quinta-feira, 1 de março de 2012

Dilma mandou baixar os Juros

Estão falando meias verdades para Dilma

Estão dizendo que os juros não baixam por que tem muitos impostos e a inadimplência no Brasil é alta.
Estas são meias verdades! Além destas, tem a cumplicidade dos governos com os banqueiros em relação a garantir aos bancos uma reserva de mercado e benefícios econômicos que outros segmentos da economia não têm.

A competitividade nacional e internacional na indústria é muito maior do que no sistema financeiro nacional. Não é por acaso que o “Santander Brasil” está salvando o Santander espanhol.
Nunca na história deste país os banqueiros ganharam tanto dinheiro como no governo Lula para cá.
Vamos distribuir o bolo!

Além de margem de lucro abusivas, os bancos também ganharam de FHC o direito de cobrar “tarifas bancárias” que cobrem as folhas de pagamento dos salários, mais os treinamentos e capacitação. O sistema de provisionamento também é uma forma de fazer caixa nos bancos sem ter que pagar acionistas e governo.

A maior prova de que os banqueiros estão “enganando” Dilma, é só analisar a implantação do CONSIGNADO NO BRASIL.
Marinho era o presidente da CUT e os banqueiros diziam que para ser viável o consignado precisa ter a taxa de 4,5% ao mês. Marinho conversou com Lula e provou que era possível chegar a taxa de 1,67% ao mês.
Depois de implantado virou o maior sucesso nacional de acesso ao crédito.

Os banqueiros podem alegar que o risco é baixo. É verdade, mas é possível massificar o crédito vinculado ao histórico do cliente. Este critério já é usado para os ricos, mas, da mesma forma que os bancos não abrem agências em bairros periféricos, os bancos também não gostam de emprestar para pobre.
Só que agora os pobres são a nova classe média.

Talvez esta crise política no Banco do Brasil tenha a ver com a cobrança para baixar a taxa de juros.
Para impedir que se discuta as taxas de juros, inventam-se incêndios em outras áreas.

A nossa esperança é que Dilma não se deixe enganar.
Até agora Dilma tem sido um exemplo de competência administrativa para os brasileiros.

Dilma mandou baixar os juros. E agora?
Governo usará BB e Caixa para baixar juros
O GLOBO - Economia - RIO DE JANEIRO - RJ - 17/02/2012 - Pág. 27 BRASÍLIA E SÃO PAULO.

O governo federal usará os bancos públicos para forçar uma queda generalizada dos juros no país. O movimento orquestrado pelo Palácio do Planalto será muito mais forte que o ocorrido em 2008, quando o governo estimulou o crédito para blindar o Brasil dos efeitos da crise financeira global. A ordem, que partiu da própria presidente Dilma Rousseff, é usar os bancos públicos para derrubar os spreads — diferença entre o custo de captação do dinheiro e o que as instituições cobram dos clientes — criando uma concorrência no setor nunca vista.

Tanto no Banco do Brasil (BB) quanto na Caixa Econômica Federal, os diretores estudam como fazer isso sem tirar a rentabilidade dos acionistas dessas instituições. Mas já preparam um grande anúncio.
— Será um movimento grande de mercado, e o Banco do Brasil está disposto a entregar o que a presidente pediu — disse uma fonte do BB, acrescentando que a redução das taxas cobradas dos clientes será anunciada em um grande evento, ainda sem data. — Será algo muito forte e de impacto imediato.


Juros Bancários, Nassif e Ministério da Fazenda

Coluna Econômica – Luis Nassif – 01março12.

No Ministério da Fazenda há a agenda comum com o Banco Central de redução do “spread” bancário (diferença entre taxas de captação e de aplicação dos bancos comerciais).
Ainda não existe um pacote definido de medidas, mas a agenda foi retomada. O “spread” é resultado da taxa de inadimplência do banco, mais impostos, mais margem de lucros dos bancos e também da política monetária (definição do nível do compulsório, isto é a parcela dos depósitos bancários recolhidos ao BC, e a taxa Selic).

Pelas análises iniciais, constata-se que não dará para reduzir impostos. Tem-se reduzido o compulsório e flexibilizado a taxa de juros. A margem dos bancos depende da competição. Sobra a inadimplência a ser atacada, através de uma série de medidas destinadas a melhorar as estatísticas do sistema e aprimorar as análises de crédito.

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