domingo, 15 de abril de 2012

Imprensa e Justiça Promíscuas

Mau exemplo

“Perícias em sigilo bancário feitas pela PF,
às quais a Folha teve acesso”.


O juíz autoriza, a Policia Federal investiga e passa as informações para a Imprensa, os Advogados, os Políticos e os Bicheiros, Empresários e quem tiver mais dinheiro ou acesso ao poder.
E querem falar em Ética, Liberdade de Imprensa e Responsabilidade Social.
Quando foi para combater os abusos do banqueiro do Oportunity, Daniel Dantas, as gravações da PF não serviam. Agora servem. Qual é o critério? Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

O nome disto é Promiscuidade!


A regra só vale para os ricos e poderosos, os pobres, a classe média e os leitores ficam com cara de “besta”. E em quem acreditar? Em Demóstenes Torres? Que é promotor, secretário de segurança e senador da república ou do bicheiro?

Vejam a matéria da Folha e, como a própria Folha assume que teve acesso às informações da PF:

Dinheiro da Delta abasteceu grupo de Cachoeira em 2010

Contador sacou R$ 8,5 milhões em conta irrigada pela 'empreiteira do PAC', diz PF. Transações feitas no ano eleitoral teriam ocorrido por meio de repasses a uma empresa de fachada

Folha SP – domingo – 15/04/2012
LEANDRO COLON - FERNANDO MELLO - DE BRASÍLIA

O contador do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, sacou no ano eleitoral de 2010 R$ 8,5 milhões que saíram dos cofres da construtora Delta, empresa que detém contratos milionários com o poder público.
Único foragido da Operação Monte Carlo, Geovani Pereira da Silva é apontado pela Polícia Federal como tesoureiro do esquema de Cachoeira e, de acordo com investigadores, seria o elo financeiro do grupo com políticos.

Perícias em sigilo bancário feitas pela PF, às quais a Folha teve acesso, mostram que Geovani sacou os recursos de uma conta bancária em nome de uma empresa em Brasília chamada Alberto e Pantoja Construções e Transportes Ltda. Ela não existe no endereço declarado.

Essa empresa, segundo a investigação, foi criada em fevereiro de 2010 somente para receber dinheiro da Delta.
No dia 11 de maio de 2010, a Pantoja abriu uma conta bancária no HSBC em Anápolis (GO), terra natal do empresário. Onze dias depois, a Delta começou a transferir dinheiro para esta conta, conforme mostram os extratos.
Apenas 72 horas depois do primeiro depósito, o contador de Cachoeira começou a retirar o dinheiro. A Pantoja, segundo a polícia, está em nome de dois laranjas, e no local funciona uma empresa de lanternagem e pintura.

CAIXA DOIS

Diante da descoberta dos milionários saques em 2010, uma das linhas de investigação da PF e do Ministério Público é se esse dinheiro teve fins eleitorais, principalmente porque Geovani não declarou nenhum rendimento naquele ano, o que indica que o recurso não seria para ele.
Entre junho, quando começou a pré-campanha, e fim de setembro de 2010, véspera do primeiro turno, cerca de R$ 5,5 milhões foram retirados, 65% do total sacado naquele ano pelo tesoureiro.
A Operação Monte Carlo envolve parlamentares, entre eles o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), um grupo de deputados, além dos governos de Goiás e do Distrito Federal.

O Congresso deve instalar uma CPI depois de amanhã para investigar as ligações de Cachoeira com políticos.
A conta corrente no HSBC foi encerrada em agosto do ano passado. Em 2011, Geovani sacou mais R$ 3,4 milhões, além do que havia retirado no ano anterior.
Ao todo, foram 143 saques feitos pelo contador de Cachoeira. Todos entre R$ 90 e R$ 99 mil, abaixo de R$ 100 mil, limite que, quando ultrapassado, deve ser comunicado automaticamente ao Coaf, órgão de inteligência financeira do governo federal.
No período, a Delta Construções repassou R$ 27,2 milhões para a Pantoja, 99,98% do que ela recebeu.
A Delta é desde 2006 a que mais recebe dinheiro do Orçamento, principalmente por obras do Programa de Aceleração do Crescimento. Segundo a polícia, ela faz parte do esquema de Cachoeira.
Além dos saques, empresas suspeitas de participar do esquema de Cachoeira foram destinatárias do restante dos recursos repassados. Colaborou FLÁVIA FOREQUE, de Brasília


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