terça-feira, 17 de abril de 2012

Folha apoia Partidos Religiosos

Desde que apoiem Serra

Quem é assinante da Folha, ou comprou o jornal ,pode ver matéria com manchete grande e na parte superior, com grande texto e olho especial, que saiu hoje.

É a Folha de São Paulo divulgando que seu candidato teve o apoio do “maior tronco institucional da Igreja”, dos Evangélicos de São Paulo. A prioridade é religiosa, não é partidária.

Não é a primeira vez que a Folha usa as religiões para apoiarem seus candidatos. Na eleição presidencial, a Folha revezava entre matéria dos evangélicos e dos católicos conservadores que faziam campanha pró-Serra e orientavam seus fiéis para não votarem em Dilma. Depois dizia que estava “apenas noticiando”. Parecia a Veja...

O Brasil já tem 29 partidos políticos, além de mais de 30 igrejas evangélicas, dezenas de movimentos católicos e até os espíritas já andam usando púlpitos para fazer campanha política conservadora.

Quando existia a Teologia da Libertação, a imprensa e os conservadores reclamavam que os padres usavam o púlpito para denunciar os abusos da ditadura e dos corruptos da vida. Agora que acabaram com a Teologia da Libertação, os que reclamavam antes, justificam o uso dos espaços e doações religiosas para candidatos conservadores. E não são muçulmanos, nem xiitas! E querem reclamar dos árabes. Pode?

O Brasil precisa ter regras. Não podemos ter “Democracia de Conveniência”. Precisamos refazer um pacto de governabilidade e de regras institucionais em todos os níveis. Incluindo a vida parlamentar, a justiça, a imprensa, os sindicatos, os partidos, os governos e as religiões. Até por que as religiões gozam de isenções tributárias. Nós pagamos impostos.

Agora vejam a matéria partidária da Folha. O melhor é olhar no jornal. É inconfundível...

Grupo da Assembleia de Deus apoia Serra

Ex-governador tucano fecha acordo com representante da Convenção Geral, maior tronco institucional da igreja
Filho de dirigente da Assembleia, deputado Paulo Freire (PR-SP) elogia tucano e ataca Fernando Haddad (PT)

Folhas SP – 17abril2012
- DANIELA LIMA - DE SÃO PAULO

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra conseguiu ontem o apoio da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil, maior tronco institucional dessa denominação no país, à sua campanha na eleição municipal. O acordo foi selado no escritório político de Serra, após reunião do ex-governador com o deputado federal Paulo Freire (PR-SP).

Membro da bancada evangélica na Câmara, Freire é filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente nacional da convenção, espécie de instituição que coordena a organização de diversas igrejas da Assembleia em todo o Brasil. O pastor apoiou Serra na campanha à Presidência, em 2010.

Naquele ano, o presidente do segundo maior ramo da Assembleia, a Convenção Nacional de Madureira das Assembleias de Deus, pastor Manoel Ferreira, participou da campanha de Dilma.
A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica pentecostal do país. O Censo de 2000 apontou 8,7 milhões de fiéis, mas a igreja calcula que sejam 20 milhões.

Ao fim da reunião, Paulo Freire chamou Serra de "grande amigo da Assembleia" -"ele sempre deu uma atenção muito boa à igreja"- e atacou o principal adversário do tucano na eleição, o petista Fernando Haddad.
Ex-ministro da Educação, Haddad é alvo de críticas dos evangélicos por conta do chamado "kit gay", elaborado durante sua gestão no ministério, mas que não chegou a ser distribuído nas escolas.
"Haddad não tem firmeza no que fala. Em uma reunião com a bancada dos evangélicos, ele colocou que não tinha nada fechado sobre o 'kit gay'. Saiu e disse o contrário para a imprensa. Se não fosse a intervenção da presidente Dilma, tínhamos perdido essa", afirmou Freire.

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