quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Uma sugestão para Dilma

Inclusão da periferia

Ontem, durante todo o dia, estivemos percorrendo bairros distantes do Centro de São Paulo. Eu, Jorge Streit, presidente da Fundação Banco do Brasil, Luis Claudio Marcolino, ex-presidente do nosso Sindicato dos Bancários de São Paulo e atual deputado estadual, e Flavio Moraes, presidente da Cooperativa de Crédito dos Bancários – Bancred, passamos o dia visitando os bairros de Vargem Grande, Vila Natal e Jardim Varginha, todos na Zona Sul e a mais de cinqüenta quilômetros do Centro.

Fomos mostrar ao presidente da Fundação Banco do Brasil nossas experiências de inclusão financeira nestas comunidades, que somadas passam de 150 mil habitantes. Em cada comunidade temos um Olhar Local de Crédito, Desenvolvimento e Capacitação.
Atividades desenvolvidas em parceria Bancred, Sindicato dos Bancários, Banco do Brasil, Fundação BB e as entidades locais. Além de ter uma mini agência bancária, operada pela Bancred e o BB, cada comunidade também tem atividades de capacitação para geração de trabalho e renda local.

Qualquer agência bancária normal está a mais de vinte quilômetros de distância. Os comerciantes e as mães de famílias quando tinham que pagar contas, precisavam pegar ônibus e andar mais de vinte quilômetros para encontrar a primeira agência bancária. Agora elas vão pagar as contas e levam as crianças para passear, vão andando, pagam as contas, passam no comércio e na Igreja local e voltam felizes para casa. Isto é uma inclusão financeira.

Não tirei fotos das pessoas e da placa de cada Olhar Local. Em outras oportunidades já fizemos isto, mas, como estes bairros já fazem parte da Serra do Mar, há também muitas árvores floridas e já se ouve com intensidade o cantar das cigarras.

Quando fomos mostrar a Cratera de Vargem Grande ao presidente da Fundação BB, ao ver as flores e ouvir o cantar das cigarras, fui procurá-las para tirar uma foto, como não consegui vê-las, acabei tirando a foto das flores da Serra do Mar. Elas são muito mais bonitas do que saíram na foto. Mas dá para se ter uma idéia. No canto direito da foto dá para ver um pedaço das casas de Vargem Grande.


A periferia pode se transformar num verdadeiro Jardim com flores, com gente, com comércio, bancos e muita cidadania. No Brasil os pobres já viraram Classe C e, nestes bairros, os moradores verão seus bairros se transformarem com a chegada do acesso ao Rodoanel, com a construção dos terminais ferroviários e rodoviários que se integrarão ao Metrô e com a chegada de Centros de Saúde, Escolas Públicas de qualidade e também dos Policiais Militares.
É o Brasil para todos e a periferia de São Paulo se modernizando. Aos poucos vamos ficando igual ao primeiro mundo. Com muito trabalho e solidariedade.

3 comentários:

  1. "Qualquer agência bancária está a mais de 20 km de distância"!

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  2. Esta distância de mais de vinte quilômetros é em São Paulo maior e mais rica cidade do Brasil. Imaginem por este país a fora o quanto os brasileiros não sofrem para pagar uma conta? Luz para todos, água para todos, educação para todos, transporte para todos, saúde para todos e Banco para todos...

    enfim, um Brasil para todos.

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  3. Camarada Gilmar Carneiro,

    Se o bb seguir com sua política de substituir agências bancárias por correspondentes bancários que ganham até 80% menos que um bancário, em 10 anos não sobrarão mais que 50 mil bancários nos 5 bancos que sobrarão para cuidar de carteiras "corporates" e "large corporates".

    Os bancos que já lucram 12 bi por ano não precisam dessa economia com a mão de obra bancária.

    Estes locais que você cita na matéria DEVEM TER AGÊNCIAS BANCÁRIAS E NÃO CORRESPONDENTES BANCÁRIOS.

    Abraços, William Mendes

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