terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tênis e Monstros

Djokovic e Nadal se transformam

O que faz a vontade de derrotar o outro transformar um mortal em um monstro?
Alguns acham que são os milhares de dólares, outros acham que é o preparo físico, outros que é o preparo mental.
Mas tudo indica que seja a somatória de todas estas variáveis.

Talvez seja este tipo de motivação que falte na Europa atual. Os governos perderam a capacidade de governar para o povo. Os governos europeus estão reféns dos bancos e dos economistas burocráticos.

Não é necessário nenhum Dr. Jekyll nem Mr. Hyde, basta por limite na ciranda financeira e submeter os governos às necessidades reais da população. É preciso criar uma Nova Ordem.

É preciso aprender com os Atletas. É preciso aprender com a História.
Viver com austeridade, mas viver bem.
Vejam parte da matéria do Estadão de hoje:

Força física e mental, segredos dos 'monstros'


Nadal e Djokovic fizeram a mais longa final de um Grand Slam na história

Especialistas explicam por que Djokovic e Nadal protagonizaram, na final do Aberto da Austrália, um dos mais incríveis duelos da história do esporte

31 de janeiro de 2012 | 3h 05- Alessandro Lucchetti - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Enquanto Novak Djokovic e Rafael Nadal convivem com as dores produzidas pelas 5h53 da memorável batalha que foi a final do Aberto da Austrália, domingo, o mundo do tênis tenta entender como os dois melhores jogadores do planeta conseguiram sustentar durante tanto tempo um nível tão elevado de jogo.

Um lance sintetiza o nível de preparo físico desses "monstros''. Quando já haviam sido disputadas mais de cinco horas de jogo, Nadal executou um drop shot, a conhecida deixadinha. Mesmo desgastado, Djokovic correu e chegou na bola. Não ganhou o ponto, mas conseguiu executar o golpe.

Na opinião de Dácio Campos, ex-jogador e hoje comentarista do SporTV, não é exatamente o preparo físico o fator que explica a absurda final de dois dias atrás. "O físico vai embora na terceira hora de jogo. O que sustenta os caras depois disso é olhar pro outro lado, ver o adversário extenuado e torcer para que ele caia'', disse. "A cada sinal de cansaço do adversário, o jogador ganha cinco minutos de gás a mais.

Na verdade, o ser humano tem muita força escondida em lugares desconhecidos da alma.
As descargas de adrenalina da partida vão acionando essas forças."

Na opinião de Fernando Meligeni, que se desdobrava fisicamente para compensar as limitações técnicas, a explicação para a façanha das duas feras vai bem além da preparação física. "Eles treinam todos os dias, de quatro a cinco horas diárias. Mas o que prevalece é a cabeça. A hora em que ela falta, o jogador desmorona", resume Fininho.

José Nilton Dalcim, jornalista especializado em tênis há 32 anos, acha que é possível manter um bom nível técnico por até seis horas. "A sintonia deles é muito fina. Jogadores com essa categoria dependem muito do físico para executar os golpes. Se chegam atrasados ou tortos na bola, não conseguem."

O papel da ciência Para Dalcim, um dos segredos de Djokovic e Nadal é o trabalho de preparação executado em condições semelhantes às que costumam enfrentar nas quadras. "Os Grand Slams são disputados durante o verão: Aberto da Austrália, Wimbledon, Aberto dos Estados Unidos... Eles treinam sob o sol do meio-dia para se acostumarem a esse nível de desgaste."

O treinador João Zwetsch, que já orientou alguns dos melhores jogadores do Brasil, como Thomaz Bellucci e Flávio Saretta, acredita que o avanço científico ao qual os melhores preparadores físicos do mundo têm acesso está mudando a face do tênis.

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