segunda-feira, 30 de abril de 2012

Santander Rebaixado!

Pela Standard & Poor’s

Extra! Extra!
Direto do jornal El País, principal jornal da Espanha:

Standard & Poor's rebaja la calificación a más de 10 entidades españolas

Entre la entidades que se han visto afectadas por la decisión de la agencia de calificación
se encuentran el Santander y el BBVA
Agencia EP Madrid 30 ABR 2012 - 09:01 CET115 - El País

Standard & Poor's ha revisado el rating de más de 10 entidades financieras españolas, entre ellas BBVA y Santander, a las que se suman otras como Sabadell, Ibercaja, Popular, Bankinter o Bankia. Además, ha revisado la perspectiva de otros bancos a negativa. Esta revisión se produce después de que la agencia de calificación rebajara la pasada semana en dos escalones el rating de España desde A/A-1 a BBB+/A-2 al entender que existen "riesgos significativos con respecto al crecimiento económico y a la ejecución presupuestaria", algo que podría repercutir negativamente en la calidad crediticia de España.

La rebaja de calificación a los bancos españoles se suma además a otras noticias que sembraron dudas la semana pasada sobre los balances de algunas de estas entidades, como el informe del FMI que alertaba del riesgo de una morosidad “oculta” debido a la tolerancia de bancos y cajas con las refinanciaciones.

más información

• S&P rebaja dos peldaños la deuda española ante las dudas sobre la banca
• El FMI alerta sobre la morosidad oculta de la banca española

La agencia de calificación ha emitido esta mañana un comunicado en el que justifica la nueva rebaja de rating a la banca española. "La rebaja de calificación soberana tiene implicaciones directas negativas en las calificaciones para los bancos", señala.

A Santander y Banesto los degrada de A+ a A-.
A BBVA lo sitúa en el escalón de riesgo BBB+, uno por debajo del que hasta ahora le correspondía (A).
Del mismo modo, Sabadell pasa a tener una calificación de riesgo de BB+, frente al BBB- anterior.
Bankinter, Ibercaja y Kutxabank tienen ahora la nota BBB-, y Barclays, BBB+. Además, ha revisado a "negativa" la perspectiva de otras entidades.

Santander Sofre

E a Espanha Baqueia

É evidente que o Banco Santander sofre os reflexos da “Doença Espanhola”.
Principalmente pelos créditos imobiliários, as taxas de juros e a grande recessão com milhões de desempregados na Espanha.

Vejam a matéria de Celso Ming no Estadão de 28/04/2012.

A Espanha baqueia

Celso Ming - 27 de abril de 2012 | 20h00 - Estadão

Este final de abril, mês da primavera no Hemisfério Norte, decididamente, se revelou um desastre para a Espanha – e não foi apenas para seus melhores clubes de futebol, eliminados da Copa dos Campeões em seus próprios templos esportivos.

Nesta sexta-feira, por exemplo, números oficiais revelaram um avanço na inflação anual, que foi de 1,8%, em fevereiro, para 2,0%, em março. Entre tantos dados negativos, este pode ter sido o menos preocupante.
Também nesta sexta, o Instituto Nacional de Estatística (INE) do Ministério da Economia e Competitividade da Espanha revelou que o desemprego no país saltou de 22,85% da força de trabalho (dados do quarto trimestre de 2011) para 24,44% (no primeiro trimestre de 2012). São 5,6 milhões de pessoas de braços cruzados em 23,1 milhões que constituem a população ativa. A destruição de empregos cresce a 4% ao ano. Pior que isso é o futuro de mãos vazias. Nada menos que 52% dos jovens (com 25 anos ou menos) não encontram trabalho.

A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s, ainda nesta sexta-feira, rebaixou em dois degraus os títulos de dívida da Espanha, colocando-os, ainda, em perspectiva negativa. Ou seja, é provável que dentro de mais alguns meses o rebaixamento prossiga.

Até o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, condenou essa perda de posições da Espanha: “A decisão torna a situação que já era crítica ainda mais crítica”. Mas tanto agências de rating como auditores não são pagos para botar panos quentes, mas para apontar problemas – ainda que agravem as coisas.

A percepção de que aumentou o risco de calote dessa dívida terá duas graves consequências imediatas.
A primeira delas é a tendência à elevação dos juros a serem cobrados pelos tomadores de títulos da Espanha nos próximos meses. Juros mais altos, por sua vez, tendem a aumentar o déficit público, hoje é de 8,5% do PIB.

O segundo efeito é a deterioração patrimonial dos bancos espanhóis, que já enfrentam, em conjunto, 184 bilhões de euros em ativos podres, cerca de 60% dos quais pertencentes às carteiras imobiliárias. Cálculos não oficiais dos analistas apontam para a necessidade de capitalização das instituições financeiras espanholas de nada menos do que 100 bilhões de euros. Se o Tesouro espanhol tiver de intervir, serão mais despesas não previstas e uma pressão adicional para o crescimento do rombo orçamentário.

Toda a indignação das ruas se volta neste momento para as medidas de austeridade implantadas pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy. Mas os problemas vêm lá de trás, das políticas descuidadas dos governos anteriores.
As análises conduzem para a conclusão de que a Espanha não é a Grécia e que as condições para a recuperação da economia são muito melhores. Além disso, os mecanismos de socorro já estão bem mais estruturados na Europa, em situação de circunscrever a crise. O problema é que o tempo dos mercados é diferente do tempo dos políticos. Qualquer fagulha pode detonar novo desastre. A propósito, desastrado é aquele que não conta com a proteção dos astros. E esse pode ser o caso da Espanha.

Ainda no Estadão de 28 de abril de 2012,

no mesmo Caderno de Economia, o Correspondente do Jornal em Genebra, Jamil Chade escrevia:

“A economia do país implodiu em 2009,
com o colapso da bolha imobiliária. Agora é a crise da dívida que agrava a situação.

“Para a Standard & Poor’s, está claro que o governo espanhol terá de começar a falar em resgatar seus bancos. Madri quer uma participação privada nesse resgate, mas se recusa a falar em uma ajuda da Europa.”

Música para um dia de chuva

E para passar a raiva da Telefônica

Em nossa casa, depois de um erro estúpido da Vivo-Telefôncia, estamos há cinco dias sem speedy e sem internet.
Todos os dias telefonando para a empresa, gastando tempo e dinheiro e eles não resolvendo nada e dizendo que a culpa era minha, o cliente.

Cansado de perder tempo e dinheiro, pedi para meu colega, que é técnico de informática, passar hoje cedo em casa para tentar descobrir qual era o problema. Depois de horas no telefone e na confusão da Vivo-Telefônica, descobrimos que a empresa, ao enviar técnicos para implantar "speedy com fibra óptica", além de não conseguirem implantar, eles desligaram meu sistema que funcionava há mais de quatro anos. E ainda tiveram a coragem de dizer que deveríamos procurar o “setor comercial da empresa”.

Ainda bem que não é um setor monopolizado e existem concorrentes.


Liguei para a corrente e pedi para instalarem banda-larga, pela metade do preço da Vivo-Telefônica.
Ao telefonar para cancelar minha assinatura antiga da Telefônica, fiquei mais meia hora ouvindo várias funcionárias oferecerem produtos mais baratos.

Tarde demais...
Minha paciência já estava esgotada e a concorrência ajudou-me a ficar livre, temporariamente, do problema.
Estas prestadoras de serviço,
mesmo com a existência das Agências Reguladoras, são terríveis e caras.
Elas se merecem e nós pagamos as contas...

Viemos trabalhar, eu e meu colega de informática, cansado e irritados com a Vivo-Telefônica.

A vantagem do feriado foi ver o restaurante vazio, o trânsito livre e a chuva para acalmar as pessoas.
E lendo minhas mensagens atrasadas, vi umas sugestões de músicas.
Escolhi esta, muito bonitinha para a tarde chuvosa...

Buika - La Bohemia (Almodovar Soundtrack Collection)


domingo, 29 de abril de 2012

PSDB como Direita Escancarada

Patrões obrigam trabalhadores

É mais triste do que trágico ver o PSDB organizar seu “núcleo sindical dos trabalhadores” a partir do apoio de empresários que pagam transporte e determinam seus empregados participarem obrigatoriamente, para dar quorum. Antigamente os patrões faziam isto de forma escondida, agora, para organizar à nova direita, os patrões fazem abertamente.

Como diz Elio Gaspari, o PSDB se assumiu como de direita escancarada.
Que falta que Mario Covas faz ao partido...

Veja a matéria da Folha de ontem:

Congresso sindical do PSDB ganha apoio de patrões
Folha de SP – 2012-04-29

O PSDB promoveu ontem o primeiro congresso de seu "núcleo sindical", em São Paulo, com o propósito de aproximar o partido dos trabalhadores.
A notícia é publicada pelo jornal b, 28-04-2012.

Para lotar o evento, no entanto, precisou de uma forcinha dos donos de construtoras e empreiteiras do Estado.

"Cada patrão mandou dez funcionários para cá. A gente tem que ficar até o fim [do evento] e levar o comprovante de que veio para não descontar o dia de trabalho", contou à Folha um dos presentes no evento.

Os funcionários das construtoras que participaram do evento ganharam a passagem de volta para casa.

O congresso, que reuniu a cúpula do PSDB nacional e paulista, contou ainda com a presença de militantes do partido de outros Estados.

Eles chegaram em ônibus que foram bancados pelo partido.

Todos os participantes receberam lanche -sanduíche de queijo, suco, biscoito e maçã.

O "núcleo sindical" do PSDB vai ter como presidente Antonio de Souza Ramalho, o Ramalho da Construção, que é filiado ao partido e preside o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

Tempo para as Flores

Flores em toda parte

Estes dias, além da grande variedade de notícias importantes para repercutir, tive que fazer algumas viagens e conviver com os computadores endoidecidos. Uma semana de problemas nas computadores. Agora é o speed de casa. As empresas cobram para tudo, mas o atendimento é precário.

Consegui tempo para acompanhar o noticiário sobre o Banco Santander Brasil e até para mostrar algumas músicas. Mas, a vontade de mostrar as flores era muito grande. Acontece que, além dos problemas nos computadores,as flores que eu envio do I-phone via uol estão demorando um mês para chegar. O quê me obriga a salvar direto no computador, o que dá muito mais trabalho.

Para compensar que faz tempo que não edito flores, resolvi parar tudo e tentar mostrar duas fotos de flores.

a primeira é da grande paineira que tem na esquina de casa. Na verdade são duas, enormes e todas floridas. Apesar do tempo chuvoso, tirei a foto que está abaixo:


Fui em Jundiaí e tinha várias paineiras. O mesmo em Atibaia e Santos. Parece que até em Buenos Aires, as paineiras estão florindo. Vi numa foto enviada por Joel Bueno.

Agora vejam como estas "mariazinhas" estão enormes.


Tão bonitas e tão simples.

Estou preparando a mensagem de sábado e de domingo, na sexta-feira, por que não sei se nosso speed de casa vai voltar até domingo.E tenho que fazer correndo, por que temos uma reunião sobre Economia Solidária e eleições municipais em São Paulo.
Nossa cidade está precisando muito de solidariedade.

sábado, 28 de abril de 2012

Summertime - Três Variações

Três tempos históricos

Há várias semanas que estou com esta ideia de mostrar três lindas versões de uma mesma música.

O fato de a música ser uma composição americana também não é por acaso, é para mostrar que a música unifica os povos e as etnias.

É comovente ver e ouvir cada uma das interpretações.

O mundo precisa destas coisas...

Ella Fitzgerald - Summertime



Norah Jones - Summertime



Summertime - Janis Joplin




Se quiser, acompanhe com a letra:

Summertime

Summertime, time, time,
Child, the living's easy.
Fish are jumping out
And the cotton, Lord,
Cotton's high, Lord, so high.

Your daddy's rich
And your ma is so good-looking, baby.
She's looking good now,
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,
No, no, no, no, don't you cry.
Don't you cry!

One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,
You're gonna spread your wings,
Child, and take, take to the sky,
Lord, the sky.

Until that morning
Honey, n-n-nothing's going to harm you now,
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no,
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no,
No, no, no, no, no, no, no, no, no,
Don't you cry,
Don't you cry,
Cry.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Santander Quebra o Silêncio

O Banco vai ser vendido ou não?

Um assunto tão importante, publicado duas vezes num dos jornais mais importantes do Brasil, acabou sendo tratado de forma displicente pelo presidente do banco no Brasil.

Como o jornal ou “não gostou da forma” ou “não acreditou na resposta”,
o assunto somente aparece na última linha da matéria abaixo.

Para vocês sentirem o “dito” pelo “não dito”,
leiam a matéria e façam suas conclusões:


Venda de carteira podre evita alta do calote no Santander

Leandro Modé, Altamiro Silva Júnior - O Estado de S. Paulo - 27/04/2012

A venda no mercado de uma operação de crédito em atraso no valor de R$ 700 milhões evitou que a taxa de inadimplência do Santander subisse no primeiro trimestre do ano, tendência que se observou nos balanços de Itaú e Bradesco. Ao passar para a frente o crédito praticamente podre, o banco conseguiu manter o indicador de calote estabilizado em 4,5%. Do contrário, teria avançado para 4,8%.

Ainda assim, a instituição teve uma queda no lucro trimestre. No padrão contábil brasileiro, o ganho alcançou R$ 1,766 bilhão, recuo de 3,3% na comparação com os três primeiros meses de 2011. Excluindo um outro efeito contábil, decorrente do ágio relativo a aquisições de outros bancos nos últimos anos, a baixa do lucro foi ainda mais expressiva: 15,5%, de R$ 1,01 bilhão em 2011 para R$ 856 milhões nos três primeiros meses deste ano.

Mesmo com o resultado pior,
a participação do Brasil nos resultados globais chegou a 27%,
ante 25% da Europa continental (Espanha, Portugal, Polônia e Alemanha),
25% da América Latina (México e Argentina, entre outros)
e 13% do Reino Unido.

Os empréstimos problemáticos estavam quase sendo baixados para prejuízo. A carteira vendida estava 100% provisionada e era formada por várias linhas de crédito. O presidente do banco, Marcial Portela, destacou que é estratégia do banco se desfazer de carteiras assim. Ele observou que existem investidores interessados nesses ativos. Eles os compram com deságio e depois tentam recuperá-los.

Dos grandes bancos de varejo, o Santander é o único que ainda não anunciou reduções nas taxas de juros cobradas de pessoas físicas e empresas. Na semana passada, o banco divulgou taxas menores, mas disse que os produtos envolvidos já estavam sendo preparados há muito tempo. Não havia, portanto, vinculação com o movimento recente do mercado, puxado pelas instituições públicas.

Durante a apresentação de resultados, Portela afirmou que o banco estuda reduzir os juros em linhas tanto para pessoas físicas quanto empresas. "Estamos revisando as nossas taxas", disse. Segundo ele, esse é um processo que está começando agora, em meio a queda dos juros básicos da economia. "Podemos estar no início de uma nova realidade no sistema financeiro brasileiro; muita coisa vai ser revista."

O presidente do Santander lembrou que o nível de inadimplência no Brasil é sempre superior a países como Chile, México e Espanha. "Aqui também há níveis de spread maiores", disse ele. Spread é a diferença entre a taxa de juros que o banco paga para captar recursos e a que ele empresta.Indagado sobre o que vem antes - a inadimplência puxa o spread ou o spread puxa a inadimplência -, Portela disse não saber a resposta.

Fora do Brasil?

O executivo frisou que o Santander vai crescer de forma criteriosa. "A atividade comercial está forte, especialmente no varejo. Os resultados (do primeiro trimestre) colocam o banco com potencial de crescimento de forma criteriosa."
No segundo semestre, o executivo destaca que o crescimento do crédito será bem mais expressivo que nos primeiros seis meses. O banco quer crescer em linha com o mercado, na casa dos 15% a 16%, destaca Portela. "Vamos continuar no mesmo nível do resto do mercado."

Sobre rumores de que o banco no Brasil estaria sendo vendido
para Bradesco ou Banco do Brasil, Portela afirmou que "são absolutamente falsos". Segundo ele, o Santander está em busca de ativos para comprar no País.

Guardiola para Técnico do Corinthians

Barcelona anuncia saída de Guardiola

O problema do Corinthians não é o goleiro, é o técnico.

Já que o Corinthians jogou dinheiro fora com Adriano,
pode muito bem fazer um bom investimento e fazer uma boa oferta para contratar Guardiola.

Assim o Corinthians pode disputar e ganhar uma “Libertadores”.
Além de projetar o futebol brasileiro para o mundo.
Afinal, quem sabe um técnico europeu ajude a recuperar a imagem do futebol brasileiro.

Vamos lá, Corinthians!
Procurem o Guardiola, já que quer ser um Barcelona!

Após quase quatro anos e 13 títulos,
Barcelona anuncia saída de Guardiola
Do UOL, em São Paulo, 27/abril/2012

Depois de muita especulação, o Barcelona anunciou nesta sexta-feira a saída de Pep Guardiola. O técnico decidiu não renovar seu contrato, que acaba ao final da atual temporada. O clube espanhol agradeceu o treinador, que deixa o comando da equipe após quase quatro anos e 13 títulos.

GUARDIOLA JUSTIFICA DECISÃO DE DEIXAR O BARÇA: "O TEMPO DESGASTA TUDO"

"Informo que Guardiola não continua como treinador do Barcelona na próxima temporada. Obrigado, Pep, por ter nos apresentado um modelo de futebol que nunca mais pode ser questionado. Obrigado, Pep, por ter sido o melhor treinador da história do clube", disse o presidente Sandro Rosell, do Barcelona.

"Não é uma situação muito fácil para mim. Vou tentar explicar o que sinto. (...) Comunico uma decisão que tomei faz tempo", afirmou Guardiola na entrevista coletiva. Treinador das bases do Barcelona, Tito Vilanova vai assumir o comando do clube.

Apesar de Guardiola afirmar que tomou a decisão de deixar o comando do Barcelona há muito tempo, o presidente Sandro Rossel revelou que manteve a esperança até essa semana que o treinador mudasse de ideia e continuasse na Catalunha. "A esperança é a última coisa que perdemos nessa vida", argumentou.
Antes mesmo da entrevista coletiva do treinador, a imprensa espanhola já dava como certa a sua saída. Segundo o jornal Marca, Guardiola se reuniu com os jogadores na manhã desta sexta-feira e comunicou a sua decisão: “Meninos, deixarei o Barça”,teriam sidos as palavras do técnico.

A saída de Guardiola ganhou força após os recentes resultados do Barcelona. Em uma semana, o time catalão perdeu o clássico para o Real Madrid em casa e viu o rival ficar com a mão da taça do Espanhol, e caiu na semifinal da Liga dos Campeões para o Chelsea.

Guardiola chegou ao Barça em junho de 2008 para substituir o holandês Frank Rijkaard e deu início a uma das fases mais vitoriosas da história do clube da Catalunha. A filosofia de jogo adotado pelo técnico encantou o mundo e passou a ser espelho para os demais clubes.

França 55% - Sarkozy 45%

10% de vantagem

Apesar de a Folha fazer campanha para Sarkozy,
consolida-se a vantagem do candidato socialista à presidência da França.

Na pesquisa divulgada ontem, os socialistas estão com 55% e
os conservadores neoliberais estão com 45%.

Faltam apenas 10 dias para a França sinalizar para o Mundo
que “um novo mundo é possível”
.
E que neste novo mundo as pessoas devem estar em primeiro lugar.
É a sociedade quem deve governar, não os bancos.

Vive La France!


Hollande mantém ampla vantagem sobre Sarkozy em nova pesquisa

DA FRANCE PRESSE, EM PARIS – UOL - 26/04/2012 - 14h19

O socialista François Hollande mantém uma vantagem de dez pontos
sobre seu adversário conservador Nicolas Sarkozy nas intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial francesa de 6 de maio, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.

A pesquisa, realizada pela TNS Sofres/Sopra Group para a rede de televisão iTélé nos dias 24 e 25 de abril, concede a Hollande 55% das intenções de voto contra 45% para o atual presidente.
Esses dados são similares aos do estudo de opinião realizado por este mesmo instituto nos dias 18 e 19 de abril.
Cerca de 27% das pessoas interrogadas não manifestaram intenção alguma de votar, contra os 25% de uma semana atrás.

E 81% dos eleitores --incluindo os que irão se abster-- se declaram certos de sua decisão, enquanto 14% ainda podem modificar sua opção. Cerca de 5% se declaram sem opinião.

ELEITORES DE LE PEN
Entre os eleitores da candidata de ultradireita Marine Le Pen,
que no primeiro turno de 22 de abril chegou em terceiro com 18% dos votos,
51% votariam em Sarkozy se as eleições fossem realizadas no próximo domingo, 16% optariam por Hollande e 33% se absteriam, votariam em branco ou anulariam seu voto.
Entre os eleitores do centrista François Bayrou (9,1% no primeiro turno), 39% votariam por Sarkozy, 32% por Hollande e 12% iriam se abster ou votar em branco ou nulo.
A pesquisa foi realizada por telefone com uma amostra de mil pessoas representativas da população francesa inscritas nas listas eleitorais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Santander e o Banco Central Europeu

La entidad rechaza ceder la gestión de sus inmuebles a una sociedad externa

Direto da Espanha e do Jornal El País.
Enquanto o Banco Santander Brasil não informa a seus funcionários e clientes, se procedem ou não as notícias de que o banco está sendo negociado no Brasil, as notícias internacionais sobre a Crise da Espanha e a Crise do Santander continuam pautando os interessados.

São 55 mil funcionários e milhões de clientes no Brasil.
Queremos saber a Verdade!

Vejam mais estas notícias do jornal El País:

El Santander guarda 37.000 millones en la hucha del Banco Central Europeo

- El banco deposita todo el dinero logrado en las subastas de liquidez
- La entidad rechaza ceder la gestión de sus inmuebles a una sociedad externa
- Sáenz prevé que la filial en México salga a Bolsa este año
- El banco aumenta en unos 6.000 millones su inversión en deuda española

El País - Miguel Jiménez Madrid 26 ABR 2012 - 11:07 CET87

El Banco Santander ha comunicado hoy que pidió 35.000 millones de euros prestados al Banco Central Europeo (BCE) en las subastas de liquidez a tres años. Pero el banco lo hace como un seguro de liquidez porque al tiempo guardó 37.000 millones de euros en depósitos en el propio BCE, según ha explicado su director financiero, José Antonio

Álvarez, en la presentación a analistas de los resultados del primer trimestre de 2012.
Álvarez también ha señalado que el banco ha aumentado entre 6.000 y 7.000 millones su inversión en deuda pública española. El banco, por otro lado, ha indicado en la presentación a analistas que la morosidad no tocará techo hasta el año 2013.

La morosidad crediticia en España no tocará techo hasta 2013

Además, el Santander se ha unido hoy al BBVA en su rechazo a gestionar la venta de inmuebles a través de una entidad fuera de su control, como impulsa el Ministerio de Economía. El consejero delegado del Santander, Alfredo Sáenz, ha señalado durante una presentación a analistas que el banco va a acelerar durante este año la venta de viviendas y otros inmuebles, en especial tras los saneamientos derivados de la nueva regulación.
“Vamos a acelerar las ventas” de inmuebles adjudicados, ha señalado Sáenz. El ejecutivo ha explicado que en el último trimestre las ventas inmobiliarias han sido ya casi iguales a las entradas de nuevos inmuebles adjudicados ante el impago.Vamos a acelerar las ventas de viviendas e inmuebles"

Alfredo Sáenz
Alfredo Sáenz también se ha referido al informe del Fondo Monetario Internacional (FMI) sobre la banca española, asegurando que no ha dicho nada que no se supiera ya. En ese sentido, ha subrayado que el Fondo destaca la fortaleza y solidez de los grandes bancos. En lo que hace referencia a la necesidad de acelerar el saneamiento del sector, Sáenz ha indicado que ese mensaje coincide con el que el propio banco dio recientemente en la junta general de accionistas.

En cuanto a la idea del FMI de que hace falta dinero público para sanear el sector financiero, Sáenz señala que el banco da por hecho que los rescates y saneamientos tendrá que asumirlos el Fondo de Garantía de Depósitos (FGD), financiado por el sector. "No somos entusiastas pero lo hemos asumido", ha explicado Sáenz.

El Santander destinará 1.000 millones más al saneamiento inmobiliario
El banco, sin embargo, no ve ninguna necesidad de recurrir a un banco malo o a un vehículo compartido con otras entidades de modo que quede fuera de su control y no se consolide en su balance. “Los estamos gestionando nosotros mismos, lo estamos gestionando bien, la caída del stock neto de inmuebles a lo largo de 2012 va a ser importante”, ha señalado Sáenz.

El banco no ha hecho ninguna provisión especial por los inmuebles en los resultados del primer trimestre, en los que el beneficio cae un 24%. “Cerramos ya 2011 con unas coberturas bastante más altas que el resto del sector. No hemos hecho ningún cargo de provisiones por el real decreto [de saneamiento de los inmuebles en el sector financiero] porque, de acuerdo con las normas internacionales de contabilidad, el nivel de precio las transacciones en el mercado no justifican todavía los niveles de provisiones del real decreto. Lo iremos haciendo a lo largo de 2012, cuando el mercado lo vaya recogiendo”, ha explicado el consejero delegado del Santander.

El beneficio del Santander cae un 24% hasta marzo tras dotar provisiones

Sáenz ha recordado el saneamiento especial realizado al cierre del año pasado y ha detallado lo que tiene pendiente: “Después de descontar la plusvalía de Colombia, que vamos a destinar a este saneamiento, nos quedaría por aplicar unos 1.000 millones después de impuestos, que iremos aplicando de aquí a fin de año”.
El consejero delegado del Santander también ha reiterado que el banco tiene decidido sacar a Bolsa su filial en México, y ha precisado que el objetivo es culminar la operación este año, aunque la decisión sobre el momento concreto todavía no está tomada.

“La decisión estratégica de sacar a Bolsa un 25% de la filial de México está tomada. La decisión sobre el momento no está tomada. Pero pretendemos hacerlo a lo largo de 2012 si no cambian las circunstancias del mercado. Se ha puesto en marcha el proceso en términos de preparación”, ha explicado Alfredo Sáenz.

Bradesco e Itaú - A Disputa Continua

O tempo passa e a distância diminui

Coisa de louco! Ideia fixa de competidor! Perseverança! Obstinação!
Qualquer que seja o nome vale para a disputa pública que existe entre o Bradesco e o Itaú.

Roberto Setúbal fez um lance de mestre ao adquirir o Unibanco.
O Bradesco sentiu o lance e até trocou o presidente do banco. Com o novo presidente e o “time mais coeso”, partiu para o “crescimento orgânico”.
A verdade é que, mesmo a lucratividade do Itaú sendo maior, o Bradesco tem conseguido diminuir a diferença entre os Ativos dos dois bancos.

São dois competidores que não podem ser subestimados.
O tempo mostrará o resultado.
Vejam esta matéria do jornal Brasil Econômico:

Bradesco reduz distância do líder


BRASIL ECONÔMICO - FATO RELEVANTE – SP - SP - 25/04/2012 - Pág. 30

Diferença entre tamanho de bancos, em ativos, já chegou a 40,4%; hoje é de 13,6%

O Itaú Unibanco mantém o posto de maior banco privado do país, que assumiu desde a fusão entre os dois bancos que lhe dão nome, em novembro de 2008. No entanto, a cada trimestre o então líder Bradesco vem reduzindo a diferença.

Ao final de 2008, a diferença era de R$ 183,7 bilhões, o que significava um Itaú Unibanco com ativos 40,4% superiores ao do concorrente.
No primeiro trimestre desse ano, a diferença caiu para R$ 107,3 bilhões, garantindo ao banco das famílias Setubal e Villela um tamanho 13,6% superior ao Bradesco.

Essa redução relativa ocorre porque nos últimos trimestres o Itaú Unibanco esteve envolvido com a fusão, penalizando o crescimento dos ativos — principal indicador para medir o tamanho de um banco.
Em março, os ativos totais eram de R$ 896,84 bilhões, um crescimento de 15% em 12 meses. Já no Bradesco, o crescimento no mesmo período foi um pouco maior, 16,9%, chegando a R$ 789,55 bilhões.

O maior banco do país continua sendo o público Banco do Brasil, que em dezembro contabiliza ativos de R$ 981,23 bilhões.

Embora crescendo menos, o Itaú conseguiu atingir o objetivo de reduzir o seu índice de eficiência (quanto menor, melhor), que mede a relação entre receitas e despesas de uma instituição financeira.

No primeiro trimestre, esse indicador chegou a 44,5%, queda de 2,9 pontos percentuais em relação a igual período de 2011. Isso significa dizer que o banco gastou R$ 44,50 para cada R$ 100 em receitas. A meta do Itaú é chegar ao final de 2013 com índice de 41%. No Bradesco, esse indicador está em 42,7%.

Santander se omite na Assembléia

ContrafCUT cobra esclarecimentos

Aproveitando a realização da Assembléia Geral do Santander Brasil realizada ontem, a Confederação Nacional dos Bancários da CUT - ContrafCUT, cobrou da Diretoria do Banco esclarecimentos sobre as notícias publicadas nas páginas do jornal O Estado de São Paulo, na coluna de Sonia Racy.

Mesmo o mundo inteiro já sabendo das notícias, a diretoria do Santander preferiu silenciar-se, deixando mais ainda a angústia e a incerteza na vida dos 55 mil funcionários e dos clientes. Os funcionários e os brasileiros merecem respeito.Ainda não sabemos o por quê de a Bovespa e o Banco Central não cobrarem esclarecimentos públicos sobre o assunto.

Vejam a matéria que saiu no "site" da ContrafCUT:

Contraf-CUT cobra explicações sobre especulações, mas Santander se cala

A Contraf-CUT cobrou nesta quarta-feira (25) explicações do Santander Brasil sobre as especulações da imprensa acerca de uma possível negociação com bancos concorrentes. A cobrança foi feita durante a assembleia dos acionistas do banco, em São Paulo.

O secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, leu a íntegra das duas notas publicadas nas últimas semanas na coluna da jornalista Sônia Racy, principal articulista do jornal O Estado de S.Paulo. Ambas trouxeram muitas dúvidas e alimentaram uma onda de boatos em todo país.

Os representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da Afubesp também solicitaram esclarecimentos.

Confira as duas notas publicadas no Estadão:

"Para acompanhar" (dia 12 de abril)

"Alguns integrantes do Banco do Brasil andam cochichando que o Santander estaria mantendo conversas com o Bradesco - rumo a uma união. Já pelo mercado, a versão é outra: quem quer mesmo se casar com o pessoal do Santander é o pessoal do BB."

"Da vida" (dia 25 de abril)

"Aprofundam-se pelo mercado rumores de que o Santander Brasil estaria sendo vendido a um banco brasileiro. Ao se tentar descobrir para quem, fontes dos grandes bancos sussurram hoje que o interessado na compra é. "aquele meu concorrente". Será suspeito o primeiro que for visto na cidade de Santander, na Espanha, à procura de Emilio Botín."

Santander ouve, mas nada comenta

Após a leitura, o diretor da Contraf-CUT cobrou uma resposta do banco. "A direção do Santander deve explicações para os acionistas, o Brasil e os brasileiros", frisou Ademir. Os representantes do banco, no entanto, se calaram e encerraram a assembleia.

Para o dirigente sindical, o Santander perdeu uma excelente oportunidade para se manifestar. "A transparência é fundamental na gestão de um banco, tanto na relação com os acionistas e a sociedade como para informar os funcionários que são cobrados pelos clientes na rede de agências", disse.

"Continuamos esperando um pronunciamento do banco sobre as especulações da imprensa", reforça Ademir.
Nesta quinta-feira (26), o Santander anuncia o balanço do primeiro trimestre de 2012.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Santander à Venda novamente no Estadão

Sonia Racy – no Estadão de hoje!!!

Vejam a matéria que saiu na Coluna de HOJE, dia 25 de abril de 2012.

Da vida
25.abril.2012 | 1:08

Aprofundam-se pelo mercado rumores de que o Santander Brasil estaria sendo vendido a um banco brasileiro. Ao se tentar descobrir para quem, fontes dos grandes bancos sussurram hoje que o interessado na compra é… “aquele meu concorrente ”.
Será suspeito o primeiro que for visto na cidade de Santander, na Espanha, à procura de Emilio Botín.

Agora vejam a Situação da Espanha, conforme o jornal de Hoje:

Espanha admite 'extrema fragilidade'

Ministro da Economia faz declaração ao defender austeridade; juros cobrados sobre dívida espanhola voltaram a subir ontem
25 de abril de 2012 | 3h 12 ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo

Os juros cobrados para compra de títulos da dívida pública voltaram a saltar ontem na Espanha, durante uma nova operação de venda realizada pelo Tesouro de Madri, no total de € 1,9 bilhão. A rentabilidade exigida por obrigações com três e de seis meses de validade quase dobrou.

A tensão aumentou ainda mais quando o ministro de Finanças, Cristóbal Montoro, saiu em defesa da política de austeridade do governo de Mariano Rajoy afirmando que o país está em "um momento de extrema fragilidade". Apesar das más notícias, as bolsas de valores subiram ontem, um dia depois do efeito "Holanda-Hollande", que atingiu os mercados na segunda-feira.

A nova advertência dos investidores sobre a dívida da Espanha foi enviada pela manhã, quando o governo Rajoy buscou € 1,93 bilhão vendendo bônus. Para refinanciar € 720 milhões em obrigações com validade de três meses, os juros cobrados foram de 0,634%, contra 0,381% em março. Já na operação de refinanciamento de € 1,21 bilhão em títulos com maturidade de seis meses, o rendimento exigido foi de 1,58%, contra 0,836% no mês passado. A boa notícia é de que houve forte demanda por parte dos investidores, de € 9,4 bilhões.

Falando ao Parlamento, onde defendeu a adoção do orçamento de 2012 - no qual o governo de Rajoy previu uma política de austeridade histórica -, Montoro deu a tônica da gravidade da crise por que Madri atravessa. "Trata-se de um momento extraordinariamente delicado para o país", admitiu. "Este orçamento visa a trazer de volta a confiança na sociedade espanhola, a confiança de nossos parceiros europeus na Espanha e a confiança dos mercados."

Diante da pressão no mercado de dívidas soberanas e das declarações de Montoro, o índice Ibex 35 da bolsa de valores de Madri caiu a seu nível mais baixo em três anos ao longo do dia, antes de se recuperar durante a sessão e fechar em alta de 2,24%, seguindo a tendência internacional. Outras praças da Europa também fecharam no positivo, como Londres, alta de 0,78%, e Frankfurt, que avançou 1,03%.

Holanda-Holandde. Na véspera, as bolsas de valores haviam caído mais de 3%, caso de Paris, diante das notícias vindas da Holanda, que viveu a renúncia do governo do primeiro-ministro, Mark Rutte, depois que sua coalizão implodiu, dividida pela votação de um novo plano de rigor. Na França, a vitória do socialista François Hollande frente a Nicolas Sarkozy no primeiro turno das eleições ao Palácio do Eliseu também teria causado preocupação nos mercados.

Entretanto, para a economista Jézabel Couppey-Soubeyran, especialista em bancos e sistema financeiro da Universidade de Paris I - Sorbonne, de Paris, a tensão nos mercados tem mais a ver com a crise da Europa, que ainda não passou, do que com as notícias vindas de Paris e Amsterdã.

"Os mercados já tinham antecipado o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais na França e sabiam que Nicolas Sarkozy não teria o primeiro lugar", disse ao Estado. "O que há na Europa e nos mercados é uma conjuntura degradada, e que não dá sinais de retomada consistente. É essa instabilidade que perturba os investidores.”



terça-feira, 24 de abril de 2012

Santander - Espanha e a Década Perdida

Un camino largo y doloroso por delante

Os analistas econômicos continuam preocupados com a ESPANHA.
E nós continuamos preocupados com o BANCO SANTANDER no Brasil e na Espanha.
No Brasil são 55 mil funcionários e é a principal fonte de lucro para o Santander da Espanha.

O dilema é:
Como salvar o Banco na Espanha se o país viverá em recessão até 2017? Como cobrir os prejuízos causados pela inadimplência imobiliária e pela recessão? Como ficam os boatos sobre a venda do Banco no Brasil, se já venderam filiais em outros países sulamericanos?

O silêncio não é a melhor resposta...

Vejam a matéria do Jornal El País, principal jornal da Espanha:


El FMI prevé una década perdida para la economía española
Las nuevas previsiones apuntan a que España no recupere el PIB de 2008 hasta 2017
La mejora de Italia y Grecia será todavía más lenta

El País – ALICIA GONZÁLEZ (ENVIADA ESPECIAL) Washington 19 ABR 2012 - 21:02 CET

España se queda atrás. Aunque los países avanzados han sufrido más la Gran Recesión que los emergentes, la mayoría de ellos ha recuperado ya o recuperará este año la actividad económica que tenían antes de que estallara la crisis financiera. Solo queda un pequeño grupo de países rezagados y España está entre ellos.
Las nuevas previsiones del Fondo Monetario Internacional (FMI) actualizadas esta semana apuntan a que España no recuperará el nivel de Producto Interior Bruto (PIB) de 2008, el último ejercicio con crecimiento antes de la crisis, hasta el año 2017, seis años más tarde que Alemania o Francia.

Eso, si se toma como referencia el PIB. En el caso del empleo es peor. "Si el PIB se recupera para 2018, eso significa que no se recuperarán los dos millones y medio de empleos perdidos antes de 2022 o 2023, en el mejor de los casos. Así que en términos de empleo, serán quince años perdidos", subraya José Ramón Díez Guijarro, profesor de Entorno Económico del IE.En el caso de Alemania, el batacazo del PIB se produjo en 2009, cayó un 5,1%. Desde entonces ha mantenido crecimientos sostenidos por encima del 3%.

Frente a esa dinámica, España es uno de los países en los que el fantasma de la doble recesión ha cobrado vida. Cuando la economía había iniciado una lenta recuperación, el exceso de endeudamiento, la contracción del crédito, la parálisis del sector inmobiliario, la crisis de la deuda y las medidas de ajuste presupuestario han provocado la vuelta a los números rojos.

Es el modelo económico español del boom el que ahora está demostrando de qué estaban hechos sus mimbres.
"La facilidad de acceso a la financiación y el shock de demanda derivado de la inmigración dispararon el peso del sector inmobiliario en el PIB. Eso ya no pasará, con el consiguiente impacto negativo sobre el potencial de crecimiento", asevera el Instituto de Finanzas Internacionales (IIF), que agrupa a los principales bancos privados del mundo.

Eso significa que el potencial se reduce del 3,3%-3,5% habido entre 1995 y 2007, a poco más del 1,5%-2% en el futuro próximo, según distintos expertos. Entre otras cosas porque aún queda pendiente el ajuste de precios del sector inmobiliario y su impacto sobre las cuentas de lo bancos, lo que no facilitará el crédito.

Según Deutsche Bank, los precios de la vivienda cayeron un 30% en EE UU en los dos primeros años de la crisis antes de estabilizarse. "En España, con una burbuja similar, los precios se han contraído apenas un 15% en tres años y tienen que caer más". En el caso de Alemania, el batacazo del PIB se produjo en 2009, cayó un 5,1%. Desde entonces ha mantenido crecimientos sostenidos por encima del 3%

Los técnicos del FMI calculan que en 2013 España volverá a crecer, apenas un 0,1%. Pero ni siquiera a partir de ahí España tendrá una recuperación vigorosa. Las previsiones del FMI apuntan a un crecimiento del PIB español ligeramente superior al 1% en 2014 y siempre por debajo del 2% hasta 2017, último año al que alcanzan sus pronósticos.

Eso siempre que el Gobierno español no cumpla con el plan de ajuste marcado por Bruselas porque, como recuerda un experto en temas monetarios, "el informe del FMI da por hecho que no se cumplirá el objetivo del 3% en todo ese tiempo, ya que en ese caso la economía se contraería durante varios años". Así que la década perdida puede ser, incluso, el escenario más benigno para la economía española.

Con todas las cautelas que merecen las previsiones —"a partir de los dos años, las previsiones son poco de fiar", admite un oficial del organismo—, lo que parece claro es que el Gobierno de Mariano Rajoy no podrá disfrutar de una economía mínimamente pujante en toda la legislatura, en la que el paro se mantendrá siempre por encima del 20% y la deuda pública se disparará ante la dificultad de reducir el déficit en una economía renqueante. Según el FMI, la economía solo crecerá un 1% en el total de los cuatro años de mandato de Rajoy.
El informe del FMI da por hecho que no se cumplirá el objetivo del 3% en todo ese tiempo, ya que en ese caso la economía se contraería durante varios años”

Especialista del FMI
Junto a España, en el grupo de los más rezagados en la salida de la crisis están Eslovenia y las economías rescatadas de Irlanda y Portugal. Las tres atraviesan también una década perdida en cuanto a crecimiento económico. A Italia le va todavía peor. Arrancó la crisis antes que España y, debido a un crecimiento menor incluso que el español para los próximos años, no recuperará el nivel de PIB de 2007 dentro del periodo que abarcan las previsiones del Fondo. Italia y Portugal cuentan con el agravante de ser dos de los países que menos crecieron en la década previa a la crisis.

Y por detrás de todos ellos está, cómo no, Grecia. Tras cinco años de recesión, incluso si se cumplen las muy optimistas previsiones del FMI para el periodo 2014-2017, aún estará muy lejos del nivel de actividad de 2007. Fuera de Europa, solo Japón arroja un escenario parecido.

La parte positiva es que el ajuste empieza a dar tímidas señales positivas. "El control de la inflación y la caída de los costes laborales unitarios se está traduciendo en mejoras de competitividad y la balanza por cuenta corriente, reflejo de los desequilibrios de un país, ha pasado de un déficit del 10% a poco más del 3% y sigue cayendo. Son mejoras importantes", apunta Díez Guijarro.

Pero como recuerda un inversor, el cambio hacia un nuevo modelo de crecimiento no es fácil.
"Queda un camino largo y doloroso por delante".

segunda-feira, 23 de abril de 2012

França - Duas semanas para mudar o Mundo

Sim, as pessoas venceram o neoliberalismo

A segurança em primeiro lugar. No caso da França, a segurança significa mais emprego, manutenção dos salários e das aposentadorias. Significa também, tratar as pessoas com respeito. Quando os franceses foram às urnas, votaram contra o governo neoliberal e desrespeitoso de Sarkozy. Votaram na Esperança por uma França melhor e mais humana.

Viveremos duas semanas tensas, onde a imprensa neoliberal vai pressionar os eleitores da direita, que votaram em Marine, para que votem em Sarkozy. Mas, apesar da pressão da imprensa, a tendência é aumentar a quantidade de votos para o candidato do partido socialista. A França pode perder uma guerra, mas não perde o compromisso histórico com a liberdade.

A Folha de São Paulo, curiosamente, destaca mais as fotos e as manchetes com Sarkozy do que com Hollande, o candidato vencedor nas pesquisas e nos resultados oficiais. A Folha já fez a mesma coisa durante a campanha presidencial de Dilma. Parecia que o candidato do jornal estava ganhando, quando todo mundo sabia que estava perdendo. Eu sabia que a Folha era neoliberal, mas não sabia que chegaria ao ponto de fazer campanha para Sarkozy.

Na França, existem jornais de direita, de centro e de esquerda. O sistema de televisão é mais regulamentado do que aqui. No Brasil, mesmo com a redemocratização, existem grandes jornais apenas de direita. Nem de centro não existe. No Brasil, a Democracia chegou ao sistema eleitoral, está chegando na economia com os governos Lula-Dilma quando melhora a vida de 50 milhões de brasileiros, mas ainda não chegou no judiciário, na imprensa e na educação.

O problema no Brasil é que o pessoal do centro e da esquerda ainda não criou seus jornais e canais de televisão. Nem mesmo estações de rádio. Querem sobreviver somente com internet e com “espaços nos jornais conservadores”. Querem viver de “concessões”, e não “de direitos”.
Liberdade conquista-se, não se ganha!

Hollande tem muito a ver com Dilma.

São moderados, experientes, comprometidos com o social e com o diálogo internacional.
Propõem criar “um novo contrato internacional”, onde todos os países e continentes sejam respeitados.
Estamos no Século XXI e "nova ordem internacional” precisa ser estabelecida.

Hollande, Dilma, mais os representantes da Índia, África do Sul, Turquia, Japão, Coréia do Sul,Holanda,Canadá, mesmo a China e os Estados Unidos com Obama, precisam contribuir para “escrever e implantar esta nova ordem internacional”.
Sem solavancos, sem radicalismo, sem manipulações, sem golpes militares, sem desestabilizar o mundo.

Esta eleição da França ajudará muito na construção do novo caminho para a economia e para o desenvolvimento social. “Um novo mundo é possível” e ele está chegando, de mansinho, através do voto popular e do compromisso de todos que acreditam na Democracia e “nas flores vencendo os canhões”.

A França voltou a sorrir. Vive La France!


domingo, 22 de abril de 2012

A Farsa do Estadão

Jornal manipula foto e texto

Quem vê a capa do jornal O Estado de São Paulo de hoje, com uma grande fotografia da repressão, imagina que houve uma Grande Manifestação na Avenida Paulista e que a Polícia de Choque do governador Alckmin, do psdb, jogou bombas e bateu nos jovens que eram contra a corrupção.

É matéria forjada, superdimensionada, manipulação chula, parecendo coisa de estudante contra a ditadura. Se fosse um ato contra o psdb, eu diria que era coisa dos trotskistas, mas como era contra o governo federal, portanto, convocado pelo psdb e apoiado pela imprensa, cheira mais a fascismo e stalinismo.

Este pessoal de “Política Nacional” do Estadão merece ser demitido do jornal. Enquanto a direção tenta melhorar a imagem do jornal, reforçar a honestidade editorial, valorizar ainda mais as qualidades dos cadernos Internacional, Economia e Cultura, o pessoal da “disputa rançosa entre psdb e pt” continua baixando o nível.

Ontem à tarde, depois de ler o Estadão e ter escolhido duas opções de filmes recomendados pelo jornal. Uma opção era “A Separação” e a outra era “As neves de Kilimanjaro”, ambos passando no Reserva Cultural, cinema caro, porém, bem localizado, na Avenida Paulista, e com bom estacionamento.

Fomos, todos contentes, fazer o tradicional programa paulistano, ir ao cinema e depois comer pizza. Um percurso que demora 15 a 20 minutos, demorou mais de uma hora. Quando entramos no buraco da Dr. Arnaldo para sair na Avenida Paulista, estava tudo parado. Pacientemente, ficamos conversando e ouvindo músicas. Tudo continuava parado.

Não tinha um guarda de trânsito, não tinha faixas informando nada e, quando eu liguei o rádio na CBN e na Bandeirantes, para saber alguma coisa, nada, apenas futebol... E o trânsito parado. Depois de mais de meia hora, ao chegar ao Conjunto Nacional, consegui pedir ajuda e chegar à Alameda Santos. Também tudo parado.

Resolvi cortar caminho e passar pela Alameda Casabranca, cortando a Paulista pelo MASP. Tudo parado e alguns “gatos pingados” sem faixas e sem bandeiras. Apenas alguns policiais militares da tropa de choque. Ninguém sabia o que era.
Ao chegar ao estacionamento da TV Gazeta, onde fica o Reserva Cultural, perguntei indignado aos manobristas o que estava acontecendo. Ninguém soube esclarecer. Achavam que era coisa de “professores em greve”.

O pior ainda estava por vir: Quando chegamos à bilheteria do cinema, ouvi da vendedora de bilhetes: O filma “A Separação” já começou e não dá para entrar e “As neves de Kilimanjaro” já está esgotado. Isto é, todos os ingressos já foram vendidos.
Demorarmos mais de uma hora para tentar pegar um filme indicado pelo Estadão e quando chegamos, ambos já estavam fora de cogitação. Lamentável!

Dei aquela olhada triste para minha esposa e perguntei: E aí? – Como diz nosso compositor Chico Buarque. Ela respondeu: O negócio é ir comer a pizza, depois pegar um filme na locadora para assistir em casa. Fizemos isto e voltamos para casa.

No Domingo cedo, 7:30h, quando pego os jornais, o Estadão e a Folha, para minha surpresa, a principal foto do jornal estadão é “a grande manifestação popular na Paulista”! – Mentira! Diria novamente Chico Buarque.

Este tipo de manipulação é perigosíssima, enganadora, fere a imagem do jornal. Ainda ontem, sábado, eu fiz questão de mostrar duas boas matérias do Estadão neste blog. Uma sobre a Economia e outra sobre as eleições na França. Ficou faltando uma sobre o disco “Briga de Galo” dos velhos tempos de 1976, que saiu no Caderno2 - Cultural.

Não acredito que o Estadão esteja “esquizofrênico”, nem que tenha aderido ao “vale tudo”.
Eu continuo achando que o problema é que o Editor ou o sub-Editor de Política Nacional ou é fascista ou é stalinista.
Democrata ele não é...

sábado, 21 de abril de 2012

França - O Mundo aguarda a Vitória Socialista

Fracasso de Sarkozy serve de alerta

Mais um mérito para o Estadão, que não esconde o favoritismo dos Socialistas, nas eleições de amanhã na França.
Saindo na frente, já no primeiro turno, ficará mais fácil ganhar no segundo turno, dia 06 de Maio.

A Europa precisa encontrar seu caminho verdadeiramente social-democrata e deixar claro que o neoliberalismo não é a opção dos europeus.

Um mundo moderno, com respeito às pessoas e à economia de mercado. Este será o recado das eleições de amanhã.

A França voltará a ser a França de todos nós. A esperança que se renova.

Hollande é favorito em 1º turno francês

Quatro das cinco pesquisas divulgadas após fim da campanha indicam socialista à frente de Sarkozy; partidos radicais ganham força

21 de abril de 2012 | 3h 05 - ANDREI NETTO - PARIS - O Estado de S.Paulo

Nicolas Sarkozy corre o risco de ser o primeiro presidente francês em busca da reeleição a não vencer o primeiro turno. Cinco pesquisas de opinião divulgadas entre a noite de quinta-feira e ontem, dia do fim da campanha oficial, indicam que o candidato do Partido Socialista (PS), François Hollande, é o favorito para vencer o primeiro turno da eleição presidencial francesa, em uma campanha marcada pela ascensão da esquerda.

O deputado e ex-secretário-geral do PS vence em quatro dos cinco cenários, enquanto o atual presidente obtém, na melhor das hipóteses, um empate. As pesquisas foram feitas pelos institutos LH2, CSA, BVA, Ipsos e TNS-Sofrès. Em todos, Hollande varia entre 27% e 30%, enquanto Sarkozy, de 25% a 27%. Nas projeções de segundo turno, o candidato socialista, tem 55% no pior de seus cenários e 57% no melhor. O chefe de Estado varia entre 43% e 45%.

Todos os institutos também apontam uma forte disputa entre dois partidos radicais, Frente Nacional (direita) e Frente de Esquerda, pelo terceiro lugar. A deputada europeia Marine Le Pen tem de 14% a 17% dos votos, enquanto Jean-Luc Mélenchon obtém entre 13% e 15%, perdendo em quatro e empatando em um dos cenários.
Completam o quadro dos grandes partidos o centrista François Bayrou, do Movimento Democrático (Modem), com 10% das intenções de voto, e a jurista e ambientalista Eva Joly, da coligação Europe Ecologie-Partido Verde, cuja preferência varia entre 2% e 3% do eleitorado.

Cientistas políticos ouvidos pelo Estado alertam para um dado surpreendente, que ainda pode influenciar nos resultados finais do primeiro turno: 38% dos eleitores ouvidos em uma das sondagens indicaram que ainda podem mudar de voto até amanhã.
"Nossos estudos indicam que desde o mês de novembro 50% dos eleitores estão indecisos e afirmam poder mudar de candidato até o final da campanha", adverte Madani Cheurfa, cientista político e secretário-geral do Centro de Pesquisa Política (Cevipof) de Paris.

A campanha oficial na França chegou ao fim à meia-noite de ontem. A partir de agora, ficam proibidos comícios ou atos eleitorais, entrevistas para veículos de imprensa escrita ou eletrônica e publicação de pesquisas de opinião, entre outros vetos.

Amanhã, 43 milhões eleitores poderão votar, mas outra forte expectativa diz respeito à abstenção, já que o primeiro turno cairá em meio às férias de primavera na Europa. Há cinco anos, 16,2% do eleitorado decidiu não votar. Essa escolha é comum em comunidades desfavorecidas, como na periferia de Paris, em Villiers-le-Bel, onde aconteceram as últimas rebeliões em massa de jovens, em 2007. "Eu não quero mais participar dessa paródia de democracia. Votava em branco há muito tempo, mas não serve para nada", diz o estudante Malik Bouhassoun, de 21 anos. Na França, o voto em branco não é contabilizado. "Por isso escolhi a abstenção."

Ontem, Hollande e Sarkozy apelaram justamente aos abstencionistas para que compareçam às urnas. "Nós não ganhamos nada. Uma vitória eleitoral deve ser merecida, conquistada, arrancada", disse o socialista. Em Nice, Sarkozy pediu mobilização de seus partidários. "Reúnam-se, tomem a palavra e imponham sua vitória", afirmou.

Dilma deu o Recado

O Brasil precisa se libertar das “amarras”

Falando para os novos Embaixadores do Brasil, Dilma deu uma verdadeira aula, tanto para os formandos, como para os empresários, sindicalistas, políticos, juízes, políticos e jornalistas. Com educação, didática, ela matou a saudade do tempo que a mãe dava aula em Minas Gerais.

Dilma mostrou como se fala de coisas sérias e conflitantes, mantendo o respeito com todos.
Se aprendermos a trabalhar como Dilma, todos sairemos ganhando, principalmente o Brasil.
Viva o 21 de Abril, Dia de Tiradentes!

Vejam a matéria do Caderno Econômico do Estadão de Hoje:


Taxa de juro, câmbio e impostos altos são as três 'amarras' do País, diz Dilma

Em solenidade de formatura de novos diplomatas, a presidente também criticou a desvalorização das moedas e as guerras comerciais

21 de abril de 2012 | 3h 08 - RAFAEL MORAES MOURA , TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Mesmo com a redução da taxa básica de juros e dos cortes promovidos por bancos públicos e privados nos custos dos financiamentos, a presidente Dilma Rousseff voltou a atacar ontem os valores cobrados no mercado de crédito. Para a presidente, a taxa de juro, o câmbio e os impostos altos são "amarras" do País.

Diante de uma plateia de novos diplomatas, Dilma criticou também a desvalorização de moedas e guerras comerciais, que, segundo ela, usam métodos "não muito éticos".
"Nós temos de equacionar três amarras do País e construir o caminho, o chamado quarto caminho. As três amarras são: taxa de juro, taxa de câmbio e impostos altos. E o caminho é a educação de qualidade", discursou Dilma, durante cerimônia de formatura da turma de 2010-2012 do Instituto Rio Branco, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

A queda dos juros virou uma das principais bandeiras do Palácio do Planalto, que usou os bancos oficiais para forçar a redução dos juros no mercado de crédito. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 9%.
Questionada por jornalistas se a redução dos juros promovida pelos bancos já era suficiente, Dilma respondeu: "O Brasil tem de buscar um patamar de juros similar ao praticado internacionalmente". Para a presidente, diante do que ocorre no mundo, fica difícil justificar spreads (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o juro cobrado dos clientes) "tão elevados" no País.

"Acredito que isso (o spread) será um processo de amadurecimento do País, que vai nos encaminhar, progressivamente, para termos juros mais condizentes com a nossa realidade também", afirmou, em rápida entrevista.
"Somos, hoje, um país que tem reconhecidamente uma situação econômica de estabilidade, de respeito.

Somos um país que tem absoluto respeito aos princípios macroeconômicos, de controle de inflação, de robustez fiscal, relação dívida/PIB. Temos uma situação muito especial em relação às economias emergentes. Estamos caminhando para taxas maiores de crescimento."

Na opinião da presidente, os juros devem refletir essa "realidade de maturação". "Não entendo os fundamentos técnicos de certo nível de spread. Vou ficar olhando.

Eu acompanho a situação econômica do País todo o santo dia." Dilma disse que vai acompanhar de forma sistemática toda a situação nacional: inflação, valor das commodities, taxa de câmbio do Brasil e dos demais países. "Vou olhar também juros", destacou.
Indagada se o spread havia chegado a um bom nível, Dilma respondeu: "Se alguém te der essa resposta, você me apresenta, que eu vou indicá-lo ao Nobel".

Indústria.
Durante o discurso no Itamaraty, a presidente voltou a defender a indústria nacional. "É esse país que não vai deixar a sua indústria, que é uma indústria razoavelmente complexa, ser sucateada por nenhum processo de desvalorização de moedas nem por guerras comerciais, que usam métodos, eu diria, não muito éticos."
Dilma fez questão de distinguir o cenário brasileiro dos demais países atingidos pela crise internacional. "Num mundo crescentemente desigual, em que, por exemplo, 1% controla 40% da riqueza, e isso tende a se ampliar, num mundo em que a saída da crise tem levado à perda de direitos, à precarização do trabalho e a imensas chagas sociais, o Brasil corre em trilha completa e totalmente diferente."

Para a presidente, a relação com os países asiáticos é estratégica. "É estratégica, porque o Brasil é um grande fornecedor e será sempre um grande fornecedor de commodities, mas será, eu asseguro, um grande fornecedor também de manufaturas."

Dilma não quis falar com a imprensa sobre a possibilidade de mudanças nas regras da caderneta de poupança. "Essas discussões não devem ser feitas comigo. É da área do ministro da Fazenda, em consulta ao Banco Central. Essa não é uma área na qual me posiciono."

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Walter Salles Na Estrada

O artista que se renova

Mesmo gostando de falar sobre “Estradas e Caminhos”, Walter Salles está sempre trazendo algo novo e agradável nos seus trabalhos. Walter Salles faz bem ao Brasil!

Vejam a matéria da Folha de hoje.

O começo da estrada


Adaptação de "On the Road" por Walter Salles inicia sua carreira entre os 22 filmes da competição de Cannes

RODRIGO SALEM – Folha SP - DE SÃO PAULO – 20/04/2012

No instante em que "Na Estrada", adaptação da obra de Jack Kerouac pelas mãos do brasileiro Walter Salles, estrear no 65º Festival de Cannes, uma jornada de mais de 30 anos estará concluída.

O caminho que ontem deu na seleção oficial do evento (de 16 a 27/5) começou em 1979, quando Francis Ford Coppola comprou os direitos para cinema. Desde então, o cineasta tentava levar o texto às telas.

Mas o projeto só tomou forma quando Salles subiu a bordo, em 2004.

"Alguém da produtora dele viu 'Diários de Motocicleta' e nos encontramos para falar de 'On the Road'", lembra Salles, 56. "O livro tinha me impactado, aos 18 anos. Fiquei marcado pela liberdade radical dos personagens. Era o oposto do que vivíamos no Brasil dos anos 1970."
"As dificuldades que encontramos foram sobretudo ligadas à complexidade do projeto e à necessidade de fazer o filme com um orçamento apertado [de US$ 25 milhões]. Mas os limites funcionaram a favor do longa."

Outros pontos ajudaram a produção, como a paixão dos atores pela obra original. Caso de Kristen Stewart, que vive Marylou. "'On the Road' era um dos livro de cabeceira dela", diz Salles, que dirigiu a estrela de "Crepúsculo" sem problemas, mesmo nas cenas de nudez total.
"Há uma qualidade libertária em Marylou, um desejo de experimentação, que Kristen conhecia bem."

Sam Riley, que faz o alter ego de Kerouac, Sal Paradise, e Garrett Hedlund (o amigo Dean Moriarty), embarcaram logo depois. Mas quem impressionou foi Viggo Mortensen, no papel de William Burroughs. "Ele chegou pronto no set, com a roupa do personagem, a máquina de escrever e o revólver que ele usava em 1949. Foi uma transformação impressionante."

A viagem libertária dos amigos levou a equipe ao Canadá, EUA e México.
Em vários pontos, usando a réplica do carro que a dupla dirigiu nos anos 1940.
"Tivemos de ir longe em busca daquela última fronteira norte-americana que os personagens almejam encontrar. Rodamos 100 mil quilômetros."

A ida ao festival francês é o início de um novo périplo.
"Cannes é antes de mais nada um ponto de encontro.
'Na Estrada' é o resultado de uma obsessão de juventude e vai vir ao mundo no festival."

Como homenagem especial: A voz dos Sonhos, personificada em Ella Fritzgerald.


On the Road e Na Estrada

O destaque é Walter Salles

Hoje, não quero falar de Santander, não quero falar de CPI, não quero falar de eleições municipais, não quero falar de “baixa dos juros”, não quero falar da “quebra do sigilo bancário do ex-vice presidente do Banco do Brasil”, nem da mudança dos juízes, com suas brigas. Meu computador deu “pau”, desorganizou tudo e estou dependendo dos técnicos para “restaurar a ordem”.

Hoje quero destacar a volta dos filmes de Walter Salles. Falar de Walter Salles é como falar de Chico Buarque, Elis Regina e Milton Nascimento. É uma satisfação!

Este filme é uma grande história, porém, superada a maldição, por nosso herói Walter Salles, temos que esperar aparecer nos cinemas. Walter faz cinema para o mundo.

Vou reproduzir as duas matérias dos jornais de São Paulo. A do Estadão sai primeiro e a da Folha sai em seguida. Não publicarei a íntegra de Walter Salles no Estadão porque fica muito grande. Acessem no Google ou comprem o jornal.

Walter Salles fala sobre 'Na Estrada'


Filme que estreia no Brasil em junho vai disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes
20 de abril de 2012 | 3h 07 - LUIZ ZANIN ORICCHIO - O Estado de S.Paulo

A expectativa acabou: Na Estrada, de Walter Salles, disputa mesmo a Palma de Ouro, prêmio principal de Cannes, o mais badalado dos grandes festivais de cinema - a lista oficial foi divulgada ontem. O título brasileiro é tradução literal de On the Road, o romance beat de Jack Kerouac, que influenciou o comportamento de várias gerações de jovens, antecipou o espírito hippie e a revolta dos anos 1960 e fez a cabeça de grande parte dos escritores da segunda metade do século 20 - e não apenas nos Estados Unidos.

Coube, portanto, a Walter Salles levar para a tela a viagem tão norte-americana quanto universal de Na Estrada, com seus três jovens personagens: o escritor Sal Paradise (Sam Riley), cuja vida entra em ebulição pela chegada de Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um jovem libertário vindo do Oeste com sua namorada de 16 anos Marylou (Kristen Stewart). O filme inclui em seu elenco nomes como Kirsten Dunst, Viggo Mortensen, Steve Buscemi e a brasileira Alice Braga e estreia no Brasil em 15 de junho.

Várias vezes os estúdios já haviam desejado levar esse romance tão importante às telas. Dez tentativas, para citar o número exato, e nunca tiveram êxito. Chega agora pelas mãos desse brasileiro, que gosta tanto de filmes de estrada que fez vários desse gênero, como Terra Estrangeira, Central do Brasil e Diários de Motocicleta. Agora conduz, como diretor, o protótipo do gênero, num projeto cheio de desafios como conta na entrevista abaixo, exclusiva ao Estado, realizada por e-mail.

Vamos começar pelo começo: o romance. Dizem os críticos que foi uma revolução na cultura norte-americana, do mesmo porte de O Apanhador no Campo de Centeio, ou ainda maior. Está de acordo? Por quê?

Sim, foi um choque. On the Road foi um divisor de águas, pela liberdade radical que os seus personagens anunciavam, pela narrativa ritmada pelo jazz e pelo bebop, pelas drogas usadas como forma de ampliar o conhecimento do mundo, pela maneira como o sexo era vivido e descrito à flor da pele. On the Road lançou as raízes de uma revolução comportamental, o início da contracultura americana, e marcou a chegada de uma geração de novos escritores brilhantes. Mas o livro esteve longe de ser uma unanimidade. Truman Capote, por exemplo, dizia que aquilo não era literatura, e sim datilografia. Gore Vidal foi pelo mesmo caminho, assim como John Updike. A mesma divisão aconteceu com a crítica.

Como foi o desafio de filmar essa "instituição americana", que tinha sido cogitada para ir às telas desde seu lançamento, em 1957?

É sintomático que mais de dez projetos tenham sido desenvolvidos e engavetados durante todos esses anos, e que nenhuma produtora norte-americana tenha se aventurado nessa tarefa. O Beat Museum de São Francisco está fazendo um seminário no mês que vem sobre o tema On the Road X Hollywood, para entender as razões desse desencontro. O filme acabou sendo possível graças à produtora independente francesa MK2, que o financiou com a ajuda do Film Four inglês e pequenos distribuidores independentes europeus que pré-compraram o filme. A Zoetrope é a coprodutora do filme, e foi dela que partiu o convite logo depois da exibição de Diários de Motocicleta, em 2004, no Festival de Sundance.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Joel, Teresa e a Austrália

Uma lição de afeto

Hoje, Joel Bueno publicou um texto falando da viagem da filha. Um texto simples e afetivo. Sem a ironia do crítico bem articulado. Um texto de pai para filha. Um sinal de afeto e de saudade. Cliquei no facebook para reproduzir o texto para meus credenciados, mas não ficou bom. Então resolvi contar mais duas histórias interessantes da “Família Bueno”.

Há uns quinze anos atrás, houve uma Grande Conferência dos Bancários e Comerciários em SIDNEY, na Austrália. Fomos em uma boa delegação de brasileiros, e entre todos, estava Joel Bueno, que compartilhou o mesmo quarto comigo. Já conhecia Joel há muitos anos, mas ainda não tinha convivido com ele tão perto.

Todo dia, ao acordar, Joel pegava o telefone e ligava para a filha, no Rio de Janeiro.
E perguntava para a filha: “Que horas são aí no Rio?”
A filha respondia “7:30h da Noite”.
E Joel, do outro lado do mundo, dizia “Pois aqui são 7:30h da Manhã!”
E a filha dizia que não acreditava. Parecia os religiosos de antigamente, quando diziam que a Terra era plana.
Eu, ouvia a conversa, e dava risada.

Quando acabou a Conferência, Joel passou numa loja e comprou “um sapo de brinquedo”, para dar de presente à filha.
No aeroporto, ao passar pela alfândega, o funcionário ouviu um som estranho. Um som de “sapo coachando”! E perguntou a Joel: O Senhor está transportando um sapo?
E Joel, todo sem graça, respondeu: - É um sapo de brinquedo, que coacha...
O funcionário pediu para ver e depois de Joel mostrar e dizer que era para a filha pequena, o funcionário riu e desejou Boa Viagem...

Agora, a menina já é uma moça, e o pai continua coruja:

Família Bueno
Bye, bye


Levo a minha filha Tereza e seu namorado à rodoviária. Tereza vai passar uns dias na terra dele, em Santa Catarina. Pego no guichê as passagens já compradas pela internet. Fazemos um lanche. Compramos revistas. Já quase na hora de embarcar, ela lembra que está sem perfume. Tem uma loja do Boticário que resolve o problema.

Abraços, beijos. Os dois descem a rampa para a plataforma de embarque. Fico esperando as cabecinhas sumirem. Tomo um café expresso. Pego o carro na garagem e volto para casa ouvindo big-bands.

Casa silenciosa.

Faz 13 anos e meio que a mãe da Tereza partiu e ficamos nós dois no mundo. Às vezes eu acho que é contra o mundo. Sei que não. Mas nem sempre é fácil.

Tereza está com quase 18, quase da minha altura, quase com juízo na cachola. Está longe, muito longe da menininha magrela de joelhos saltados. Na volta da viagem ela vai tirar título de eleitor, abrir conta no banco, essas coisas de gente grande.

Minha caçula cresceu.

Mas quando ela viaja ainda dá aquele apertinho no coração.

Santander - Aumenta calote a Bancos na Espanha

Alguns podem não sobreviver

Ontem foi a Folha de São Paulo, HOJE é o Estadão, direto de MADRI, que trás a notícia alarmante. “Segundo analistas alguns bancos podem NÃO sobreviver”.
Sobreviver onde? Lá na Espanha? Ou nas filiais fora da Espanha?

Como a gente “não acredita em bruxas”, mas “elas existem”,
vejam MAIS UMA NOTA DE SONIA RACY, também no Estadão de Hoje:

“The voice
André Esteves, eleito Homem do Ano pela Câmara Brasil-Estados Unidos,
convidou LULA para fazer o discurso de abertura do evento.
Se os médicos deixarem, o ex-presidente vai para a festa no Waldorf Astoria,
em Nova York, no dia 7 de maio. Se não deixarem, ele gravará depoimento.”

Só para lembrar: André Esteves é o dono do BTG. Possível interessado no Santander Brasil.

Vamos continuar a esperar alguma resposta
dos Bancos envolvidos, do Governo brasileiro e da Bolsa de Valores. Afinal, o Santander está na Bolsa e esta negociação pode afetar os pequenos acionistas, além, dos clientes e funcionários.

Agora leiam a matéria do Estadão de hoje:

Crise aumenta calote a bancos na Espanha

Empréstimos de difícil recuperação chegaram a 8,2% em fevereiro, nível mais alto desde 1994

MADRI - O Estado de S.Paulo - Dow Jones Newswires - 19 de abril de 2012

Os empréstimos de difícil recuperação dos bancos espanhóis subiram em fevereiro ao nível mais alto desde outubro de 1994, para 8,2% de suas carteiras, segundo dados do Banco da Espanha divulgados ontem.

Os bancos estão enfrentando uma nova onda de calotes enquanto a crise econômica se aprofunda e analistas afirmam que alguns podem não sobreviver conforme o governo implementa cortes de orçamento que se somarão aos problemas das famílias em quitar suas dívidas.

Os empréstimos de difícil recuperação cresceram 3,8 bilhões (US$ 4,99 bilhões) para 143,8 bilhões em fevereiro sobre o mês anterior. Em janeiro, eles totalizavam 7,9% da carteira de crédito.

A situação, motivada pelo colapso do boom imobiliário que se seguiu à crise global de 2008, está no cerne dos problemas dos bancos espanhóis, que têm tido seus pedidos de empréstimo recusados por outras instituições, forçando alguns deles a recorrer a financiamento do Banco Central Europeu (BCE).

A taxa de desemprego da Espanha é a maior da União Europeia e deve subir mais,
colocando mais pressão sobre consumidores e famílias.

Na terça-feira, o Banco da Espanha aprovou todos os planos de 135 bancos espanhóis de ampliação de capital,
mas informou que alguns deles podem enfrentar dificuldade para cumprir as exigências mais duras cobradas pelo governo./ DOW JONES NEWSWIRES

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vitória na França

Socialistas crescem nas pesquisas

Sinal dos tempos na França e na Europa. O mundo volta a ter esperança e a acreditar na primavera.

A vitória dos socialistas na França, segundo país mais importante do EURO, vai obrigar Angela Merkel, da Alemanha, a ser mais compreensiva com as demandas dos demais países da zona do Euro. Sarkozy, que governou como um “aventureiro”, não soube defender os interesses dos franceses durante a crise a partir de 2008.

Não devemos ter grandes ilusões com o novo presidente que será eleito, mas, com certeza ele terá o olhar social como prioridade, em vez de ficar protegendo bancos privados e políticas neoliberais.

A imprensa brasileira está triste, por que apoia Sarkozy. Mas democracia é assim, ganha-se aqui e perde-se ali. É por isto que Democracia é melhor que ditadura.

E, na França, ainda não inventaram Partidos Religiosos, como a Folha e Serra estão querendo fazer no Brasil. Como não têm militantes, buscam apoio dos religiosos conservadores.

Quem sabe a França volte às suas origens e sinalize para o mundo um novo caminho...

Sarkozy sofre novas deserções e despenca nas pesquisas

Por Brian Love - Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 18/04/2012 10:47

PARIS, 18 Abr (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, sofreu um duplo revés a quatro dias do primeiro turno da eleição presidencial, ao perder o apoio de mais políticos importantes e despencar nas pesquisas de intenção de voto.

Fadela Amara, ex-ministra do Planejamento, juntou-se à crescente lista de figuras políticas que abandonaram a candidatura do conservador Sarkozy e anunciaram apoio ao socialista François Hollande.

Uma nova pesquisa mostrou Hollande cinco pontos percentuais à frente de Sarkozy para o primeiro turno, a ser realizado no domingo, e com 16 pontos de vantagem na simulação para o segundo turno, em 6 de maio.

Confirmando a tendência de outras pesquisas da semana, o instituto CSA informou na noite de quinta-feira que Hollande tem 29 por cento das intenções de voto, alta de dois pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto Sarkozy caiu de 26 para 24 por cento. Em entrevista a uma TV, Sarkozy disse que não comentaria a sua queda nas pesquisas.

Amara foi uma das figuras de centro-esquerda recrutadas por Sarkozy para seu governo nos primeiros anos após sua eleição, em 2007. Corinne Lepage, que foi ministra do Meio Ambiente em um governo anterior de centro-direita, já havia anunciado apoio a Hollande, alegando que Sarkozy havia ido à direita demais.

O antecessor conservador de Sarkozy, Jacques Chirac, de 79 anos, também pretende votar em Hollande, segundo o homem que o ajudou a escrever sua autobiografia após 12 anos como presidente (1995-2007). Sarkozy disse que as pessoas deveriam deixar Chirac em paz, ao invés de "manipulá-lo".

Martin Hirsch (ex-alto-comissário de Combate à Pobreza), Azouz Begag (ex-vice-ministro para as Oportunidades Iguais) e Jean-Jacques Aillagon (ex-ministro da Cultura) são outros ex-funcionários dos governos de Sarkozy ou Chirac que anunciaram voto em Hollande.
Semanas atrás, Sarkozy chegou a aparecer à frente de Hollande nas simulações para o primeiro turno, mas nenhuma pesquisa lhe deu em momento algum a vitória no segundo turno.

De acordo com a pesquisa CSA, a ultradireitista Marine Le Pen se consolidou em terceiro lugar, com 17 por cento das intenções de voto, seguida pelo ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon, com 15 por cento, e do centrista François Bayrou, com 10.

Em entrevista à rádio France Inter, Hollande alertou seus eleitores contra o clima de "já ganhou", e disse que disputas por cargos seriam prematuras neste momento. Ele também prometeu renegociar um tratado europeu sobre disciplina fiscal, para dar mais prioridade à retomada do crescimento, sem o qual seria impossível reduzir o endividamento público, segundo ele.
(Reportagem adicional de Leigh Thomas, Emmanuel Jarry, Yann Le Guernigou e Patrick Vignal)

Corpo e Alma - Body and Soul

Duas versões deliciosas

Ontem, para superar o baixo-astral, voltei a mostrar “Flores e Música”.
A música era singela, no nome e na melodia. Tendo ao solo de clarinete Benny Goodman, fiquei tão impressionado com a beleza da música que fui pesquisar mais no Google.

Para minha surpresa, achei uma versão, que tinha num disco em casa e não lembrava, era Caetano Veloso cantando “Body and Soul”, também muito bonita, que achei por bem mostrar para vocês. O vídeo é simples, com fotos de mulheres e a letra da música, mas o importante é prestar atenção na interpretação de Caetano. Muito boa, como sempre.

Body and Soul com Caetano Veloso



Descobri também esta outra versão da mesma música. Existem dezenas de versões, a maioria delas muito bonitas.

Mas, esta é simbólica, histórica e também muito bonita. Vejam as belas olhadas que Amy dá.

Amy Winehouse & Tony Bennett – Body and Soul




E hoje cedo, quando vim para o Centro de Sampa, ao descer a Rua da Consolação, vi do lado esquerdo, perto da Praça Roosevelt, uma grande Paineira, toda florida. Ao alegrar “my soul”, “my body” também ficou mais animado para tocar o dia.

A Cidade voltou a florir com intensidade.
Agora são as Paineiras, mas as Primaveras estão voltando...

Santander e "A Batalha Espanhola"

Vamos aprender com a História

Vejam o EDITORIAL da Folha de São Paulo de hoje.


Para um jornal como a Folha fazer um Editorial sobre a situação da Espanha, é por que eles estão sabendo a situação delicada que ficam as empresas espanholas no exterior. Além de já ter vendidos vários Bancos Santander nos países da América Latina, temos agora o Governo Argentino atacando a empresa de Petróleo que a Espanha tem com os portenhos.

Na época do Império Espanhol, a Inglaterra e os Estados Unidos invadiram as colônias espanholas e passaram a ser os novos imperadores destes povos e países. Os predadores continuam soltos, mesmo mudando de nome e de endereço.

Milhares de pessoas estão acessando este blog querendo saber se a notícia da venda do Santander Brasil procede ou não. Eu já escrevi que a notícia partiu do Estadão e de Sonia Racy, duas autoridades jornalísticas. Ninguém desmentiu. Portanto, está valendo. Quem cala, consente!

Alguns funcionários estão com casamento marcado e querem saber se podem fazer dívidas ou não, outros querem trocar de carro ou entrar numa faculdade particular e querem saber se correm risco de ficar desempregados. Enquanto o Santander e os interessados não se posicionarem, a incerteza vai preponderar. Ainda mais com este editorial da Folha de São Paulo.

A Batalha Espanhola


EDITORIAL da Folha de São Paulo – 18/04/2012

Capacidade da Espanha de superar agravamento da crise econômica com austeridade e reformas será decisiva para o destino da Europa e do euro. Depois de três meses de trégua, a crise europeia voltou à cena. A ação do Banco Central Europeu no início do ano -€ 500 bilhões injetados no mercado- foi suficiente, por certo, para conter o risco de iminente colapso dos bancos. Não resolveu os problemas, mas comprou tempo para que os países pudessem realizar seus ajustes.

Desde então se tornou comum considerar que o estado da crise passou de agudo para crônico -o que tem um fundo de verdade. Os desequilíbrios, no entanto, permanecem, e a recessão que se abate sobre a maior parte da zona do euro mantém vivos os riscos de ruptura financeira.

O principal foco de problemas no momento é a Espanha,
que vive as consequências do estouro da bolha imobiliária. Em relação ao tamanho de sua riqueza, os problemas são maiores que os vividos nos últimos anos pelos norte-americanos. No auge da euforia, a construção civil chegou a representar 13% da economia espanhola, enquanto nos EUA esse setor nunca passou de 6,5%.

As perdas bancárias estão longe de terminar. Até o ano passado, a suposição era a de que a limpeza dos bancos custaria 5% do PIB espanhol, mas esse número já se aproxima de 10% (cerca de € 100 bilhões). Será difícil escapar de aportes adicionais do governo e, provavelmente, também da União Europeia (UE).

O bloco reforçou no mês passado os fundos de resgate. Nesta semana, o encontro dos ministros das Finanças dos países do G20 e a reunião do FMI talvez resultem em um acordo global para aumentar os recursos deste último.
Mas muitos não estão seguros -e com razão- de que a Europa já tenha colocado o suficiente de seu próprio dinheiro para credenciar-se a pedir contribuições alheias.

A economia espanhola, por sua vez, continua a contrair.
A última projeção do FMI aponta para uma queda do PIB de 1,8% neste ano. A taxa de desemprego já supera 24%. Neste ambiente, cortes de gastos tornam-se mais difíceis. No ano passado, a meta de deficit fiscal de 6% do PIB foi estourada em 40%. A dívida pública, que era das mais baixas da Europa antes da crise, já ameaça superar a marca de 90% do PIB.

Para a Europa, a batalha da Espanha -pela dimensão de sua economia e de seus problemas- decidirá a guerra. Se a receita de austeridade e reformas estruturais mostrar-se eficaz para restaurar o crescimento, será possível falar num ponto de inflexão da crise. Do contrário, o futuro do euro permanecerá indefinido.

O curto prazo não autoriza otimismo.

O segundo trimestre será difícil. As eleições na França podem comprometer temporariamente a capacidade decisória da UE, e o risco de aprofundamento da recessão ainda não foi afastado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Flores e Música para Animar

Corpo e Alma

O clima anda pesado. Quem queria CPI agora não quer mais e quem não queria, agora quer. Parece brincadeira de criança. O problema é que os marmanjos brincam e nós pagamos a conta.

Além de ter que conviver com o debate da CPI, ainda temos que ver a Folha fazendo campanha para Serra.

Como o trânsito estava devagar, como sempre, liguei o rádio e, em vez de ouvir noticiário, fiquei ouvindo um disco de Benny Goodman, Mitos do Jazz. Passa uma música, vem outra e acabei encontrando uma que batia com meu estado emocional. Body and Soul – Corpo e Alma.

Aí pensei em mostrar algumas flores, já que a UOL começou a enviar as fotos antigas, tiradas e enviadas há mais de um mês.

Vou escolher duas fotos seminovas:

1 – Esta é a volta das flores amarelinhas em nossos degraus da frente de casa. Simples, pequenas e charmosas. Dando “Boa partida” ou “Boa chegada”.


2 – Esta outra foto é da volta da Primavera. Está escura por que foi tirada numa manhã chuvosa. Agora a primavera está bem mais florida.


E, finalmente, ouçam uma boa música americana. É Jazz dos velhos e bons tempos.

Body and Soul - Benny Goodman


Folha apoia Partidos Religiosos

Desde que apoiem Serra

Quem é assinante da Folha, ou comprou o jornal ,pode ver matéria com manchete grande e na parte superior, com grande texto e olho especial, que saiu hoje.

É a Folha de São Paulo divulgando que seu candidato teve o apoio do “maior tronco institucional da Igreja”, dos Evangélicos de São Paulo. A prioridade é religiosa, não é partidária.

Não é a primeira vez que a Folha usa as religiões para apoiarem seus candidatos. Na eleição presidencial, a Folha revezava entre matéria dos evangélicos e dos católicos conservadores que faziam campanha pró-Serra e orientavam seus fiéis para não votarem em Dilma. Depois dizia que estava “apenas noticiando”. Parecia a Veja...

O Brasil já tem 29 partidos políticos, além de mais de 30 igrejas evangélicas, dezenas de movimentos católicos e até os espíritas já andam usando púlpitos para fazer campanha política conservadora.

Quando existia a Teologia da Libertação, a imprensa e os conservadores reclamavam que os padres usavam o púlpito para denunciar os abusos da ditadura e dos corruptos da vida. Agora que acabaram com a Teologia da Libertação, os que reclamavam antes, justificam o uso dos espaços e doações religiosas para candidatos conservadores. E não são muçulmanos, nem xiitas! E querem reclamar dos árabes. Pode?

O Brasil precisa ter regras. Não podemos ter “Democracia de Conveniência”. Precisamos refazer um pacto de governabilidade e de regras institucionais em todos os níveis. Incluindo a vida parlamentar, a justiça, a imprensa, os sindicatos, os partidos, os governos e as religiões. Até por que as religiões gozam de isenções tributárias. Nós pagamos impostos.

Agora vejam a matéria partidária da Folha. O melhor é olhar no jornal. É inconfundível...

Grupo da Assembleia de Deus apoia Serra

Ex-governador tucano fecha acordo com representante da Convenção Geral, maior tronco institucional da igreja
Filho de dirigente da Assembleia, deputado Paulo Freire (PR-SP) elogia tucano e ataca Fernando Haddad (PT)

Folhas SP – 17abril2012
- DANIELA LIMA - DE SÃO PAULO

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra conseguiu ontem o apoio da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil, maior tronco institucional dessa denominação no país, à sua campanha na eleição municipal. O acordo foi selado no escritório político de Serra, após reunião do ex-governador com o deputado federal Paulo Freire (PR-SP).

Membro da bancada evangélica na Câmara, Freire é filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente nacional da convenção, espécie de instituição que coordena a organização de diversas igrejas da Assembleia em todo o Brasil. O pastor apoiou Serra na campanha à Presidência, em 2010.

Naquele ano, o presidente do segundo maior ramo da Assembleia, a Convenção Nacional de Madureira das Assembleias de Deus, pastor Manoel Ferreira, participou da campanha de Dilma.
A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica pentecostal do país. O Censo de 2000 apontou 8,7 milhões de fiéis, mas a igreja calcula que sejam 20 milhões.

Ao fim da reunião, Paulo Freire chamou Serra de "grande amigo da Assembleia" -"ele sempre deu uma atenção muito boa à igreja"- e atacou o principal adversário do tucano na eleição, o petista Fernando Haddad.
Ex-ministro da Educação, Haddad é alvo de críticas dos evangélicos por conta do chamado "kit gay", elaborado durante sua gestão no ministério, mas que não chegou a ser distribuído nas escolas.
"Haddad não tem firmeza no que fala. Em uma reunião com a bancada dos evangélicos, ele colocou que não tinha nada fechado sobre o 'kit gay'. Saiu e disse o contrário para a imprensa. Se não fosse a intervenção da presidente Dilma, tínhamos perdido essa", afirmou Freire.

Santander - O Silêncio que fala

Precisamos saber a verdade

No último dia 12, quinta-feira, reproduzi neste blog a Nota da Colunista do Jornal O Estado de São Paulo, Sônia Racy, sobre uma possível incorporação do Santander Brasil pelo Bradesco ou pelo Banco do Brasil. Já tinha publicado um texto uma vez em 08/12/2011, como hipótese.

Além dos bancos citados, já fui informado que o BTG de André Esteves também pode estar interessado em disputar a aquisição do Santander Brasil, afinal, ambos são grandes parceiros dos investidores árabes. Esta alternativa está sendo vista como uma forma de manter três grandes players privados. Já que, se o BB incorporar o Santander, o mercado fica na mão praticamente de apenas três grandes bancos: Itaú, Bradesco e Governo Federal.

Passados cinco dias, ninguém esclareceu nada. Os bancos citados silenciaram, o Banco Central manteve seu silêncio costumaz, e, curiosamente, as entidades representantes dos trabalhadores também silenciaram.

O silêncio dos negociadores é compreensível; o silêncio das entidades representativas pode traduzir o medo dos funcionários ante o risco do desemprego. O Itaú incorporou o Unibanco e mais de dez mil funcionários já foram demitidos, principalmente para reduzir custos salariais.

Com o silêncio dos envolvidos, os maiores perdedores podem ser os funcionários, os clientes e os pequenos acionistas.

Acontece que mais de duas mil pessoas já acessaram este blog, procurando informações sobre o assunto e, apenas em quatro dias, gente de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Suíça, Espanha, Canadá, Portugal, Holanda, Rússia, Reino Unido, Irlanda, Itália, Ucrânia, Argentina, Uruguai, Angola, China e Japão também já acessaram as matérias sobre o Santander Brasil. Sem contar as mensagens que tenho recebido de várias partes do Brasil.

Se o jornal não negou a notícia, se a colunista manteve a notícia e, mesmo assim, os bancos e as instituições do mercado se calam, para que não caia no esquecimento, reproduzo abaixo partes das matérias já publicadas.

Dia 12/04/2012 – Santander Brasil à Venda – 17:29h.


Nota da colunista Sonia Racy, no Estadão, insinua negociações da instituição comandada por Marcial Portela com Bradesco e BB; bancos espanhóis estão acossados pela crise internacional.
12 de Abril de 2012 às 08:48 – Brasil 247 e Estadão.
“Para acompanhar”:
“Alguns integrantes do Banco do Brasil andam cochichando que o Santander estaria mantendo conversas com o Bradesco – rumo a uma união. Já pelo mercado, a versão é outra: quem quer mesmo se casar com o pessoal do Santander é o pessoal do BB.”

No dia 13 de abril, sexta-feira

E os funcionários do Santander?
Serão tratados com Dignidade?

Depois do trauma do Banespa, o pessoal do Santander, mesmo a maioria não tendo vivido a privatização, começa a viver a ansiedade e a dúvida se seu banco vai ser vendido ou não.
O “mercado financeiro”, as Bolsas, os Sindicatos de Bancários do Brasil, da Espanha, da América Latina e do Mundo, além dos funcionários do Santander, viverão um período de incertezas. É a “doença espanhola” chegando ao Brasil e ao Mundo.

Finalmente:
- O silêncio também fala. Quem cala, consente.
- A omissão muitas vezes pode ser vista como conivência, covardia ou traição.
- Neste caso, os funcionários, os clientes e os pequenos acionistas podem estar sendo traídos na sua confiança, emprego, investimento e credibilidade institucional do Sistema Financeiro Brasileiro.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bancários SP - 89 anos de luta

Um pequeno gesto e uma grande História

O site do Sindicato dos Bancários esta apresentando boa reportagem sobre o aniversário de 89 anos de existência do nosso Sindicato. É uma boa contribuição para que aprendamos a valorizar o que a gente faz. O Brasil precisa conhecer e valorizar a sua história. Os trabalhadores e trabalhadoras, também. Vida longa e vitoriosa para todos.

Sindicato completa 89 anos, hoje,16 de abril


Após uma semana comemorando em diversos locais de trabalho, festa no dia do aniversário será na Praça do Patriarca com direito a bolo gigante.

São Paulo – Oitenta e quatro pessoas reunidas em 16 de abril de 1923, na capital paulista, fundaram o que nos anos seguintes viria a ser uma das maiores entidades de trabalhadores do Brasil e da América Latina. Naquele dia, em assembleia, o grupo aprovou o estatuto da então Associação dos Funcionários de Bancos de São Paulo que, uma década depois passaria a se chamar Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A criação da entidade se confunde com o nascimento da própria categoria. Se na década de 1920 esses “funcionários de bancos” eram enquadrados como comerciários, nos anos seguintes, organizados, eles já começavam a ser impor como bancários, categoria que nesses 89 anos acumula vitórias. Entre elas, uma CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que, desde 1992, vale do Oiapoque ao Chuí e que avança a cada ano em consequência da mobilização nacional.

Mas a entidade não se dedica somente às batalhas por melhorias para a base. Também teve participação ativa em momentos importantes da história do país, sendo um dos protagonistas na luta contra a ditadura, nos Diretas Já!, na fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no impeachment de Fernando Collor.

Além disso, atua como entidade cidadã na defesa da igualdade de oportunidades para todos, combate a preconceitos de raça, gênero ou opção sexual, batalha pela democratização da comunicação, contra a terceirização que ameaça os trabalhadores, apoia a luta pela autonomia sindical encabeçada pela CUT, entre muitas outras frentes. Prática que se pauta pelo princípio de que a luta por direitos trabalhistas não se separa da luta por uma sociedade mais justa e igualitária




Floresce o novo sindicalismo


Os passos iniciais da retomada dos sindicatos verificados no final da década de 1970 encontraram ressonância não apenas em uma maneira diferente de se comunicar com a base mas também na criação de uma nova estrutura sindical. Em 1983, nasceu a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, com ativa participação dos bancários – um ano antes, a categoria já havia conseguido unificar sua data-base nacionalmente.

A década de 80 também reservou para a história do Sindicato aquela que foi até agora considerada como a maior greve de bancários do Brasil, a primeira pós-1964, mobilizando, em 10 de setembro de 1985, cerca de 500 mil trabalhadores. “Resgatamos nossa dignidade”, registrou a Folha Bancária em sua edição de 13 de setembro de 1985. No ano seguinte, foram reconhecidos como bancários também os funcionários da Caixa Econômica Federal, anteriormente tratados como economiários.

Ao contrário do turbulento final dos anos 1970, quando as iniciativas de paralisação não prosperam, a década de 1980 solidificou um processo de participação e conquistas para a categoria, uma trajetória contínua até 1983, quando aconteceu a intervenção na entidade.