quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O mundo gosta de flores

E Siri Lanka também

Neste carnaval Sri Lanka, ou Siri Lanka, foi o país mais novo a acessar nosso blog. Agora já são 57 – cinqüenta e sete – países, mais de 26 mil acessos e quase 2.500 contatos. Tudo isto em pouco mais de dez meses de blog.

A conclusão que cheguei é que o mundo também gosta de flores.
Talvez goste também de economia e política, mas o que mais unifica o mundo é falar de flores e de respeito à Natureza.

Neste fim de semana, pessoas de Sri Lanka, índia, Japão, Ucrânia, Irlanda, Uruguai, Rússia, Reino Unido, Canadá, França, Portugal, Suiça, Alemanha, Estados Unidos e Israel acessaram este blog. Com certeza não foi procurando noticias sobre o carnaval do Brasil, por que não tinha.

Mas tinha muitas notícias sobre flores nacionais e internacionais. Para quem não sabe, Siri Lanka é perto da Índia, e a Índia tem muito a ver com a nossa história, em função do período colonial e a presença portuguesa pelo mundo. Neste dias estamos com uma ótima exposição sobre a Índia, aqui no Centro Cultural Banco do Brasil, bem no centro de São Paulo.

O curioso foi que eu ganhei uma caixa de chá, que a marca é: “Dilmah”, 100% puro e originário do Ceilão.
E na embalagem está escrito: “Come, visit us, discover ethical tea”. Estes ingleses sabem fazer propaganda!

Saiba um pouco mais sobre Sri Lanka, e como este país já esteve no meio da disputa internacional.
Copiado da Wikipedia:

O Sri Lanka, antigo Ceilão, é um país situado numa ilha do Oceano Índico.
Está separado da Índia pelo Golfo de Bengala e pelo estreito de Palk.
O nome Sri Lanka quer dizer “ilha resplandecente” em sânscrito.
O chá é o principal produto de exportação do Sri Lanka

Um pouco da sua História:

A crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C.. A língua cingalesa (sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka tinha sua capital em Anuradhapura.
No século III a.C., os cingaleses se converteram ao budismo e a ilha se converteu em um centro de estudos e de trabalho missionário budistas. Isto separou o Sri Lanka da cultura hindu do sul da Índia.

O período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu no século XII, quando o rei cingalês Prakrama Bahu derrotou os tâmeis, unificou a ilha sob o seu governo e invadiu a Índia e o atual Myanmar. No século XV, a ilha foi atacada pela China e, por trinta anos, os reis locais prestaram tributo ao imperador chinês.

O Sri Lanka era conhecido dos gregos e dos romanos, que o chamavam de Taprobana. Depois da conquista do Oriente Médio pelos árabes, mercadores freqüentemente visitavam a ilha, e existia uma comunidade árabe no Sri Lanka desde o século X. Os árabes conheciam a ilha como Serendib.

Os primeiros europeus a visitarem o Sri Lanka foram os portugueses:

Dom Lourenço de Almeida chegou à ilha em 1505 e encontrou-a dividida em sete reinos que guerreavam entre si e que seriam incapazes de derrotar um invasor. Os portugueses ocuparam, primeiro, a cidade de Kotte, mas, devido à insegurança do local, fundaram a cidade de Colombo em 1517 e, gradualmente, estenderam seu controle pelas áreas costeiras. Em 1592, os cingaleses mudaram sua capital para a cidade interior de Kandy, local mais seguro contra o ataque de invasores. Guerras intermitentes prosseguiram durante o século XVI.

Muitos cingaleses se converteram ao cristianismo, porém a maioria budista odiava os portugueses, apoiando qualquer um que os enfrentasse. Então, em 1602, quando o capitão neerlandês Joris Spilberg chegou à ilha, o rei de Kandy pediu-lhe auxílio. Porém, somente em 1638, os neerlandeses atacaram pela primeira vez e apenas em 1656 Colombo foi tomada. Por volta de 1660, os neerlandeses controlavam toda a ilha, exceto o reino de Kandy.

Os neerlandeses perseguiram os católicos, porém deixaram os budistas, os hindus e os muçulmanos professarem suas religiões. No entanto, cobravam impostos mais pesados que os portugueses. Como resultado do domínio neerlandês, mestiços de neerlandeses e cingaleses, conhecidos como burghers, existem até hoje no país; também existem, ainda hoje, muitas famílias com nomes de família de origem portuguesa.

Durante as guerras Napoleônicas, o Reino Unido, temendo que o controle da França sobre os Países Baixos fizesse com que o Sri Lanka passasse ao controle francês, ocuparam a ilha (a qual chamavam de Ceylon) com pouca dificuldade, em 1796. Em 1802, a ilha foi, formalmente, cedida à Grã-Bretanha e tornou-se uma colônia real. Em 1815, Kandy foi ocupada, pondo fim à independência do reino do Sri Lanka. Um tratado em 1818 preservou a monarquia de Kandy, porém como dependência britânica.

Os ingleses introduziram o cultivo do chá, café e borracha nas montanhas da ilha.
Em meados do século XIX, o Ceilão já trouxera fortuna a uma pequena classe de plantadores de chá. Para trabalhar nas fazendas, os proprietários importaram grande quantidade de trabalhadores tâmeis do sul da Índia, que logo chegaram a dez por cento da população.

Os britânicos, seguindo sua prática comum de "dividir para governar"
, favoreciam ora um grupo, ora outro, para fomentar a rivalidade. Também favoreceram os burghers e também alguns cingaleses de castas mais altas, fomentando divisões e inimizades que sobrevivem desde então. Os burghers receberam um certo grau de autogoverno no início de 1833. Somente em 1909 é que um desenvolvimento constitucional ocorreu, com uma assembleia parcialmente eleita. O sufrágio universal só foi introduzido em 1931 sob o protesto dos cingaleses, que rejeitavam o direito a voto para os tâmeis.

Sri Lanka tornou-se independente em 4 de fevereiro de 1948
, mediante a realização de tratados militares com a Grã-Bretanha. Permaneceram intactas as bases aéreas e navais britânicas instaladas no país.
O Sri Lanka é uma república. O presidente do país é eleito diretamente para um mandato de seis anos, e ocupa a função de chefe de Estado, chefe de Governo e comandante-chefe das Forças Armadas.

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