sexta-feira, 23 de março de 2012

150 anos de Ernesto Nazareth - II

O popular

Nesta segunda parte vocês vão ver a imagem de Ernesto Nazareth mais associada ao popular.
Depois de ver o texto do Estadão mais voltado para a formação erudita, agora vejam o lado mais popular onde Ernesto Nazareth aparece como o Rei do Choro.

O Rei do Choro

Ernesto Júlio de Nazareth foi mais que um pianista de bailes e saraus do final do séc. XIX e início do séc. XX. Ele foi a pessoa que encontrou a maneira mais eficaz de se reproduzir um conjunto de choro no piano, criando um estilo inigualável.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 1863, e influenciado pelos estilos europeus, especialmente franceses, que chegavam torrencialmente ao Brasil, Nazareth passou a compor polcas, tangos, valsas, lundus, schottisches, à sua maneira, e em pouco tempo recebeu reconhecimento nacional.

Suas peças começaram a ser gravadas assim que a Casa Edison abriu suas portas, e suas partituras eram tocadas por toda a “cidade dos pianos”, uma perífrase adequada para o Rio da Belle Époque.

Hoje Ernesto Nazareth é conhecido mundialmente, sendo gravado por pianistas desde o Japão até o Brasil, e é recebido com especial carinho por grupos de choro de todos os tipos e formações. Porém, de sua vasta obra de 212 músicas, apenas cerca 70% já foram registrados em disco. Do restante, algumas nunca foram editadas. Resta-nos aguardar que um dia toda a obra de Nazareth seja gravada.
Texto de Alexandre Dias

Vejam que bela interpretação:

Ernesto Nazareth - Brejeiro / Apanhei-te, cavaquinho


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