quinta-feira, 5 de abril de 2012

Flores ao Vento

Paineira na Encruzilhada

Ao completar um ano de blog, quero falar de uma imagem que tenho da cidade de São Paulo com suas Paineiras, geralmente nas esquinas, nas praças e nas encruzilhadas.
Meus irmãos, quando estudavam na USP, na década de 70, marcavam encontros “na paineira da Eusébio Matoso”. Esta paineira já não existe mais...Na esquina da nossa rua também tem duas paineiras, enormes, que florescem todos os anos. Eu sempre fico com medo de alguma construtora comprar a casa e derrubar as paineiras.

Lembro-me que, quando eu perguntava aos franceses o que significava a palavra “Carrefour”, eles sempre me diziam que era “um ponto de encontro, um cruzamento ou uma encruzilhada”. Vejam no dicionário:
carrefour [kaRfuR] - nome masculino:
1. (ruas, estradas) cruzamento;
il y a un feu rouge au carrefour há um sinal vermelho no cruzamento
2. figurado encruzilhadaf., ponto de encontro;
le carrefour de deux civilisations o ponto de encontro de duas civilizações
3. figurado viragemf., encruzilhadaf.;
se situer au carrefour de sa vie encontrar-se na encruzilhada da sua vida

Como as Paineiras, o mundo encontra-se numa “encruzilhada”.

Perto do posto de gasolina que usamos, há uma “rotatória”. E nesta encruzilhada tem várias árvores, entre elas, UMA PAINEIRA.
Depois de vários dias olhando aquela paineira em flor, consegui parar o carro e tirar algumas fotos. Foram mais de dez fotos, cada uma mais bonita do que outra. Vou mostrar algumas para vocês.

Vejam este “chão de flores da Paineira”.


Agora vejam a Paineira em Flor.




Enquanto eu tirava as fotos, um grande besouro veio dizer que ele tinha prioridade.




Esperei o besouro pousar na flor para tirar umas fotos. Ele se achou “o máximo!”




Mesmo com os carros passando e buzinando, as flores estavam radiantes.




E assim, as Flores da Paineira puderam mostrar sua beleza e sua utilidade.
Tanto para os besouros, como para os humanos.
Ambos precisamos das flores.


Ainda na década de 70, eu ganhei uma coletânea de discos folclóricos brasileiros, gravados pela Marcus Pereira, que tinha uma música que eu gostava muito. Não era sobre as paineiras, era sobre a vida rural que migra para a cidade e deixa o caboclo com saudade da amada e do pé de ipê. Olhando no Google, descobri que mais de 430 mil pessoas já acessaram esta música. E eu pensava que só eu era saudosista.

Eu acho que o Brasil está se encontrando,
nesta grande encruzilhada da vida, com muitas flores ao vento.

Pé de Ipê (Pertinho da Encruzilhada) – com Tonico e Tinoco


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