domingo, 1 de janeiro de 2012

Quando o Judiciário é atacado

Nem a Folha se entende

Diz o ditado popular que, se não tiver certeza do que vai fazer, é melhor ficar quieto. No Brasil, bater em políticos virou fichinha. Eles não reagem. Mas bater em JUIZ, Banqueiros e grandes empresários. Aí a coisa pega.

Eu já disse que a Folha e o Estadão resolveram mexer na onça com vara curta. Estes dois jornais, sozinhos, não sustentam uma campanha pela Transparência no Judiciário Brasileiro. Esta campanha requer o apoio dos mais diversos segmentos da sociedade. É do interesse de todos, principalmente do cidadão comum.

Mas, neste domingo, a Colunista Mônica Bergamo, conseguiu publicar, logo abaixo da matéria da ombusdman (que deveria ser ombusdwoman), uma matéria com Letras Garrafais, como réplica, desautorizando-a.

Pegou pesado e o recado deve ter vários endereços... Leiam uma parte da matéria:

RÉPLICA


Ombudsman usou dados incompletos em crítica sobre CNJ


Colunista contesta observações de Suzana Singer sobre manchete da Folha que tratou de decisão de ministro do STF
A corregedora Eliana Calmon não excluiu a possibilidade de a inspeção no tribunal de justiça de São Paulo esbarrar em pagamentos para ministros do Supremo

Mônica Bergamo - COLUNISTA DA FOLHA

Na semana passada, a ombudsman Suzana Singer criticou a Folha pela manchete do dia 21 que dizia ter o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), dado liminar que o beneficiava.

A ombudsman usou informações incompletas para embasar a sua opinião -o que a transforma em uma crítica equivocada.
A liminar de Lewandowski suspendeu inspeções da corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em cortes como o Tribunal de Justiça de São Paulo, onde ele foi desembargador.

Um dos focos da inspeção eram pagamentos de passivos trabalhistas dos anos 90.

A Folha revelava que Lewandowski recebeu esses pagamentos.

Eles são legais. Mas há suspeita de que desembargadores receberam até R$ 1 milhão de uma vez e antes dos demais. E também que erros na correção monetária podem ter inflado os valores devidos.
Lewandowski disse que recebeu em parcelas, como todos. E que não agiu em benefício próprio já que o CNJ não pode investigar ministros do Supremo.

A Ombudsman não fez reparos à reportagem."

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