quinta-feira, 22 de março de 2012

Pão de Açúcar, Folha e Cassino

Recado dado e formalizado

No último dia 11 a Folha de São Paulo, plantou a notícia sobre a decisão do Casino francês assumir o controle do Grupo Pão de Açucar no Brasil. Para os leigos, foi um bom “furo” jornalístico. Para os experientes, foi uma boa tática da assessoria do Casino. Afinal, predadores pagam bem, quando querem vencer.

Hoje, a formalização legal sai em todos os jornais e a Folha “comemora” que já tinha noticiado o fato no dia 11. Eu não comemoro, eu curto o luto dos derrotados. No dia 17 eu reproduzi a matéria da Folha e pus com título no blog, “A Batalha dos Predadores, O Brasil perde mais...”

Continuo achando que o Brasil é o grande perdedor, juntamente com o Ego do Sr. Abilio Diniz. Mas a História não se registra por egos feridos, a História é contada pela óptica dos vencedores. Talvez Abílio Diniz veja esta disputa como uma batalha e não como o fim de uma guerra. Eu também gosto dos guerreiros inteligentes e perserverantes.

Mas, como dizem os chineses, “o que são 99 anos perto de dois mil anos de História?”. O Brasil aprenderá a construir suas empresas nacionais e internacionais. E seus empresários, juízes, jornalistas, políticos e trabalhadores aprenderão a defendê-las.

Vejam a matéria abaixo, que faz a alegria do Casino e da Folha de SP.:

Casino diz que vai controlar Pão de Açúcar


Franceses enviam comunicado para Abilio Diniz no qual confirmam que exercerão controle da varejista em junho
Acordo acertado em 2005 prevê alteração na estrutura da holding Wilkes, controladora do grupo Pão de Açúcar

Folha SP - Claudia Rolli, Toni Sciarretta – de SP – 22/03/12

O grupo francês Casino confirmou oficialmente ontem que vai exercer o direito, comprado em 2005, de assumir o controle do grupo Pão de Açúcar. O comunicado foi enviado ontem para o empresário Abilio Diniz, que hoje divide o comando da rede varejista, com os franceses. O anúncio, apesar de previsto, foi considerado um passo fundamental que culminará na troca de controle do grupo brasileiro.

Pelo acordo, o Casino terá a partir de 22 de junho a maioria da holding Wilkes, que é a controladora direta do GPA (Grupo Pão de Açúcar).

CONVOCAÇÃO
Após receber o comunicado, Abilio terá de convocar o Conselho de Administração da Wilkes para eleger novo presidente. Essa convocação tem de ocorrer até uma semana antes de 22 de junho.

Advogados consideraram ainda que o tom do comunicado feito ao empresário foi irônico pelos elogios aos gestores: "Tal decisão demonstra mais uma vez o compromisso de longo prazo do Casino com o Brasil e sua plena confiança no futuro brilhante do GPA em seu extraordinário time de executivos".

Mesmo com a troca do comando, Diniz continuará na presidência do conselho do Pão de Açúcar, com a prerrogativa de indicar o presidente da empresa a partir de uma lista feita pelo Casino."A notificação não muda o fato de que o direito dele (Casino), previsto no acordo, só se inicia em 22 de junho", informou o empresário por meio de sua assessoria. O Pão de Açúcar não se pronunciou.

REESTRUTURAÇÃO
No dia 11, a Folha revelou que o Casino planejava reestruturar a operação na América Latina, agrupando subsidiárias no Brasil, no Uruguai, na Argentina e na Colômbia.O primeiro passo seria a conversão das ações preferenciais (sem direito a voto) do GPA em ordinárias (com poder de voto). Com isso, ascenderia ao Novo Mercado da Bolsa, segmento de alta transparência. O Casino negou que tenha no momento plano de conversão de ações.

Um comentário:

  1. Caro Gilmar,
    O Brasil finalmente esta conseguindo entrar para a primeira divisao gracas a muitos fatores e um deles a competencia crescentes dos seus executivos de primeira linha que gracas a deus nao adotaram como modelo o Abilio Diniz.
    Um gestor brilhante teria evitado que o grupo quase fosse para a falencia en 1999. Nesta época o Casino foi o salvador. Agora que o Grupo esta recuperado o Casino vira o demonio!!
    Só para falar das ultimas operacoes do Abilio todas elas foram complexas geraram discussoes e polemicas (casa bahia..).
    Todos os executivos Brasileiros que encontrei ultimamente comentaram sentir vergonha do Abilio. O Brasil para crescer e gerar como voce comenta multinacionais tem que se livrar dos ultimos executivos com o perfil do Abilio. Por sorte o pais já conta com muitos que sao competentes e brilham la fora sem se envolver em lamentáveis situacoes como esta. ED.

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