sexta-feira, 16 de março de 2012

Jogo Duplo do PR? Derrubar o Mantega?

Querem mais detalhes?

Esta matéria do jornal Valor mostra “o dilema” do PR – Partido Republicano.
Estas perguntam servem para todos os partidos, inclusive para o DEM e para o PSDB, principalmente os paulistas. Já a imprensa, ah, a imprensa...
Vejam a matéria de hoje, mesmo sendo sexta-feira:

PR da Câmara opta pelo jogo duplo

http://www.valor.com.br/politica/2573252/pr-da-camara-opta-pelo-jogo-duplo?
16/03/12 – Jornal Valor

A bancada do PR na Câmara dos Deputados avalizou a migração dos senadores do partido para a oposição, mas não pretende seguir o mesmo caminho.
A estratégia, definida conjuntamente com integrantes da cúpula partidária, é tentar colher os frutos dessa dupla posição: manter os cargos que tem na estrutura federal, sem deixar de impor dificuldades ao governo por não ter reocupado, como queria, o Ministério dos Transportes.

Nesse sentido, estão sendo avaliadas duas medidas.

Uma, interna, é que a Executiva do PR baixe uma resolução com a orientação para o partido não fazer aliança preferencial com o PT nas eleições municipais de outubro.

Isso afetaria diretamente as negociações em 14 capitais e 280 municípios em que a sigla tem estrutura e, principalmente, tempo de rádio e televisão no horário eleitoral gratuito a serem oferecidos ao partido da presidente Dilma Rousseff.

Outra, legislativa, é o apoio dos senadores, agora oposicionistas, à instalação de uma CPI da Casa da Moeda, ainda em articulação, e que envolve diretamente o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Por outro lado, como também estão em jogo os cargos que a sigla mantém no governo, será preciso demonstrar que é apenas parte do PR que se rebelou, não ele inteiro.

Aí entram em campo os 37 deputados. "O Senado tomou uma deliberação muito rápida. Não deu nem para respirar. Eu não poderia simplesmente acompanhar. Lá são sete senadores, aqui são muitos deputados", afirmou o líder da legenda na Câmara, Lincoln Portela (MG). Segundo ele, na terça-feira haverá uma reunião das Executivas estaduais e, na sequência, da bancada, para tomar uma posição.

A tendência, contudo, é que essa ala mantenha a "independência".

Há, porém, divergências. Dos 37 deputados, o grupo de Anthony Garotinho (RJ) é o que apoia o rompimento com o governo. Calcula-se que este segmento não tem mais do que dez deputados.
Já o vice-líder do governo, Luciano Castro (RR), defende, isoladamente, a adesão. Portela e o restante, preferem manter-se independentes.

Nesse grupo se inclui o secretário-geral, deputado Valdemar Costa Neto (SP), que detém o controle das instâncias partidárias. Ele apoiou a decisão do líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), mas prefere manter-se como está em relação ao governo e influenciar a bancada nesse sentido.

Costa Neto acha que cabe ao governo - e ao PT- restabelecer relações com os senadores do PR, principalmente diante das dificuldades eleitorais e legislativas que lhe serão apresentadas. Mas sabe que o partido deve manter o canal de ligação com o Palácio do Planalto em razão do que ainda lhe resta na burocracia estatal.

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