segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bancários SP - 89 anos de luta

Um pequeno gesto e uma grande História

O site do Sindicato dos Bancários esta apresentando boa reportagem sobre o aniversário de 89 anos de existência do nosso Sindicato. É uma boa contribuição para que aprendamos a valorizar o que a gente faz. O Brasil precisa conhecer e valorizar a sua história. Os trabalhadores e trabalhadoras, também. Vida longa e vitoriosa para todos.

Sindicato completa 89 anos, hoje,16 de abril


Após uma semana comemorando em diversos locais de trabalho, festa no dia do aniversário será na Praça do Patriarca com direito a bolo gigante.

São Paulo – Oitenta e quatro pessoas reunidas em 16 de abril de 1923, na capital paulista, fundaram o que nos anos seguintes viria a ser uma das maiores entidades de trabalhadores do Brasil e da América Latina. Naquele dia, em assembleia, o grupo aprovou o estatuto da então Associação dos Funcionários de Bancos de São Paulo que, uma década depois passaria a se chamar Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A criação da entidade se confunde com o nascimento da própria categoria. Se na década de 1920 esses “funcionários de bancos” eram enquadrados como comerciários, nos anos seguintes, organizados, eles já começavam a ser impor como bancários, categoria que nesses 89 anos acumula vitórias. Entre elas, uma CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que, desde 1992, vale do Oiapoque ao Chuí e que avança a cada ano em consequência da mobilização nacional.

Mas a entidade não se dedica somente às batalhas por melhorias para a base. Também teve participação ativa em momentos importantes da história do país, sendo um dos protagonistas na luta contra a ditadura, nos Diretas Já!, na fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no impeachment de Fernando Collor.

Além disso, atua como entidade cidadã na defesa da igualdade de oportunidades para todos, combate a preconceitos de raça, gênero ou opção sexual, batalha pela democratização da comunicação, contra a terceirização que ameaça os trabalhadores, apoia a luta pela autonomia sindical encabeçada pela CUT, entre muitas outras frentes. Prática que se pauta pelo princípio de que a luta por direitos trabalhistas não se separa da luta por uma sociedade mais justa e igualitária




Floresce o novo sindicalismo


Os passos iniciais da retomada dos sindicatos verificados no final da década de 1970 encontraram ressonância não apenas em uma maneira diferente de se comunicar com a base mas também na criação de uma nova estrutura sindical. Em 1983, nasceu a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, com ativa participação dos bancários – um ano antes, a categoria já havia conseguido unificar sua data-base nacionalmente.

A década de 80 também reservou para a história do Sindicato aquela que foi até agora considerada como a maior greve de bancários do Brasil, a primeira pós-1964, mobilizando, em 10 de setembro de 1985, cerca de 500 mil trabalhadores. “Resgatamos nossa dignidade”, registrou a Folha Bancária em sua edição de 13 de setembro de 1985. No ano seguinte, foram reconhecidos como bancários também os funcionários da Caixa Econômica Federal, anteriormente tratados como economiários.

Ao contrário do turbulento final dos anos 1970, quando as iniciativas de paralisação não prosperam, a década de 1980 solidificou um processo de participação e conquistas para a categoria, uma trajetória contínua até 1983, quando aconteceu a intervenção na entidade.

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