domingo, 29 de janeiro de 2012

- URGENTE! - EXTRA! - URGENTE!

Editorial do Estadão: Direita, Uni-vos!

“Se existe uma oposição no País,
está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir.”

Leiam com atenção o Editorial de hoje do Estadão.


É importante que todos os militantes de todos os partidos progressistas e que apoiam o Governo Dilma leiam com muita atenção. Por enquanto a campanha está educada, ninguém precisou falar de aborto nem de assalto a banco. Mas nós estamos ainda em Janeiro! As eleições serão em Outubro!

Este ano, 2012! Ano que se comemora 500 anos da Capela Sistina, no Vaticano, também se comemora 500 anos da Reforma de Lutero e do Protestantismo. O Renascimento nas Artes e o esplendor das Américas! Tanto coisa boa para se comemorar, e o pessoal da direita está preocupado em impedir que Lula tenha mais uma vitória na vida! Oh, Deus, perdoai-os, eles não sabem o que fazem. Ou tentarão repetir o que fizeram em outras épocas. Mas a História não se repete. Vamos falar de flores e de qualidade de vida.

Mas, repito, é importante que se leia o Editorial do Estadão de hoje:

Agora a capital, depois o Estado
29 de janeiro de 2012 | 3h 06 - O Estado de S.Paulo


Se ainda restasse alguma sombra de dúvida, a apoteose armada pelo lulopetismo para a despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação escancarou o óbvio: o projeto de poder, com inegável competência idealizado e até agora executado por Luiz Inácio Lula da Silva, passa, necessariamente, pela imposição da hegemonia do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo, a começar pela reconquista da Prefeitura da capital. Assim, a solenidade de transmissão de cargo realizada na última terça-feira no Palácio do Planalto, com a arrebatadora presença de um Lula que as circunstâncias elevaram à condição de quase divindade, não foi convocada para assinalar uma despedida, mas para glorificar o retumbante advento de mais uma figura ungida pelo Grande Chefe, desta vez com a missão estratégica de fincar em solo bandeirante a flâmula com a estrela do PT. E ganhar a Prefeitura em outubro é apenas o primeiro passo, o trampolim para a conquista inédita sem a qual a hegemonia política dos petistas no País continuará tendo um travo amargo: não controlar o governo do mais importante Estado da Federação.

A candidatura do ex-ministro da Educação à chefia do Executivo paulistano emerge estimulada por circunstâncias favoráveis. É claro que Haddad ainda terá que comprovar um mínimo de competência numa área de atuação em que é neófito. Mas se vocação para o palanque fosse indispensável, Lula não teria feito sua sucessora em 2010. O que importa é que, repetindo o que deu certo em 2010 em escala muito mais ampla, o novo escolhido pelo Grande Chefe se apresentará na campanha municipal exatamente com essa credencial: ser o candidato de Lula, e com toda a liderança - mesmo que em alguns casos sob certo constrangimento - e a aguerrida militância do PT empenhadas numa questão que para eles já se tornou ponto de honra - vencer em São Paulo.

Por outro lado, o ex-ministro da Educação terá que se haver, durante a campanha eleitoral, com as cobranças a respeito dos notórios pontos negativos de sua gestão no Ministério, em particular as reiteradas lambanças do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais na administração do Enem. Mas essas são questões concretas, objetivas, que exigirão um mínimo de racionalidade no trato. Nada que não possa ser facilmente obscurecido e suplantado pelo enorme componente emocional que o forte e revigorado carisma de Lula colocará a serviço de seu candidato. Favorece ainda os planos petistas o fato de a candidatura de Haddad ser talvez a única que poderá se apresentar com uma credencial inequívoca de oposição ao poder municipal. E oposição é algo que, historicamente, o PT sabe fazer muito bem.

Por outro lado, o maior adversário do PT em São Paulo, o PSDB, não apenas demonstra enorme dificuldade para articular uma candidatura competitiva, como enfrenta o problema adicional de permanecer numa posição ambígua, sem um discurso claro, em relação à Prefeitura: não é exatamente situação nem oposição, embora tenha o rabo preso com a gestão Kassab. A rigor, o partido situacionista no Município de São Paulo é o partido do prefeito, o novo PSD, hoje a terceira maior bancada no Congresso Nacional, mas que ainda não passou pelo teste das urnas. E, correndo por fora, sabendo que não tem nada a perder, o PMDB manifesta até agora intenção de permanecer na disputa com o candidato que recrutou exatamente para esse fim.

Para embaralhar ainda mais o quadro, torna-se cada vez mais concreta a possibilidade de Gilberto Kassab fazer algum tipo de aliança do seu PSD com o PT - por paradoxal que isso seja. Segundo o prefeito tem confidenciado a seus interlocutores, essa é uma opção a que ele está sendo praticamente impelido por aqueles que seriam seus aliados naturais.

De qualquer modo, o que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir.

3 comentários:

  1. Um editorial para entrar para a História. Mais precisamente, para o lixo da História.

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  2. Boa Joel. Acertou em cheio. Junto a esse lixão poderia ser acondicionado o restante desse jornal fora de tempo.

    Mas Gilmar está certo também em afirmar que vão tentar reedimar aquela história infame. Aliás, eles tentam desde sempre.

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  3. ...tentar reeditar aquela história...

    (digitação inconsequente)

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