domingo, 15 de janeiro de 2012

Vai a pé ou vai de trem?

Nem ônibus nem avião

Antigamente, as pessoas no Brasil andavam a pé, a cavalo ou de trem. Não existia automóvel nem ônibus, muito menos avião.

Com o tempo aparecerem as primeiras “jardineiras”, alguns automóveis, depois os ônibus e finalmente o avião.

Enquanto as cidades eram pequenas, os bondes davam conta do recado. O problema foi quando as cidades começaram a ter centenas de milhares, ou milhões de pessoas. O bonde não dava mais conta. Nem os ônibus. Era preciso ter metrô. Chegamos à década de 70.

Mas, junto com o metrô, o governo na época resolveu acabar com as ferrovias e construir apenas rodovias. E para ter rodovias era preciso ter indústria automobilística. E eles foram acabando com as ferrovias.

No início, ninguém sentiu falta do trem, era chic andar de ônibus ou de avião. O problema era como garantir ônibus e avião para todos.

O mundo todo foi descobrindo que não podia depender apenas de automóveis, ônibus e avião. Percebeu que o velho Trem continua sendo insubstituível!

O problema é que reconstruir as estradas de ferro ficou muito caro, alegam os economistas. E para compensar as rodovias, os governos introduziram os pedágios, que em São Paulo, são caríssimos!

Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo os neoliberais, perceberam que, construir metrôs e ferrovias, além de ajudar a população, dá votos.

E quem mais combatia a ferrovia, resolveu só falar em integração metrô-ferrovia-rodovia-hidrovia-aeroportos...

E a nova moda passou a ser andar de metrô e de trem.
Quem diria?

Um comentário:

  1. As ferrovias começaram a serem arrancadas já no fim da década de 1950, como subproduto desnecessário da vinda da indústria automobilística e a construção de estradas para os carros.

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