhares de pessoas estão acessando este blog querendo saber se a notícia da venda do Santander Brasil procede ou não. Eu já escrevi que a notícia partiu do Estadão e de Sonia Racy, duas autoridades jornalísticas. Ninguém desmentiu. Portanto, está valendo. Quem cala, consente!

Alguns funcionários estão com casamento marcado e querem saber se podem fazer dívidas ou não, outros querem trocar de carro ou entrar numa faculdade particular e querem saber se correm risco de ficar desempregados. Enquanto o Santander e os interessados não se posicionarem, a incerteza vai preponderar. Ainda mais com este editorial da Folha de São Paulo.

A Batalha Espanhola


EDITORIAL da Folha de São Paulo – 18/04/2012

Capacidade da Espanha de superar agravamento da crise econômica com austeridade e reformas será decisiva para o destino da Europa e do euro. Depois de três meses de trégua, a crise europeia voltou à cena. A ação do Banco Central Europeu no início do ano -€ 500 bilhões injetados no mercado- foi suficiente, por certo, para conter o risco de iminente colapso dos bancos. Não resolveu os problemas, mas comprou tempo para que os países pudessem realizar seus ajustes.

Desde então se tornou comum considerar que o estado da crise passou de agudo para crônico -o que tem um fundo de verdade. Os desequilíbrios, no entanto, permanecem, e a recessão que se abate sobre a maior parte da zona do euro mantém vivos os riscos de ruptura financeira.

O principal foco de problemas no momento é a Espanha,
que vive as consequências do estouro da bolha imobiliária. Em relação ao tamanho de sua riqueza, os problemas são maiores que os vividos nos últimos anos pelos norte-americanos. No auge da euforia, a construção civil chegou a representar 13% da economia espanhola, enquanto nos EUA esse setor nunca passou de 6,5%.

As perdas bancárias estão longe de terminar. Até o ano passado, a suposição era a de que a limpeza dos bancos custaria 5% do PIB espanhol, mas esse número já se aproxima de 10% (cerca de € 100 bilhões). Será difícil escapar de aportes adicionais do governo e, provavelmente, também da União Europeia (UE).

O bloco reforçou no mês passado os fundos de resgate. Nesta semana, o encontro dos ministros das Finanças dos países do G20 e a reunião do FMI talvez resultem em um acordo global para aumentar os recursos deste último.
Mas muitos não estão seguros -e com razão- de que a Europa já tenha colocado o suficiente de seu próprio dinheiro para credenciar-se a pedir contribuições alheias.

A economia espanhola, por sua vez, continua a contrair.
A última projeção do FMI aponta para uma queda do PIB de 1,8% neste ano. A taxa de desemprego já supera 24%. Neste ambiente, cortes de gastos tornam-se mais difíceis. No ano passado, a meta de deficit fiscal de 6% do PIB foi estourada em 40%. A dívida pública, que era das mais baixas da Europa antes da crise, já ameaça superar a marca de 90% do PIB.

Para a Europa, a batalha da Espanha -pela dimensão de sua economia e de seus problemas- decidirá a guerra. Se a receita de austeridade e reformas estruturais mostrar-se eficaz para restaurar o crescimento, será possível falar num ponto de inflexão da crise. Do contrário, o futuro do euro permanecerá indefinido.

O curto prazo não autoriza otimismo.

O segundo trimestre será difícil. As eleições na França podem comprometer temporariamente a capacidade decisória da UE, e o risco de aprofundamento da recessão ainda não foi afastado.

8 comentários:

  1. Tudo leva a crer que realmente tem algo a refletir no Santander Brasil...

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  2. Que algo vai refletir todos sabemos, mas eu não cogitaria uma possivel venda, já que o Santander Brasil "está carregando" o Santander no mundo. Nem sei o que pensar...já vou começar é a procurar emprego....

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  3. Não achei nada na internet, nem no estadao, nem no blog da sonia racy sobre esta noticia da venda do Santander......to achando a noticia meio furada......

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  4. Mesmo o banco estar carregando a Espanha na costa, isto não significa q não possa ser vendido. Os lucros foram menores q 2010 Perde longe para o Itaú e Bradesco, sem contar é claro o BB. Gerentes experientes estão procurando a concorrência e outros sendo demitidos por perseguição, principalmente quem era do Real, ou que estavam no Santander, sairam e foram para o Real. Ego de diretores. Acorda Santander, a casa esta caindo. A incompetência gera prejuizo e prejuizo gera quebra. Vendam logo ou muitos colegas ficaram desempregados. Que Deus protejam vocês funcionários.

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  5. Pessoal não tem como comparar o tamanho e o lucro com do Santander com BB , Itáu e Bradesco , são bancos nacionais e muitos maiores possuem mais agências e a capilaridade desses são bem maiores , consequentemente os lucros são bem maiores , só não esqueçam que o Santander é um banco Global e vai demorar muito até esses outros chegarem no tamanho dele ao redor do mundo .Não esqueçam aqui no Brasil nossa economia vai de vento em poupa todos os bancos regitraram queda em seus lucros e foram afetados pela inadimplência , mais façam a comparação proporcionalmente todos cresceram orgânicamente bem .Niguém teve prejuízo apenas cresceram menos que o ano anterior ok.Vamos ser cautelozos e racionais .Nós somos a galinha dos ovos de ouro no Brasil nosso mercado está em pleno vapor com o crescimento da classe C ,vamos bancarizar o resto da população e TODOS colheremos frutos .

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  6. Concordo com vc amigo , até mesmo só tem noticias do Santander ao lado , o Itaú vendeu algumas participações em alguns mercados e ninguém fala nada .Agora alguém segura o BTG Pactual o André é mesmo um cara diferenciado , podem apostar .

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  7. Mais uma vez nós Brasileiros somos motivos de xacotas pelos Europeus em entrevita a uma revista espanhola o Presidente do Santander na Espanha rir ao declara que ¨¨ Vender o Santander Brasil é a mesma coisa de vender a galinha (ovos de ouro) e apenas ficarmos com os ovos ¨¨ .Uma Pena para nosso povo .

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  8. QUEM FOI ELEITO O MELHOR BANCO DO MUNDO EM 2012 PELA EUROMONEY , QUEM É O BANCO MAIS CAPITALIZADO NO PAÍS , QUEM O FMI RECOMENDA , QUEM NÃO NECESSITOU DE AJUDA MESMO NA CRISE ESPANHOLA .... SANTANDER , VCS QUEREM FALAR MAIS O QUE !!!!

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