sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dilma, o Banco Central e os Juros

Cheque Especial a 210% ao ano?

Adorei ver a matéria do Jornal Valor Econômico afirmando que o Banco Central do Brasil CONVERGE para o Cenário Dilma! Esta mulher está mudando o Brasil! Se cada novo presidente fizer boas mudanças como os últimos estão fazendo, o “Brasil do Futuro” ficará cada vez mais perto da nossa realidade.

Neste sentido, creio que tanto Dilma, como Mantega e o Banco Central, deveriam prestar atenção nos JUROS ABUSIVOS que os Bancos e as administradoras de Cartões de Crédito cobram da população.

Cheque Especial a 9,73% ao mês!
E 210% ao ano! Isto é roubo!


E quando as pessoas querem fazer uma poupança ou aplicação, estes mesmos bancos pagam apenas 0,8% ao mês. É muita cara de pau!

Os bancos também cobram “tarifas bancárias”, mensais e avulsas.
O cliente se sente roubado por todos os lados. Dentro e fora do banco. Mesmo quando usa internet para fazer os serviços bancários. Por que os bancos estatais têm que meter a mão nos clientes iguais aos bancos privados? Por que eles não dão o exemplo e cobram juros mais baixos, tarifas bancárias menos abusivas e atendem melhor? A propaganda é bonita, mas vá numa agência para ver a qualidade do atendimento. É de chorar...

É importante lembrar ao todos que em Janeiro temos muitas despesas: Férias, IPVA, matrícula escolar, material escolar e muitas outras dívidas. Não adianta estimular os bancos emprestarem dinheiro e depois eles cobrarem preços de AGIOTAS!

Quem deve botar limite na ganância dos banqueiros?

Vejam este resumo da matéria do jornal Valor:

BC converge para cenário Dilma

VALOR ECONÔMICO - Finanças - SÃO PAULO - SP - 27/01/2012 - Pág. C1

O Banco Central deu um claro sinal de que está disposto a concretizar o chamado cenário Dilma
, amplamente comentado no primeiro ano da gestão da presidente. Segundo esse cenário, a taxa Selic se aproximaria de 9% em 2012. E foi exatamente o que a ata do Copom sinalizou ontem: que a taxa de juros deve ser de um dígito, por causa do frágil ambiente externo.

A clareza do BC sobre sua intenção - similar à demonstrada pelo Federal Reserve (Fed) na reunião da quarta-feira ao indicar juro baixo até o fim de 2014 -, deixou a impressão de que existe hoje uma meta de taxa de juros, segundo a percepção de um operador de um banco estrangeiro. E deixou mais uma vez a sensação de que essa disposição em reduzir a Selic pode colocar a meta de inflação em segundo plano. A taxa de juros sempre foi um instrumento para conter a inflação, mas agora parece que ela é um fim, algo que faz parte do plano de governo, observa.

Serrano, economista do Espírito Santo Investiment, também questiona a afirmação do BC de que o juro neutro está em queda, abrindo espaço para mais cortes da Selic. Em seus cálculos, o nível de juro real neutro está próximo a 6%, o que equivale a uma taxa nominal superior a 10%. O BC, pelo tom da ata, vê um juro neutro perto de 4%, e não é o que nós estimamos, observa.


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