segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Salário Mínimo de US$332,62

Contra fatos, não há argumentos!

O salário mínimo acima não é do trabalhador dos Estados Unidos, nem da Europa. Lá o salário ainda é maior do que o nosso. Mas, a partir de ontem, dia primeiro de janeiro, o salário mínimo brasileiro passou a ser de R$622,00. Que corresponde a US$332,62.

Para os economistas neoliberais, isto é uma temeridade, beira quase a irresponsabilidade! Mas, para os economistas desenvolvimentistas, isto é, distribuição de renda e aumento do poder de consumo. É evidente que o governo precisa tomar cuidado para que o aumento do consumo não se transforme em inflação. Mas, o medo da inflação não pode ser usado como instrumento de concentração de renda.

Quantas manifestações e passeatas o movimento sindical precisou fazer na época de FHC, defendendo que o salário mínimo deveria ser, ao menos, cem dólares! Hoje, a presidenta Dilma respeita o acordo feito com os trabalhadores e sindicalistas, mantendo uma política salarial que os neoliberais acham temerária.

Os trabalhadores mais pobres, as empregadas domésticas, os aposentados e pensionistas passarão a ter mais dinheiro no bolso a partir deste mês. Que possam comprar mais e até fazerem dívidas, com os devidos cuidados, já que tem muita gente oferecendo empréstimos de forma enganosa.

Melhorar a renda e as políticas públicas são requisitos fundamentais para combater a miséria e a pobreza.
Mas a política de geração de mais trabalho e emprego também é fundamental, e para isto é preciso estimular o crescimento econômico em todas as regiões do país.

Com este salário, mas do que atrapalhar o trânsito e o acesso ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, os pobres, cada vez mais, vão viajar de avião. Indo visitar seus parentes e gastando poucas horas de vôo, em vez de dois ou três dias de ônibus.

Se o Brasil tivesse mais seriedade, além destes progressos, teríamos trens de alta velocidade para percorrer este país continental. A China já está intensificando a linha ferroviária de qualidade. Vamos fazer como os chineses?

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