sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Brasil descobre a África

Enquanto os turistas vão para Miami

"Deus escreve certo por linhas tortas", esta frase vem de um livro escrito no Oriente Médio, na antiguidade. Ela faz parte do Novo Testamento Cristão.

Esta frase vale para muitas coisas, como por exemplo, enquanto milhares de brasileiros, ricos, novos ricos, e nova classe média, gastam milhões de dólares em Miami, comprando imóveis e outras mercadorias; alguns empresários brasileiros, mais experientes, estão gastando seu tempo e seu dinheiro, fazendo investimentos na ÁFRICA!

E assim caminha a humanidade. Nos fizemos com a grande contribuição dos africanos e europeus, e agora, além de ter incorporado na nossa cultura toda a cultura trazida pelos escravos, estamos nos tornando grandes parceiros comerciais e industriais. É o século XXI!

Vejam o resumo da matéria que saiu no Estadão:

“Cresce a presença do Brasil na África


Empresas brasileiras buscam retomar espaço perdido para chineses no continente
03/01/2012 – Estadão – Alessandra Saraiva e Mônica Ciarelli – Rio.

A África se consolida como rota de investimentos para empresas brasileiras, principalmente nos setores de mineração e petróleo. Com mais de US$ 7,7 bilhões já aprovados para projetos na região, a Vale é uma das companhias que apostam alto no continente.

Atualmente, a mineradora desenvolve projetos importantes na África, como o de minério de ferro de Simandou, na Guiné, e o carvão em Moatize, em Moçambique. Ela também faz prospecção de negócios em outros países. Além da Vale, a Petrobrás, a Odebrecht e a Camargo Corrêa também apostam pesado na África.

Financiamento do BNDES. Esse maior interesse das brasileiras por investimentos na região tem ecoado também nos corredores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para a superintendente de Comércio Exterior do banco, Luciane Machado, é nítido o crescimento na demanda por financiamentos para projetos na região. "Essa demanda está na nossa pauta do dia a dia", afirmou.

A demanda levou o banco a preparar estudos específicos para mapear negócios na região. Atualmente, o BNDES trabalha em conjunto com o Itamaraty na preparação de um estudo sobre o potencial de produção de bioetanol em alguns países da África Ocidental, que deve ficar pronto em 2012.

A melhor explicação para o crescente interesse de companhias brasileiras na região está nas recentes crises globais, que abriram oportunidades para economias emergentes. Para a secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o fraco desempenho das economias maduras levou o Brasil a buscar oportunidades na África, onde as taxas de crescimento são mais altas do que a média mundial. Além disso, os negócios abrem novos mercados consumidores para empresas brasileiras.

Só em 2011, o intercâmbio comercial entre o Brasil e o continente cresceu 23,5% em relação ao ano anterior, superando a marca dos US$ 25 bilhões. "O dinamismo das exportações brasileiras para a África contribui para a expansão das vendas externas do País", avaliou. Entre os principais produtos estão açúcar de cana, minério de ferro, milho em grão, trigo e carne bovina desossada.

Do total das exportações brasileiras para o continente africano este ano, US$ 7,578 bilhões foram de produtos industrializados, sendo US$ 4,571 bilhões de produtos manufaturados e US$ 3,007 bilhões de produtos semimanufaturados. A venda de produtos básicos somou US$ 3,448 bilhões.

s números expressivos de comércio não impedem que a balança comercial brasileira registre déficit com a África desde 1996, por causa da importação brasileira de óleos brutos de petróleo e de nafta para petroquímica, propanos e butanos liquefeitos, gás liquefeito de petróleo (GLP). "A Nigéria é a maior exportadora para o Brasil de óleos brutos de petróleo, com vendas de US$ 7,488 bilhões", acrescentou.”

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