sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para superar a crise

Sete sugestões básicas.

Financial Times, Martin Wolff, Luiz Nassif,
enfim, os capitalistas e os progressistas estão tentando apresentar propostas para superar a crise americana e europeia. Um novo estágio para o capitalismo.

Nós, que reconhecemos a dialética como instrumento importante para se entender a história econômica e social, propomos que se aprenda com a direita e com a esquerda, construindo novas experiências com o que tem de bom na direita e na esquerda.

Vejam esta matéria divulgada por Luiz Nassif, nosso “social democrata de esquerda”:

Políticas sociais para reinventar o capitalismo
Luiz Nassif - Coluna Econômica - 27/01/2012

Mais influente colunista de economia do planeta,
em sua última coluna Martin Wolff – do Financial Times

– relaciona “Sete Lições Para Salvar o Capitalismo”.

Trata-se, provavelmente, do mais importante documento até agora gerado pelo advento da crise econômica.
E explica a razão de Lula ter se convertido em um dos líderes mais influentes da atualidade e o Brasil em modelo de desenvolvimento.

Primeira lição: acabar com o mito da estabilidade inerente.
Períodos de estabilidade e prosperidade plantam as sementes da crise futura, ao abrir espaço para o endividamento crescente, visando aproveitar as oportunidades de lucro.

Segunda lição: dando um jeito nas finanças.
O sistema financeiro precisa ser supervisionado como um todo. O governo e suas agências - incluindo o Banco Central - atuaram como força desestabilizadora, antes da crise. Os BCs reagindo com extrema agressividade a recessões incipientes e os governos estimulando o endividamento familiar. Erros que não podem ser repetidos.

Terceira lição: desigualdade e desemprego.
Wolff propõe uma redistribuição fiscal explícita, redistribuindo recursos dos vencedores para os perdedores, subsidiando ou oferecendo postos de trabalho, esforçando por melhorar a qualidade da educação, cuidando da infância, inclusive com financiamento público de acesso ao ensino superior, e sustentando a demanda de forma mais eficaz em meio a crises graves.

Quarto ponto:
governança empresarial.
Nos últimos anos prosperaram as chamadas companhias sem dono, com capital diluído e sendo comandadas por CEOs. E com práticas que incentivavam movimentos especulativos. Wolff entende que o controle pelos acionistas é uma ilusão e as práticas de maximização do valor da empresa, muitas vezes uma armadilha. Sugere acordos de remuneração transparentes e criação de conselhos de administração genuinamente independentes, diversificados e bem informados.

Quinto ponto:
importância da tributação.
Sugere transferir a carga tributária para o consumo e a riqueza, através de cooperação internacional para controlar os estratagemas para fugir à tributação.

Sexto ponto: relação entre os ricos e a política democrática.
Para proteger a política do mercado é necessária a regulamentação do financiamento privado de campanha e a disponibilização de recursos públicos para os partidos. "É inescapável ao menos um financiamento público parcial de partidos e eleições".

Sétimo ponto: a globalização dos bens públicos.
Regulamentando as empresas que operam em vasta escala mundial. Ou se acaba com a globalização financeira, ou se monta um apoio à regulamentação em níveis mais elevados e se avança para uma política mundial mais integrada. O desafio será como oferecer uma série de bens públicos mundiais através de acordo entre Estados distintos.

Wolff termina com uma declaração de fé no capitalismo.

"É a base da prosperidade que tantos hoje desfrutam e a que muitos mais aspiram.
Está transformando a vida de bilhões de pessoas.
Esforcemo-nos para torná-lo melhor".

Respeitando o Wolff e o Nassif, acrescento que minha sugestão é:
- Fé no capitalismo? Minha fé é outra.

Economia de mercado, políticas públicas, planejamento econômico e social, liberdade de organização e manifestação.

Para alguns, isto é Social Democracia.
Para mim, é Socialismo Democrático.
Como os três nomes estão queimados,
vamos chamar somente de Cidadania.

O sistema é Democracia Participativa.
E a missão é Cidadania para todos, com todos e de todos.

Simples!O difícil é por em prática...


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