domingo, 26 de fevereiro de 2012

Arrastão na Política

Arrastão na Imprensa

Agora que os conservadores encontraram um candidato para prefeito de São Paulo, eles já começaram a “limpar o noticiário”. Tudo que for publicado daqui para frente estará subordinado à campanha eleitoral.

Como disse o Estadão, naquele famigerado editorial quando conclamou à direita brasileira para tomar juízo e se unir contra Lula: Não podemos deixá-lo ganhar a prefeitura de São Paulo.

Ainda “os fins justificam os meios”.


Hoje, em pleno domingo, tanto na Folha como no Estadão não saiu nenhuma notícia sobre arrastão, assaltos, roubos, insegurança, operação padrão da polícia ou incompetência por não impedir os ataques dos bandidos e tudo mais que nossa cidade está vivendo.

Os problemas administrativos, tanto da prefeitura como do governo estadual, agora estarão subordinados à “santa aliança dos conservadores”. É o vale tudo tradicional na política brasileira. Até o DEM voltou a ter vida e importância.

Deus queira que o bom senso se sobreponha à volta da baixaria e do vale tudo na política.

Felizmente sempre alguém consegue furar à censura. Elio Gaspari que é um bom jornalista, entre outros assuntos, resolveu falar do JET SET, para comentar sobre o Jet Ski...

Leiam este breve texto de Elio Gaspari. Nem tudo está perdido.

JET SET

Elio Gaspari – Folha SP – 26fev12

Um jet ski entregue a um garoto de 13 anos matou uma criança de 3,
que fazia castelos na areia de Bertioga, em SP.
Ela havia sido levada para a praia
porque pedia para conhecer o mar.

O jovem abandonou o local, foi para casa e,
com a mãe, deixou o condomínio onde estavam.
Escafederam-se enquanto a menina agonizava,
à espera de socorro.

Com depoimento marcado para quinta-feira,
o pai não o levou à delegacia.
Passada uma semana, o doutor ainda não botou o rosto na vitrine
para defender o filho.

Bateu o telefone, quando foi localizado por um jornalista.
Até agora, só quem tem nome nessa história
são os pais de Grazielly, a criança morta.
Ele é motorista, e ela, auxiliar de panificação.

Segundo o advogado da família, Maurimar Chiasso,
juiz aposentado e ex-candidato a deputado federal pelo PRTB,
"não há condição de este jovem ser ouvido em face a tamanho assédio
e tamanho risco que ele está correndo".

Ele depôs no dia seguinte, em paz.
A família do garoto vive numa terra de selvagens.
Nela é mais arriscado fazer castelos na areia
do que comparecer a uma delegacia policial.

Pelo andar do jet ski,
a polícia paulista poderá ser atraída
para o papel de vilã no encaminhamento do episódio.

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