segunda-feira, 23 de abril de 2012

França - Duas semanas para mudar o Mundo

Sim, as pessoas venceram o neoliberalismo

A segurança em primeiro lugar. No caso da França, a segurança significa mais emprego, manutenção dos salários e das aposentadorias. Significa também, tratar as pessoas com respeito. Quando os franceses foram às urnas, votaram contra o governo neoliberal e desrespeitoso de Sarkozy. Votaram na Esperança por uma França melhor e mais humana.

Viveremos duas semanas tensas, onde a imprensa neoliberal vai pressionar os eleitores da direita, que votaram em Marine, para que votem em Sarkozy. Mas, apesar da pressão da imprensa, a tendência é aumentar a quantidade de votos para o candidato do partido socialista. A França pode perder uma guerra, mas não perde o compromisso histórico com a liberdade.

A Folha de São Paulo, curiosamente, destaca mais as fotos e as manchetes com Sarkozy do que com Hollande, o candidato vencedor nas pesquisas e nos resultados oficiais. A Folha já fez a mesma coisa durante a campanha presidencial de Dilma. Parecia que o candidato do jornal estava ganhando, quando todo mundo sabia que estava perdendo. Eu sabia que a Folha era neoliberal, mas não sabia que chegaria ao ponto de fazer campanha para Sarkozy.

Na França, existem jornais de direita, de centro e de esquerda. O sistema de televisão é mais regulamentado do que aqui. No Brasil, mesmo com a redemocratização, existem grandes jornais apenas de direita. Nem de centro não existe. No Brasil, a Democracia chegou ao sistema eleitoral, está chegando na economia com os governos Lula-Dilma quando melhora a vida de 50 milhões de brasileiros, mas ainda não chegou no judiciário, na imprensa e na educação.

O problema no Brasil é que o pessoal do centro e da esquerda ainda não criou seus jornais e canais de televisão. Nem mesmo estações de rádio. Querem sobreviver somente com internet e com “espaços nos jornais conservadores”. Querem viver de “concessões”, e não “de direitos”.
Liberdade conquista-se, não se ganha!

Hollande tem muito a ver com Dilma.

São moderados, experientes, comprometidos com o social e com o diálogo internacional.
Propõem criar “um novo contrato internacional”, onde todos os países e continentes sejam respeitados.
Estamos no Século XXI e "nova ordem internacional” precisa ser estabelecida.

Hollande, Dilma, mais os representantes da Índia, África do Sul, Turquia, Japão, Coréia do Sul,Holanda,Canadá, mesmo a China e os Estados Unidos com Obama, precisam contribuir para “escrever e implantar esta nova ordem internacional”.
Sem solavancos, sem radicalismo, sem manipulações, sem golpes militares, sem desestabilizar o mundo.

Esta eleição da França ajudará muito na construção do novo caminho para a economia e para o desenvolvimento social. “Um novo mundo é possível” e ele está chegando, de mansinho, através do voto popular e do compromisso de todos que acreditam na Democracia e “nas flores vencendo os canhões”.

A França voltou a sorrir. Vive La France!


Um comentário:

  1. O blogueiro Gilmar escreveu sobre a confusão em que se viu mergulhado no trânsito paulistano e tentou desviar o caminho pela França, mas no caminho encontrou uma Ponte toda Preta e perdeu o rumo, quero dizer, o filme, do "paulistinha" e agora espera o EMELEC, o time dos eletricitários que já eliminou o co-irmão carioca.

    Escreveu um jornalista da ESPN que o Corinthians virou um Safety car, aquele que só anda na frente quando não vale nada.

    O goleiro Júlio César - 'mão de alface' no primeiro e elástico 'braço de jacaré' no terceiro - contribuiu bastante nos gols pontepretanos.

    E o Gilmar que já ficou sem o cineminha neste final de semana poderá assistir no próximo, de casa também, ao clássico campineiro: Ponte ou Guarani, Gilmar? Qual time você acha que decidirá o campeonato que estava na mão do Corinthians?

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