quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Democracia e Barbárie

Sinais dos tempos no Brasil

A imprensa está conseguindo articular os setores conservadores para formar uma frente de ações contra os candidatos apoiados pelo governo federal. Ao avaliarem que Dilma, além de ter uma boa imagem junto aos seus eleitores, também está crescendo no eleitorado tucano, estes resolveram radicalizar na campanha de desgaste do governo.

Só que, em vez de atacar Dilma, como eles faziam com Lula, eles resolveram estimular e superdimensionar tudo que possa desgastar a imagem do governo federal, assim, por tabela eles tentam queimar a boa imagem de Dilma. O PSDB incorporou a ideologia e a prática do DEM/PFL/Arena. Agora é o vale-tudo.

Comparar Pinheirinho com a Bahia, para diminuir o impacto negativo de Pinheirinho, e superdimensionar o confronto entre grevistas-policiais e o governo petista local é uma forma de nacionalizar o conflito. O governador Cabral que abra os olhos no Rio de janeiro. Agora eles querem queimar o Ministro da Fazenda, Mantega, exatamente por ser o gestor da economia e por este ter conseguido manter o Brasil crescendo e com inflação baixa, desde o governo Lula. É o quanto pior melhor...

É a famosa tática de guerrilha, diariamente criando fatos que requer respostas imediatas do governo e assim, diminuir sua capacidade operacional geral. Cabe ao nosso lado, aumentar a vigilância, e não dar motivo para a oposição fazer agitação.

É o uso do “vai por mim que eu te ajudarei”. O pessoal da esquerda sempre soube trabalhar com esta tática de desgaste da direita. Agora a direita, apoiada por gente que já militou na esquerda, usa a mesma tática contra a esquerda.

O curioso é que não existem mais esquerda e direita tradicionais. A guerra-fria acabou e agora todos reconhecem a economia de mercado como melhor forma de administração da produção e do consumo; o que precisa aperfeiçoar é o conceito de Democracia Política e Social.

Repensar a Democracia inclui repensar a forma de funcionamento das instituições. O legislativo, o Judiciário, a Imprensa, as Religiões e os próprios partidos políticos já não conseguem ter a agilidade que o mundo urbano e moderno necessita. A definição do melhor modelo passa pela disputa de hegemonia.

Os conservadores brasileiros resistem a reconhecer o direito de milhões de brasileiros mais pobres serem incluídos como cidadãos brasileiros, com direitos iguais, tanto para viajar de avião, como fazer faculdade, como ter um salário e uma renda digna para seus familiares.

É uma pena ver o pessoal histórico do PSDB aceitar fazer o papel de bate-pau dos conservadores brasileiros. O PSDB não pode ser porta-voz das viúvas da ditadura. Sinto falta de pessoas com Montoro, Covas, Zé Gregory e tantos outros por este Brasil afora que lutaram nas mesmas praças, unidos com os estudantes, os trabalhadores, os religiosos e os políticos em geral. O jornal Estadão que foi censurado pesadamente pela ditadura, não pode transformar-se em “Comando de Desestabilização do Governo Dilma”. Os Mesquitas não podem jogar uma tradição secular no lixo da história.

Da mesma forma que Lula lançou a Carta aos Brasileiros, creio que os partidos que apoiam Dilma podiam se juntar e lançar um manifesto pelo fortalecimento da Democracia, das Instituições e do Processo Eleitoral.

Já que fiz um texto saudosista, apresento para vocês uma música que conheci em 1973, quando trabalhava no City Bank, na Praça Antonio Prado, no prédio que hoje está a BM&F – Bolsa Mercantil & Futuro. Não podemos abrir mão dos nossos sonhos. Sem medo de ser feliz!

Um disco de Juan Baez que passámos horas ouvindo todas as músicas.
Mas esta música é especial, em homenagem a todos que lutaram e morreram em defesa da Democracia e a Liberdade. “Gracias a La Vida”



Já que falamos na Frente Ampla contra a ditadura brasileira e de pessoas como Montoro, vejam esta gravação ao vivo no Central Park em 1981. Para recuperar os sonhos.




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