quarta-feira, 14 de março de 2012

Para enfrentar as grandes cidades

É preciso amar as flores

Viver nas grandes cidades está ficando cada vez mais difícil. Aparentemente temos acesso a tudo e, ao mesmo tempo, não temos tempo nem recursos para quase nada. Aí a ansiedade cresce no nosso dia a dia, a violência se torna rotina nas ruas e a sensação de impunidade aparece todos os dias na imprensa.

Uma vez, visitando a trabalho a Holanda, vi que existiam pequenos jardins em áreas contínuas e perguntei para nosso amigo holandês o que era aquilo e ele respondeu que eram metros quadrados de terrenos, alugados por pessoas que queriam cultivar um pequeno jardim. Tão singelos, tão simples e tão humanos. As pessoas queriam cultivar a terra e plantar flores. Este é um dos motivos que me faz gostar muito da Holanda.

Ontem eu só mostrei “beijus” e música, não mostrei flores. O texto ficaria muito longo e, as minhas amigas jornalista já me orientaram para fazer textos breves. Assim, eu tinha deixado para mostra flores hoje. Mas o noticiário me deixou encabulado.

Resolvi então dividir em duas partes: esta primeira onde mostrarei flores e música; e a outra fica para mais tarde, no final do dia, quando eu pretendo falar de transporte urbano em São Paulo.
De chorar...

Lembrando os holandeses e os japoneses, quando mudamos de casa, fizemos pequenos jardins no fundo da casa e na frente. Coisas para motivar a mexer na terra e cultivar flores.

Vejam como anda o pé de Jasmim com as mariazinhas, a pedra e outras plantas. Bem, cuidadas ficam bonitas e acolhedoras.


Agora vejam o jardim de pedras e flores, com o pé de jabuticaba e as mariazinhas ainda recém plantadas.


E agora vejam como as mariazinhas voltaram a florir. Elas são como as pessoas que moram longe do centro e pegam ônibus, trem e metrô para chegarem ao trabalho. Elas são resistentes e perseverantes. Elas florescem.


Apesar de termos as flores, os jardins, o trabalho, a família e muitos amigos, tem dia que a gente acorda “esquisito”, “sensível” ou, como dizem os psicólogos, “melancólicos”. Aí resolvi pegar uma velha música de Cartola, cantada por Paulinho da Viola. Tem dia que a gente acorda querendo mais...

A melancolia, as flores e o amor de Cartola e Paulinho da Viola


Um comentário:

  1. Camarada Gilmar, viver em São Paulo ou em qualquer outra grande cidade é um desafio para quase todos. Uma vez vi um exemplo de uma vizinha de apartamento que, em vasos improvisados em bacias, cultivava na minúscula área de serviço, um jardim com flores e algumas ervas (manjericão, cebolinha, alecrim...). Percebi que a necessidade de contato com a terra supera as dificuldades e humaniza os exíguos espaços que temos. Façamos mais espaços humanizantes em nossa cidade desumana.

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