sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Onde você mora?

E se você não tiver endereço?

Para a gente que nasceu, cresceu, namorou e casou, sempre tendo endereço, a resposta parece simples e óbvia.

Mas, num país como o Brasil, que rapidamente saiu de 70 milhões de habitantes, para quase duzentos milhões , a resposta, muitas vezes, é cheia de voltas e frases dúbias. Somo um país com milhões de pessoas que não tinham onde morar ou moravam muito mal. Atualmente o deficit habitacional está diminuindo, mas as pessoas ainda vivem mal.

É claro que ler a propaganda da Caixa Econômica Federal, dizendo que no ano de 2011, foram financiados mais de UM Milhão de contratos habitacionais, é uma coisa impressionante. Muito positiva!

Ao mesmo tempo, é muito desagradável ver as construções em barrancas, casas de alvenarias sendo arrastadas pelas águas e pelas lamas das encostas. Quando vemos estas coisas duas perguntas surgem imediatamente: Por que as pessoas construíram em lugares tão precários? E, por que os poderes públicos autorizaram ou deixaram construir as casas nestes lugares de alto risco?

Ainda temos outro caso histórico no Brasil. Convivemos com Favelas, com milhares de pessoas em cada favela. Tem gente que enche a boca para dizer que em determinada favela, ou comunidade, moram mais de cem mil pessoas. Que orgulho tem nisso? Deveríamos ter era vergonha!

O que fica claro, é que há uma cultura individual, coletiva e dos gestores públicos, de não ver a habitação, construção comercial e residencial, como uma responsabilidade imprescindível tanto das pessoas, como das instituições.

Eu me lembro, que fiquei muito orgulhoso quando ouvi do diretor da Caixa Econômica Federal, no primeiro governo Lula, que tinham financiado mais de quatrocentos mil imóveis no ano. Era o dobro da época do governo de Fernando Henrique. O detalhe era que quase ninguém sabia disto.

Agora a Caixa financia um milhão de novos contratos. E precisa botar matéria paga nas revistas, jornais e televisão, por que a grande imprensa não tem interesse em divulgar as coisas boas do governo. É uma pena.

Ainda bem que a nova Campanha Publicitária da Caixa está dando um banho na concorrência!

Vai chegar o dia em que todos os brasileiros terão endereço digno, como está chegando o dia do “luz para todos”, “água para todos” e “educação para todos”.

Também vai chegar o dia da mídia e da imprensa para todos.
Este talvez chegue depois da Moradia Digna para Todos!

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