quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

São Paulo merece?

Falta respeito à Cidade

Acompanhar o noticiário sobre as eleições municipais deste ano dá nojo aos leitores e ouvintes. É uma verdadeira vergonha! Cada político fala o que quer, negando tudo que disse antes, os programas eleitorais e partidários não servem para nada. É uma promiscuidade só. Inclusive da Imprensa. Jogam tudo na sarjeta. Estão ridicularizando nossa Cidade.

A população de São Paulo, as entidades da Sociedade Civil e cada cidadão individualmente, deveriam lançar um movimento por Eleições com Dignidade e Respeito pela Cidade. Imaginem conviver com esta baixaria até o mês de novembro? E quando começar o horário eleitoral? Já pensaram?

Como os políticos e articulistas estão mentindo intencionalmente, é provável que, junto com as mentiras, estejam dizendo algumas verdades. Como nesta matéria abaixo:

Kassab diz que Serra deixará PSDB se for eleito

Josias de Souza – 29/02/2012 – UOL - Folha SP

Em seus diálogos privados, Gilberto Kassab informa que, se for eleito para a prefeitura de São Paulo,
o tucano José Serra vai romper com o PSDB e abandonar os quadros da legenda.

Na versão difundida por Kassab nos subterrâneos, Serra pretende articular a formação de um novo partido.
A base dessa legenda seria o PSD. Ao partido presidido por Kassab seriam incorporadas outras agremiações.
Nesses diálogos travados a portas fechadas, Kassab repete algo que disse sob holofotes.
Segundo ele, Serra não cogita disputar a Presidência da República em 2014.
Planeja dedicar-se à prefeitura.

Em conversa com o blog, um dos ouvidos que escutaram Kassab juntou as duas pontas da argumentação e concluiu: não faz nexo. Indaga-se: por que Serra iria à nova legenda se não pretendesse ressuscitar o projeto presidencial que o PSDB lhe sonega?

A interlocutores petistas, Kassab adiciona outro dado. Afirma que, em São Paulo, sua aliança é com Serra, não com o PSDB. Diz não ter compromisso, por exemplo, com a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin.

Reitera que, no plano federal, nada muda. O seu PSD continuará atuando no Congresso como força auxiliar do governo Dilma Rousseff.
Lamenta que tenha desandado a negociação que o levaria a apoiar Fernando Haddad na capital paulista.

Kassab atribui ao próprio PT o malogro da articulação.
Recorda que, antes do Carnaval, aconselhara ao petismo que apressasse o fechamento do acordo.
Rememora detalhes das conversas que manteve com Lula e Dilma Rousseff.

Dissera a ambos que, se Serra entrasse no jogo, não teria como se esquivar de apoiá-lo.
Achava que, selado o acordo do PSD com o PT em torno da candidatura de Haddad, o amigo tucano não seria candidato hoje.
A demora do petismo, diz ele, trouxe Serra à disputa.

Observação do blogueiro:

Se pode confundir, para que esclarecer?
Entendeu?

Nascer e morrer no mar

Tempos e Lugares

O mar da Praia do Forte, principalmente em frente ao Projeto Tamar, tem como característica, quando a maré está baixa, a formação de piscinas naturais.
Dizem os moradores, que estas piscinas naturais servem para as tartaruguinhas se esconderem quando ainda são pequenas.
Para os turistas, servem para as crianças brincarem sem risco de se afogarem.
Estas piscinas, além de bonitas, protegem tanto as crianças, como as tartaruguinhas.

Vejam esta foto do mar, em frente ao Projeto Tamar, pela manhã,
Com as piscinas naturais, quando a maré está baixa:


Andando pela praia pela manhã, é possível encontrar áreas cobertas de fungos verdes e bonitos. Ao tirar a fotografia, ficamos com a impressão que estamos olhando uma floresta, quando estamos no avião, ou estamos olhando uma estepe bem verdinha.





Tudo isto voltará a ficar sob as águas,
Quando a maré voltar a subir.
É o efeito do mar.





Andando mais um pouco, encontraremos regiões que nos lembram os desertos. A aridez das pedras e das areias parecem regiões que antigamente foram fundo de mar e agora são desertos. O mar virou deserto, como o sertão.




E tudo voltará ao mar.
Como o mar virou sertão,
O sertão vai virar mar.


Assim, o mar nos dá uma grande lição.

Num mesmo dia, podemos ter florestas, desertos, piscinas e voltar tudo a ser o mar.
A vida, tanto pode ser medida por dias, meses, anos, décadas, séculos e milênios.

Vejam esta foto do final da tarde, na praia em frente ao Projeto Tamar, na Praia do Forte.


Se a gente souber cuidar da natureza e da nossa própria existência,
a gente pode compartilhar nossas alegrias com o mar.

As tartaruguinhas nascem na praia, correm para o mar
e quando, já grandes, precisam por seus ovos, voltam nas mesmas praias,
para que seus filhotes também voltem para o mar.

Nós também, inconscientemente,
estamos sempre procurando o mar...




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quebra de Sigilo Bancário

O processo é público?

O Banco do Brasil virou a “Bola da Vez”, como forma de pressionar o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A imagem pública do BB, maior instituição financeira do país, começa a degringolar-se. A quem interessa isto?

Sou cliente, sou acionista do Banco, meus pais e irmãos são funcionários e beneficiários da Cassis, assistência médica do Banco e estamos todos indignados com este tipo de debate.

Quantos dias ainda iremos ver este tipo de noticiário? O processo contra o ex-diretor agora é de domínio público? Qualquer um pode pedir cópia do processo ou corre em “sigilo de justiça”?

Se for de domínio público vou pedir à Contraf – Confederação Nacional dos Bancários da CUT para requerer cópia e fazer uma análise detalhada do que está acontecendo.

Se estiver sob “sigilo de justiça”, quero saber quem está repassando as informações para a Imprensa. Como os clientes do Banco podem ter certeza que suas informações estão bem guardadas. E o Sigilo Bancário? Com certeza já acessaram a conta do próprio Allan Toledo e da senhora Liu Mara Fosca Zerey. Mas, tudo indica que já andaram olhando também as contas de Wanderley Mantovani e Alex Toledo.

Os responsáveis por este tipo de processo são:
1 – o próprio BB;
2 – a Polícia Federal;
3 – o Banco Central;
4 – o Ministério da Fazenda.

Com a palavra as instituições acima.
Caso elas não se pronunciem, que nossa presidenta da república tome todas as medidas cabíveis e imediatas.
Todos sabemos que Dilma não brinca em serviço.

E que não se quebrem Sigilos Bancários, a não ser por determinação legal.
Vejam matéria da Folha SP de hoje:

Depósito de R$ 1 mi para ex-vice do BB é investigado


PF e Banco do Brasil examinam transferência de R$ 953 mil para Allan Toledo
Afastado em meio a crise na cúpula da instituição, ex-diretor afirma ter negociado imóvel com empresário

Folha SP – Andreza Matais – de Brasilia – 28fev12

O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo, que até dezembro dirigia uma das áreas mais importantes da instituição, está sendo investigado por ter recebido quase R$ 1 milhão numa conta bancária em 2011.
Toledo foi exonerado do banco depois de ser identificado pelo governo como participante de um movimento cujo objetivo seria desestabilizar o presidente do banco, Aldemir Bendine, e ficar com seu cargo, como revelou a coluna "Painel" da Folha. O BB abriu sindicância para apurar o caso por suspeita de lavagem de dinheiro, notificou a Polícia Federal e trocou informações sobre o caso com ela. Toledo era vice-presidente da área de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking do banco.

A investigação só teve início depois da demissão de Toledo pela instituição e teve como origem relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda, sobre a movimentação bancária de Toledo no ano passado. O executivo abriu uma conta no Banco do Brasil em janeiro de 2011 e recebeu cinco depósitos mensais no valor total de R$ 953 mil. O dinheiro foi transferido para a conta dele pela aposentada Liu Mara Fosca Zerey, de 70 anos.

Antes de fazer as transferências para a conta de Toledo, Zerey recebeu um depósito de R$ 1 milhão numa conta que até então havia movimentado apenas para receber o dinheiro da aposentadoria.
Quem depositou o dinheiro na conta da aposentada foi o empresário Wanderley Mantovani, que atua em vários segmentos e é sócio do dono do frigorífico Marfrig, Marcos Molina, numa usina de biodiesel, a Biocamp.
Mantovani afirma que comprou uma casa da aposentada, mas não existe registro oficial da transação em cartório. Toledo diz que atuou no negócio como procurador da aposentada e por isso movimentou o dinheiro em sua conta bancária pessoal. O Marfrig recebeu nos últimos anos vários empréstimos do BB. O irmão do ex-vice-presidente do BB, Alex Toledo, é gerente de comunicação e marketing do Marfrig.

Carambolas da Índia e da China

O mundo está presente no Brasil

Estou fazendo este texto no final da tarde da segunda-feira, dia 27.
Um dia que passei contente, com o fato de nossa filha ter começado a Residência Médica na Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu-SP e também com os vários aniversários de colegas de vida e trabalho.

Com certeza os jornais desta terça-feira, dia 28, estarão destacando o fato de o candidato conservador de São Paulo ter se definido. Agora tudo é festa nas casas das viúvas da ditadura.
Já não se fazem sociais-democratas nem reformistas como antigamente...

Para aliviar a politicagem, eu procurei entre as fotos da Praia do Forte, no mar da Bahia, umas fotos de CARAMBOLAS.
Isto mesmo, na Praia do Forte, atrás do café do argentino, bem no centro da vila, perto da Casa de Farinha, tem um grande pé de frutas de Carambolas.

Vejam esta primeira fotografia.

Fiquei olhando e lembrando-me que na casa de uma tia, lá na cidade de Ipiaú, no sul da Bahia, também tinha um grande pé de Carambolas.


Fui procurar no Google e descobri que a Carambola também é originária da ÍNDIA e que é muito comum na CHINA.
Afinal, o mundo se organizou a partir do Oriente Médio, da Índia e da China. Depois viemos nós, com as frutas, os animais, as flores e as disputas históricas. No Brasil tem muitos chineses e seus restaurantes, mas tem poucos indianos. É uma pena.

Vejam esta outra foto das Carambolas.


Pois é, eu tinha pensado em escrever sobre o Ano UM de Governo de Dilma, a partir do texto do economista Marcelo Neri, mas estava muito árido e aí resolvi falar das Carambolas.

Carambolas. Ora bolas!
Todo mundo sabe que Dilma está indo muito bem e até gosta de passar feriados na Bahia.
Só não sabemos se Dilma gosta de Carambolas.
Vou perguntar a Gilberto Carvalho, o amigo que sabe das coisas...

Quanto às eleições da cidade de São Paulo, muitas águas ainda vão rolar. Melhor falar das Carambolas.
Até porque é comum encontrar carambolas para comprar
nos supermercados e sacolões de São Paulo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Keynes e Marx na Europa

Nem neo-liberalismo, nem comunismo

Se “o tempo é o senhor da razão”, a Europa caminha para pagar uma dívida antiga: Dezenas de milhões de pessoas morreram para derrotar o nazi-fascismo, mas os grande vitoriosos no pós-guerra foram a Alemanha, o Japão e muitos que se juntaram aos Estados Unidos para derrotar a União Soviética. Aí inclui-se à China.

O capitalismo venceu a “Guerra Fria” e o neo-liberalismo serviu como política econômica para as empresas reconquistarem seus benefícios contra a Política do Bem Estar Social. Sem a ameaça do comunismo, ficou fácil tomar direitos dos trabalhadores e camponeses. Era só privatizar tudo e fortalecer o Sistema Financeiro Internacional, mesmo que fosse preciso mentir e enganar.

Agora está chegando a hora de

“pensar o impensável” e “dar um passo atrás, para dar muitos passos para frente”,
como diz nosso querido professor Bresser Pereira na Folha de hoje.

Não acho que a melhor solução seja “extinguir o Euro”, o melhor é “flexibilizar o Euro”, isto é, cada país opta por ficar ou não com o euro, permanecendo na União Européia.
Também não acho que o problema está somente em “reduzir salários e benefícios dos trabalhadores e aposentados”; o sacrifício deve ser de todos os setores da sociedade, principalmente os banqueiros e multinacionais. Todos devem participar conforme suas condições.

Enfim, cada vez mais os especialistas estão voltando a estudar Keynes e Marx como contribuições efetivas para evitar a volta do Nazismo e do Fascismo.
Pessoas como o Professor Bresser Pereira, Beluzo e tantos outros podem também contribuir para a Europa e o mundo voltar a sonhar com o socialismo democrático, com respeito à equidade, à pluralidade, à diversidade étnica e religiosa. Vejam as palavras do professor Bresser Pereira:

Euro, pensar o impensável
Luiz Carlos Bresser-Pereira – Folha S.Paulo – 27/02/2012

É melhor que os europeus pensem seriamente na alternativa de extinguir a moeda comum de 17 países

Na China, em 1979,
era "impensável" caminhar para o capitalismo, e, no entanto, Deng Xiaoping pensou e se antecipou à estagnação que ocorreu na União Soviética.
Na Argentina, em 2001, era impensável terminar com o "plan de convertibilidad"; De La Rua curvou-se a esse impensável, e o custo foi uma crise brutal.

Na zona do euro, hoje, é impensável extinguir o euro, e ,no entanto, é melhor que os europeus pensem seriamente nessa alternativa. A criação do euro foi um erro, porque não havia um Estado por trás dele, e porque ele se transformou em uma moeda estrangeira para cada um dos 17 Estados que o adotaram - uma moeda que, nas crises, eles não podem emitir nem desvalorizar.

O impensável é muitas vezes puro medo e conservadorismo de governantes sem visão.
Nesta grande crise do euro, a Grécia tornou-se um país insolvente, mas declarou-se "impensável" reestruturar sua dívida; quando a dívida foi reestruturada com um desconto de 21%, tornou-se impensável aumentar essa porcentagem; quando o desconto foi aumentado para 50%, tornou-se impensável o socorro do Banco Central Europeu a ela e aos demais países e bancos, mas um pouco depois o BCE passou a comprar de forma moderada títulos públicos e inundou o sistema bancário europeu de liquidez. O impensável revelou-se, afinal, a solução.

"Seria a desordem e o caos", gritam os defensores do impensável. Não creio.

A crise dos países do sul da Europa desencadeada em 2010 é de balanço de pagamentos: foi causada pela sobrevalorização do euro implícita que se expressa em salário médio incompatível com o nível de produtividade.
Teve como consequência elevados deficits em conta corrente, seguidos por elevado endividamento externo, principalmente privado. A dívida pública já estava alta porque, diante da crise financeira global de 2008, todos os países haviam adotado política fiscal expansiva.

A extinção implicará alguns riscos, mas o custo de se tentar resolver uma crise causada por deficits em conta corrente através de redução dos deficits fiscais já foi muito grande, mesmo em termos de sacrifício da democracia, e continuará a sê-lo por muitos anos, para todos os países, inclusive para a Alemanha.

Do ponto de vista prático, não haveria grandes problemas. Seria naturalmente necessário imprimir novas cédulas. E, em determinado momento, em vez de retornar às antigas moedas, os países em conjunto transformariam o euro em um "euro nacional": o euro alemão, o euro francês, e assim por diante.
Em seguida, os países com elevados deficits em conta corrente e altas dívidas externas desvalorizariam sua moeda. O que provocaria a queda dos salários e alguma inflação. Mas esta é uma forma muito mais humana e mais eficiente de praticar a austeridade e diminuir os salários do que aquela que está sendo praticada hoje: através da recessão e do desemprego.

No caso do euro, não é apenas o medo da inflação que torna sua extinção impensável.
É também o medo que ela "desestruture" a União Europeia.

Mas não há esse risco; a UE é o mais extraordinário caso
de construção política e social que conheço,
e só ganhará se agora der um passo atrás.
Haverá espaço, no futuro,
para muitos passos adiante.

Três Histórias e Uma Coincidência

Que tem de especial em 27 de Fevereiro?

A História da Humanidade é muito interessante. Quando a gente visita museus como o Louvre ou os museus da Itália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, fica impressionado com as esculturas, as pinturas e as pessoas que construíram ou pintaram estas obras. E muitas vezes nos perguntamos: Como entender a História das Instituições sem entender a História das Pessoas? E vice-versa?

Na nossa história recente do Brasil, temos convivido com muita gente. Temos construído novas instituições e temos aprendido muito. Temos passado também por muitas decepções, principalmente na política. Mas, o importante é que estas novas instituições, que as similares na Europa já existiam há mais de cem anos, no Brasil elas são crianças ou adolescentes. Aqui, tudo é tardio. Mas nós temos bons exemplos.

Vejam estas três histórias:

1 – Os Bancários de São Paulo e do Brasil


Em 1978 tivemos a primeira greve dos bancários depois do golpe militar de 1964. A ditadura ainda estava viva e forte. Prendeu, arrebentou, baixou novos decretos-leis e abortou a greve, protegendo os banqueiros, grandes apoiadores da ditadura e da OBAN – Operação Bandeirante que matou muitos, inclusive Herzog.

Nesta greve surgiram muitas lideranças novas e a base daquela que seria a Chapa 2 – Oposição dos Bancários de São Paulo. As eleições foram convocadas para janeiro de 1979 e, com o apoio de todos que eram contra a ditadura, ganhamos as eleições e o Sindicato dos Bancários de São Paulo voltou a ser um referencial de luta e de liberdade para os trabalhadores do Brasil e do mundo.

Depois do Sindicato, criamos o DNB que virou a Confederação Nacional dos Bancários da CUT – Contraf-CUT e junto com ela, uma assessora especial continua ajudando a ter novas conquistas para os bancários e os trabalhadores. Uma vida dedicada à categoria bancária e à liberdade. Nossa história sem esta pessoa não seria a mesma e esta pessoa é Alice Yamamoto.

2 – A primeira central sindical do Brasil


Em 1983 realizamos o Congresso Nacional para fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Ainda estávamos na ditadura militar e, para tentar evitar a criação da CUT, os militares intervieram em cinco sindicatos dos trabalhadores. Mesmo assim a CUT nasceu firme e forte.

Desde o início da CUT contamos também com funcionários e assessores que dedicaram sua vida à organização dos trabalhadores. Sem eles, a nossa história poderia ser outra. Entre tantas pessoas que nos ajudaram, sempre destacou-se a presença de Cássia Gomes. Silenciosa, observadora e presente para tudo que fosse necessário.

Cássia é exemplo até na dor. Recentemente perdeu o marido, por não ter sido atendido por um hospital mercenário de Brasília. Mas uma vez Cássia soube dar um exemplo para todos que convivem com ela. Duvanier deve estar rezando por ela no Céu e nós continuamos admirando-a aqui na Terra.

3 – SEBRAE, parceiro dos brasileiros.

No Brasil todo mundo conhece o SEBRAE. Eu confesso que vim conhecer o Sebrae somente a partir do ano 2000. A CUT tinha a ADS – Agência de Desenvolvimento Solidário que contribuía na organização de cooperativas de trabalhadores, como alternativa ao desemprego da época neo-liberal de Collor e FHC.

A ADS fez um grande projeto de parceria com o SEBRAE Nacional e o tesoureiro da CUT convidou-me para ajudar no projeto que abrangia desde cooperativas na Região Norte, muitos estados do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Exigia muitas viagens e muitas reuniões.

Em todos os momentos e em todos os lugares, mesmo nos fins de semana, contamos sempre com o apoio extraordinário de uma assessora nacional do Sebrae. Foram anos de trabalho e mesmo depois de concluído o projeto, já com o Lula no governo federal e o Sebrae ampliando mais ainda o seu trabalho, sempre podemos contar com esta assessora. Seu nome é Newman Costa. Ela fez e faz os brasileiros gostarem de trabalhar com o SEBRAE.


Por que estou contando estas Histórias?

E o quê tem estas pessoas, estas mulheres de especial?
Por que todas elas nasceram num dia 27 de Fevereiro.

Hoje é o aniversário delas e eu fiquei imaginando se o fato de fazerem aniversário no mesmo dia, ajuda a definir a personalidade delas. Eu fiquei com a impressão que sim.

Por que, além delas, descobri que outra pessoa que também fez e faz história também faz aniversário hoje. É o Gabas, do Ministério da Previdência. Para nós, ele é Gabas de Araçatuba, Gabas amigo da gente. Gabas de todas as horas.
Os demais aniversariantes de hoje também devem ser muito especiais.

E eu baixei uma música que tem muito de especial na nossa história.
Meditem com a música e vivam o presente,
por que o passado vocês já fizeram merecedores da nossa gratidão.

Saint Preux - Concert pour une voix


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Arrastão na Política

Arrastão na Imprensa

Agora que os conservadores encontraram um candidato para prefeito de São Paulo, eles já começaram a “limpar o noticiário”. Tudo que for publicado daqui para frente estará subordinado à campanha eleitoral.

Como disse o Estadão, naquele famigerado editorial quando conclamou à direita brasileira para tomar juízo e se unir contra Lula: Não podemos deixá-lo ganhar a prefeitura de São Paulo.

Ainda “os fins justificam os meios”.


Hoje, em pleno domingo, tanto na Folha como no Estadão não saiu nenhuma notícia sobre arrastão, assaltos, roubos, insegurança, operação padrão da polícia ou incompetência por não impedir os ataques dos bandidos e tudo mais que nossa cidade está vivendo.

Os problemas administrativos, tanto da prefeitura como do governo estadual, agora estarão subordinados à “santa aliança dos conservadores”. É o vale tudo tradicional na política brasileira. Até o DEM voltou a ter vida e importância.

Deus queira que o bom senso se sobreponha à volta da baixaria e do vale tudo na política.

Felizmente sempre alguém consegue furar à censura. Elio Gaspari que é um bom jornalista, entre outros assuntos, resolveu falar do JET SET, para comentar sobre o Jet Ski...

Leiam este breve texto de Elio Gaspari. Nem tudo está perdido.

JET SET

Elio Gaspari – Folha SP – 26fev12

Um jet ski entregue a um garoto de 13 anos matou uma criança de 3,
que fazia castelos na areia de Bertioga, em SP.
Ela havia sido levada para a praia
porque pedia para conhecer o mar.

O jovem abandonou o local, foi para casa e,
com a mãe, deixou o condomínio onde estavam.
Escafederam-se enquanto a menina agonizava,
à espera de socorro.

Com depoimento marcado para quinta-feira,
o pai não o levou à delegacia.
Passada uma semana, o doutor ainda não botou o rosto na vitrine
para defender o filho.

Bateu o telefone, quando foi localizado por um jornalista.
Até agora, só quem tem nome nessa história
são os pais de Grazielly, a criança morta.
Ele é motorista, e ela, auxiliar de panificação.

Segundo o advogado da família, Maurimar Chiasso,
juiz aposentado e ex-candidato a deputado federal pelo PRTB,
"não há condição de este jovem ser ouvido em face a tamanho assédio
e tamanho risco que ele está correndo".

Ele depôs no dia seguinte, em paz.
A família do garoto vive numa terra de selvagens.
Nela é mais arriscado fazer castelos na areia
do que comparecer a uma delegacia policial.

Pelo andar do jet ski,
a polícia paulista poderá ser atraída
para o papel de vilã no encaminhamento do episódio.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Bem-te-vi e o Mar

O bem-te-vi daqui cantou

Já são sete horas da “noite”, apesar do dia ainda brilhar e nós termos acabado de chegar de mais uma caminhada pelo bairro. Vimos muitas flores, árvores, casas e prédios. Ao chegar em casa, nossa filha telefonou de Botucatu avisando que acabara de chegar.

Na segunda-feira, dia 27 ela começa as atividades da Residência 1 na Unesp de Botucatu. Uma grande vitória para todos nós. Amanhã acaba o horário de verão e o Brasil entra de vez na normalidade pós-carnaval.

Hoje, além de reproduzir a matéria da Folha de São Paulo sobre mais um arrastão em nossa cidade, ao ler o jornal Estadão fiquei mais assustado ainda, são quatro páginas de noticias policiais. Em detalhes.

Para não sobrecarregar os leitores com notícias de violências, deixei para retomar o assunto outro dia e resolvi falar do Mar da Praia do Forte, na Bahia.

Aqui em São Paulo tem muitas sabiás, na Bahia tem pouco. Mas na Praia do Forte tem muitos “Bem-te-vi”. Um pássaro grande como um sabiá, amarelo e canta muito bonito. Enquanto escrevo este texto, um bem-te-vi canta pousado na antena da televisão da vizinha. Parece que ele sabia que eu estava falando deles.

Na Praia do Forte, na pousada que nos hospedamos, ficávamos durante o dia numa grande área em frente ao mar. Deitados, lendo, comendo, bebendo e olhando para o mar. Uma forma muito especial de descansar.

Todos os dias acordávamos cedo para fazer caminhada na praia e sempre via muitos bem-te-vi cantando nas árvores em frente ao mar. Eles compartilhavam a alegria do nascer do dia e da beleza do mar.

Num dia tranquilo, enquanto eu dei uma pausa na leitura, vi um sabiá pousado na cadeira da pousada, depois da cerca que separa o jardim da pousada da areia do mar. Peguei o celular e tirei algumas fotos.

Vejam que interessante! O mar, o bem-te-vi e nossa paz.


O bem-te-vi fica no escuro por que o mar brilha mais
e assim o foco fica no mar.
Mas aí está a beleza da foto.


O mar, os coqueiros e o bem-te-vi pousado na cadeira e olhando o mar.
Parecia a gente curtindo à praia e o mar.


O bem-te-vi vem para a cerca
e aparece mais.

Feliz com o Mar.



Depois de um tempo ele voa e começa a cantar.

Feliz com pequenas coisas.


E o bem-te-vi daqui da Vila Madalena também está feliz e cantando,
apesar da violência na cidade.

Um dia também voltaremos a cantar em São Paulo.

Ainda bem que existem os bem-te-vi, os sabiás e as flores.

Mais um Arrastão em São Paulo

Operação Padrão ou Incompetência?

Meu Deus, pensei que hoje não teria notícias de arrastão por que não estava na capa dos jornais, mas fui passando as páginas e lá estava a maldita notícia: ”Arrastão em prédio de luxo nos jardins”.

O quê é pior para São Paulo?
Ficar refém dos arrastões, assaltos e furtos dos bandidos mascarados; ou ficar refém de disputas eleitorais de políticos que usam o mandato como trampolim? Vamos recorrer a quem? Os juízes também estão brigando entre si. Além de rezar, talvez o melhor seja a própria população organizar-se.

E eu só queria falar de flores neste sábado.
Mas a segurança das pessoas é a coisa mais importante em qualquer cidade.
E nós vivemos com medo e sem a ter a quem recorrer.

Leiam a matéria de hoje:

Bando faz arrastão em prédio residencial de luxo nos Jardins


Foi o 5º caso em condomínios residenciais neste ano em São Paulo; ao menos 3 apartamentos foram invadidos

Folha SP – Rogerio Pagnan e Luisa Pessoa – 25/02/12

Aproveitando um portão deixado aberto por uma visitante, um grupo armado invadiu anteontem um prédio de luxo nos Jardins (zona oeste) e realizou o quinto arrastão a condomínios residenciais neste ano na capital paulista.
A polícia suspeita que quase todos tenham sido praticados por uma só quadrilha ou haja uma ramificação dela nos grupos que agiram nos outros casos. Ninguém foi preso.

Essa suspeita se deve à semelhança física de alguns suspeitos observada pelos policiais nas imagens captadas pelos sistemas de câmeras dos condomínios assaltados. No ano passado, houve 12 arrastões. Para a polícia, não há aumento de crimes, pois os dois primeiros meses de 2011 também tiveram cinco casos.

O roubo de anteontem ocorreu pouco depois das 21h na rua Jerônimo da Veiga, no Jardim Europa.
A via é considerada segura pela polícia, já que há outros prédios com seguranças, até na calçada.
Nenhum deles percebeu, porém, quando dois homens aproveitaram o portão aberto para render o porteiro. Segundo o registro oficial, nem mesmo a visitante que deixou o portão aberto notou.
Com o funcionário sob a mira de armas, os ladrões conseguiram liberar a entrada de quatro comparsas. Todos portavam pistolas e revólveres. O porteiro disse à polícia que o grupo ameaçou atirar em sua nuca, se houvesse reação.

APARTAMENTOS

Pelo menos três apartamentos foram invadidos pela quadrilha - o prédio tem uma unidade por andar.
Até a tarde de ontem, a polícia sabia que dinheiro, joias e cartões bancários haviam sido levados de um dos apartamentos. Quanto aos outros dois, não havia informações detalhadas, pois os moradores não tinham ainda feita queixa.
Conforme o diretor-executivo do grupo de segurança Haganá, Chen Gilad, os ladrões entraram em alguns apartamentos acionando a campainha da porta. Segundo ele, não havia vigilantes profissionais do prédio, função que era feita, em tese, pelo porteiro. O grupo foi contratado emergencialmente ontem pelo condomínio para melhorar o sistema de segurança. Parte da quadrilha deixou o local com o carro de uma das vítimas, um Hyundai Azera, depois abandonado.

Oservação do Blogueiro:
Vejam que coincidência:
O prédio não tinha segurança profissional e depois do assalto contratou a Segurança Haganá, que é a mais cara.
Já vivi situação igual quando morava na Vila Sônia, uma pessoa se apresentou como policial, tinha porte de arma, mostrou o revolver e disse que poderia prestar serviço com mais segurança do que o "guardinha civil". Aos poucos todos os moradores migraram o serviço do "guardinha" para o "policial à paisana".
Não parece com as Milícias do Rio de Janeiro?
Com a palavra o governador e a nossa imprensa.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Arábia Saudita no Blog

Turquia, Argélia e Nigéria também

Os muçulmanos, aos poucos vão acessando este blog. Como “a volta do filho pródigo”, sempre comemoro quando mais um país muçulmano acessa o blog. Historicamente os muçulmanos tiveram um papel muito importante para a humanidade. Que sejam bem vindos ao nosso mundo da internet. A Terra é a nossa pátria! Nossos países são nossas raízes.

Mesmo lendo vários livros, ainda não descobri por que os países muçulmanos não se industrializaram. Perdendo assim o trem da história para o capitalismo. Hoje eles têm petróleo, mas não tem autonomia produtiva dos bens de consumo. O resultado é que o mundo árabe está em convulsão.

Precisamos ajudar o mundo árabe a encontrar um caminho de mais tolerância religiosa, sem tantas mortes. O caso da Líbia foi muito triste e agora a Síria está na ordem do dia, entristecendo os muçulmanos do mundo todo. É uma pena.

Aqui em São Paulo, o melhor hospital da cidade mais rica do Brasil é o Sírio-Libanês. É um modelo de qualidade e de abertura social. Eu acho que os árabes deviam conversar mais com Lula, ele pode ajudar muito a encontrar um caminho de paz.

O interessante é que, de ontem para hoje, países de todos os continentes acessaram o blog. Imagino que foi por que eu disse que “O mundo também gosta de flores”.

Vejam a lista:
Arábia Saudita, Moçambique, Canadá, Portugal, México, Japão, Espanha, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. É capaz de a lista ser maior, mas só aparecem dez países de cada vez.

Hoje cedo, antes de ler os jornais, eu já tinha programado o texto sobre a “Primavera Especial” e o “Por do Sol para todos”. Vale a pena ver com atenção. É uma forma de falar da vida e da relação com a natureza. Apesar da crise no mundo e aqui no Brasil, a gente pode contribuir com pequenas coisas, como as flores e boas mensagens.

Que venham mais muçulmanos, budistas, judeus, evangélicos, católicos, espíritas e não religiosos como Joel Bueno. Este diz que não tem religião, mas é um ótimo Samaritano.

Muito obrigado a todos vocês.


Arrastões em São Paulo viram rotina

A operação padrão continua...

Todos os dias, quando vou ler os jornais, dois tipos de notícias me chamam atenção por serem diárias:

1 - Denúncias do Judiciário, com juízes ganhando milhões de reais e os colegas reclamando que não receberam com a mesma regra;

2 - e os arrastões diários na cidade de São Paulo que estão acontecendo nos bares, restaurantes e prédios de luxo na região rica da cidade de São Paulo.

Resolver a crise do Judiciário paulista e brasileiro é caso mais para o Congresso Nacional, já que não podemos esperar muito do próprio Judiciário.

A falta de segurança nas ruas e moradias da nossa cidade, é caso de polícia, é caso de o governador tomar providências efetivas. Tudo leva a crer que a Polícia do Estado de São Paulo está fazendo “Operação Padrão”. Deixam as coisas acontecerem, fazem o Boletim de Ocorrência e dizem que vão tomar providências...

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, está sendo mais competente. A sorte de Alckmin é que a imprensa está do lado dele. E quem fica do lado do povo de São Paulo?

Vejam as notícias de hoje:

Ladrões assaltam clientes de restaurante no Itaim Bibi

Em São Paulo - 24/02/201205h32

Quatro bandidos assaltaram, por volta de 0h30 desta sexta-feira, três clientes que estavam dentro do restaurante Butcher's, localizado na esquina da Rua Bandeira Paulista com a Avenida Nove de Julho, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

Mais dois arrastões em SP
Bandidos fazem arrastão na Lanchonete da Cidade

Ladrões fazem arrastão em prédio no Jardim Europa
Armados com duas pistolas, os criminosos renderam as três vítimas e delas levaram dinheiro e dois relógios - um Rolex e um Bulgari. O quarteto fugiu em um Corolla preto, mesmo veículo no qual o grupo chegou. Até as 4h30, nenhuma das vítimas havia comparecido no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, para registrar o boletim de ocorrência. Policiais militares da 3ª Companhia do 23º Batalhão, acionados pelas vítimas, foram até o local, mas nenhum suspeito ainda havia sido detido.

Nas últimas 24 horas, esse é o terceiro arrastão na região. O primeiro ocorreu na noite de quarta-feira (22), na lanchonete Cidade, nos Jardins. O segundo foi registrado no Edifício Imperial Tower, na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim, às 21h30 de quinta-feira (23).

Ladrões fazem arrastão em prédio no Jardim Europa, em SP
UOL - DE SÃO PAULO - 24/02/2012 - 04h24

Um grupo de ao menos cinco homens fez um arrastão em um prédio na rua Jerônimo da Veiga, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo, na noite de quinta-feira (23).
Por volta das 21h30, os ladrões aproveitaram que um visitante deixava o prédio para render o porteiro e invadir três apartamentos. Eles fugiram no carro Hiunday Azera de um morador, levando joias e dinheiro.
Segundo a polícia, nenhum morador foi agredido pelo grupo durante o roubo.
O caso foi registrado no 14º Distrito Policial de Pinheiros.

Lanchonete badalada é alvo do 5º arrastão do ano em São Paulo

Jovens levam relógios, telefones, bolsas, cartões e dinheiro de clientes de estabelecimento nos Jardins
Ação durou 3 minutos; policiais militares são criticados por não seguirem rastro de GPS de celular roubado

Folha SP - SÃO PAULO – 24fev12

De bermudas, camisetas e bonés, um grupo de pelo menos seis jovens empunhando pistolas e revólveres realizou na noite de anteontem o quinto arrastão do ano em SP.
Desta vez, o alvo foi a Lanchonete da Cidade, na alameda Tietê, no Jardim Paulista, área nobre da zona oeste.
Segundo as vítimas ouvidas pela Folha, pelo menos 15 pessoas, entre clientes e funcionários, tiveram objetos levados pelos ladrões.
Foram levados celulares, relógios, bolsas, cartões bancários e dinheiro. O caixa da casa também foi esvaziado.
Não há uma estimativa do valor total do roubo.

RÁPIDO
A ação dos criminosos começou por volta das 23h30 de anteontem e, segundo as vítimas, durou cerca de três minutos. Ninguém se feriu.
Os ladrões, todos aparentando ser muito jovens, entraram no restaurante gritando para que todos se deitassem no chão e colocassem os objetos de valor sobre a mesa.
Uma mulher que demorou a se deitar foi empurrada pelos ladrões. "Ninguém cisca. Se ciscar, leva chumbo na testa!", diziam os ladrões, segundo uma das vítimas.

GPS
A ação da polícia foi criticada por parte das vítimas ouvidas pela reportagem.
Segundo elas, a PM chegou rapidamente ao local, mas desprezou uma informação importante que poderia ajudar a prender os suspeitos.
Uma das vítimas tinha em mãos um celular com a localização, em tempo real (GPS), dos ladrões. Ela acompanhava o grupo rastreando um outro celular levado no roubo.

Mesmo com essa localização, segundo as vítimas, os PMs nada fizeram.
A informação só foi repassada a outras patrulhas pelo rádio, para tentar prender o grupo, quando outros policiais chegaram ao local 15 minutos depois.
No momento em que o veículo dos ladrões foi localizado, já estava abandonado.
A PM diz que isso, se de fato ocorreu, foi uma falha e o caso poderá ser investigado.
O esperado seria a ação adotada pela segunda equipe: acionar imediatamente outras patrulhas pelo rádio para tentar interceptar o grupo.

Primavera Especial

E por do sol para todos

Mostrar fotos de flores e por do sol, é como mostrar fotos de crianças, a tendência é serem sempre bonitas. Falar de sindicalismo e de política, a tendência é sempre ser sobre aspectos negativos. Acabam virando temas carimbados. Por isto eu procuro intercalar os assuntos, para não ficar cansativo.

O pessoal que acompanha este blog sabe que temos um pé de primavera na frente de nossa casa, aqui na Vila Madalena. Mas o interessante é descobrir que na frente da casa de meus pais, em Serrinha-Bahia, também tem um pé primavera e quando fomos visitá-los neste mês de janeiro a primavera estava florida, juntamente com todas as plantas do jardim e do quintal.

Vejam que beleza de flores da primavera:


Esta primavera é bonita tanto na Bahia como em São Paulo.

Outra coisa curiosa é que a moto que aparece na foto, faz parte da política econômica do governo Lula. Pertence a nova classe média que passou a comprar seu próprio meio de transporte. Pertence à moça que cozinha para meus pais.

Imagino que a primeira globalização da humanidade se deu através das flores e dos frutos. O trigo para fazer pão, a romã, o café, as uvas para fazer vinho e junto com as flores e os frutos, os animais. Os holandeses comercializam flores de todos os lugares. São especialistas em globalização.

Aqui perto de casa, nós temos a Praça do Por do Sol, onde todos os dias os jovens vão assistir ao por do sol sobre a Universidade de São Paulo. Não é igual ao por do sol no mar, mas é algo muito bonito e típico de São Paulo.

Vejam este por do sol na Praia do Forte.
Eu fiz questão de não pegar o mar, mostrando apenas o coqueiro, as árvores e o brilho do sol.
O mar eu mostro em outra oportunidade.


E assim, entre flores, sindicalismo e política, a gente vai mostrando que “melhorar o mundo é possível”. Principalmente se cada um contribuir conforme suas possibilidades.
Prestem atenção nas flores de São Paulo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fábrica de Sindicatos

Desmoralização da Democracia

Todos os dias o Ministério do Trabalho recebe pedidos de criação de novos sindicatos. Tanto por parte de trabalhadores como de empresários. A grande maioria, ou quase totalidade é de Sindicatos de Carimbo, ou Fantasmas.

São sindicatos sem legitimidade que, ao serem reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, passam a gozar da exclusividade da representação nas relações de trabalho, tanto para efeito de negociação salarial como de recolhimento do famigerado imposto sindical, formalmente declarado como Contribuição Sindical.

Além do desconto obrigatório do Imposto/Contribuição Sindical, estes falsos representantes patronais e de trabalhadores também cobram a Contribuição Confederativa ou Negocial. Os valores variam, mas tem muitos dirigentes sindicais que cobram até como mensalidade, isto é, cobram um valor ou porcentual do salário do empregado, sendo descontados todos os meses, sem garantir o direito de filiado, portanto, sem direito a votar e ser votado, nem usufruir de possíveis serviços que o sindicato ofereça a seus associados. Muitos destes casos, os pelegos conseguem respaldo da própria Justiça.

Enquanto a disputa se dava no universo sindical
, tudo parecia coisa de briga de pelegos e de interesses econômicos escusos. Na medida que os dirigentes sindicais e seus sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais vão se vinculando publicamente a partidos e candidaturas partidárias, o debate ganha mais relevância e a própria Justiça também começa a julgar conforme os interesses partidários e eleitorais, esquecendo a razão sindical e de relações de trabalho.

Antigamente a disputa pela redemocratização dos sindicatos
era parte da luta pela redemocratização do Brasil.

Atualmente, com o país democratizado, uma Constituição ampla e a economia em crescimento, a disputa sindical virou uma imoralidade e está levando à desmoralização do sindicalismo e da própria democracia.

A ironia é que, antes esta disputa se dava entre os sindicatos combativos da CUT e os pelegos. Hoje, como o Brasil tem mais de dez centrais sindicais e todas elas vinculadas a partidos políticos, o tiroteio generalizou-se. E caminhamos mais para o perde-perde, do que para o ganha-ganha.

Em nome da governabilidade parlamentar,
aceita-se o vale tudo e a implosão da própria democracia.

A crise na Europa é econômica e política, a crise aqui é moral e as conseqüências são políticas, mas com o tempo também serão econômicas.
É preciso por limite nesta promiscuidade sindical e partidária.

Além de ser necessário acabar com o Imposto/Contribuição Sindical,
é necessário regulamentar o desconto confederativo ou negocial.

E precisamos ter mais compromisso e respeito com a Democracia.

O mundo gosta de flores

E Siri Lanka também

Neste carnaval Sri Lanka, ou Siri Lanka, foi o país mais novo a acessar nosso blog. Agora já são 57 – cinqüenta e sete – países, mais de 26 mil acessos e quase 2.500 contatos. Tudo isto em pouco mais de dez meses de blog.

A conclusão que cheguei é que o mundo também gosta de flores.
Talvez goste também de economia e política, mas o que mais unifica o mundo é falar de flores e de respeito à Natureza.

Neste fim de semana, pessoas de Sri Lanka, índia, Japão, Ucrânia, Irlanda, Uruguai, Rússia, Reino Unido, Canadá, França, Portugal, Suiça, Alemanha, Estados Unidos e Israel acessaram este blog. Com certeza não foi procurando noticias sobre o carnaval do Brasil, por que não tinha.

Mas tinha muitas notícias sobre flores nacionais e internacionais. Para quem não sabe, Siri Lanka é perto da Índia, e a Índia tem muito a ver com a nossa história, em função do período colonial e a presença portuguesa pelo mundo. Neste dias estamos com uma ótima exposição sobre a Índia, aqui no Centro Cultural Banco do Brasil, bem no centro de São Paulo.

O curioso foi que eu ganhei uma caixa de chá, que a marca é: “Dilmah”, 100% puro e originário do Ceilão.
E na embalagem está escrito: “Come, visit us, discover ethical tea”. Estes ingleses sabem fazer propaganda!

Saiba um pouco mais sobre Sri Lanka, e como este país já esteve no meio da disputa internacional.
Copiado da Wikipedia:

O Sri Lanka, antigo Ceilão, é um país situado numa ilha do Oceano Índico.
Está separado da Índia pelo Golfo de Bengala e pelo estreito de Palk.
O nome Sri Lanka quer dizer “ilha resplandecente” em sânscrito.
O chá é o principal produto de exportação do Sri Lanka

Um pouco da sua História:

A crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C.. A língua cingalesa (sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka tinha sua capital em Anuradhapura.
No século III a.C., os cingaleses se converteram ao budismo e a ilha se converteu em um centro de estudos e de trabalho missionário budistas. Isto separou o Sri Lanka da cultura hindu do sul da Índia.

O período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu no século XII, quando o rei cingalês Prakrama Bahu derrotou os tâmeis, unificou a ilha sob o seu governo e invadiu a Índia e o atual Myanmar. No século XV, a ilha foi atacada pela China e, por trinta anos, os reis locais prestaram tributo ao imperador chinês.

O Sri Lanka era conhecido dos gregos e dos romanos, que o chamavam de Taprobana. Depois da conquista do Oriente Médio pelos árabes, mercadores freqüentemente visitavam a ilha, e existia uma comunidade árabe no Sri Lanka desde o século X. Os árabes conheciam a ilha como Serendib.

Os primeiros europeus a visitarem o Sri Lanka foram os portugueses:

Dom Lourenço de Almeida chegou à ilha em 1505 e encontrou-a dividida em sete reinos que guerreavam entre si e que seriam incapazes de derrotar um invasor. Os portugueses ocuparam, primeiro, a cidade de Kotte, mas, devido à insegurança do local, fundaram a cidade de Colombo em 1517 e, gradualmente, estenderam seu controle pelas áreas costeiras. Em 1592, os cingaleses mudaram sua capital para a cidade interior de Kandy, local mais seguro contra o ataque de invasores. Guerras intermitentes prosseguiram durante o século XVI.

Muitos cingaleses se converteram ao cristianismo, porém a maioria budista odiava os portugueses, apoiando qualquer um que os enfrentasse. Então, em 1602, quando o capitão neerlandês Joris Spilberg chegou à ilha, o rei de Kandy pediu-lhe auxílio. Porém, somente em 1638, os neerlandeses atacaram pela primeira vez e apenas em 1656 Colombo foi tomada. Por volta de 1660, os neerlandeses controlavam toda a ilha, exceto o reino de Kandy.

Os neerlandeses perseguiram os católicos, porém deixaram os budistas, os hindus e os muçulmanos professarem suas religiões. No entanto, cobravam impostos mais pesados que os portugueses. Como resultado do domínio neerlandês, mestiços de neerlandeses e cingaleses, conhecidos como burghers, existem até hoje no país; também existem, ainda hoje, muitas famílias com nomes de família de origem portuguesa.

Durante as guerras Napoleônicas, o Reino Unido, temendo que o controle da França sobre os Países Baixos fizesse com que o Sri Lanka passasse ao controle francês, ocuparam a ilha (a qual chamavam de Ceylon) com pouca dificuldade, em 1796. Em 1802, a ilha foi, formalmente, cedida à Grã-Bretanha e tornou-se uma colônia real. Em 1815, Kandy foi ocupada, pondo fim à independência do reino do Sri Lanka. Um tratado em 1818 preservou a monarquia de Kandy, porém como dependência britânica.

Os ingleses introduziram o cultivo do chá, café e borracha nas montanhas da ilha.
Em meados do século XIX, o Ceilão já trouxera fortuna a uma pequena classe de plantadores de chá. Para trabalhar nas fazendas, os proprietários importaram grande quantidade de trabalhadores tâmeis do sul da Índia, que logo chegaram a dez por cento da população.

Os britânicos, seguindo sua prática comum de "dividir para governar"
, favoreciam ora um grupo, ora outro, para fomentar a rivalidade. Também favoreceram os burghers e também alguns cingaleses de castas mais altas, fomentando divisões e inimizades que sobrevivem desde então. Os burghers receberam um certo grau de autogoverno no início de 1833. Somente em 1909 é que um desenvolvimento constitucional ocorreu, com uma assembleia parcialmente eleita. O sufrágio universal só foi introduzido em 1931 sob o protesto dos cingaleses, que rejeitavam o direito a voto para os tâmeis.

Sri Lanka tornou-se independente em 4 de fevereiro de 1948
, mediante a realização de tratados militares com a Grã-Bretanha. Permaneceram intactas as bases aéreas e navais britânicas instaladas no país.
O Sri Lanka é uma república. O presidente do país é eleito diretamente para um mandato de seis anos, e ocupa a função de chefe de Estado, chefe de Governo e comandante-chefe das Forças Armadas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Várias Europas

Democracia e Conveniência

Se nem os Estados Unidos conseguem ser um país unificado e homogêneo, imaginem a Europa. Esta não está e nunca esteve unificada. Nunca! São tribos civilizadas, com boa escolaridade, bons meios de transporte e um sistema social mais abrangente, exatamente em função das imensas guerras passadas. Mas não é um continente unificado nem uniforme.

A Europa não está dividida em duas, mas em várias.

A Europa do Mediterrâneo tem sua tradição, que é diferente da Nórdica, que é diferente da Inglaterra e da França, que é diferente da Russia e da Alemanha, que é diferente da Eurásia, que é diferente da Holanda.

Há um descompasso entre a União Européia e o Euro, como há um descompasso entre os vários sistemas de governo, de trabalho e de produção. Para salvar o Sistema Financeiro, os governos foram rápidos, mas, para salvar os governos, os políticos estão se mostrando incompetentes ou não querem chegar às verdadeiras causas da crise, que é o próprio sistema financeiro internacional.

Eu tento entender o que as oposições, representadas pelo movimento social e sindical na Europa, estão propondo. Fico com a impressão que eles são contra cortar benefícios, mas não vejo eles propondo um plebiscito em cada país para se decretar moratória geral e recomposição das formas de governo e de organização da sociedade. Eles continuam iludidos com os políticos tradicionais e seus partidos.

O modelo pós segunda guerra mundial está exaurido.
É hora de se criar um novo modelo. Mesmo que tenha que se reconhecer as várias europas, unidas no continente, mas não subordinadas ao sistema financeiro internacional.

Vejam a matéria de hoje, escrita por este bom analista que é Gilles Lapouge:

Duas Europas?

22 de fevereiro de 2012 | 3h 06 - GILLES LAPOUGE - O Estado de S.Paulo

A Grécia está salva. Viva! A Europa e o euro também. Voltamos de longe. Foi preciso que todo o mundo se mobilizasse: o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia (CE) em Bruxelas, o Banco Central Europeu (BCE), a chanceler alemã Angela Merkel, mas também os bancos e as seguradoras que aceitaram "apagar" 107 bilhões de dívidas gregas. Nunca se viu uma reestruturação como essa. Mesmo a da Argentina em 2002, não foi além de US$ 82 bilhões na época.

Quer dizer que o pesadelo acabou?
A Europa vai sair das trevas onde tateia há dois anos? Vai reencontrar o sol? Absolutamente. A explosão do euro foi contida, mas é um convalescente que sai do hospital. E não somente a Grécia; também a Itália, a Espanha e Portugal.

A Grécia foi mais atingida que os outros países. Primeiro, no seu orgulho de povo soberano. Ela foi colocada sob tutela, como alguns idosos que já não regulam bem da cabeça: a "troica" que salvou a Grécia (UE, BCE e FMI) vai fiscalizar rigidamente a maneira como a Grécia vai reembolsar seus empréstimos, rebaixar seu nível de vida de maneira drástica, arrecadar seus impostos.

De que valeu inventar a civilização, a democracia, a filosofia e a escultura há 2,5 mil anos, no tempo de Péricles, para se encontrar hoje coberta de bandagens, respirando com ajuda de aparelhos e controlada permanentemente por esses enfermeiros rabugentos que se chamam FMI, UE ou BCE?

E a Grécia não é o único "pato manco" da Europa!


A Espanha tampouco está em situação muito brilhante. Em Juarez, cidade célebre por abrigar um autódromo onde um dia Ayrton Senna venceu uma corrida de Fórmula 1 por 14 milésimos de segundo, os 2,5 mil funcionários municipais não são pagos desde dezembro.
Os ônibus não têm mais gasolina para rodar. De noite, as ruas ficam escuras por falta de eletricidade. Não passa um dia sem uma greve, uma manifestação. Certo dia, os empregados do cemitério se recusaram a enterrar os mortos.

Deixemos a pobre Espanha e sigamos para Portugal. Desgraça! Escolas fecham as portas por falta de professores. Nas soberbas autoestradas, os carros são raros. A gasolina está cara demais. A Itália resiste melhor porque tem uma bela indústria, mas o frívolo Berlusconi a pôs de joelhos.
Um chefe de governo austero, moral, Mario Monti, substituiu o "cavaliere" Berlusconi. Para deixar as coisas claras, Monti renunciou a seus salários de presidente do Conselho e de ministro da Economia. Ele também teve a coragem de cobrar imposto da Igreja Católica.

Na Espanha, o novo chefe do governo, Mariano Rajoy, limitou seu salário anual a 78 mil. Os diretores de empresas públicas tiveram sua remuneração cortada em 25% a 30%. A lista poderia continuar. A conclusão seria a seguinte: enquanto a Europa do Norte está calma, próspera, parecida com a Alemanha, toda a Europa do Sul está em apuros.

A Europa está dividida em duas: no Norte, uma Europa do crescimento, da eficácia, do trabalho quase para todos, da ordem nas contas. No Sul, uma Europa da melancolia, da baixa produção, do alto desemprego e de desempregados partindo para procurar emprego nos Estados Unidos ou na América Latina. Entre essas duas Europas, um estranho traço de união, um país que procede a um só tempo dos dois modelos, do modelo em ruínas do Sul e do modelo reluzente do Norte: a França.

Curiosa epopeia, após 50 anos durante os quais, não sem coragem, não sem talento, a Europa lutou para unificar seus infortúnios e suas felicidades. Resultado: duas Europas. / Tradução Celso Paciornik

Carnaval de Ontem e de Hoje

Muda o carnaval e mudamos juntos

Sou do tempo que as crianças corriam atrás do Trio Elétrico para dançar e cantar o Hino do Bahia.



Não é o Hino da Bahia, mas o hino do time de futebol. A maior torcida da Bahia. Só perde para o Hino do Nosso Senhor do Bonfim.



Assim era o Carnaval baiano. Profano, popular e de massa. Tudo era motivo para festa.

Chegando à adolescência chegou o tempo dos bailes no clube e as marchinhas.



Depois chegou o tempo de São Paulo. Sem carnaval de rua e com pouco carnaval. Quando meu irmão entrou no Banco do Brasil, participamos de alguns carnavais na AABB. Mas o mundo era mais de trabalho e estudo. Sem contar que, por aqui, carnaval sempre chove. Ainda passamos um bom carnaval em Olinda-Pernambuco, quando ainda era estudante da GV.

Com o tempo, a opção passou a ser passar o carnaval na praia, apesar do imenso engarrafamento nas estradas. Naquele tempo ainda não tinha pedágio para irritar a gente.

Agora, já chegando aos sessenta, a alegria do carnaval é ver a cidade vazia, pegar cinemas à tarde, restaurantes sem fila e muita calma.

Mas, quando vemos à televisão ou lemos os jornais, as tragédias sempre aparecem: Roubaram a casa do técnico do São Paulo, Leão; fizeram arrastão num restaurante japonês e apareceu um maldito Jet ski...

Mas, dá par ver bons filmes.
Vimos Tokyo-ga de Wim Wenders, diretor alemão, brilhante e poético.
Depois vimos “O Tambor”, filme sobre o surgimento do nazismo na Alemanha. Parece premonição sobre a Europa de hoje.

E para relaxar fomos ver “A música conforme Tom Jobim”. Eu esperava mais. Coisa de velho. Falar de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Elizeth Cardoso, Nara Leão ou Elis Regina sempre mexe com nossa vida e nossa história. Cada um tem um olhar diferente... Acho que Nelson, o diretor, ficou devendo um pouquinho de saudosismo no filme. Falta algo.

E hoje é Quarta-feira de Cinzas.
A partir de hoje o Brasil começa a trabalhar, a ter aulas escolares e a vida entra na sua verdadeira rotina, inclusive das baixarias eleitorais. A gente podia pensar em algo diferente para São Paulo. Onde a cidade e as pessoas estivessem em primeiro lugar. Mas os políticos não querem. E, infelizmente, os partidos são obrigatórios.

Democracia é como casamento, todo mundo reclama, mas sente falta quando não tem.






terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

100% Brasileira

A Jabuticaba

Vários amigos escreveram sobre as frutas globalizadas, isto é, que fazem parte do nosso dia a dia, mas vieram de outros países. Manga, banana, café, tamarindo e tantas outras.

Eu tinha enviado, do I-phone para a internet, via UOL, mais uma série de flores e frutos da Praia do Forte para colocar no blog. Mas, não sei por que ainda não chegaram. Creio que o pessoal viajou no carnaval e a UOL ficou com pouca gente de retaguarda. Assim, vou usar flores e frutos do nosso quintal, na Vila Madalena.

Outro dia, ao chegar em casa, como ainda estava claro, mesmo sendo mais de 7:00h da “noite”, resolvi dar uma olhada no nosso jardim no quintal. Para minha surpresa, o pé de jabuticaba estava com várias flores, muito bonitas.

Vejam esta flor, branca e chamativa!


Agora vejam o tronco com várias flores:


E olhando com mais atenção, achei uma jabuticaba, somente uma jabuticaba quase madura. Estava voltada para a parede e assim ficava escondida.


Ainda bem que eu tirei estas fotos, por que, alguns dias depois, o jardineiro veio dar uma arrumada no quintal e resolveu também dar uma arrumada na jabuticabeira. Acho que ele aproveitou e chupou a jabuticaba, por que quando fui olhar ela já não estava mais no pé. Coisas de jardineiros...

Outro dia eu vou mostrar como ficaram as mariazinhas e as pedras do jardim japonês.
Este negócio de podar as plantas, mexer na terra e arrumar os jardins, eu acho muito interessante por que nos ensina que as pessoas também precisam periodicamente passar por uma arrumada geral.

Renascem mais charmosas e mais cuidadas.
É a força da Natureza.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tamarindo e Globalização

Afro, árabe, indu, portuguesa e brasileira

O Tamarindo faz parte da globalização.
Ao passear no final da tarde na Vila da Praia do Forte, em Salvador-Bahia, entre tantas belezas e curiosidades, você encontra alguns pés de Tamarindo. Uma grande árvore, cheia de frutos lá no alto, dificultando as fotografias com celulares.

Estas árvores majestosas fazem parte da história da comunidade. Quando eu perguntei a uma moradora já com cabelos brancos, qual seria a idade do “tamarineiro”, ela imediatamente respondeu: - Mais de cem anos! Quando eu me conheci como gente, o tamarineiro já estava aí. Olhe que já estou com cabelos brancos e sou negra. Nós vivemos muito!

Vejam a foto da árvore do Tamarindo da Praia do Forte:


Se este pé de tamarindo falasse, quantas histórias contaria...

Para mim, ver um pé de tamarindo faz-me lembrar a infância, por volta de seis a oito anos de idade, quando a gente ia visitar o trabalho de nosso pai. No grande quintal tinha um enorme pé de tamarindo, e nós íamos colher os frutos para fazer sucos e chupar, apesar de bastante amarguinho. Mas crianças gostam de desafios...
Vou tentar mostrar fotos dos frutos do tamarindo:


Está de longe, mas dá para ter uma idéia.

Agora saiba um pouco mais desta fruta globalizada:

"Tamarindo" vem do árabe تمر هندي translit. tamr hindī (em português, tâmara da Índia), através do latim medieval tamarindus , daí a denominação do gênero, em latim científico, Tamarindus (1753).

O tamarindeiro ou tamarineiro (Tamarindus indica L., Sp. Pl. 1: 34. 1753), é originário das savanas africanas, embora seja cultivado principalmente na Índia. No Brasil, o fruto é bastante consumido no Norte e Nordeste do Brasil.

Árvore bastante decorativa, sua altura pode chegar aos 25 metros. O tronco devide-se em numerosos ramos curvados, formando copa densa e ornamental; as folhas são compostas e sensíveis (fecham por ação do frio), flores hermafroditas amarelas ou levemente avermelhadas (com estrias rosadas ou roxas) que se reúnem em pequenos cachos axilares. O fruto - tamarindo ou tamarino - é uma vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes em números de 3 a 8 estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tartárico (11%), ácido acético, ácido cítrico.

Usos do Tamarindeiro

Fruto:
a polpa, com sabor agridoce, é usada no preparo de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados e ainda como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos.
Sementes: ao natural servem de forragem para animais domésticos; processadas são utilizadas como estabilizantes de sucos, de alimentos industrializados e como goma (cola) para tecidos ou papel. O óleo extraído delas é alimentício e de uso industrial.

Folhas: o cerne da madeira é de excelente qualidade e pode ser usado para diversas finalidades; forte, resistente à ação de cupins, presta-se bem para fabricação de móveis, brinquedos, pilões, e preparo de carvão vegetal.
Fonte: wikipedia.org

domingo, 19 de fevereiro de 2012

The Girls from Bahia

Um Brasil de Sonhos e Alegrias

Vejam que bela história sobre a música brasileira nos anos sessenta. as personagens são as meninas do Quarteto em Cy, Vinicius e muito mais. Como sempre, é um bom texto do Caderno 2 do Estadão, publicado neste sábado de Carnaval.
The girls from Bahia

Foi assim que o Quarteto em Cy chegou aos EUA.
O resto é história e canções

18 de fevereiro de 2012 | 3h 08 – Julio Maria - O Estado de S.Paulo

Vinicius de Moraes sentiu logo que a cuíca ia roncar. Ali, ao seu lado, quatro morenas que chegavam da Bahia cantando como sabiás, voz sobre voz, sem floreios, com mais bossa e menos jazz, mais graça e menos volume, eram, além de tudo, umas formosuras. "Olha lá Caymmi, duas pra mim e duas pra você." Era o Vinicius de sempre, apadrinhando ao seu jeito as meninas Cyva, Cybele, Cylene e Cynara, irmãs que já vinham fazendo barulho no Beco das Garrafas, no Rio, e não podiam ter outro nome, Quarteto em Cy.

O show que fariam por três meses na boate Zum Zum, em Ipanema, com Caymmi e Vinicius, seria fundamental para a carreira de um dos grupos vocais de maior relevância naquela segunda metade dos anos 1960. Logo depois que cantavam, Vinicius com Caymmi conversavam amenidades em um momento do show chamado A Hora do Papo. Escritores, embaixadores, diplomatas, a plateia transbordava em risos. Os áudios desses shows estão conservados em dois CDs guardados até hoje por Cynara.

A reação dos gringos naquelas noites de Zum Zum foi inspiradora para uma incursão pelos Estados Unidos pensada pelo produtor Aloysio de Oliveira. Uma aventura que renderia dois discos americanos lançados só agora no Brasil pelo selo Discobertas, com produção executiva de Marcelo Fróes: Pardon My English, de 1967, e Revolución con Brasília, de 1968. Remasterizados, são álbuns históricos com belos sets que trazem o grupo em seu auge, apesar de todo o circo armado por uma terra que ainda tentava entender o que é que aquelas baianas tinham.

Sabia-se que tinham tudo para vencer no país de Frank Sinatra que Aloysio de Oliveira conhecia tão bem. Decisão número 1: nos Estados Unidos, nada de Quarteto em Cy. O nome das irmãs seria The Girls From Bahia. O primeiro LP para o mundo ver foi gravado no Rio de Janeiro como Pardon My English, com produção de Aloysio e Ray Gilbert.
Um texto em sua contracapa chama as meninas de "os Beatles de saias". O repertório tinha versões em inglês para Samba Torto, de Jobim (Pardon My English); Você, de Menescal e Bôscoli; Canto de Ossanha, de Baden e Vinicius. Era a fina flor de uma terra exótica que o mundo havia descoberto havia pouco. Na contramão, vinham versões em português do quarteto para standards americanos como Makin' Whoope e Oh Susannah.

A boa repercussão levou as irmãs a viverem nos EUA por seis meses, de janeiro a julho de 1967. Fizeram por lá uma série de apresentações no programa Andy Williams Show - Coast to Coast. A nova incursão rendeu o segundo LP americano de nome The Girls From Bahia - Revolución con Brasília!. Um título tão bizarro quanto as perguntas que as meninas ouviam dos americanos. "Eles achavam que a Bahia ficava na Argentina", diz Cynara. O por que do nome em espanhol? Nem elas sabiam. "Os americanos achavam que no Brasil falávamos espanhol", diz a cantora.

Micos assim eram compensados no repertório; com arranjos das quatro enxutos, sem intervalos escabrosos. As vozes funcionavam como se fossem um quarteto de cordas, dois violinos, uma viola e um violoncelo. Sem grandes saltos, sem tensões. A estratégia mudava um pouco no segundo disco. De cá pra lá, Berimbau, de Baden e Vinicius, e Tem Mais Samba, de Chico Buarque, eram cantadas em português mesmo. Já Dindi, de Tom e Aloysio, ganhava versão em inglês. De lá para cá, In The Mood, em versão em português de Aloysio, virava a instigante Edmundo, um hino depois incorporado nos anos 70 pelos amantes do samba rock. Tudo feito com as vozes aproximadas, seguindo a um ideal de colocar a melodia nas pontas para que ela estivesse sempre em primeiro plano. "Jobim dizia assim: 'Quero ouvir a melodia!'. A gente usava o vocal a favor da música", diz Cynara.

Ao voltar ao Brasil, o grupo passou por mudanças. Cynara e Cybele souberam que a ideia era voltarem em breve aos EUA, e se rebelaram. Saíram do grupo para firmarem uma carreira no Brasil como dupla. Cantaram Carolina no Festival Internacional da Canção de 1967, na Globo, e tiraram o terceiro lugar. No ano seguinte, com Sabiá, levariam o primeiro. Fizeram circuito universitário com Vinicius e Toquinho e acabaram retornando ao grupo em 1972. Cynara fala por si ao lembrar daqueles anos de Hollywood Boulevard, onde viveram seus dias de american way of bossa. "Eu nunca quis essa carreira internacional. Queria era ficar sempre no meu País."

Dindi com a versão em inglês.



E com Tom Jobim.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Casa de Pescador

Na Vila da Praia do Forte

A Praia do Forte, além do Projeto Tamar e do Mar muito bonito, tem uma Vila que, entre muitas lojas e pousadas, você encontra várias casinhas de pescadores. Estes são os moradores originais, de quando ainda não tinha virado moda e os ricos ainda não tinham invadido literalmente à praia dos pescadores.

No final do dia, depois de ficar olhando o mar e lendo muito, quando escurecia a gente ia andar pelo comércio da Vila e depois íamos jantar. E a cada dia descobríamos algo diferente.

Vejam esta casa de pescadores. Gente Humilde, como diz Chico Buarque.
O bonito é que, além da simplicidade digna da casa, também há Flores.
E estas flores são as mesmas da casa da nossa vizinha na Vila Madalena.
Flores afetivas.


É comum eles sentarem nas varandas das casas para verem os turistas. É tudo muito exótico, tanto para os pescadores, como para os turistas.

Eu não tirei foto, mas no centro da Vila tem uma Casa de Farinha onde todos os dias têm uma grande fila de gente comprando “tapiocas”. Deliciosas! E como em frente a Casa de Farinha tem um café de propriedade de um argentino, as pessoas compram a tapioca e vem saborear com um bom café expresso, em plena Praia do Forte. É a globalização...

Como a Vila é na praia, eu chamo os moradores de pescadores, mesmo os barcos ficando a certa distância das casas.

Depois de mostrar Caymmi, Cesária Evora e Marisa Monte cantando o mar, vejam João Bosco cantando “Corsário...”


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Violência contra o Nello's

Tristeza e Vergonha em São Paulo

Hoje cedo ao ler os jornais vi uma matéria que me chamou atenção: “PM reforça patrulha em áreas de restaurantes”, saiu no Estadão, na página C5 do Caderno Cidades. Lá no final da matéria aparece em negrito “Histórico”. Eu como gosto de História fui ler para ver o que era. Está escrito:

“Segundo o policial, a PM já estava atenta à atuação das quadrilhas que assaltam bares e restaurantes em Pinheiros e no Itaim. Os arrastões na Nello’s Cantina e Pizzeria, em Pinheiros, e no Clos de Tapas, na Vila Nova Conceição, forem o estopim para o início da operação policial.”

Fiquei pasmo! Já fizeram arrastões no Nello’s outras vezes.
Ao comentar com minha esposa, ela respondeu: Você não soube? Saiu na televisão e nossa filha comentou: Mãe, é o Nello’s! Minha esposa disse que as imagens eram terríveis!

Nós freqüentamos o Nello’s desde 1983, quando a CUT foi criada.

Quem me levou pela primeira vez foi Pachalski, grande jornalista da CUT e amigo da família. Quando nossa filha nasceu, em 1985, ela também ia para o Nello’s, carregada em um “Moisés”, aquela cesta para carregar bebês. Os carrinhos ocupavam muito espaço. Hoje, nossa filha já está com 26 anos e ela mesma reconheceu o restaurante na TV. Ao ver a foto no Estadão de hoje, eu reparei que hoje a foto tem nome do local: Nello’s Cantina. Mas na foto que saiu na UOL, não tinha.

Conhecemos toda a família de Nello.
Sempre que vamos lá conversamos bastante com eles. Como minha esposa é japonesa, Nello gosta muito de contar “causos” sobre japoneses. Embora não sejamos nem artistas nem políticos, também temos nossa fotografia na parede. Foi uma cortesia da família. Gente fina!

Quando ele fez aniversário no ano passado, fomos convidados para a festa especial. Há anos que tenho o telefone na agenda e no celular. Agora eles fazem delivery e, de vez em quando, peço comida por telefone. Mas sempre prefiro ir pessoalmente.

Eu divulguei um texto sobre a Violência em São Paulo, no último dia 15, vide abaixo, sem saber que a vítima era o Nello’s. Meu protesto era por solidariedade a todos os atingidos, ricos e pobres. Mas, ao saber que o Nello”s estava na lista, minha dor é bem maior. E me lembra Gregório de Matos, antigo poeta lusitano-brasileiro, que dizia: “O quê falta nesta cidade? Vergonha!”. Eu também tenho vergonha ao ver tanta violência e tanta omissão dos poderes públicos.

Os amigos da Família Nello e usuários do Restaurante devíamos fazer uma noite de Desagravo, como foi a noite do aniversário de Nello. Juntar todos num mesmo dia e jantar em solidariedade à Família , funcionários e usuários do Nello’s. E neste dia, Nello irá vestir uma “bela camisa”!

Vejam parte do que publiquei no dia 15, quarta-feira:

“Por que São Paulo não tem segurança?
Ladrões por todo lado na cidade

- Arrastões nos prédios de luxo nos bairros de rico.
- Assaltos aos bares e restaurantes nos bairros de classe média.
- Sequestros relâmpagos por todo lado.
- Roubos e assassinatos nos bairros dos pobres.
- Casas invadidas no litoral do Estado.
- Estamos vivendo com muito medo e muita insegurança.
- No Morumbi o pessoal está vendendo casas a preço de banana.

O quê está acontecendo?

- Isto é greve branca?
- Operação padrão da polícia?
- Por que São Paulo não tem segurança?
- O Rio de Janeiro mudou para São Paulo?
- O PCC fez acordo com os homens?

Os bandidos com metralhadoras invadiram um prédio do lado da Sede da Polícia Militar. É muito acintoso! Vamos chamar a Guarda Nacional? Ela botou ordem na Bahia.

Vejam esta matéria que saiu tanto na Folha como no Estadão de hoje:
"Bando faz arrastão de 7 h em prédio que fica a 100 m de batalhão da PM
André Caramante, Giba Bergamim Jr. – Folha SP – 15fev12 "


- Será que teremos Paz neste Carnaval?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Flores do Coqueiro

E coco para crianças

Muita gente nunca viu uma flor do coqueiro.
Ontem eu mostrei duas fotos de coqueiros da Praia do Forte em Salvador.
Fotos tiradas de perto, que não dão uma idéia ampla da beleza da natureza.

Vejam esta foto do um coqueiro, de uma certa distância,
com um cacho de flores, lá no alto do coqueiro.
Ao cair da tarde ele brilha sob os raios solares.


Vejam novamente um cacho de flores do coqueiro.
Agora com mais sol e de perto.


Agora vejam este coqueiro com um coco pendurado, bem perto do chão.
Qualquer criança pode pegar o coco.
E pensar que este mesmo coqueiro pode chegar a vinte metros de altura.


Já pensaram se a nossa cidade de São Paulo tivesse praia?
Duvido que a vida fosse tão complicada.

Depois destas mostras das flores do coqueiro, vou tentar baixar mais umas fotos de flores e das águas do mar da Praia do Forte. As flores são as mesmas da Vila Madalena e as mudas são encontradas no Ceagesp.

Mas o mar é o mar da Bahia que Caymmi cantou como ninguém.



E as mulheres também cantam Caymmi e o Mar.
Cesaria Evora e Marisa Monte, dois amores.

Dilma, Gilberto Carvalho e os Evangélicos

O Governo Dilma é contra o aborto, ponto.

Até hoje, ninguém pode dizer que Dilma faltou com a palavra uma vez sequer. Da mesma forma, ninguém pode dizer que Gilberto Carvalho seja maldoso ou irresponsável. Gilberto é um dos melhores quadros da política nacional e um brasileiro cristão exemplar.

Eu também sou defensor do importante trabalho que os Evangélicos fazem no Brasil, mas não gosto de ver parlamentar-evangélico ser grosseiro ou indelicado. Não combina nem com a função de bispo, nem de evangélico, nem de parlamentar. Precisamos ser modelos para nossos jovens e para os brasileiros, como um todo. Educar é preciso.

Dilma mais uma vez mostrou a quê veio.
Uma mulher que está mudando o Brasil para melhor. Parabéns a Dilma e que Gilberto Carvalho continue sua jornada de bom cristão à serviço da Democracia e da Liberdade.
E que os Evangélicos continuem seu bom trabalho doutrinário e de ação social. Eles também estão de parabéns.

Vejam a matéria da Folha na UOL de ontem:

Para acalmar evangélicos,
Dilma diz que ministro não tem posição individual

Folha SP – Simone Iglesias – 15fev12

A presidente Dilma Rousseff mandou recado à bancada evangélica no Congresso pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral): é contra o aborto e ministro não tem posição individual, mas de governo.
Dilma tenta acalmar os ânimos da Frente Parlamentar Evangélica, que questiona a escolha de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Política para as Mulheres. A nova ministra é defensora de mudança na legislação relativa ao aborto. Ela própria afirma já ter passado por dois.

"A presidente pediu que eu reafirmasse para a bancada que a posição do governo sobre aborto é a posição que ela assumiu na campanha eleitoral e que nós ministros, as posições que sustentamos publicamente não são posições individuais, são posições do governo e a posição do governo sobre essa questão [aborto] está absolutamente clara e assim vai continuar", disse Carvalho ao participar de reunião com a frente, nesta quarta-feira, no Congresso.
O ministro se reuniu com o segmento evangélico para explicar declarações durante o Fórum Social, em Porto Alegre, mês passado.

Na ocasião, Carvalho afirmou que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela "nova classe média", que estaria sob hegemonia de setores conservadores.

"Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo", disse durante o fórum.
Na reunião com a Frente Parlamentar Evangélica, Carvalho disse que foi "mal interpretado" e pediu "perdão" pelo "sentimento" que suas declarações provocaram em alguns deputados e senadores.

"Minha fala foi traduzida de maneira equivocada, houve interpretação de que o governo se armava para fazer uma guerra com as igrejas evangélicas. Vim aqui para dizer que isso não é verdade, não temos de maneira nenhuma essa intenção, pelo contrário, o governo considera as igrejas evangélicas parceiras e muito importantes. Seria uma loucura fazer uma rede para combater as igrejas evangélicas."

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vamos falar de flores?

Você já viu flores de Coqueiro?

Hoje o dia foi puxado.
Falar de assaltos, arrastão, seqüestros, roubos, invasões de casas de praia ou de campo.
Falar da segunda guerra mundial, do holocausto, tudo isto causa um mal estar danado.
Mesmo falar de disputa eleitoral na CUT, acaba mexendo com a gente.
A CUT é parte importante da minha vida e fico triste de ver bons amigos disputando a presidência e “escorregarem na forma” da disputa.

Assim, para encerrar o dia, fui procurar algumas fotos de flores que nos aliviasse. Lembrei-me que tinha tirado muitas fotos das flores e frutos dos coqueiros da Praia do Forte em Salvador. Como ainda não consegui baixar todas as fotos, vou baixando algumas de cada vez, já que não sei fazer pelo computador.

Vejam estas duas fotos das flores do coqueiro, só as flores e pequenos frutos. E pensar que, além dos coqueiros, tinha o grande mar da Praia do Forte e uma boa pousada com comida baiana e muitos turistas.


Durante o dia as abelhas aparecem as centenas e o sol faz a flor do coqueiro brilhar como ouro.


Este é um dos motivos por que as pessoas precisam de férias. Se eu não tivesse tirado uns dias para repouso, eu não teria estas fotos.

Por que São Paulo não tem segurança?

Ladrões por todo lado na cidade

- Arrastões nos prédios de luxo nos bairros de rico.
- Assaltos aos bares e restaurantes nos bairros de classe média.
- Sequestros relâmpagos por todo lado.
- Roubos e assassinatos nos bairros dos pobres.
- Casas invadidas no litoral do Estado.
- Estamos vivendo com muito medo e muita insegurança.
- No Morumbi o pessoal está vendendo casas a preço de banana.

O quê está acontecendo?


- Isto é greve branca?
- Operação padrão da polícia?
- Por que São Paulo não tem segurança?
- O Rio de Janeiro mudou para São Paulo?
- O PCC fez acordo com os homens?


Os bandidos com metralhadoras invadiram um prédio do lado da Sede da Polícia Militar.
É muito acintoso! Vamos chamar a Guarda Nacional? Ela botou ordem na Bahia.

Vejam esta matéria que saiu tanto na Folha como no Estadão de hoje:

"Bando faz arrastão de 7 h em prédio que fica a 100 m de batalhão da PM


Seis famílias são amarradas e mantidas reféns em edifício de Higienópolis, no centro de São Paulo.
Após invasão de seis apartamentos, grupo leva dinheiro e joias, além de uma BMW e uma Land Rover

André Caramante, Giba Bergamim Jr. – Folha SP – 15fev12

Armados com metralhadoras e revólveres, ladrões fizeram um arrastão e mantiveram seis famílias reféns num condomínio distante cerca de cem metros da sede da Polícia Militar em Higienópolis, bairro nobre do centro paulistano.

Os dez criminosos chegaram ao condomínio por volta da 0h de ontem e só deixaram o prédio perto das 7h. Apartamentos do 1º, 2º, 4º, 5º, 11º e 12º andares foram invadidos pela quadrilha. As famílias das residências roubadas foram mantidas amarradas durante o arrastão. O edifício invadido tem 12 andares, com dois apartamentos por andar. Não existe sistema de segurança e, durante o roubo, as câmeras de vigilância apenas monitoravam áreas do condomínio, sem gravar as imagens. Por conta dessa falta de imagens, a polícia irá procurar gravações de prédios vizinhos para saber se é possível identificar os criminosos. Até a conclusão desta edição, nenhum dos dez criminosos havia sido identificado ou preso pela polícia.

FUGA


Dos dez ladrões, apenas um deles usou capuz. Os criminosos fugiram em dois carros blindados -uma BMW e uma Land Rover-, ambos veículos de propriedade de um dos moradores feitos reféns. Reais, dólares, euros, joias e eletroeletrônicos foram levados pelo bando, segundo policiais ouvidos pela Folha.

Minutos depois do arrastão, os carros foram achados pela Polícia Militar abandonados em duas ruas do bairro da Bela Vista, também na área central da capital. A PM divulgou nota na qual diz que "mantém policiamento na região diuturnamente, com seus diversos programas de policiamento".

A nota oficial afirma ainda que a corporação "só foi acionada às 7h13, após o ocorrido, e imediatamente uma equipe policial foi deslocada e chegou no local às 7h16", quando "os infratores já haviam se evadido do prédio". "Preocupada com a intercorrência desse tipo de delito, a Polícia Militar tem empregado efetivamente as motocicletas para o atendimento célere, assim como já realizado no bairro Vila Madalena com muito sucesso."

SUSPEITA


A polícia suspeita que a quadrilha seja a mesma que, no dia 7 de janeiro, invadiu outro prédio na rua General Jardim, na Vila Buarque, área vizinha a Higienópolis.

O arrastão de ontem, o quarto neste ano na capital, será investigado pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Durante todo o ano passado, a capital teve 12 arrastões.

Casos em prédios comerciais, como o ocorrido na semana passada no Jabaquara, bairro da zona sul, não entram na lista oficial da polícia. Ontem, parte dos moradores mantidos reféns passou o dia ajudando a polícia a fazer retratos falados dos nove ladrões que não esconderam os rostos durante o arrastão.

Querem ver a Guerra e a Paz?

Vejam Dresden na Alemanha

Nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro de 1945, os Aliados começaram o bombardeio a Dresden, na Alemanha Nazista. Em três dias, mais de mil aviões lançaram 4 toneladas de bombas de alto poder explosivo e artefatos incendiários. Tinta e nove quilômetros quadrados da cidade foram destruídos. O incêndio durou vários dias.

Fundada no século XIII, Dresden tinha era conhecida como a capital do barroco na Saxônia. Seu patrimônio histórico e artístico era inestimável. A cidade tinha 650 mil habitantes e abrigava ainda um grande contingente de refugiados. Não se sabe ao certo o número de baixas. Os cadáveres foram enterrados em valas comuns. Morreram pelo menos 25 mil civis, mas as estimativas chegam a 100 mil.

Quase não havia defesas anti-aéreas em Dresden. Apenas seis aviões foram abatidos nos vários ataques feitos pelos aliados. Dresden não tinha nenhuma importância militar.

O texto acima, publicado por Joel Bueno diz pouco perto da apresentação citada no final. Joel lembrou da data por ter lido o livro “Matadouro 5” de Kurt Vonnegut. Gente culta é outra coisa. Joel não pode parar!

A importância era simbólica e moral.
O ataque foi para quebrar o moral dos nazistas. Com estes fizeram com os judeus, ciganos e a esquerda européia. Foi o mesmo raciocínio das bombas de Nagasaki e Hiroshima. Ou os nazistas se rendiam ou os “aliados” os destruiriam todos.
A guerra libera a barbárie.

Querem ver do que os homens são capazes?

Vejam a apresentação abaixo:
http://p.download.uol.com.br/millor/aberto/nota10/images/281.pp

Na impossibilidade de ver o de cima, que é mais completo, veja este:

Dresden Destruição e Reconstrução.

Eleições na CUT Nacional

Mais um Ramo Nacional se define

Por várias vezes eu postei matérias sobre “Os sinais dos tempos na CUT Nacional”.
Depois de 29 anos de fundada, tudo indica que, pela primeira vez haverá um presidente oriundo da categoria bancária. Não é qualquer coisa. É um fato histórico, já que havia uma resistência política dentro da própria tendência majoritária em aceitar que a Central fosse presidida por um bancário. Os argumentos foram ficando velho.

Agora, finalmente, a paz deveria ter chegado à Central. Mas os bancários ainda não se entenderam e há dois candidatos na categoria. Um de São Paulo e outro de Brasília. Ambos valorosos e capazes. Mas só um será eleito.

Eu tenho reproduzido neste espaço, declarações de apoio dos ramos nacionais. Sindicatos individuais ou de federações são importantes, mas, quando um ramo nacional se posiciona tem um significado maior. Os rurais têm apoiado Jacy Afonso, mas não tiraram posição nacional, até por que, para nossa tristeza, a Contag desfiliou-se da CUT. Quando receber apoio de ramo nacional para Jacy Afonso, também divulgarei neste espaço.

Desta vez, foram os dirigentes da CNTSS - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social que se posicionaram apoiando majoritariamente Vagner Freitas, já indicado pela Confederação Nacional dos Bancários da CUT, pelos Metalúrgicos e pelos Professores, entre outros ramos. Recebi cópia do documento de apoio da CNTSS, assinado por Maria A. A. G. Faria, coordenadora Nacional da Articulação do Ramo da Seguridade Social.

Lula e outras personalidades também já declararam apoio a Vagner Freitas.

Já declarei publicamente que o ideal seria que Jacy Afonso, dirigente histórico e grande amigo, declinasse de sua candidatura e aceitasse o nome indicado pela Articulação Nacional, tendência majoritária na Central. Creio que, com este gesto, Afonso cresceria mais ainda perante todos. Já vivi este tipo de experiência, quando da sucessão de Jair Meneguelli, e não me considero diminuído por isto.

Aproveito para convidar os dois candidatos bancários a visitarem a importante exposição sobre a ÍNDIA, que está acontecendo no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro de São Paulo.

São mais de 8 mil anos de História, um país continental que, além de ser o berço de diversas religiões, como o Budismo e o Hinduísmo. A Índia já conviveu com vários impérios internos e externos, sendo um dos países mais importantes do mundo.

Vamos aprender com Buda, com Gandhi e com os milhões de indianos.

Os sinais dos tempos são de Paz,
apesar das guerras existentes...