terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Saúde e Educação

Combinam com arroz, feijão.

Nos anos 80, nas grandes passeatas dos professores da rede estadual da educação, o pessoal da Apeoesp – Associação dos Professores do Estado de São Paulo – Sindicato, puxavam a palavra de ordem:

- Arroz, Feijão, Saúde e Educação!

Isto, repetido por dezenas de milhares de professores, ecoava pelas ruas de São Paulo. A educação pública em São Paulo só tem piorado.

A educação privada ou particular está presente em quase todos os municípios do Estado. Reforçando o lema: quem é pobre vai para a escola pública e quem tem dinheiro vai para a escola particular.

O mesmo acontece com a Saúde. Quem tem dinheiro vai para os Convênios Médicos, e quem não tem vai para o SUS, os postos de saúde das Prefeituras e do Estado. E seja o que Deus quiser!

Um médico ter o salário de R$1.860,00 e um professor da rede pública ter um salário de R$1.500,00, não pode ser uma boa coisa para o Estado mais rico do país.
É uma falta de respeito com a população!

Saúde, Educação, Transporte e Segurança.
Qualquer pesquisa que os políticos façam para saber quais são as principais preocupações da população, estas quatro palavras aparecerão. Só que, todas estas políticas estão mais voltadas para o setor privado do que o setor público.
Aí fica difícil de se achar o ponto de equilíbrio.

Os hospitais públicos jamais serão iguais ao Hospital Sirio Libanês; as escolas públicas jamais serão iguais ao Sistema Anglo ou Objetivo; o transporte coletivo jamais será mais confortável do que o automóvel com ar condicionado, música e privacidade; e enquanto os bandidos tiverem toda facilidade para assaltar, roubar, sequestrar e matar, nenhum guardinha, que aparece somente de vez em quando, será capaz de restabelecer a ordem e a segurança das pessoas.

O dilema da Saúde no Brasil passa necessariamente pela definição dos papéis da saúde pública e da saúde privada.

Não são iguais nem agora, nem nunca serão...

E o povo continuará em passeatas:

- Arroz, Feijão,
- Saúde e Educação!

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