sábado, 14 de janeiro de 2012

Diploma para que?

O imigrante e os universitários

Um senhor idoso, imigrante que veio da Europa durante a primeira guerra mundial, tinha orgulho de ter chegado em São Paulo, só com a cara e a coragem, e hoje era um grande comerciante, rico e com os filhos formados.

Mas ele tinha uma grande tristeza. Nenhum de seus filhos ou filhas queria tocar seus negócios. Nenhum queria continuar comerciante. Todos estavam trabalhando em outras áreas. Um era advogado, outro era artista, outra era professora, e outra filha era até professora universitária.

E a solução que o velho imigrante rico deu para seus negócios foi vendê-lo e distribuir a riqueza entre os filhos, que com a renda herdada do pai, teriam uma vida segura até à morte. Mas os netos ninguém sabia se teriam o mesmo padrão de vida.

Quem vive em São Paulo ouve sempre histórias como esta. Existem outros tipos de histórias. Por exemplo, na década de 60, as famílias tinham muitos filhos. O Brasil ainda era rural, isto é, a grande maioria da população vivia no campo, ou dependia economicamente do campo para sobreviver. Eram famílias com 8, 10 até 14 filhos.

Os pais tinham estudado apenas dois ou três anos em escola precárias. Tinham uma vida simples, mas os filhos alguns estudaram ou priorizaram a agricultura ou o trabalho, como forma de complementar a renda familiar. Uns filhos “patrocinavam” os estudos dos filhos mais novos.

Atualmente, até quem mora no campo tem filho estudando em faculdade. Quase a totalidade das crianças está na escola, apesar da fragilidade da educação pública e de termos mais de dez milhões de brasileiros com mais de 15 anos de idade que são analfabetos. O principal problema da educação atual é de qualidade e não de quantidade.

O Brasil continua crescendo economicamente e breve será a quinta economia do mundo.
Mas precisamos passar por uma Revolução Educacional como fizeram a Coréia do Sul e outros países da Ásia depois da segunda guerra mundial. Precisamos ter coragem e apoio da população para fazer a inclusão e modernização da educação nacional.

Com certeza, Dilma sabe que, combater a miséria passa por combater a ignorância, tanto dos analfabetos como dos universitários preconceituosos.

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