quinta-feira, 22 de março de 2012

Políticos e Imprensa - Em quem acreditar?

As Hienas estão rindo e o Povo paga a conta

Como a Imprensa também está envolvida nas Campanhas Eleitorais deste ano, fica difícil entender o quê está acontecendo no Congresso Nacional. Que os políticos “topam tudo por dinheiro”, isto não é novidade, mas o governo sabe disto e não está sabendo negociar com os políticos.

Esta história de que está “pagando para ver”, também é meia verdade.
Ninguém entra em motel para rezar, nem entra em Igreja para fazer sexo. A melhor forma de evitar a instabilidade política e econômica é se construir um Compromisso de Gestão, onde as regras sejam transparentes para todo mundo.

Papel escrito e passado.
No Brasil, nem os políticos nem a imprensa têm autoridade para dizer que cumprem o que escrevem e falam. No Brasil a palavra vale pouco, este é um dos motivos porque existem tantos advogados. Para recorrerem, recorrerem, recorrerem... E a economia vai perdendo velocidade e vai parando, parando e parando.

Só não podemos assinar documentos como Serra. Aí desmoraliza de vez.
Vamos passar o Brasil a limpo?
Vamos construir um COMPROMISSO DE GESTÃO?

Vejam a matéria do Jornal Valor:

Governo começa a sofrer derrotas no Congresso
Valor – 22/03/12

Os principais partidos da base aliada na Câmara impuseram ontem a primeira grande derrota do governo ao adiar a votação da Lei Geral da Copa até que seja votado o novo Código Florestal. Em outra demonstração de força, os ruralistas aprovaram na Comissão de Constituição e Justiça, por 38 votos a 2, proposta de emenda constitucional que retira da União e transfere ao Congresso o poder para demarcar terras indígenas. Esses sinais crescentes e inquietantes de pressão sobre a presidente Dilma Rousseff apontam para aquela que pode ser a primeira grande crise de seu governo.

O Palácio do Planalto ainda considera cedo para avaliar o resultado da troca dos líderes do governo, na semana passada, na qual deu preferência a nomes de facções minoritárias em detrimento das correntes majoritárias dos partidos, especialmente PT e PMDB.

A nova orientação política do governo é formar nova maioria no Congresso, agregando setores de partidos aliados insatisfeitos com o governo àqueles que já compunham a coalizão governista de mais de uma dezena de partidos. Dilma também quer inovar nos métodos e renovar lideranças. O exemplo que costuma ser dado é o do Senado, há vários anos com seus principais cargos controlados pela tríade formada por José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), todos do PMDB. Na Câmara, ainda davam as cartas o chamado "grupo paulista" do PT, ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao campo majoritário do PT.

Com a renovação, Dilma espera mudar práticas como o famoso toma lá, dá cá que costuma nortear muitas negociações no Congresso para a aprovação de projetos de interesse do governo. A presidente explicou bem o conceito por trás dessas mudanças, ontem, em discurso no Rio. "Não tenho nenhuma dúvida que a maioria dos brasileiros cansou de conviver com práticas marcadas pela lassidão e com nossa fama do país do jeitinho".

A crítica dos aliados é que o Planalto quer sempre impor, em vez de negociar, e não atende as emendas de parlamentares ao Orçamento, recursos que são mais importantes em ano eleitoral. A reação do Congresso, nessas situações, é incomodar o governo votando contra projetos de seu interesse.

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