domingo, 11 de março de 2012

Copa 2014 e Muito Dinheiro

Copa do Mundo, Brasil e oposição

A imprensa, como porta voz da oposição, bem que tentou, mas não conseguiu “desmoralizar o governo brasileiro”, caso a Copa do Mundo de 2014 fosse transferida para os Estados Unidos.

O complexo vira-lata e o oportunismo da oposição bem que tentaram de tudo. Mas futebol ainda é um dos grandes motivadores do Brasil, apesar de nosso futebol estar decadente e todo mundo só pensar em dinheiro.

Como a Fifa está em frangalhos, isto é, ninguém se entende e todos disputam com todos, ficou difícil entrar no jogo da oposição brasileira.

Se “eles” tivessem conseguido “melar a copa”, dariam a matéria na capa do jornal, como não conseguiram, a matéria sai lá no meio do caderno de esportes. Faz parte...

Deleitem-se com a matéria de hoje na Folha.

Copa já tem quase mil contratos

Com maioria dos acordos financeiros selados,
Fifa, na prática, não tem como mudar sede

Rodrigo Mattos- Folha SP – Caderno de Esporte – 11/03/12

A Fifa e seus parceiros já somam 921 contratos assinados referentes aos direitos comerciais da Copa de 2014. Significam, na prática, que o Mundial será no Brasil mesmo que os conflitos entre a entidade máxima do futebol e governo recrudesçam. É um voo sem volta para a Fifa.

A entidade máxima do futebol tem, de fato, o direito de romper o contrato com o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e retirar o evento do Brasil a qualquer momento.
Um dos argumentos de quebra de acordo poderia ser a não aprovação da Lei Geral da Copa até junho de 2012.

Mas todos os outros acordos comerciais do evento têm cláusulas e multas por cancelamento ou alterações das condições acertadas. Entre elas, a de que o evento ocorrerá em território brasileiro.

Caso quisessem mudar a sede, Fifa e seus parceiros teriam de renegociar ou romper cada um dos contratos. Os compromissos assinados se referem a direitos de TV, internet e rádio, propriedades de marketing, vendas de pacotes de turismo que incluem ingressos e hotelaria.

Há também os acordos do COL com as 12 cidades-sedes, que poderiam ser rompidos como extensão de uma eventual rescisão com o país. Mas, em todas essas cidades, há contratos assinados por hotéis com a Match Hospitality, empresa que tem acordo comercial com a Fifa.

No total, são 766 acordos dessa empresa por acomodações. Nos documentos, a Match fica com os direitos sobre os quartos na Copa e pode revendê-los dentro de pacotes que incluem ingressos.

"Esses contratos foram assinados quando o Brasil foi escolhido em 2007, então com as 19 cidades candidatas a sede", conta o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, Enrico Torquato. "Agora, já foram até colocados os preços de cada diária."

É fato que a Match pode devolver os direitos sobre os quartos até um determinado período antes da Copa. Mas teria de refazer toda a operação -que durou cinco anos- na realidade de outro país.

A Match também tem compromissos com 23 agentes pelo mundo para revenda de pacotes de hospitalidade. Esse tipo de negociação já começou, por exemplo, no Brasil.

Mais importante, há contratos de televisão, internet, rádio e telefone móvel assinados. A Fifa já fechou acordos com cem veículos de comunicação pelo mundo para a Copa até agora, segundo levantamento feito pela Folha.

Esses compromissos atingem 189 países. A maioria dos contratos envolve mais de um direito, ou seja, existem ramificações nos acordos.

A Fifa ainda tem acertados 18 contratos de patrocínios para o Mundial, sendo cinco deles com empresas brasileiras, que, na maioria dos casos, investem pela primeira vez por o evento ser no país.

A entidade já teve que pagar US$ 90 milhões pelo rompimento de apenas um contrato de marketing, com a Mastercard, em processo judicial na década passada nos EUA. Um dirigente foi peça fundamental na perda da Fifa: o secretário-geral Jérôme Valcke, hoje o maior crítico do Mundial no Brasil.

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