quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Baixaria na Imprensa

Vitórias e Derrotas

O Estadão comemorou que cresceu bem mais que a Folha de SP, tanto na Capital como no Estado de São Paulo. Eu, como assino os dois jornais,
acho que foi merecedor. Nas áreas de Economia, Cultura e Internacional, o Estadão tem sido “mais jornal” que a Folha.

Mas na parte de política nacional os dois são iguais: Manipuladores, maniqueístas, fazem campanhas ostensivas para os tucanos e para a direita em geral. Uma das poucas diferenças entre os dois é que a Folha escreve “versão como fato”, e o Estadão tem procurado manter a diferença entre a noticia e a versão que o Jornal tem da noticia. Nos Editoriais os dois jornais também se diferenciam. A Folha mantém a camuflagem de sua posição e o Estadão explicita.

Por falar em explicitação de posições, desde o último domingo, o Estadão resolveu entrar de sola na Campanha Eleitoral 2012 e todos os dias os Editoriais são verdadeiras baixarias contra Dilma, Lula e o PT.

Pelo jeito, o Estadão quer transformar uma grande vitória (crescimento de leitores) em uma grande derrota (de cancelamentos de assinaturas). Eu acho que os Editores devem pedir conselho para FHC. Ou então fazer pesquisa qualitativa. Se insistirem na baixaria eu serei um dos que – como nas eleições anteriores – vai cancelar a assinatura e passar a falar mal do jornal. A Folha vai ficar muito contente.

Vejam os números do Estadão:

'Estado' cresce e amplia liderança em São Paulo


Circulação diária na capital paulista cresceu 20% em dezembro
na comparação com o ano passado e ficou 55% acima da Folha

29 de janeiro de 2012 | 3h 06 – Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

O 'Estado de S. Paulo' consolidou a liderança no mercado paulista em 2011. O maior crescimento se deu na cidade de São Paulo, onde o jornal atingiu média de 155.192 exemplares por dia em dezembro, avanço de 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC ). A Folha de S. Paulo, segunda colocada, teve queda de 4% na circulação na mesma comparação, para 100.261 exemplares na capital paulista.

Na capital, a circulação do Estado foi 55% maior do que a da Folha de S. Paulo no período. Em todo o território paulista, a circulação do Estado atingiu 232.728 exemplares no último mês de 2011, expansão de 3% sobre dezembro de 2010. Na mesma comparação, a Folha de S. Paulo registrou queda de 2%, com média de 204.589 jornais em circulação por dia. No mesmo período, quando se consideram os números do IVC para a Grande São Paulo, o Estado cresceu 19%, para 177.213 exemplares, enquanto a Folha teve retração de 4%, para 121.703 unidades.

Em todo o País, a Folha contabilizou média de 286.397 exemplares vendidos por dia em dezembro, queda de 5% na comparação com 2010. O Estado atingiu média de 263.046 unidades no último mês de 2011, com avanço de 5% sobre o ano anterior.

Meios digitais.
Para 2012, de acordo com João Rosas, uma das metas do Grupo Estado é a convergência de ofertas de conteúdos dos meios físico (jornal) e digital (portal Estadão.com.br, iPad, etc.). "Acreditamos que podemos evoluir para facilitar o acesso ao nosso conteúdo da forma que o leitor julgar mais conveniente", diz. Segundo o executivo, o consumidor de notícias está preparado para pagar por conteúdo de qualidade também nos meios digitais. "Por isso, cobramos a assinatura da versão do jornal para o iPad desde março do ano passado."

A aposta do Grupo Estado nos conteúdos digitais se reflete também nos acessos ao portal Estadão.com.br. Em dezembro de 2011, o site atingiu 106,5 milhões de page views - alta de 67% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa Ibope-Nielsen. Com o resultado, o Estadão.com.br se consolidou entre os três maiores portais de notícias do País, atrás de Globo.com e UOL.

A audiência do Estadão.com.br foi maior do que em 2010 durante todos os 12 meses do ano, de acordo com o Google Analytics, serviço que oferece estatísticas para o mercado de internet. Um dos sites do portal que mais colaboraram com o aumento de audiência foi o Economia & Negócios. "No acumulado do ano, tivemos uma alta de 55% na audiência", afirma José Papa Neto, diretor de estratégias digitais do Grupo Estado. Colaborou Lilian Cunha.”

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