sábado, 31 de março de 2012

Olhai as flores do campo

Elas podem fazer a diferença

Um dia, estávamos tomando um café e conversando sobre viagens, quando um colega começou a contar que estivera em Israel e no Egito, tanto visitando cidades como desertos.

Ante a curiosidade geral, ele destacou que o mais interessante da viagem foi ver as pessoas fazerem longas caminhadas nas regiões áridas dos dois países e, quando encontravam alguma flor, todos paravam e tiravam centenas de fotografias. Pareciam que estavam descobrindo o mundo!

Mesmo a moda atual em São Paulo ser andar de bicicleta, ou bike, nós gostamos mais de fazer caminhadas pelo bairro e, enquanto vamos conversando, vou também olhando as plantas e as flores. De vez em quando minha esposa reclama que estou prestando atenção mais nas flores do que na conversa. Faz parte...

As flores do campo são, muitas vezes, verdadeiras obras de arte.
Pequenas e delicadas, mas resistentes ao sol, à seca e aos imprevistos.

Vejam estas pequenas flores.


Agora vejam com mais destaque para as plantinhas que dão as flores.


Assim também são as pessoas. Todas têm aspectos positivos e negativos. Ninguém é perfeito.

Precisamos desenvolver a tolerância para poder viver coletivamente, seja em relação à vizinhança, criar cachorros barulhentos, pegar trânsito parado, suportar torcidas organizadas, filas nas padarias e nos aeroportos, e até em relação aos políticos e à Imprensa. Todos são como o sol e a chuva, o dia e a noite.

Ainda como as pessoas, estas flores poderiam ser da Vila Madalena, do Egito ou de Israel. Mas como o sistema de envio de fotos do I-phone para a UOL anda lerdo, estou mostrando as flores do jardim da casa de meus pais.

Afinal, a Vila Madalena não é muito diferente de Israel, do Egito ou de Serrinha, lá no sertão da Bahia.
As flores, além de fazerem a diferença, embelezam a Terra.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Casino tira Abílio Diniz

Do Conselho de Administração do Grupo Francês

A pressão contra Abílio Diniz continua. Este é um assunto que interessa a todos os brasileiros.
Estamos perdendo o controle de uma das maiores empresas brasileiras, particularmente a maior, em um segmento estratégico que é o comercio varejista. Além de Abílio, o grande perdedor é o Brasil.

Lembram da briga de predadores?
É como àquela história da onça e do bode querendo morar na mesma casa.
O mundo das empresas não é igual ao mundo da democracia parlamentar. No parlamento, a diversidade é condição de existência, enquanto que nas empresas o que vale é quem manda.

Abilio pode resistir com perseverança,
afinal a diferença é de apenas UMA AÇÃO.
Mas esta ação vai possibilitar milhares de outras ações administrativas, jurídicas e políticas.
A vida de Abílio pode virar um inferno, no dia a dia com este outro predador, do Casino e do Pão de Açucar.

Quem viver, verá. Vejam a matéria que saiu ontem na UOL:

Casino tira Abílio Diniz do conselho de administração
do grupo francês


Do UOL, em São Paulo - 29/03/2012 - 14h52 / Atualizada 29/03/2012 - 15h11

O empresário brasileiro Abílio Diniz deixará o Conselho de Administração do grupo francês varejista Casino, informou a assessoria de imprensa do grupo. A decisão foi tomada após reunião do conselho nesta quinta-feira (29) em Paris, na França.

Segundo o Casino, a decisão não tem efeito nas operações do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, já que as empresas são independentes.

Diniz ocupava a posição desde 1999, a convite do próprio Casino.

Conheça a trajetória do grupo Pão de Açúcar

Mais cedo, o Casino informou que seu grupo de diretores decidiu propor à assembleia geral da empresa a renovação de todos os membros do Conselho de Administração, com exceção, devido aos conflitos atuais, de Philippe Houzé e de Diniz.

O Casino tornou-se acionista do Pão de Açúcar em 2005 e o peso da operação brasileira em seus resultados vem ganhando peso, diante da estagnação da economia na Europa e crescimento no Brasil.

Nos últimos anos, o Pão de Açúcar liderou um movimento de consolidação no varejo brasileiro, ampliando de forma significativa sua presença no mercado ao adquirir, entre outros ativos, as redes Ponto Frio e Casas Bahia.

Em 2011, Diniz tentou equacionar uma fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil.

A operação foi abortada duas semanas após ter sido anunciada, diante de críticas ferrenhas do Casino e de questionamentos a alguns pontos do plano, entre eles o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao negócio.

Desde então, o presidente-executivo do Casino, Jean-Charles Naouri,
vem afirmando que exercerá
o direito de assumir o controle do Pão de Açúcar.

Pequenas Flores

Fazem um belo jardim

Mesmo nos pequenos espaços das casas e apartamentos podemos plantar e usufruir de belas flores.
Um pequeno vaso ou uma jardineira já ajuda, mas se for possível ter uma parte do jardim da casa, é melhor ainda.

Vejam estas flores plantadas num pequeno espaço entre o cimento da entrada da casa e o cimento da entrada da garagem.
Estas fotos também foram tiradas no jardim da casa de nossos pais, em Serrinha, Bahia, no mês de janeiro deste ano.

Esta primeira foto, com flores vermelhas, cores fortes, contrastando com o verde das folhas.


Agora vejam esta foto, com o destaque nas flores brancas-amareladas, maiores, mas que dá para ver as flores da foto anterior.


O vermelho, à esquerda fica mais fraco, por aparecerem mais na foto as flores brancas.

Estas flores de hoje, estão plantadas no mesmo jardim das fotos de ontem.
Como as flores não estão acompanhadas de comentários sobre as notícias da imprensa, o clima fica mais leve e agradável.

É isto que eu sempre fico pensando, a imprensa podia divulgar notícias ruins, mas devia contrabalançar com notícias boas e belas fotografias.

O mundo não é feito só de notícias ruins.
Onde quer que a gente vá, podemos encontrar algumas flores, por pequenas que sejam.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"De Lula para Fernando Haddad"

Bem aventurados os humildes

Com a maior humildade, Lula está pronto para recomeçar sua jornada por “Um Brasil Melhor”.

Sabemos que um dos maiores desafios de Lula é ajudar Fernando Haddad, ex-Ministro da Educação, a ser eleito prefeito de São Paulo. Diz o ditado que, “quanto maior for o desafio, maior será a vitória”.

Nós achamos que a população de São Paulo merece ter um prefeito comprometido com as necessidades do povo e que governe com a participação de todos.

Nós também sabemos que é compromisso de Lula, de Fernando Haddad e de todos os militantes, que tenhamos humildade para gastar muitas solas de sapatos, de sandálias e até andar descalço, afinal, trabalharemos dia e noite, ouvindo todos os bairros e todos os segmentos da população, até construir um programa comprometido efetivamente com a nossa cidade.

E, com a mesma humildade que Lula fez seu depoimento nesta quarta-feira, agradecendo a Deus e a todos pela sua cura, temos certeza que Lula dirá a todos os militantes da nossa cidade de São Paulo, “que o mesmo Deus que dá, é o Deus que tira”, que devemos trabalhar muito e com humildade...

Vamos gastar nossas solas de sapatos e sandálias.
Vamos trabalhar por uma São Paulo melhor.
Vamos fazer nossa caminhada pelo bem de São Paulo.

As Bem Aventuranças

- Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

- Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

- Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

- Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.

- Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

- Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

- Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

- Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.

- Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus;
porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
[Traduzida por João Ferreira de Almeida] (Mateus 5, 3-12)

Sem Medo de Ser Feliz!

O nosso Rio Antigo

E de Ademilde Fonseca

Vejam a letra, ouçam a música e vejam o video. Continua muito atual.
Cheia de ironias com os poderes públicos.
Viva a irreverência dos cariocas.
Agora entendi de onde vem o estilo de Joel Bueno
Esta música serve também como
Homenagem a Millor Fernandes.

Rio Antigo
Maxixe cantado por Ademilde Fonseca.

O Rio antigo, quero relembrar,
E o maxixe que ele conheceu,
Alguma coisa, para confortar nossos amores,
Ao mundo, a você quero falar,
No bonde que o burrinho esperava, a gente se aprontar,
E na vaquinha, que parava há nossa porta, pra nos deleitar.

As nossas ruas que eram bastante estreitas, então,
Bem pensado, eram mais largas,
Relativamente, do que hoje são,
E falando, da iluminação,
O que é verdade é que a luz era fraca,
Mas nunca faltou, luz num lampião.

Naquele tempo, era Zona Norte,
E nas cantinas de toda cidade,
Pois quem disse, "Independência ou Morte", alí passou,
A sua mocidade,
São Cristóvam, era sem igual,
Com seu pomposo, Passo Imperial,
E as liteiras que andavam todo o dia, o bairro, maioral.

Que é da rua famosa, que até inspirou a versão,
Do Cái, Cái Balão,
Onde estás ó Rua do Sabão,
Que fizeram de ti ?
E da tua colega do Piolho ?
Na cabeceira, puseram mais flores,
Passaram a mudar, tudo por aí.

No carnaval, usava-se de tudo, que era água,
E as vezes, era tudo, e que gozado,
O tal limão de cheiro,
Que nem sempre era lisonjeiro,
Zé Pereira, teve o seu passado,
Naquele tempo, que não volta mais,
Dava prazer o encontro, com as fantasias, tão originais,

Pra terminar, eu não posso deixar de falar, no Castelo,
Nesse morro, que foi abaixo,
Para alí surgirem, hó quanta ironia,
Castelos, castelos mais castelos,
Com o progresso, cresceu a cidade,
E o preço do pão, que calamidade !...

1955 - Ademilde Fonseca - Rio Antigo (Maxixe)


Flores na Chuva

Diversidade das Flores

Do 19º. Andar do prédio onde trabalhamos, vemos o céu escurecer, cair a chuva e as pessoas correrem pela Rua São Bento e pela Rua Álvares Penteado, no Centro Histórico de São Paulo. De repente o calor vira inverno, e o noticiário anuncia a morte de Millor Fernandes. Uma das pessoas mais ilustres da história do Brasil. O Brasil também entra em luto por mais esta ilustre figura que contribuiu tanto para nossa cultura.

Vendo que Millor estava com 87 ou 88 anos de idade, lembrei-me de meus pais, que estão com a mesma idade e que fomos visitá-los em Janeiro deste ano. Antigamente era comum morrer entre os 60 e 70 anos, agora o comum passou a ser com mais de 80 anos de idade. Mas, mesmo ganhando 20 anos de vida, a gente sempre fica apreensivo com a perda de uma pessoa querida. É difícil não sentir emoção.

Ao lembrar da viagem para ver meus pais, lembrei da variedade de flores que estão plantadas no jardim da nossa casa. Nossa aqui no sentido de ser a casa da nossa adolescência, a casa dos nossos pais. São muitos tipos de flores. E ao repassar as fotos no computador, fui selecionando algumas para mostrar no blog. A ideia é mostrar duas de cada vez.

Vejam esta foto com flores molhadas da chuva e lindas. Mesmo sendo no mês de janeiro e no sertão baiano, chovia e as flores ficavam mais bonitas ao banharem-se com os pingos da chuva. Vejam também as folhas, como são fortes e verdes.


Agora vejam este outro tipo de flor. São parecidas, mas não são iguais.
São como as pessoas.


O fato de nossos pais estarem com 88 anos
não os impossibilita de cultivarem belas flores.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Brasil - Em quem acreditar?

Senador, delegado, promotor, secretário de segurança?

O homem é tudo isto, e mais: “amigo” do bicheiro, Carlinhos Cachoeira, que é contraventor, corruptor, espião e mais um monte de coisa que não sabemos. Amigo dos tucanos e da imprensa, principalmente da veja. Sempre fez papel de “pai da moralidade” contra Lula e o PT.

O Brasil está cheio de “Demóstenes Torres”...


Confesso que não fico alegre por ver tudo isto desmoralizado, na verdade eu fico envergonhado em ver como ainda a existe tanta corrupção e tanta degeneração das leis e das autoridades constituídas, inclusive da imprensa.
O Brasil redemocratizou-se mas ainda não encontrou a ética e a moralidade. Ainda somos um país subdesenvolvido e corrupto, por usos e costumes.

Vejam esta boa matéria de Elio Gaspari. É melhor do que a cobertura que a Folha dá ao assunto. Mas está publicada na Folha, assinada, assim preserva o jornal.

A cachoeira de Demóstenes Torres


Elio Gaspari – Folha SP – 28/03/12

Como diria Gilmar Mendes,
o problema do senador está em se distinguir o verossímil do verdadeiro

Demóstenes Torres, ex-líder do DEM no Senado, foi delegado de polícia, promotor e secretário de Segurança de Goiás. Fosse um frade, seria possível dizer que se aproximou do contraventor "Carlinhos Cachoeira" por amor ao próximo. No ano passado, aceitou um fogão e uma geladeira (importados) de presente de casamento. Vá lá que, pela sua etiqueta, "a boa educação recomenda não perguntar o preço nem recusá-los".

Em 2009, Demóstenes recebeu de "Cachoeira" um aparelho Nextel, habilitado nos Estados Unidos, e utilizava-o para conversar com o amigo, sem medo de grampos. Segundo um relatório da Polícia Federal, as chamadas contam-se às centenas. Isso e mais um pedido de R$ 3.000 para quitar uma conta de táxi aéreo.

Geladeira e fogão são utensílios domésticos. Rádios com misturador de voz para preservar conversas com um contraventor cujas traficâncias haviam derrubado, em 2004, o subchefe da assessoria parlamentar da Casa Civil da Presidência da República, são outra coisa.

Em 2008 (e não em 2009, como o signatário informou no domingo), o senador foi personagem da denúncia de um grampo onde teriam capturado uma conversa sua com o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A acusação custou o cargo ao diretor da Agência Brasileira de Informações, delegado Paulo Lacerda.

Mendes, cuja enteada é hoje funcionária do gabinete do senador, disse na ocasião que o país vivia "um quadro preocupante de crise institucional".

As investigações da Polícia Federal em torno das atividades de "Carlinhos Cachoeira" haviam começado em 2006. Uma sindicância da Abin e outra da PF não conseguiram chegar à origem do grampo, cujo áudio jamais apareceu. Gilmar Mendes disse, posteriormente, que "se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil".

O futuro do senador Demóstenes está pendurado na distância que separa o verdadeiro do verossímil. O verdadeiro só aparecerá quando ele e a patuleia tiverem acesso a toda a documentação reunida pela Polícia Federal.

Nesse sentido, não é saudável que seja submetido à tortura dos vazamentos administrados. (Paulo Lacerda foi detonado por um deles e não se descobriu quem o administrou.) Se o negócio é verossimilhança, o senador está frito.

PATRULHA E CENSURA


Diga qual foi a publicação onde aconteceu isso:
Tendo publicado em seu site uma resenha favorável a um livro, ela foi denunciada pela direção de um partido político e daí resultaram os seguintes acontecimentos:

1) A resenha foi expurgada.
2) O autor do texto foi dispensado.
3) Semanas depois o editor da revista foi demitido.

Isso aconteceu na revista "História", o livro resenhado foi "A Privataria Tucana", a denúncia partiu do doutor Sérgio Guerra, presidente do PSDB, o jornalista dispensado foi Celso de Castro Barbosa e o editor demitido foi o historiador Luciano Figueiredo.

Em nove anos de poder, não há registro de que o comissariado petista com suas teorias de intervenção na imprensa tenha conseguido desempenho semelhante.

A revista é editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, que pouco tem a ver com a administração da veneranda instituição. No episódio, sua suposta amizade ofendeu a ideia de pluralidade essencial às bibliotecas.


Diretoria do BB NÃO tem mulheres

Tem 65 homens!

Há dias que vários amigos estão cobrando que eu publique no Blog, que na Diretoria do Banco do Brasil, mesmo totalizando 65 (sessenta e cinco) dirigentes, NÃO HÁ UMA MULHER SEQUER!

Eu não acreditei e pedi a lista dos diretores. Contei um por um, realmente não existem mulheres na direção do Banco.

O que faz uma instituição de mais de 200 anos de existência, controlada pelo Governo Federal, que é presidido por uma mulher militante, não ter uma mulher como diretora? Não aprenderam com a Petrobras?

Tem certas coisas que eu não entendo.
Quando era dirigente da CUT, as mulheres reivindicaram ter 30% no corpo diretivo, aprovado em Congresso, portanto sendo obrigatório.
Na época ninguém reivindicava quota para Negros, era apenas para as mulheres.

No entanto, mesmo considerando importante garantir vagas para mulheres, nosso sindicato dos bancários de São Paulo nunca teve este problema, sempre achei que os negros precisam muito mais da solidariedade social do que as mulheres.

Mas as mulheres, como Marta Suplicy, são mais poderosas do que os negros, ou as negras sozinhas.
Daí a maior presença das mulheres do que dos negros ou negras nos cargos importantes do Brasil, mesmo na esquerda.

Estamos tão acostumados a ver mulheres dirigentes de empresas publicas e privadas, que nunca nos demos conta do MACHISMO no Banco do Brasil. E não me venham com a desculpa de que “foi coincidência”.
Não é verdade, é falta de uma gestão voltada para a Equidade e a Igualdade de Oportunidades. É o famoso “ato falho”. Freud explica.

Quando Dilma voltar da Índia, vamos conversar sobre este assunto.
Vamos aproveitar também que Mantega comemorou seis anos como Ministro da Fazenda,e responsável direto pelo Banco do Brasil, para tomar providências.

Esta reivindicação não fará parte da minuta da Campanha Salarial dos Bancários do BB,
esta reivindicação já faz parte da Responsabilidade Histórica do BB.

Já pensou se lançarmos uma campanha publicitária:
“O Banco do Brasil NÃO valoriza suas funcionárias”?
Não vai adiantar nada contratar Gisele Budchen
e depois não ter mulher numa diretoria composta de 65 homens.

O Banco do Brasil é dos Homens e das MULHERES do Brasil
há duzentos anos!

O Brasil exige que haja Mulheres na Diretoria do Banco do Brasil!



Dilma valoriza a Arte e a Cultura

Sempre visita Museus e Centros Culturais

Além de governar bem o Brasil, sempre que Dilma viaja eu fico curioso sobre como será sua agenda cultural. Desde segunda-feira estava querendo escrever sobre qual seria a agenda cultural desta viagem à Índia. Finalmente saiu a primeira informação.

A primeira parada cultural foi “A Espanha Muçulmana”. Verdadeira obra de arte e mistura de civilizações. A Espanha é uma das Esquinas do Mundo e viveu sob trezentos anos de ocupação muçulmana. Não foi pouca coisa. Daí que vem o conservadorismo católico. Herança da guerra de libertação religiosa.

Vou pedir para o pessoal de Dilma divulgar a agenda na Índia. Tem muita coisa para ver, mesmo que tenha que ficar mais um dia ou dois. Vale a pena. Depois ela vem ver a exposição da Índia no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo.

Agora vejam a Agenda Cultural em Granada, terra dos sonhos...

Em viagem à Índia, Dilma faz pausa turística na Espanha


Folha SP, 28/03/12

A presidente Dilma Rousseff aproveitou novamente uma escala técnica em viagem ao exterior para fazer turismo fora da agenda - e longe dos jornalistas.

Rumo à cúpula dos Brics em Nova Déli, Dilma parou em Granada (sul da Espanha), cidade que guarda o palácio da Alhambra, tesouro arquitetônico do país.

O Airbus presidencial, que não tem autonomia para viagens acima de 8.500 km, reabasteceu em Granada anteontem. Dilma e comitiva aproveitaram. Após almoço num restaurante local, ela conheceu Alhambra, que começou a ser construído no século 9º e é um dos monumentos máximos da cultura árabe na península Ibérica.

Segundo registro do site oficial do monumento, Dilma se confessou uma "apaixonada pela arte hispano-muçulmana" - o passeio foi realizado na companhia de outros turistas e de um funcionário especialista em arqueologia.
Além de ministros e governadores, a filha de Dilma, Paula, integra a comitiva.

No mês passado, Dilma parou no Porto (Portugal) para uma escala de volta de reunião na Alemanha e aproveitou para ir comer bacalhau num famoso restaurante local. Em 2011, foi conhecer um museu em Atenas numa escala a caminho da China.
O Planalto não quis comentar se a escolha das escalas, obrigatórias, obedece a pedidos da presidente para as visitas. O grupo chegou no final da manhã à Espanha e partiu por volta das 23h.

Dilma tinha a opção de pernoitar na cidade, mas preferiu seguir viagem - ela chegou cerca de dez horas antes do esperado à Índia.

Dilma inicia a viagem de retorno no próximo sábado. Ainda não foi divulgada qual será a escala técnica.

Placido Domingo sings Granada in Wroclaw


terça-feira, 27 de março de 2012

FHC com Lula, um grande gesto!

Taí algo que pode mudar a História

Todos devemos tirar o chapéu para Fernando Henrique. Por mais que se procurem “pelo em casca de ovo”, é inegável que tem uma simbologia muito grande esta iniciativa de Fernando Henrique Cardoso.
O Brasil precisa que todos façam a mesma coisa.
Nossos parabéns para estes dois brasileiros que souberam entrar para a História nacional.

Em São Paulo, Lula recebe visita de FHC

Daiene Cardoso, da Agência Estado – 27/03/12


Sinal dos Tempos no Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) visitou na manhã desta terça-feira, 27, no Hospital Sírio-Libanês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O encontro durou cerca de 50 minutos e os dois conversaram, a maior parte do tempo, a sós. Segundo a assessoria de Lula, na saída, FHC comentou apenas que Lula estava bem melhor, “melhor do que ele imaginava”. Esta é a primeira visita do tucano ao petista, desde que ele iniciou o tratamento contra um câncer na laringe, em 31 de outubro do ano passado.

Os dois tiraram fotos juntos e Fernando Henrique saiu sem dar declarações à imprensa. A assessoria de Lula não divulgou o teor da conversa entre os ex-presidentes, uma vez que o encontro teve caráter pessoal. Independentemente das disputas políticas entre suas legendas, eles foram parceiros de luta pela redemocratização do País e fazem questão de dar demonstrações de respeito mútuo em momentos delicados, como na morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, ocasião em que Lula era presidente da República e esteve no velório para prestar solidariedade a FHC.

Nesta semana, Lula deve ser submetido a exames que visam detectar se houve remissão do tumor na laringe. O petista tem ido diariamente ao hospital Sírio-Libanês para se submeter a sessões de fonoaudiologia. Após a visita de FHC, Lula retornou para a sua residência, em São Bernardo do Campo.

A derrota moral de Serra

O PSDB está brincando com fogo

Prezados amigos tucanos, o texto abaixo não foi escrito por um petista, muito pelo contrário, foi escrito por alto dirigente do jornal “O Estado de São Paulo”, que há alguns meses atrás lançou um manifesto cobrando, do bloco conservador paulista e brasileiro, que se arranjasse um candidato capaz de derrotar o PT.

Serra parecia que seria “o salvador da Pátria”. Mas este editorial de hoje, parece indicar que os conservadores acenderam a luz amarela.
Esta prévia foi uma brincadeira de mau gosto.

Como eu recebi algumas mensagens tucanas contestando meu blog sobre a pouca votação de Serra, 3.176 votos de um total de 20.500 filiados em condições de votar (15,5%), para mostrar que eu não sou sectário, estou reproduzindo, na íntegra, o Editorial do Estadão.

Leiam e guardem para a História. O Estadão sabe fazer História.

A prévia tucana

Editorial do Estadão - 27 de março de 2012 | 6h 46

O PSDB se saiu duplamente mal da prévia
- a primeira de sua história - para a escolha do seu candidato à Prefeitura da capital.
Em primeiro lugar, depois de um processo tortuoso, a começar da quizília sobre quem teria direito de participar da votação, e terminando com o adiamento do ato para acomodar os interesses do ex-governador José Serra, que anunciou com a invariável demora a sua intenção de disputar a indicação partidária - e que não queria prévia nenhuma.

Apenas pouco mais de 6 mil filiados, entre 21 mil aptos a votar, deram-se ao trabalho de comparecer.
Um certo número deles, aliás, como registrou este jornal, foi como que empurrado pelos cabos eleitorais dos candidatos a exercer a sua militância, com transporte garantido e a atração de um churrasco domingueiro. Coisa de legenda da velha escola na agremiação que parece ter ficado obsoleta antes de ver realizados os seus ideais renovadores.
 
O segundo resultado constrangedor foi a própria vitória de Serra.
Brigando pela candidatura com dois tucanos, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado estadual Ricardo Tripoli - dois outros, o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, e o de Cultura, Andrea Matarazzo, saíram da parada assim que Serra entrou -, ele não obteve mais de 52% dos votos. Ou, em números absolutos, tão somente 256 votos a mais do que a soma dos sufrágios recebidos pelos candidatos remanescentes.
 
Para quem já concorreu duas vezes à Presidência da República e quatro ao governo da cidade, entre outros prélios, e contou agora com o engajamento ostensivo do governador Geraldo Alckmin e do seu secretariado, mais o apoio do ex-presidente Fernando Henrique, tal desfecho foi a proverbial vitória de Pirro, sem tirar nem pôr.
O resultado parece espelhar as pesquisas segundo as quais 30% dos paulistanos querem ver Serra prefeito e outro tanto não quer vê-lo nada.
 
Antes de contados os votos, os serristas falavam de boca cheia numa vitória consagradora por 70% ou mesmo 80% do total. Mesmo que prognósticos desse tipo sirvam antes para motivar a militância do que como antecipação baseada em tendências verificadas, os seus propagadores não tiveram como disfarçar o gosto amargo que passaram a sentir.

Na hora de votar, Fernando Henrique teve o azar de dizer que o previsível êxito de Serra na prévia seria "meio caminho andado" para o triunfo no Município, em outubro.
Não porque, a esta altura, haja quem ameace o seu favoritismo - ou porque seja o caso de duvidar que, na pior das hipóteses, ele estará no segundo turno. Mas porque, surpreendentemente talvez, Serra só andou meio caminho para unir o partido em torno do seu nome - dando aos seus adversários no ninho a satisfação secreta de ver confirmada ainda uma vez a sua fama de desagregador.
 
Embora, como dizem os americanos, nada é tão bem-sucedido como o sucesso, a eventual recondução de Serra à Prefeitura da capital provavelmente não bastará para aprumar o PSDB, fracionado por rivalidades entre as suas principais figuras, nenhuma delas capaz, como tornou a ficar escancarado anteontem, de despertar da modorra e da indiferença os filiados cuja fonte de entusiasmo partidário não seja o contracheque do setor público ao fim de cada mês.

De mais a mais, o retrospecto como que obriga a agremiação a ganhar mais uma eleição na capital do Estado, onde dá as cartas já lá se vão 18 anos.
A questão de fundo é que, desde a perda de seu principal líder em São Paulo, Mário Covas, falecido em 2001, o PSDB paulista não conseguiu obter vitórias políticas à altura de suas conquistas eleitorais. E para estas contribui o fato de ser a legenda a receptora por excelência do voto útil dos que aceitam tudo, menos o PT no poder.
 
Isso explica, por exemplo, porque Serra - tendo ignorado o "papelzinho" que assinou em 2004, prometendo cumprir até o fim o mandato, caso eleito prefeito paulistano - ainda assim teve mais votos na cidade no pleito para governador, em 2006, do que na disputa precedente. Repetiu a dose na presidencial de 2010, depois, aliás, de uma campanha na qual, para variar, marginalizou o PSDB.

Seis anos com Mantega na Fazenda

Do neo-liberalismo ao social-desenvolvimentismo

“Deus escreve certo por linhas tortas”, os cristãos conhecem bem esta frase e esta profecia. No Brasil, além de escrever por linhas tortas, Deus também é chamado de brasileiro, e é Fiel, quase corinthiano.

Foi por meio de linhas tortas que Mantega virou Ministro da Fazenda.
Professor da FGV e assessor de Lula, foi crescendo no governo e hoje é o “braço direito de Dilma”.

Se fosse um ministro neo-liberal a imprensa estaria dando páginas inteiras, editoriais e TVs.
O que importa é que Mantega é Keynesiano e vem fazendo um bom trabalho na economia.

Este texto de Vinícius Freire, articulista da Folha, falando sobre o “aniversário de posse de Mantega”, não deixa de ser um elogio. Realmente Mantega merece muitos elogios.

Mantega, o longa vida improvável


Vinicius Torres Freire – Folha SP – 27/03/12

Ministro faz hoje seis anos na Fazenda e
acabou por mudar a política econômica que vinha dos anos 1990

"A POLÍTICA ECONÔMICA não mudará. A política econômica é a política econômica do presidente Lula. O presidente Lula é o fiador dessa política econômica. Além disso, a política econômica não deve mudar porque é a política econômica mais bem-sucedida dos últimos 15 ou 20 anos no Brasil."

Era o que dizia Guido Mantega em sua primeira entrevista coletiva como ministro da Fazenda.
Hoje, faz seis anos que Mantega está no posto. Em longevidade, perde apenas para Pedro Malan (1995-2002), ministro durante todo o governo FHC, e para Artur de Souza Costa (1934-1945), que teve a administração cortada por algumas interinidades. Mas Mantega durou mais que Delfim Netto e Mário Henrique Simonsen, que fizeram história no cargo, durante a ditadura militar.

Mantega assumiu sob grande descrédito, embora a indústria tenha ficado contente com sua nomeação. Sob Lula, havia sido ministro do Planejamento e presidente do BNDES. Substituiu Antonio Palocci, frito por escândalos. Economistas padrão, o pessoal da finança, "organismos internacionais", a mídia financeira global, todos fizeram luto.

Queriam Murilo Portugal,
vice de Palocci, como novo ministro. Portugal ocupou vários cargos públicos na vida, mas era quase um embaixador tucano no ministério. Aliás, a equipe de Palocci poderia ser a de um governo tucano -atenção, não há insulto nesta frase.

O paloccismo era arroz com feijão fiscal (controle de gastos), aliança com o Banco Central "falcão" e um programa de execução de reformas ditas "liberais" - as de fato executadas eram apenas racionais e foram um fator importante na retomada do crescimento que viria.

A política econômica de fato não mudou em 2006-07. Mas deixou de pender para o lado "liberal". Sob inspiração de seus assessores (Portugal, Marcos Lisboa, Joaquim Levy), Palocci propunha redução de gastos públicos mais permanente, menos gasto social, desvincular reajustes da Previdência do salário mínimo (e reforma da Previdência), mais abertura comercial e mais reformas microeconômicas.

Mantega combatera Palocci, entrara em atritos públicos com os secretários da Fazenda e diretores do BC, fritava Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), reclamava do dólar barato (a R$ 2,20, quando assumiu) e queria bancos estatais como motores do crescimento.

Em 2007, começou a falar em "social-desenvolvimentismo", "crescimento com distribuição de renda", o que ocorrera, de forma minguada, entre 2004 e 2006, e que ficaria mais importante em 2007-08.

A mudança da política econômica começou a aparecer na forma de desenvolvimentismo acidental", a enxurrada de intervenções estatais que foi a resposta do governo Lula à crise mundial, em 2008.

Dados o contexto econômico global, o grande desastre de políticas ditas "liberais", o experimentalismo macroeconômico nos centros econômicos mundiais (mais por precisão, não por boniteza), a força da "heterodoxia" chinesa e o relativo sucesso brasileiro de curto prazo, ao menos,
Mantega venceu.

Sob Dilma Rousseff (que combatera o paloccismo quando ministra), o enterro da política econômica de matriz tucana tornou-se programa explícito. E "o mundo não acabou", como dizia o "establishment".

As flores, o telefone e a internet

As fotos de flores não envelhecem

Alguma coisa está fora da ordem ou no meu I-phone ou na UOL. Eu tiro as fotos e as envio para meu e-mail, mas elas estão demorando até mais de trinta dias para chegar. Hoje, por exemplo, chegaram copias de fotos de janeiro! Pelo jeito vou ter que consultar um técnico para tentar descobrir os mistérios.

Esta modernidade quando chega ao Brasil, chega mais cara do que nos outros países e ainda não funciona direito. Temos uma conhecida morando em Paris que tem um sistema de Internet, telefone inclusive interurbano para o Brasil e TV a cabo, tudo junto ela paga apenas 33 Euros por mês. O nosso sistema sem direito a telefone interurbano, custa mais de 500,00 reais por mês. E não venham me dizer que é por causa dos impostos. Tem impostos e tem muitas outras coisas como Agências Reguladoras, oligopólios e outras coisas mais. É o Brasil!

Neste domingo, dia 25, tirei várias fotos da “Lágrimas de Cristo” de nossa casa. Elas estão muito bonitas.
Como não sei quando vão chegar no e-mail, via UOL e Aple,
resolvi mostrar duas fotos antigas, isto é, de fevereiro passado.

Vejam primeiro este cacho de Lágrimas de Cristo. Bem bonitinho!



Agora vejam esta foto de Nandina colorida.



A Vila Madalena continua com muitas flores,
apesar da violência nos Estádios de Futebol e dos Arrastões nos prédios.
Ainda bem que ainda temos as flores.

Aproveito para registrar que recebemos a visita de mais um país.
Desta vez foi o Peru, representando o número 61.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dilma e empresários vão à Índia

E manda o recado para o mundo

"O mundo enfrenta uma crise que é ao mesmo tempo de economia, governança e coordenação política".

Como diziam os velhos militantes: O Mundo vive uma Crise de Direção!

Leiam o texto do Estadão desta segunda-feira:

Resistência à crise tem limite, diz Dilma

Em documento para encontro dos Brics, presidente se mostra como a mais preocupada com impacto dos problemas internacionais

Estadão - 26 de março de 2012 | 3h 03- Tania Monteiro, Rafael Moraes Moura

A capacidade brasileira de resistir à crise financeira mundial "não é ilimitada".
A constatação é da própria presidente Dilma Rousseff, em declaração à publicação do grupo de pesquisa dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), à qual o 'Estado' teve acesso.

"Como outros países emergentes, Brasil tem sido até agora menos afetado pela crise global. Mas nós sabemos que a nossa capacidade de resistir não é ilimitada. Queremos e podemos ajudar, enquanto ainda houver tempo, aqueles países onde a crise já está aguda", disse a presidente Dilma, que desembarca amanhã em Nova Délhi, para participar da 4.ª reunião dos Brics.

Sessenta empresários acompanharão a presidente Dilma na visita.

Os cinco presidentes dos países que integram os Brics dão depoimentos para o documento, mas foi a presidente Dilma quem demonstrou maior preocupação com a crise.

Em um texto curto, de apenas quatro parágrafos, a presidente citou seis vezes a palavra crise e, dos cinco, foi a única a se referir explicitamente à turbulência internacional.

Crescimento. A presidente tem motivos para tanta preocupação.
Afinal, o Brasil com o "pibinho" de 2,7% de crescimento em 2011 foi o país que apresentou menor índice entre os cinco. O Brasil também cresceu menos que a média de toda a América Latina, que foi em torno de 4%.

"Está claro, agora, que a prioridade da economia mundial deve ser resolver o problema desses países que enfrentam crises da dívida soberana e reverter a maré recessiva atual", afirmou Dilma no documento.
E recomendou: "os países desenvolvidos devem colocar em ordem políticas coordenadas para estimular as economias que estão extremamente enfraquecidas pela crise".

A presidente defende no texto um novo tipo de cooperação entre países emergentes e desenvolvidos, que possa ser construída com "solidariedade e responsabilidade".
Para Dilma, a solução da crise da dívida precisa ser combinada com crescimento econômico.

"O mundo enfrenta uma crise que é ao mesmo tempo de economia, governança e coordenação política" disse a presidente, no texto. "Não haverá retorno para a confiança e o crescimento até que intensifiquemos esforços coordenados entre os membros das Nações Unidas e outras instituições multilaterais. As Nações Unidas e essas organizações devem urgentemente mandar sinais claros de coesão política e coordenação macroeconômica."

Cooperação. A publicação reúne declarações de outros líderes, como o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que defende a cooperação na luta contra o terrorismo, extremismo, intolerância e pirataria.
Para o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, os países que formam os Brics devem aproveitar cada oportunidade para transformar o mundo atual em "um mundo em que as pessoas não sintam medo do governo e as relações internacionais estão livres da hipocrisia, um mundo onde será mais fácil e eficiente trabalhar de forma conjunta".

Serra teve apenas 3.176 votos

A montanha pariu um rato

Apesar da ampla campanha da UOL, dos jornais, das rádios e TVs,
Serra teve apenas 3.176 votos, representando 52% dos votantes.

O que significa que:
ou o PSDB tem poucos filiados,
ou eles não foram votar na prévia.

A campanha na UOL e na imprensa continua. Muitas fotos e textos de campanha. Parece a época de Collor na Globo.
Já estão até querendo ir buscar Henrique Meirelles para colocar como vice. Sinal de que não estão convencidos da vitória de Serra.
Para Meirelles pode ser uma oportunidade de virar prefeito, já que Serra começa mas renuncia, não acabando os mandatos.

Vejam parte do material de campanha da UOL:

Após prévias, PSDB mira agora unidade e alianças

Mário Rossit - Do UOL, em São Paulo – 26/03/12

O ex-governador saiu vencedor das eleições internas do PSDB, realizadas neste domingo (25). Serra bateu o secretário do Estado de Energia, José Aníbal, 59, e o deputado federal Ricardo Tripoli, 59.

No total, 6.229 filiados tucanos votaram.

Serra teve 52% dos votos (3.176),
Aníba teve 31,2% (1.902)votos e
Trípoli teve 16,7% (1.018)votos.

Mais sobre as prévias

Semeghini nega que a votação dos dois adversários de Serra, que juntos somam quase a metade do total, seja um indicativo de que o partido está rachado."Havia três candidatos e a votação no final foi normal", diz. Segundo Semeghini, o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o DEM, o PSB e o PP são parceiros "naturais".

Alckmin fez coro com Semeghini. Segundo o governador, não há divisão interna e o partido agora tem de buscar firmar coligações. "Agora é necessária a construção da aliança entre os partidos", afirma.

O secretário Bruno Covas (Ambiente) --que era uma dos que participava do processo de prévias, mas desistiu assim que Serra anunciou a candidatura-- também afina o discurso pela pela unidade partidária e, posteriormente, a busca por alianças. "Agora temos um candidato só e temos até junho para definir essas alianças", afirma. Ele cita o DEM, o PPS e o PP como possíveis aliados na eleição de outubro.

Prévias
O processo de prévias no PSDB começou no ano passado, mas a entrada de Serra na disputa ocorreu de última hora, em 27 de fevereiro. Aníbal, Tripoli, Covas (Meio Ambiente) e o secretário estadual Andrea Matarazzo (Cultura) disputavam a indicação do partido. Assim que Serra entrou nas prévias, Covas e Matarazzo deixaram a disputa e Serra herdou a maioria dos votos dos dois secretários.

Quando anunciou o ingresso na disputa interna do PSDB, Serra afirmou que sua intenção como candidato era conter o avanço do PT no país. Desde o começo, ele adotou a estratégia de discutir temas nacionais, em detrimento dos assuntos diretamente relacionados à capital. Fez, inclusive, ataques, por meio de artigo publicado no jornal "O Estado de S.Paulo", ao candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad e à poítica educacional do governo federal.

Enquanto alguns reclamam

Gerdau ajuda Dilma e o Brasil

Eu imagino o que os tucanos e seus jornalistas devem dizer de Gerdau. Devem chamá-lo de ingrato, traidor e neopetista. Vejam o depoimento de Luis Nassif sobre as contribuições que Gerdau tem dado aos governos municipais, estaduais e federal.
Nós precisamos de gente assim, para fazer um grande Compromisso de Gestão em todos os níveis. Inclusive no Judiciário e na Imprensa.
O Brasil realmente precisa de um “choque de gestão” em todos os níveis.

Os caminhos da gestão no governo Dilma

Luis Nassif - Coluna Econômica - 26/03/2012

O grande empresário Jorge Gerdau, animado com os rumos do país,julga que a gestão Dilma Rousseff, se mantiver esse pique por oito anos, mudará definitivamente a cara do Brasil, completando o trabalho de Lula - a quem reputa de "intuitivo genial".

Há dez anos foi criado o Movimento Brasil Competitivo (MBC).
Nasceu do Prêmio de Qualidade do Governo Federal - do qual Gerdau, outras lideranças do movimento e eu próprio.
A intenção do MBC foi a de, no formato de OSCIP, juntar doações do setor privado e público para projetos de gestão na área pública.

O primeiro estado a aderir foi o Ceará, na área de educação. Depois, Minas Gerais. Antes disso, alguns estados conduziram programas bem sucedidos de qualidade, mobilizando micro, pequenas e grandes empresas e área pública em geral. Foi assim com os Movimentos Gaúcho, Mineiro e Fluminense pela Qualidade.

Há três anos, o MBC realizou sua primeira parceria com a área federal, ajudando o Ministério do Desenvolvimento Social a incorporar modernas ferramentas de gestão.Nesse período, Gerdau conviveu com a então Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Conselho de Administração da Petrobras.

Dessa convivência surgiu o convite de Dilma para que Gerdau ajudasse o governo na área de gestão pública.
Houve uma reunião no Palácio do Planalto onde Gerdau expôs as experiências acumuladas com os movimentos estaduais. Dado o peso da União no federalismo brasileiro, abria-se espaço para um trabalho com muito maior impacto.
A missão conferida foi a de prestar assessoria, estabelecer diretrizes estratégicas e planos de ação, propor e avaliar iniciativas da área pública, supervisionar e acompanhar. Criava-se a Câmara de Gestão e Competitividade.
Do lado do governo, foram indicados os Ministros do Planejamento, da Casa Civil, do Desenvolvimento e de Ciência e Tecnologia. Do lado do setor privado, optou-se por quem pudesse agregar experiência e conhecimento, não necessariamente por presidentes de entidades.

O ponto crítico na área de governos - especialmente do federal, pelo tamanho - é a governança. Ou seja, a capacidade de ter visão estratégica, para que a gestão se torne cada vez mais objetiva e eficiente. E a capacidade da máquina de entregar o que lhe é solicitado: os planos de ação dos governantes.

Nos últimos 15 anos, empresas privadas nacionais que se internacionalizaram foram obrigadas a desenvolver aprendizado com o instituto da governança. Isto é, de entregar ao acionista o que foi prometido no plano de ação.
Setor muito mais complexo, a área pública não tem estudiosos do tema de governança.

As ações da Câmara, foram, então, divididas em três áreas distintas. No campo das execuções, melhoroias de processos em áreas críticas, como no aeroporto de Guarulhos, Ministérios da Saúde, Justiça, Transportes, Comunicações, Meio Ambiente, Corrreios, Anvisa.No campo da governança, montagem de sistemas de monitoramento de 11 projetos temáticos, nos temas mais caros à Dilma - como exclusão da miséria.Contratou-se a McKinsey, com experiências internacionais. E informatizou-se.Gerdau surpreendeu-se com a maneira como a máquina respondeu ao desafio.

domingo, 25 de março de 2012

FHC foi um traidor do Bamerindus

Vendeu o banco a preço de banana

Para quem botou toda a estrutura do Bamerindus e da Família para ajudar na eleição de FHC para presidente e depois viu seu banco sofrer intervenção do Banco Central e depois ser vendido a preço de banana para o HSBC, que até hoje não se encontrou no Brasil, as mágoas são imensas. Zé Eduardo Vieira ía às lágrimas quando lembrava da "solidariedade de FHC".

Para quem acompanhou a tragédia, viu que o Brasil foi, mais uma vez, o grande derrotado. As privatizações de FHC e Malan foram pagamentos de dívidas eleitorais para os empresários brasileiros e internacionais. Ainda bem que eles são passados.
Vejam parte da entrevista de Zé Eduardo Vieira, publicada no Estadão de hoje:

'Venderam o Bamerindus a preço de banana'

Por Evandro Fadel/ Curitiba, estadao.com.br, Atualizado: 25/3/2012 3:09

Passados 15 anos da intervenção no Banco Bamerindus, ocorrida em 27 de março de 1997, o ex-controlador da instituição, José Eduardo de Andrade Vieira, de 73 anos, ainda não superou as mágoas, sobretudo contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro Pedro Malan. Nos dias que se seguiram à intervenção, a artilharia do ex-banqueiro já tinha se voltado contra eles. As armas continuam fumegando até agora. Vieira considera-se traído por aqueles que tinham sido seus companheiros - ele foi ministro da Agricultura no governo FHC. Procurados, Fernando Henrique e Pedro Malan preferiram não se manifestar.

Na quarta-feira, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assinou acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR) comprometendo-se a pagar todos os credores da massa falida. Com isso, o MP-PR deve pedir a extinção de ação de responsabilidade que mantinha indisponíveis os bens dos ex-administradores do Bamerindus, incluindo os de Vieira. Ao mesmo tempo, o FGC acentuou que prepara o banco para a venda no mercado. Para o antigo dono, esse é o aspecto mais positivo. 'É a comprovação de que o Bamerindus não estava falido, porque, se tivesse, ninguém iria comprar', afirmou.

Ex-senador, Vieira interrompeu a carreira política após a intervenção no banco e passou a administrar o jornal Folha de Londrina, do qual era sócio. Atualmente, duas filhas estão no dia a dia do jornal. Ele disse que raramente vai à sede em Londrina. Prefere ficar na Fazenda da Capela, em Joaquim Távora, distante 160 quilômetros, para supervisionar a criação de gado leiteiro e de corte, e a produção de milho.

Da fazenda, ele conversou por telefone com o Estado:

O que significa para o sr. o fim da ação que tornava indisponíveis os bens dos ex-administradores e ex-controladores do Bamerindus, a garantia de pagamento dos últimos credores e a preparação do banco para venda, após 15 anos de intervenção?

Para mim, o principal aspecto é a comprovação de que o Bamerindus não estava falido, porque, se tivesse, ninguém iria comprar. É uma comprovação pública de que o banco sempre tinha saldo positivo. Ninguém iria comprar para ter prejuízo.

Então, por que a intervenção?
A intervenção foi mais política. Mostra quem eram Fernando Henrique e Pedro Malan. Não preciso falar nada.

O sr. continua com mágoa?
O interventor nomeado pelo BC vendeu aquele patrimônio enorme por US$ 8 milhões, sendo que empresa tinha em caixa mais de US$ 100 milhões. Foi uma dilapidação de meu patrimônio. Na vontade de mostrar a falência do grupo, jogaram fora os imóveis do Bamerindus, as agências foram vendidas para o HSBC pelo valor patrimonial. Eram 1,5 mil agências, vendidas a preço de banana. E ainda assim sobra dinheiro.

O que representaram os 15 anos de intervenção?
Não deixou de ser frustrante a gente ser traído por companheiros. Porque na realidade é isso, foi uma traição que eu sofri.

Quem foi o traidor?
O Fernando Henrique.


O senhor esperava mais dele?
Esperava. O banco estava em boas condições e tinha muito dinheiro para receber do Estado de Mato Grosso. O Pedro Malan segurou isso na gaveta por meses até decretar a intervenção no banco e, no dia seguinte, pagaram o Mato Grosso, que pagou o banco. Já nas mãos do HSBC. Por que comigo não andou para frente e, com outro, em 24 horas resolveram?

sábado, 24 de março de 2012

Casamento do Cinema com a Dança

Wim Wenders e Pina Bausch

Até conhecer Pina Bausch, Wim Wenders não gostava de dança.
“Acho dança uma chatice”, assim Wim Wenders já pensou um dia.
“Aí eu vi um espetáculo de Pina Bausch, Café Muller, e tudo mudou. Ela me arrebatou, me comoveu até as lágrimas”.

O Estadão de Domingo passado, dia 18, publicou uma entrevista muito bonita de Wim Wenders, além de textos de Luiz Zanin Oricchio e de Luiz Carlos Merten.
Duas páginas inteiras com belos textos e muita mensagem. Guardei para publicar com calma, mas não consegui copiar a entrevista. Uma pena!

Mesmo assim, leia o texto abaixo e procure na internet.

Na poesia do movimento, beleza, emoção e leveza


18 de março de 2012 - O Estado de S.Paulo – Luiz Zanin Oricchio

De novidade tecnológica aplicável apenas a blockbusters milionários, o 3D começa a ingressar no circuito de arte. Já tivemos há pouco A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, com suas 11 indicações para o Oscar e sua fábula infantil de homenagem a Méliès, pioneiro do cinema de invenção. Chega agora Pina, do alemão Wim Wenders, um filme homenagem, analítico e emocionante sobre grande bailarina e coreógrafa Pina Bausch (1940-2009).

A primeira coisa a ser dita sobre o filme é que usa o recurso das três dimensões com muita parcimônia. Ou seja, Wenders não faz do avanço técnico um fetiche que acabaria por encobrir o conteúdo. O que ele tem a dizer vem em primeiro lugar; a técnica ajuda porque a ele é subordinada. O resultado é que a utilização sóbria realça o poder da tecnologia, pois a coloca em seu devido lugar, a serviço do homem. Essa é a disposição humanística de Wenders, em consonância com o tipo de homenagem que deseja prestar à sua conterrânea.

Em segundo lugar, mas não menos importante, cabe destacar que o cineasta alemão não faz uma cinebiografia convencional, com amplas informações sobre a personagem e muitos depoimentos. Talvez a trajetória de Pina seja muito interessante, mas quem a deseja em detalhes pode dar uma conferida no Google. O cineasta prefere, ao contrário, destacar o trabalho e o modo de criação de Pina, mais do que os acontecimentos da sua vida real. Monta uma sequência coreográfica e musical narrada como se fosse uma história, não da personagem em si, mas da própria humanidade, com suas aspirações, grandezas e fraquezas. Acima de tudo, com sua capacidade de produzir beleza em seus elementos de vida cotidianos. Pina aparece com frequência, mas o destaque é mais para as ideias que colocou em prática do que sobre a sua pessoa. Não há nada ali que esteja fora da dança.

Portanto, quem comanda o filme é a veia inventiva de Pina Bausch, uma coreógrafa que sabia tirar poesia do movimento e de elementos como a pedra, a água, o abismo. Daí o caráter visceral de sua dança, uma arte que atravessa idades e nacionalidades. Há uma leveza extraordinária na maneira como os corpos em movimento desenham o que seriam as ideias da coreógrafa, produzindo sentidos, ou melhor, sensações, nem sempre conscientes. Pensada dessa maneira, a dança de Pina não deixa de ser um estímulo poderoso para a imaginação, uma via aberta para o inconsciente e uma prática de liberdade.

No elenco multinacional (Pina era universal, trabalhava com todas as nacionalidades e com nenhuma) há espaço também para o Brasil, na figura de uma das dançarinas e na canção Leãozinho, de Caetano Veloso, usada na coreografia Água (2001). Beleza, emoção, leveza são os termos que poderiam definir esse filme.

sexta-feira, 23 de março de 2012

150 anos de Ernesto Nazareth - II

O popular

Nesta segunda parte vocês vão ver a imagem de Ernesto Nazareth mais associada ao popular.
Depois de ver o texto do Estadão mais voltado para a formação erudita, agora vejam o lado mais popular onde Ernesto Nazareth aparece como o Rei do Choro.

O Rei do Choro

Ernesto Júlio de Nazareth foi mais que um pianista de bailes e saraus do final do séc. XIX e início do séc. XX. Ele foi a pessoa que encontrou a maneira mais eficaz de se reproduzir um conjunto de choro no piano, criando um estilo inigualável.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 1863, e influenciado pelos estilos europeus, especialmente franceses, que chegavam torrencialmente ao Brasil, Nazareth passou a compor polcas, tangos, valsas, lundus, schottisches, à sua maneira, e em pouco tempo recebeu reconhecimento nacional.

Suas peças começaram a ser gravadas assim que a Casa Edison abriu suas portas, e suas partituras eram tocadas por toda a “cidade dos pianos”, uma perífrase adequada para o Rio da Belle Époque.

Hoje Ernesto Nazareth é conhecido mundialmente, sendo gravado por pianistas desde o Japão até o Brasil, e é recebido com especial carinho por grupos de choro de todos os tipos e formações. Porém, de sua vasta obra de 212 músicas, apenas cerca 70% já foram registrados em disco. Do restante, algumas nunca foram editadas. Resta-nos aguardar que um dia toda a obra de Nazareth seja gravada.
Texto de Alexandre Dias

Vejam que bela interpretação:

Ernesto Nazareth - Brejeiro / Apanhei-te, cavaquinho


quinta-feira, 22 de março de 2012

Ab’Saber - O sábio e a biblioteca

A vida e a morte na USP

A gente conhece o sábio não apenas pelo seu conhecimento ou seus títulos, mas também pelo seu comportamento. Este depoimento da aluna da FFLCH da USP, mostra pequenos detalhes de uma instituição e da vida das pessoas que nela estudam ou trabalham.
O professor Goldemberg fez um bom artigo sobre Ab’Saber, mas a instituição que ele foi reitor poderia ter feito mais. É que o atual reitor da USP não tem o perfil de um Goldemberg. Realmente são outros tempos.

Mensagem via e-mail do professor Caio Toledo, da Unicamp:

“Repasso a emocionada e lúcida nota,
de uma estudante da FFLCH, sobre Aziz Ab´Saber.

Talvez seja um das mais belas homenagens prestadas a esse digno intelectual que, até o fim de sua vida, combateu incessantemente as profundas iniquidades da sociedade brasileira”.

De Maria Carlotto, aluna da FFLCH-USP

Ontem [15 de março], por volta das 22h, um funcionário da Faculdade de Filosofia passou avisando aos poucos que restavam que a biblioteca estava fechando.
Desci as escadas e, como sempre, vi o professor Aziz Ab´Saber sentado em uma mesa de canto lendo, com a ajuda de uma lupa, um livro de quase mil páginas.
As luzes da biblioteca estavam se apagando, mas ele insistia em continuar, resistindo no limite da desobediência.

Nos últimos anos, vi essa cena muitas vezes e ontem, por um segundo, sorri por simpatia daquele professor que não precisava estar ali, numa quinta-feira de chuva, enfrentando uma tarefa que parecia superar as suas forças.

Hoje à noite [16 de março] cheguei nessa mesma biblioteca e a mesa estava vazia.
Nenhuma nota de falecimento.
Tudo funcionava normalmente, impelido por uma corrente de normalidade que nos oprime e contra a qual ele dedicou a sua vida, com grandes obras e pequenos gestos como esse, de resistir diante de um livro, sobre uma mesa no escuro.

Talvez seja o prenúncio dos tempos que se iniciam numa USP, que certamente não foi a que ele conheceu.”

Políticos e Imprensa - Em quem acreditar?

As Hienas estão rindo e o Povo paga a conta

Como a Imprensa também está envolvida nas Campanhas Eleitorais deste ano, fica difícil entender o quê está acontecendo no Congresso Nacional. Que os políticos “topam tudo por dinheiro”, isto não é novidade, mas o governo sabe disto e não está sabendo negociar com os políticos.

Esta história de que está “pagando para ver”, também é meia verdade.
Ninguém entra em motel para rezar, nem entra em Igreja para fazer sexo. A melhor forma de evitar a instabilidade política e econômica é se construir um Compromisso de Gestão, onde as regras sejam transparentes para todo mundo.

Papel escrito e passado.
No Brasil, nem os políticos nem a imprensa têm autoridade para dizer que cumprem o que escrevem e falam. No Brasil a palavra vale pouco, este é um dos motivos porque existem tantos advogados. Para recorrerem, recorrerem, recorrerem... E a economia vai perdendo velocidade e vai parando, parando e parando.

Só não podemos assinar documentos como Serra. Aí desmoraliza de vez.
Vamos passar o Brasil a limpo?
Vamos construir um COMPROMISSO DE GESTÃO?

Vejam a matéria do Jornal Valor:

Governo começa a sofrer derrotas no Congresso
Valor – 22/03/12

Os principais partidos da base aliada na Câmara impuseram ontem a primeira grande derrota do governo ao adiar a votação da Lei Geral da Copa até que seja votado o novo Código Florestal. Em outra demonstração de força, os ruralistas aprovaram na Comissão de Constituição e Justiça, por 38 votos a 2, proposta de emenda constitucional que retira da União e transfere ao Congresso o poder para demarcar terras indígenas. Esses sinais crescentes e inquietantes de pressão sobre a presidente Dilma Rousseff apontam para aquela que pode ser a primeira grande crise de seu governo.

O Palácio do Planalto ainda considera cedo para avaliar o resultado da troca dos líderes do governo, na semana passada, na qual deu preferência a nomes de facções minoritárias em detrimento das correntes majoritárias dos partidos, especialmente PT e PMDB.

A nova orientação política do governo é formar nova maioria no Congresso, agregando setores de partidos aliados insatisfeitos com o governo àqueles que já compunham a coalizão governista de mais de uma dezena de partidos. Dilma também quer inovar nos métodos e renovar lideranças. O exemplo que costuma ser dado é o do Senado, há vários anos com seus principais cargos controlados pela tríade formada por José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), todos do PMDB. Na Câmara, ainda davam as cartas o chamado "grupo paulista" do PT, ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao campo majoritário do PT.

Com a renovação, Dilma espera mudar práticas como o famoso toma lá, dá cá que costuma nortear muitas negociações no Congresso para a aprovação de projetos de interesse do governo. A presidente explicou bem o conceito por trás dessas mudanças, ontem, em discurso no Rio. "Não tenho nenhuma dúvida que a maioria dos brasileiros cansou de conviver com práticas marcadas pela lassidão e com nossa fama do país do jeitinho".

A crítica dos aliados é que o Planalto quer sempre impor, em vez de negociar, e não atende as emendas de parlamentares ao Orçamento, recursos que são mais importantes em ano eleitoral. A reação do Congresso, nessas situações, é incomodar o governo votando contra projetos de seu interesse.

Pão de Açúcar, Folha e Cassino

Recado dado e formalizado

No último dia 11 a Folha de São Paulo, plantou a notícia sobre a decisão do Casino francês assumir o controle do Grupo Pão de Açucar no Brasil. Para os leigos, foi um bom “furo” jornalístico. Para os experientes, foi uma boa tática da assessoria do Casino. Afinal, predadores pagam bem, quando querem vencer.

Hoje, a formalização legal sai em todos os jornais e a Folha “comemora” que já tinha noticiado o fato no dia 11. Eu não comemoro, eu curto o luto dos derrotados. No dia 17 eu reproduzi a matéria da Folha e pus com título no blog, “A Batalha dos Predadores, O Brasil perde mais...”

Continuo achando que o Brasil é o grande perdedor, juntamente com o Ego do Sr. Abilio Diniz. Mas a História não se registra por egos feridos, a História é contada pela óptica dos vencedores. Talvez Abílio Diniz veja esta disputa como uma batalha e não como o fim de uma guerra. Eu também gosto dos guerreiros inteligentes e perserverantes.

Mas, como dizem os chineses, “o que são 99 anos perto de dois mil anos de História?”. O Brasil aprenderá a construir suas empresas nacionais e internacionais. E seus empresários, juízes, jornalistas, políticos e trabalhadores aprenderão a defendê-las.

Vejam a matéria abaixo, que faz a alegria do Casino e da Folha de SP.:

Casino diz que vai controlar Pão de Açúcar


Franceses enviam comunicado para Abilio Diniz no qual confirmam que exercerão controle da varejista em junho
Acordo acertado em 2005 prevê alteração na estrutura da holding Wilkes, controladora do grupo Pão de Açúcar

Folha SP - Claudia Rolli, Toni Sciarretta – de SP – 22/03/12

O grupo francês Casino confirmou oficialmente ontem que vai exercer o direito, comprado em 2005, de assumir o controle do grupo Pão de Açúcar. O comunicado foi enviado ontem para o empresário Abilio Diniz, que hoje divide o comando da rede varejista, com os franceses. O anúncio, apesar de previsto, foi considerado um passo fundamental que culminará na troca de controle do grupo brasileiro.

Pelo acordo, o Casino terá a partir de 22 de junho a maioria da holding Wilkes, que é a controladora direta do GPA (Grupo Pão de Açúcar).

CONVOCAÇÃO
Após receber o comunicado, Abilio terá de convocar o Conselho de Administração da Wilkes para eleger novo presidente. Essa convocação tem de ocorrer até uma semana antes de 22 de junho.

Advogados consideraram ainda que o tom do comunicado feito ao empresário foi irônico pelos elogios aos gestores: "Tal decisão demonstra mais uma vez o compromisso de longo prazo do Casino com o Brasil e sua plena confiança no futuro brilhante do GPA em seu extraordinário time de executivos".

Mesmo com a troca do comando, Diniz continuará na presidência do conselho do Pão de Açúcar, com a prerrogativa de indicar o presidente da empresa a partir de uma lista feita pelo Casino."A notificação não muda o fato de que o direito dele (Casino), previsto no acordo, só se inicia em 22 de junho", informou o empresário por meio de sua assessoria. O Pão de Açúcar não se pronunciou.

REESTRUTURAÇÃO
No dia 11, a Folha revelou que o Casino planejava reestruturar a operação na América Latina, agrupando subsidiárias no Brasil, no Uruguai, na Argentina e na Colômbia.O primeiro passo seria a conversão das ações preferenciais (sem direito a voto) do GPA em ordinárias (com poder de voto). Com isso, ascenderia ao Novo Mercado da Bolsa, segmento de alta transparência. O Casino negou que tenha no momento plano de conversão de ações.

150 anos de Ernesto Nazareth - I

O clássico

Nesta primeira parte vocês vão ver a imagem de Ernesto Nazareth mais associada ao clássico, embora também fale do popular. É um bom texto que saiu no Estadão do dia 17 passado. Depois vou mostrar o lado mais popular onde Ernesto Nazareth aparece como o Rei do Choro.

Leiam e ouça esta primeira parte, publicada no Estadão:

Ernesto em ritmo e prosa

Instituto Moreira Salles entra nas
comemorações dos 150 anos de nascimento de Ernesto Nazareth
revelando um material inédito

17 de março de 2012 – João Luiz Sampaio - O Estado de S.Paulo

Eles se encontravam em saraus e, a certa altura, cansado das transcrições para piano de trechos famosos de óperas, Machado de Assis, aquele "senhor taciturno, tímido e circunspecto", cochichava ao pianista encarregado das noites de música na casa da família Monteiro, um certo Ernesto Nazareth. "Toque-nos qualquer composição de Schuman."

O breve e inédito relato dos encontros de duas figuras-chave da vida cultural brasileira aparece em uma carta de Célio Monteiro ao pianista Aloysio de Alencar Pinto - apenas um das centenas de documentos que compõem o acervo do compositor Ernesto Nazareth. E que, a partir de terça, começam a ser disponibilizados em um site criado pelo Instituto Moreira Salles, detentor do acervo do compositor, dando início às celebrações dos seus 150 anos de nascimento, em 20 de março de 2013.

Autor de obras como Odeon, Xangô e Polca para a Mão Esquerda, Ernesto Nazareth (1863-1934) é o compositor da trilha que embala a memória do Rio de Janeiro da passagem do século 19 para o 20. Também pianista, era chamado pelos detratores de "pianeiro", por conta do flerte com a música popular. Esta vida dupla, no entanto, é justamente o que coloca Nazareth como símbolo de sua época - e autor capaz de influenciar as gerações seguintes. "Ele nasceu e começou a atuar no momento em que se consolidava um sotaque particular ('brasileiro') na interpretação do repertório europeu (ópera, música de câmara, música de salão) que soava na cidade, e viveu até o limiar da explosão do rádio e da indústria fonográfica, nos anos 30", diz o violonista Paulo Aragão, um dos responsáveis pelo projeto Nazareth 150 anos - Contagem Regressiva.

Por isso mesmo, lembra Aragão, é consenso considerar Nazareth como um dos fundadores da música popular brasileira, da mesma forma que é indiscutível sua influência sobre autores como Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Marlos Nobre, Francisco Mignone ou Radamés Gnattali - dualidade abordada já por Mário de Andrade, para quem Nazareth era "compositor brasileiro dotado de uma extraordinária originalidade, porque transita com fôlego entre a música popular e erudita, fazendo-lhe a ponte, a união, enlace".

O site do projeto (ernestonaza reth150anos.com.br) entra no ar na terça-feira - e se soma a uma página criada no ano passado pela cravista Rozana Lanzelotte (ernes tonazareth.com.br), onde é possível ouvir todas as obras do compositor. A ideia é, ao longo de um ano, passar para a rede todo o acervo do compositor, de partituras a cartas e fotos (leia mais abaixo).

Para marcar o lançamento do projeto, Aragão faz show no IMS do Rio na terça-feira, ao lado de Alexandre Dias (piano), Marcilio Lopes (bandolim), Marcelo Bernardes (flautista), Luciana Rabello (cavaquinho) e Mauricio Carrilho (violão). E acredita que as comemorações pelos seus 150 anos podem jogar nova luz sobre sua obra. "Nazareth é símbolo da música brasileira, mas ainda temos boa parte de sua obra e vida desconhecidos. Há muitas músicas inéditas e não apenas peças menores, estou falando de coisas absolutamente geniais, como Desengonçado, Proeminente, Cuéra, O Alvorecer e Catrapus."

Essas peças podem levar, garante o violonista, a uma melhor compreensão do legado musical do compositor. "É comum destacarmos na música do Nazareth seu refinamento harmônico, sua engenhosidade pianística, suas melodias surpreendentes. Mas eu destacaria também uma riqueza rítmica não apenas irresistível como premonitória do que viria a acontecer na música popular brasileira ao longo do século 20. Elementos presentes em peças como Desengonçando seriam desenvolvidos mais tarde por artistas como Pixinguinha ou Baden Powell", diz o violonista.

Agora ouçam estas belas composições de Ernesto Nazareth:

Songbook Ernesto Nazareth 3


quarta-feira, 21 de março de 2012

Bancos podem baixar os juros

O BB e a CEF, por enquanto

Este é um dos motivos por que estão querendo derrubar o Ministro da Fazenda. As “forças ocultas” são como as bruxas. Se prestarmos atenção conseguimos identificá-las.

Se houver firmeza política por parte de Dilma e Mantega, os bancos podem baixar os juros para os clientes e para a população.

Vamos esperar para ver...
Vejam a matéria do Estadão de hoje:

BB e Caixa podem cortar juro para menos de 2%


Cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor (CDC)
e empréstimo consignado estão entre as operações que ficarão mais baratas

20 de março de 2012 - Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O crédito ao consumo foi escolhido pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como foco principal do pacote de corte de juros que será anunciado em breve. Cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor (CDC) e empréstimo consignado estão entre as operações que ficarão mais baratas.
A intenção da equipe econômica é usar os financiamentos para acelerar o crescimento da economia, atrair clientes dos bancos privados e, assim, incentivar a concorrência no setor.

Fontes que acompanham a costura final do pacote afirmam que algumas dessas operações podem ter a taxa média cortada para até 2% ao mês. Em algumas situações, porém, o juro poderia ficar ainda menor conforme o tipo de relacionamento que o cliente tem com o banco.
Hoje, na média, o crédito pessoal nas duas instituições custa cerca de 3% por mês. No crédito de loja, a taxa varia de 6%, na Caixa, a 2,4%, no Banco do Brasil. Já no cheque especial, a taxa média gira perto de 8% nas duas casas.
O pacote também trará benefícios para o crédito voltado às empresas. Nas linhas para pessoas jurídicas, o juro deve ser cortado especialmente nos empréstimos para capital de giro e antecipação de recebíveis, como cheques pré-datados, cartões de crédito e duplicatas.

À espera de um "ok" do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já têm quase tudo pronto para divulgar as novas taxas. Após várias semanas de preparativos, fontes sinalizam que a estratégia atual prevê a divulgação separada dos pacotes nos dois bancos.

Tudo pronto
Provavelmente ainda esta semana, a Caixa pode anunciar a redução dos juros e os novos pacotes de produtos e serviços para atrair os clientes de outros bancos. Na instituição, uma fonte afirma que "está tudo pronto".
No Banco do Brasil, o trabalho está em fase final, mas ainda existem alguns detalhes que passam por um processo de ajuste fino, como as taxas de juros de algumas das linhas de crédito. Nesse caso, os trabalhos estão "sendo ultimados", segundo outra pessoa que acompanha a preparação do pacote.

Um dos motivos do ritmo diferente entre as duas casas é o fato de que mudanças na estrutura das operações e das receitas no Banco do Brasil podem ser questionadas por acionistas minoritários. O fato tem sido tratado com muita atenção por técnicos do banco nas estimativas e projeções. Sem ações na Bolsa de Valores de São Paulo, a Caixa avalia o assunto com mais tranquilidade.

Conforme o Estado anunciou na semana passada, a ação agressiva das duas casas faz parte de um plano maior da equipe econômica que pretende levar clientes dos concorrentes privados para os bancos públicos.
Para isso, Banco do Brasil e Caixa querem acelerar a chamada portabilidade - situação em que o cliente migra a conta corrente e operações de crédito entre instituições financeiras.

Chegamos a 60 países no Blog

Curiosamente o 60º. País é o Equador

Um país chamar-se Equador já tem suas peculiaridades, por significar “o meio do mundo, ou da Terra”. Para nós, o Equador une os dois hemisférios da Terra.

Eu estava muito curioso se chegaria a 60 países antes de o Blog completar um ano. E chegamos!
Neste ano de 2012 tivemos novos visitantes de várias partes do mundo. Como Equador, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Sri Lanka, Nigéria, México, Noruega, Argélia e Chipre.

Obrigado a todos que nos visitam, especialmente hoje,
nosso obrigado especial para o Equador.
Nós queremos ser amigos de todos os povos, de todos os países e
de todos os continentes.

Nossa pátria é a Terra. Nossa unidade são as nossas diferenças.

Como se fosse um gol de Messi,
ouçam a voz das Américas,
a Voz de Milton Nascimento.



Canção Da América

Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Messi e Barça fazem História

E contam com ajuda de um brasileiro

Ainda bem que o Brasil tem uma pequena participação no time do Barcelona.
Daniel Alves tem sido um bom parceiro de Messi, mostrando ao mundo que o futebol argentino e brasileiro ainda estão vivos, embora mancos.

Nossos técnicos de futebol também precisam aprender com o Barça.
Dá até vergonha ver o futebol atual do Corinthians. Tem medo de fazer gols. Este técnico é um retranqueiro e medroso.

Viva Messi e seu futebol.
Que ele venha para a Copa de 2014 ajudar a recuperar a imagem do futebol brasileiro.

Vejam a boa matéria do Estadão de hoje:

Messi ensina como se faz história


Craque argentino marca três gols na vitória do Barça por 5 a 3 em cima do Granada e vira maior artilheiro do clube

21 de março de 2012 - O Estado de S.Paulo

Assim que Lionel Messi recebeu passe preciso de Daniel Alves, driblou o goleiro Julio César e tocou para o fundo da rede marcando o seu terceiro gol na vitória por 5 a 3 do Barcelona sobre o Granada, as câmeras de TV flagraram uma torcedora com um cartaz onde podia-se ler: "Eu não acreditava em Deus até conhecer Messi". A imagem, então, abriu e mostrou milhares de pessoas nas arquibancadas do Camp Nou fazendo sinal de reverência com os braços e a cabeça ao argentino.

Pode até parecer exagero, mas o que Messi fez ontem ficará gravado na história. O craque chegou aos 234 gols em partidas oficiais e se transformou no maior artilheiro de todos os tempos do Barça, deixando para trás César Rodríguez, atacante que marcou 232 vezes entre 1939 a 1955.
Com apenas 24 anos, o argentino virou uma máquina de quebrar recordes. Também ontem, chegou aos 54 gols na temporada, batendo a própria marca de 2010/2011, quando marcou 53.

Nos últimos sete jogos, ele marcou nada menos do que 17 gols. Se continuar nesse ritmo vai ampliar consideravelmente seus números, afinal ainda restam pelo menos mais 13 jogos para o fim da temporada (10 pelo Campeonato Espanhol, dois pela Copa dos Campeões e um pela Copa do Rei).
"Messi não faz gols, faz golaços. Cada um é melhor do que o anterior. Estamos absolutamente diante do melhor. Podemos compará-lo perfeitamente a Michael Jordan (o maior jogador de basquete da história)", disse o técnico Pep Guardiola.

A vitória de ontem sobre o Granada foi bastante significativa para o Barça não apenas pela atuação exuberante de Messi. Com o triunfo, a equipe chegou aos 66 pontos, cinco a menos do que o líder Real Madrid e aumentou a pressão em cima do arquirrival, que hoje enfrenta o Villarreal fora de casa.
O jogo. O primeiro sinal de que a noite seria de festa no Camp Nou veio logo aos quatro minutos, quando Xavi abriu o placar. O passe foi de Messi. Não demorou muito e, aos 16, o argentino fez o seu. Após cruzamento de Cueca, a zaga desviou e sobrou para Messi bater de canhota.

No começo do segundo tempo, o Granada diminuiu com Mainz e empatou com Guilherme Siqueira, de pênalti. Àquela altura, o Barça corria perigo e Messi estava com o mesmo número de gols de César Rodríguez. E foi quando a estrela do argentino passou a bilhar mais intensamente.

Aos 23, Daniel Alves tocou por cima da defesa para o craque, em posição duvidosa, encobrir o goleiro com um leve toque de genialidade e recolocar o Barcelona em vantagem.
Depois, aos 36, ele avançou pela esquerda e chutou forte. Júlio César espalmou e Tello completou para o gol. Mais três minutos e saiu o golaço que fez com que a torcida levantasse para reverenciar Messi. O Granada ainda diminuiu em pênalti infantil cometido por Daniel Alves (expulso) e cobrado por Siqueira, mas não havia mais tempo nem forças para estragar o show de Messi.

terça-feira, 20 de março de 2012

Desejos e Frustrações – PSDB e PT

Social Democracia para todos

Quem acompanha meu blog sabe que eu gosto do economista Luis Nassif. Quem me conhece sabe que eu sempre gostei da Igreja da Teologia da Libertação, como sempre gostei de pessoas como Montoro e Mário Covas, e sabem também que eu sou um dos fundadores do PT e da CUT, além de ter sido filiado ao velho MDB contra a ditadura militar brasileira.

É difícil ler o artigo de hoje de Luis Nassif e deixar de ter vontade de comentá-lo.
Milhares de militantes partidários, sindicais, professores universitários, intelectuais e todo tipo de gente que formamos uma frente ampla contra a ditadura também tem dificuldade de entender o porque de o PT e o PSDB de São Paulo viverem como grandes inimigos, em vez de atuarem unidos para avançar a social democracia nos moldes europeus e com legitimidade. Contribuindo para construir o Brasil Moderno.

Havia uma profecia de que “a ditadura nos unia e a democracia nos separaria”. Eu até concordava com ela, na medida que eu sempre fui pluralista. Isto é, não gosto de partido único, religião única, monopólio empresarial, nem sindical, etc. A visão única é o atraso. O novo é o plural.

Hoje, por coincidência, tivemos uma reunião pela manhã na Assembleia Legislativa onde eu mais uma vez elogiei publicamente Mario Covas. Na parte da tarde, li o texto de Nassif também elogiando Covas. Não creio que Nassif seja petista, mas eu sempre fui um petista covista. Isto é, um social democrata de esquerda.

Da mesma forma que existem “as viúvas da ditadura”, também existimos nós “as viúvas de Mario Covas, da Teologia da Libertação e do Socialismo Democrático”.

Talvez, em 2012 a gente que mora e vota em São Paulo, pudesse retomar a proposta de uma “Frente Ampla por São Paulo para todos, com todos e de todos”. Escolhendo um candidato novo e que se proponha a exercer o mandato com a participação de todos os segmentos da sociedade paulista. Afinal, São Paulo merece respeito!

Vejam o texto de Nassif:

Partidos políticos, coronéis e votos

Luis Nassif - Coluna Econômica - 20/03/2012

Há pontos em comum entre um partido político e uma empresa.
Uma empresa moderna precisa de uma missão clara, com foco no cliente e uma estratégia permanente de renovação, seja de seus dirigentes seja dos escalões intermediários.

Na política, tanto a missão quanto a renovação dependem do contato estreito com as bases. É o que mantém a vitalidade do partido, torna a cúpula sensível às demandas do cidadão comum, garante a renovação permanente.

No Brasil, há um partido formado na base por movimento sociais: o PT. Essa militância permitiu a oferta abundante de quadros, desde a área técnica até áreas sociais. Mas, à medida que sobe-se na hierarquia, as principais indicações cabem a Lula – fortalecido pelo último grande acerto, da indicação de Dilma Rousseff nas últimas eleições.

No PSDB, esse papel poderia ter sido exercido por Fernando Henrique Cardoso. A diferença é que Lula exerceu bem esse papel; e FHC não. A carreira de Lula, do sindicato à central sindical, de lá para o PT, do PT para a presidência obrigou-o a pensar permanentemente na sucessão.

No caso do PSDB, o partido surgiu a partir de duas alas majoritárias: um grupo de intelectuais, economistas, que se organizou em torno de FHC e do Plano Real; e a ala política, dos antigos “autênticos” do PMDB, liderados por Mário Covas.O “cheiro do povo” só chegava ao PSDB através de Covas. A formação intelectual de FHC sempre privilegiou o trabalho individual, solitário, não a arregimentação.

Mas Covas se foi e seu lugar terminou ocupado por Geraldo Alckmin que herdou essa preocupação de ouvir as ruas, mas sem ter a dimensão nacional de Covas.Sem Covas e sem FHC, na cúpula – tanto nacional quanto estaduais-, consolidou-se o espírito do “coronelato”. Há espaço para poucos “coronéis” e para soldados. Não existe oxigênio para uma classe intermediária, muito menos para a militância, de onde poderiam nascer novas lideranças.

Quem consegue se colocar debaixo de um “coronel”, sobrevive, desde que não aspire voos mais altos. Quem não consegue, desaparece.

É ilustrativo o caso José Aníbal – candidato a candidato a prefeito de São Paulo pelo partido. Poucos tucanos têm sua folha de serviços. Presidente do partido, líder na Câmara Federal, Secretário de Tecnologia, bom trânsito junto ao meio empresarial, junto à militância do próprio partido, respeitado pelos adversários apesar do seu estilo contundente. Nas últimas eleições municipais, foi para o sacrifício, candidatou-se a vereador apenas para puxar votos para o partido. E conseguiu uma votação espetacular.
Mesmo assim, está ao relento.

Há anos entrou na lista dos inimigos gratuitos de Serra. De Alckmin nunca teve maior espaço, justamente devido à sua dimensão nacional – maior que a do governador. Durante algum tempo, tentou se abrigar na asa de FHC. Mas o ex-presidente nunca se animou a ter seguidores: sempre quis pairar acima das facções partidárias.

Agora provavelmente será esmagado nas prévias do partido, devido à aliança de dois inimigos mortais: Alckmin e Serra. O maior prejudicado será o próprio PSDB em São Paulo, que joga pela janela a última oportunidade de reavivar uma militância que se esvai.

Habemus Papa na CUT Nacional

Finalmente fica aprovado um Bancário como Presidente

Coincidindo com o filme sobre a escolha de uma papa, a CUT – Central Única dos Trabalhadores, que tem como tendência majoritária na sua direção a Articulação Sindical, já tem a indicação para seu futuro presidente.

Ontem a Articulação, em plenária nacional dos ramos profissionais e de representantes das CUTs Estaduais, reunida no Centro Sindical dos Bancários de SP, deliberou, por ampla maioria dos delegados presentes, que indicará para presidente da Central, o companheiro Vagner Freitas. Nossos agradecimentos aos sindicalistas representados por Jacy Afonso, o outro candidato, que decidiram compartilhar a decisão da plenária. Unidos temos mais chance de vencer os desafios da vida e do mundo do trabalho.

Pela primeira vez em 29 anos de existência
haverá um bancário como presidente da Central
.

Já representando a nova composição social da categoria, repete-se o que já vem acontecendo nas duas principais bases bancárias do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, onde os sindicatos são presididos por bancários de bancos privados. Vagner é funcionário do Bradesco.

Sinais dos tempos na CUT e na economia brasileira.
Só falta o Congresso Nacional Brasileiro tomar coragem e aprovar a Liberdade e Autonomia Sindicais, além de acabar com o Imposto Sindical.

Vida longa à CUT e ao seu novo futuro presidente:

Vagner Freitas para presidente da CUT


Plenária nacional, representando mais diversas categorias, definiu dirigente sindical bancário

Folha Bancária e site do Sindicato dos Bancários de SP – 20/03/12.

São Paulo - Vagner Freitas é o indicado à presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A decisão foi tomada na segunda-feira 19 em plenária nacional da Articulação Sindical, a mais expressiva corrente da CUT. Estavam representadas na reunião as diversas categorias profissionais, urbanas e rurais, que viram no dirigente sindical bancário o melhor para conduzir os mais de 22 milhões de trabalhadores que atuam na base da maior central sindical brasileira.

O nome, agora, será levado ao Congresso Nacional da CUT, realizado no mês de julho, onde será finalmente definido o novo presidente.

Vagner é bancário do Bradesco de São Paulo e esteve à frente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) por dois mandatos, até 2009. Atualmente secretário de Finanças da central, o dirigente agradece a indicação.

“É um voto de confiança que todos os ramos da Articulação Sindical da CUT estão dando aos bancários.
Essa indicação para a presidência coroa a trajetória de dirigentes sindicais bancários, como Gilmar Carneiro e João Vaccari Neto, que ajudaram a construir a história vitoriosa da central”, afirmou Freitas após sua indicação.
“Nosso desafio é dar continuidade à gestão de Artur Henrique, reforçando o compromisso de lutar por mudanças na estrutura sindical e colocar, ao lado dos movimentos sociaiså, a pauta dos trabalhadores no Congresso Nacional.”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Argélia, Paris, Líbano e São Paulo

Nas Esquinas da Vida

“Há exatos 50 anos, no dia 19 de março de 1962, terminou a Guerra de Libertação da Argélia, para a França, marcou a saída do abismo e o início da longa amargura.”
Com estas palavras o jornalista e correspondente do Estadão na França, Gilles Lapouge, fala sobre uma das guerras que envergonha a História da França. O Hino e a frase “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” estavam invertidos. Valiam para a Argélia, não para a França. Gilles Lapouge esteve em Argel neste dia, já como correspondente do Estadão. Viveu e registrou a História.

Argélia: sangue e liberdade

18 de março de 2012 - GILLES LAPOUGE - O Estado de S.Paulo

Há exatos 50 anos, representantes do general Charles de Gaulle e do Governo Provisório da República Argelina (GPRA) reuniram-se em Evian, a luxuosa estância termal na margem francesa do Lago Léman, para assinar um cessar-fogo. Foi assim que, em 19 de março, terminou a Guerra da Argélia - tragédia terrível que derrubou uma república, trouxe de volta ao governo o general De Gaulle, matou cerca de 30 mil soldados franceses e 500 mil argelinos, dilacerou a França e pôs fim ao império colonial francês.

O pesadelo começara oito anos antes, em novembro de 1954. Em Aurès, na parte oriental da Argélia, dois professores franceses, o casal Monnerot, são assassinados. A França mal fica sabendo desses fuzilamentos "no fim do mundo". No entanto, são o prenúncio das torrentes de sangue que maculariam o solo da mais bela possessão da França. Aquele novembro frio e nublado entrou para a História como o "Toussaint Rouge" (Dia Vermelho de Todos os Santos).
A Argélia fora a França do outro lado do Mediterrâneo. Uma joia. "Por toda a parte há água e terras férteis", dizia o conquistador do território, general Robert Bugeaud, em 1847. "Usei o fanatismo dos árabes a ponto de eles hoje estarem submissos como carneiros." Um século mais tarde, os "carneiros" tornaram-se "feras".

Em 1913, depois em 1940, eles lutaram com as tropas francesas contra os alemães. Infelizmente, no dia da vitória contra o Reich, 8 de maio de 1945, distúrbios nacionalistas explodem na cidade de Sétif. Dezenas de milhares de argelinos mortos. Em 1954 nasce a Frente de Libertação Nacional (FLN), que organiza o "Toussaint Rouge".

De Gaulle ressurge. Em Paris, o governo é do formidável Pierre Mendès-France - o ministro do Interior é François Mitterrand. Os dois, de esquerda, respondem com repressão. No ano seguinte, Mendès-France cai. A consciência francesa fica dividida. Os governos caem como um castelo de cartas. Em Argel, os "pieds noirs" - como eram chamados os colonos franceses - organizam-se. Em 13 de maio de 1958, um golpe explode. O general Jacques Massu, na Argélia, apela ao general De Gaulle, que sai do seu ostracismo. E se torna presidente do Conselho de Estado.

Paris envia um contingente de 400 mil soldados para lutar contra 25 mil combatentes argelinos. A luta atinge toda Argélia, incluindo as grandes cidades. O Exército francês endurece. Para limpar a "kasbah" (bairro árabe) de Argel, Massu recebe plenos poderes. E começam as atrocidades: os argelinos massacram, cortam braços, pés, colhões, em resposta às torturas infligidas pelos soldados franceses. Os dois lados convergem para o abismo.

A maioria dos países estrangeiros compreende o combate dos argelinos. De Gaulle busca a negociação. Os "pieds noirs" irritam-se com o De Gaulle que ainda ontem adoravam. Em janeiro de 1961, Argel se levanta. De Paris, De Gaulle dá ordens ao contingente de soldados para desobedecer seus chefes. O golpe fracassa. Um ano mais tarde são assinados os acordos de Evian, o cessar-fogo e a independência da Argélia.

Esse foi o fim do Império Francês. Como nas tragédias reais, não há culpados, nem inocentes. Apenas franceses e argelinos comuns, estrangulados por acaso pela mão de ferro da história. O dia 19 de março de 1962 marcou a saída do abismo. E o início da longa amargura. / Tradução Terezinha Martino.


Do Líbano para São Paulo,
de um libanês nasce um brasileiro do Mundo: Ab’Saber

“Há pouco mais de 60 anos, com a palavra do geógrafo Aziz Naci Ab’Saber, o Brasil começou a conhecer em profundidade seus biomas.”
Com estas palavras de respeito profundo, o Estadão começava o artigo de página inteira sobre Aziz Ab’Saber, que faleceu na sexta-feira passada.

Demorei para escrever sobre Ab”Saber porque queria ler tudo que nossas lideranças e autoridades, além da imprensa iam falar sobre ele. Confesso que queria mais sobre o ser humano. Ele, além de sábio, era uma pessoa de muitas histórias. No movimento sindical, várias vezes tive a oportunidade de conviver com ele, mas a imagem que me marcou foi o fato de encontrá-lo perto de casa, na Vila Sônia, e ao perguntar o que ele fazia por ali, ele respondeu “meu filho mora aqui perto”, creio que no Peri-Peri. Perto da Av. Eliseu de Almeida.

Ali, perto da Av. Eliseu de Almeida, também morou um outro brasileiro brilhante: Mauricio Tratemberg.
Ab’Saber, filho de Libanês como milhares de outros brasileiros, destacou-se como pesquisador, professor e sábio, além de bom militante político.
Uma pessoa do Mundo, das Esquinas de Vida.

Esta música tem a ver com estas Histórias, que não podem ser esquecidas.
Caçador de Mim com Milton Nascimento


domingo, 18 de março de 2012

Hora da Terra da Cerejeira

Muitas histórias parecidas

A Folha de São Paulo resolveu divulgar histórias de pessoas que faleceram. Não sei porque, mas eu sempre dou uma olhada e sempre tem casos interessantes que, na verdade, mereciam aparecer na parte nobre do jornal, pois fazem parte da História do Brasil.

Lendo a História que saiu ontem, sobre o Sr. Masaru Shibao, tres coisas chamaram-me atenção. A primeira que a história dele parece muito com a do meu sogro, que veio para o Brasil em 1926 e foi para Bilac, depois para Birigui, onde morou até o fim da vida. Outra coisa é que ele morava em Lins, que é caminho de Bilac e de Birigui, além de ser a cidade que um dos meus irmãos mora e também é casado com japonesa. A terceira coisa é o fato de ele ter sido bancário. É capaz de termos mais coisas em comum.

Para homenagear os imigrantes que nos trouxeram tanta alegria, procurei meus discos de músicas japonesas, mas acabei encontrando no youtube uma gravação com flauta e uma música muito bonita que eu acho que a família do Sr. Masaru vai gostar.

Masaru Shibao (1910-2012)

Locutor japonês autor de haicais

Folha SP –Estevão Bertoni – 17/03/12

Para que uma família japonesa pudesse vir viver no Brasil, naqueles anos 20, precisava ter ao menos três membros acima dos 18 anos. Masaru Shibao, aos 19, juntou-se aos tios para a mudança.

Filho de lavradores, chegou à região de Jaú (SP) para exercer, em fazendas de café, a mesma atividade dos pais. Há mais de 70 anos, mudou-se para Lins (SP), onde, casado com a dona de casa Hiroko, teve várias atividades.

Foi professor de japonês, bancário, comerciante, locutor de um programa de rádio e colaborador de um jornal.O programa, sobre assuntos diversos para a comunidade nipônica, chamava-se "Hora da Terra da Cerejeira". Era diário, com uma edição especial aos domingos: cantores competiam entre si num programa de auditório.

Segundo a filha Masae, o pai, que gostava muito de música, tinha alma de artista. Em Lins, integrou um grupo de poesia. Escrevia haicais (poema de origem japonesa com três versos de cinco, sete e cinco sílabas) e tankas (composições líricas breves). Ganhou prêmios pelos escritos. A família juntou sua produção numa coletânea. Ao Japão voltou uma única vez, em 1970, para rever a mãe, já em idade avançada. A passagem foi comprada após vaquinha da família.

Aposentou-se como bancário.
Todos os dias, religiosamente, acompanhava na TV um canal estatal japonês.
Esteve lúcido até o fim, conta a filha. Passou por uma cirurgia por causa de um câncer no rim, mas não resistiu.
Viúvo desde 1998, morreu na quarta, a oito dias de fazer 102 anos. Teve seis filhos, nove netos e seis bisnetos.

Uma simples flauta, com uma melodia tão bem tocada.

悲しい酒 尺八演奏