quinta-feira, 19 de abril de 2012

Joel, Teresa e a Austrália

Uma lição de afeto

Hoje, Joel Bueno publicou um texto falando da viagem da filha. Um texto simples e afetivo. Sem a ironia do crítico bem articulado. Um texto de pai para filha. Um sinal de afeto e de saudade. Cliquei no facebook para reproduzir o texto para meus credenciados, mas não ficou bom. Então resolvi contar mais duas histórias interessantes da “Família Bueno”.

Há uns quinze anos atrás, houve uma Grande Conferência dos Bancários e Comerciários em SIDNEY, na Austrália. Fomos em uma boa delegação de brasileiros, e entre todos, estava Joel Bueno, que compartilhou o mesmo quarto comigo. Já conhecia Joel há muitos anos, mas ainda não tinha convivido com ele tão perto.

Todo dia, ao acordar, Joel pegava o telefone e ligava para a filha, no Rio de Janeiro.
E perguntava para a filha: “Que horas são aí no Rio?”
A filha respondia “7:30h da Noite”.
E Joel, do outro lado do mundo, dizia “Pois aqui são 7:30h da Manhã!”
E a filha dizia que não acreditava. Parecia os religiosos de antigamente, quando diziam que a Terra era plana.
Eu, ouvia a conversa, e dava risada.

Quando acabou a Conferência, Joel passou numa loja e comprou “um sapo de brinquedo”, para dar de presente à filha.
No aeroporto, ao passar pela alfândega, o funcionário ouviu um som estranho. Um som de “sapo coachando”! E perguntou a Joel: O Senhor está transportando um sapo?
E Joel, todo sem graça, respondeu: - É um sapo de brinquedo, que coacha...
O funcionário pediu para ver e depois de Joel mostrar e dizer que era para a filha pequena, o funcionário riu e desejou Boa Viagem...

Agora, a menina já é uma moça, e o pai continua coruja:

Família Bueno
Bye, bye


Levo a minha filha Tereza e seu namorado à rodoviária. Tereza vai passar uns dias na terra dele, em Santa Catarina. Pego no guichê as passagens já compradas pela internet. Fazemos um lanche. Compramos revistas. Já quase na hora de embarcar, ela lembra que está sem perfume. Tem uma loja do Boticário que resolve o problema.

Abraços, beijos. Os dois descem a rampa para a plataforma de embarque. Fico esperando as cabecinhas sumirem. Tomo um café expresso. Pego o carro na garagem e volto para casa ouvindo big-bands.

Casa silenciosa.

Faz 13 anos e meio que a mãe da Tereza partiu e ficamos nós dois no mundo. Às vezes eu acho que é contra o mundo. Sei que não. Mas nem sempre é fácil.

Tereza está com quase 18, quase da minha altura, quase com juízo na cachola. Está longe, muito longe da menininha magrela de joelhos saltados. Na volta da viagem ela vai tirar título de eleitor, abrir conta no banco, essas coisas de gente grande.

Minha caçula cresceu.

Mas quando ela viaja ainda dá aquele apertinho no coração.

3 comentários:

  1. O coaxar do sapo parecia mesmo de verdade...

    E a Tereza teve uma crise de asma, lembra? Quando estávamos no quarto ou quinto dia da Conferência. Ligação do outro lado do mundo era muito cara. Gastei o que podia e o que não podia em cartões de telefone...

    Obrigado pelas lembranças e pelo carinho, Gilmar.

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  2. Lembrança lindas de familia, mas Gilmar, o Joel não fala mais nada de futebol. Cadê o seu flamngo? joga quando na Libertadores? Joel aparecça amigo, estou com saudades.

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