terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quebra de Sigilo Bancário

O processo é público?

O Banco do Brasil virou a “Bola da Vez”, como forma de pressionar o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A imagem pública do BB, maior instituição financeira do país, começa a degringolar-se. A quem interessa isto?

Sou cliente, sou acionista do Banco, meus pais e irmãos são funcionários e beneficiários da Cassis, assistência médica do Banco e estamos todos indignados com este tipo de debate.

Quantos dias ainda iremos ver este tipo de noticiário? O processo contra o ex-diretor agora é de domínio público? Qualquer um pode pedir cópia do processo ou corre em “sigilo de justiça”?

Se for de domínio público vou pedir à Contraf – Confederação Nacional dos Bancários da CUT para requerer cópia e fazer uma análise detalhada do que está acontecendo.

Se estiver sob “sigilo de justiça”, quero saber quem está repassando as informações para a Imprensa. Como os clientes do Banco podem ter certeza que suas informações estão bem guardadas. E o Sigilo Bancário? Com certeza já acessaram a conta do próprio Allan Toledo e da senhora Liu Mara Fosca Zerey. Mas, tudo indica que já andaram olhando também as contas de Wanderley Mantovani e Alex Toledo.

Os responsáveis por este tipo de processo são:
1 – o próprio BB;
2 – a Polícia Federal;
3 – o Banco Central;
4 – o Ministério da Fazenda.

Com a palavra as instituições acima.
Caso elas não se pronunciem, que nossa presidenta da república tome todas as medidas cabíveis e imediatas.
Todos sabemos que Dilma não brinca em serviço.

E que não se quebrem Sigilos Bancários, a não ser por determinação legal.
Vejam matéria da Folha SP de hoje:

Depósito de R$ 1 mi para ex-vice do BB é investigado


PF e Banco do Brasil examinam transferência de R$ 953 mil para Allan Toledo
Afastado em meio a crise na cúpula da instituição, ex-diretor afirma ter negociado imóvel com empresário

Folha SP – Andreza Matais – de Brasilia – 28fev12

O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo, que até dezembro dirigia uma das áreas mais importantes da instituição, está sendo investigado por ter recebido quase R$ 1 milhão numa conta bancária em 2011.
Toledo foi exonerado do banco depois de ser identificado pelo governo como participante de um movimento cujo objetivo seria desestabilizar o presidente do banco, Aldemir Bendine, e ficar com seu cargo, como revelou a coluna "Painel" da Folha. O BB abriu sindicância para apurar o caso por suspeita de lavagem de dinheiro, notificou a Polícia Federal e trocou informações sobre o caso com ela. Toledo era vice-presidente da área de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking do banco.

A investigação só teve início depois da demissão de Toledo pela instituição e teve como origem relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda, sobre a movimentação bancária de Toledo no ano passado. O executivo abriu uma conta no Banco do Brasil em janeiro de 2011 e recebeu cinco depósitos mensais no valor total de R$ 953 mil. O dinheiro foi transferido para a conta dele pela aposentada Liu Mara Fosca Zerey, de 70 anos.

Antes de fazer as transferências para a conta de Toledo, Zerey recebeu um depósito de R$ 1 milhão numa conta que até então havia movimentado apenas para receber o dinheiro da aposentadoria.
Quem depositou o dinheiro na conta da aposentada foi o empresário Wanderley Mantovani, que atua em vários segmentos e é sócio do dono do frigorífico Marfrig, Marcos Molina, numa usina de biodiesel, a Biocamp.
Mantovani afirma que comprou uma casa da aposentada, mas não existe registro oficial da transação em cartório. Toledo diz que atuou no negócio como procurador da aposentada e por isso movimentou o dinheiro em sua conta bancária pessoal. O Marfrig recebeu nos últimos anos vários empréstimos do BB. O irmão do ex-vice-presidente do BB, Alex Toledo, é gerente de comunicação e marketing do Marfrig.

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