terça-feira, 31 de janeiro de 2012

FHC, Serra e Nassif

Quem cala, consente?

Nassif tem publicado relatos picantes
sobre as relações entre FHC e Serra.


Da mesma forma que com o livro “A Privataria Tucana” a grande imprensa ficou calada, com as declarações de Nassif, até agora a imprensa continua “se fazendo de morta”. FHC também...

FHC se livra do carma Serra

Luiz Nassif - Coluna Econômica - 31/01/2012

Dias antes da entrevista que concedeu ao The Economist – na qual dizia que Aécio Neves deveria ser o próximo candidato do PSDB à presidência e responsabilizava José Serra pela derrota de 2010 – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve uma conversa com diplomatas.

Segundo o Correio Braziliense, nessa conversa
ele disse que sua “cota de Serra já deu”.
Dias depois da entrevista, segundo Jorge Bastos Moreno, de O Globo,
Serra teria dito que “Fernando Henrique está gagá”.

Chega ao fim o maior erro político de FHC.

A relação entre ambos foi alimentada por dona Ruth Cardoso que, em dezembro de 1994 convenceu o marido a nomear Serra Ministro do Planejamento. FHC já conhecia suficientemente o parceiro para identificar suas fraquezas. Mas cedeu ao apelo da esposa.

Serra sempre foi um ministro desleal. Para fora passava a idéia de que era um resistente contra os erros do câmbio, os excessos da privatização. Jamais dava uma declaração pública. Na medida em que o quadro foi se completando, com relatos de dentro do governo, emergia de Serra o perfil de um sujeito pusilânime, que se inibia intelectualmente ante o maior preparo dos economistas do Real e que estava mais empenhado em fazer acordos sigilosos com protagonistas da privatização do que em gerir a pasta.

Esse jogo de dubiedades sempre permeou a vida política e pessoal de Serra.
No domingo foi colocado no Youtube um vídeo bastante significativo (http://youtu.be/BkVzB9Nbrcs). Nele, Serra diz que pode ser acusado de muitas coisas, “menos de ser desonesto e de ser privatizante”. Em seguida, uma entrevista de FHC dizendo que Serra foi o que mais lutou pela privatização dentro do seu governo, tendo papel decisivo na Vale e na Light.

O livro de Amaury Ribeiro Jr – revelando os ganhos pessoais de Serra com a privatização, fecham o ciclo. Aliás, foi o livro o principal fator a dar a FHC energia para romper emocionalmente com Serra. O que segurava era a lembrança de dona Ruth e a impressão de que, apesar de cabeçudo, Serra tinha uma vida limpa.

Foi por isso que, depois de ter apoiado a indicação de Serra como candidato do PSDB em 2002, FHC teve paciência para suportar os ataques (por trás) que lhe foram desferidos. Serra dizia a quem quisesse ouvir que FHC o boicotara nas eleições porque sabia que ele, Serra, faria um governo melhor que o dele. Pura jactância.

Em São Paulo, Serra provavelmente entrará para a história como o mais inoperante governo que o estado já teve. Não se envolveu com a gestão, não comandava uma reunião conjunta sequer do seu secretariado, fugiu nos momentos decisivos (greve da Policia Civil, crise de 2008, enchentes na cidade).

O coroamento de sua carreira veio com a campanha de 2010 e, agora, com as revelações de que enriqueceu usando os diversos cargos públicos.

Serra acabou; FHC permanecerá como uma referência para o partido. Mas o PSDB vive seu pior momento, sem quadros de expressão nacional, sem idéias claras sobre o que pretende ser, sem renovação.

Depois do tormento Serra, parece que nem grama nasce mais nos campos do partido.

Lucro do Santander despenca

Mas no Brasil ainda é alto

O Santander Brasil lucrou em 2011, R$7,382 bilhões.
Já na Espanha, o lucro caiu 98% no quarto trimestre de 2011.
Ainda bem que FHC vendeu o Banespa para o Santander.

O Bradesco já lucrou R$11 bilhões em 2011 e o Itaú vai lucrar muito mais.
E ainda querem reclamar de Lula e de Dilma! Se eles salvaram a nossa economia, podem ajudar a melhorar nossa cidade. Sem medo de ser feliz.

Vejam matéria do Jornal Valor e da boomberg News.

“Lucro global do Santander despenca com perdas imobiliárias

Por Bloomberg News

MADRI - O Banco Santander, maior banco da Espanha, informou hoje que o lucro caiu 98% no quarto trimestre com a antecipação de regras mais duras para o reconhecimento de perdas no segmento imobiliário e com a queda nos ganhos no Reino Unido e no Brasil.

O lucro líquido caiu para 47 milhões de euros, ante 2,1 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior, informou o banco nesta terça-feira. Pesquisa da Bloomberg com dez analistas mostrava estimativa média de lucro de 1,78 bilhão de euros.

O Santander e outros bancos espanhóis estão sob pressão do governo de Mariano Rajoy para reconhecer mais perdas no setor de construção que se acumularam nos balanços como resultado da deterioração do mercado imobiliário do país. O banco assumiu 1,81 bilhão de euros em despesas com provisões para o setor na Espanha e 600 milhões de euros em custos com depreciação em sua unidade portuguesa. Além disso, o lucro caiu em seus principais mercados.

No acumulado de 2011, o lucro líquido caiu de 8,18 bilhões de euros para 5,35 bilhões de euros e o lucro excluindo itens extraordinários somou 7,02 bilhões de euros. O banco não conseguiu alcançar o resultado previsto pelo presidente do conselho, Emílio Botin, em junho, de reportar lucro em linha com os 8,18 bilhões de euros de 2010.

Em setembro, Botín disse aos investidores que o lucro deste ano seria igual ao de 2011 depois que o CEO, Alfredo Saenz, disse no mesmo evento em Londres que o banco levaria três anos para ver seu resultado normalizado.
A receita líquida com juros subiu para 7,97 bilhões de euros no quarto trimestre, ante 7,33 bilhões de euros um ano antes. A carteira de crédito do grupo aumentou 3,6% em relação ao ano anterior e os depósitos subiram 2,6%.
As provisões para créditos duvidosos do banco somaram 2,8 bilhões de euros no quarto trimestre, comparados a 2,4 bilhões de euros um ano antes.

No Brasil, o banco registrou lucro líquido de R$ 1,799 bilhão no último trimestre do ano passado, uma queda de 6,2% sobre o mesmo período de 2010, segundo o padrão IFRS reportado no balanço. No ano como um todo, o lucro líquido atribuível à controladora recuou 5,1% e ficou em R$ 7,382 bilhões. (Bloomberg News)”

Flores Especiais

Os amigos também têm flores

Vejam estas flores cultivadas no jardim de Daniel Reis, sindicalista, ambientalista, que curte vida familiar e boas amizades.

Esta primeira eu não sei o nome, mas é impactante!


Esta variedade de pequenas flores é uma Orquídea Chocolate.


Estas flores são especiais, o nome é Pitaia e abre por apenas vinte horas.
É um ritual da natureza.


Finalmente esta flor diferente, Daniel enfatizou que “não era uma Bico de Papagaio, mas não lembra o nome...” Isto não diminui a beleza da flor.


Sempre que recebo mensagens com flores cultivadas,
eu procuro reproduzi-las.
É uma forma de mostrar que devemos trabalhar, lutar por nossos direitos,
cuidar da família e construir um novo mundo.
Mas sempre respeitando as pessoas e à natureza.
As flores cultivadas pela família de Daniel são especiais.

Tênis e Monstros

Djokovic e Nadal se transformam

O que faz a vontade de derrotar o outro transformar um mortal em um monstro?
Alguns acham que são os milhares de dólares, outros acham que é o preparo físico, outros que é o preparo mental.
Mas tudo indica que seja a somatória de todas estas variáveis.

Talvez seja este tipo de motivação que falte na Europa atual. Os governos perderam a capacidade de governar para o povo. Os governos europeus estão reféns dos bancos e dos economistas burocráticos.

Não é necessário nenhum Dr. Jekyll nem Mr. Hyde, basta por limite na ciranda financeira e submeter os governos às necessidades reais da população. É preciso criar uma Nova Ordem.

É preciso aprender com os Atletas. É preciso aprender com a História.
Viver com austeridade, mas viver bem.
Vejam parte da matéria do Estadão de hoje:

Força física e mental, segredos dos 'monstros'


Nadal e Djokovic fizeram a mais longa final de um Grand Slam na história

Especialistas explicam por que Djokovic e Nadal protagonizaram, na final do Aberto da Austrália, um dos mais incríveis duelos da história do esporte

31 de janeiro de 2012 | 3h 05- Alessandro Lucchetti - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Enquanto Novak Djokovic e Rafael Nadal convivem com as dores produzidas pelas 5h53 da memorável batalha que foi a final do Aberto da Austrália, domingo, o mundo do tênis tenta entender como os dois melhores jogadores do planeta conseguiram sustentar durante tanto tempo um nível tão elevado de jogo.

Um lance sintetiza o nível de preparo físico desses "monstros''. Quando já haviam sido disputadas mais de cinco horas de jogo, Nadal executou um drop shot, a conhecida deixadinha. Mesmo desgastado, Djokovic correu e chegou na bola. Não ganhou o ponto, mas conseguiu executar o golpe.

Na opinião de Dácio Campos, ex-jogador e hoje comentarista do SporTV, não é exatamente o preparo físico o fator que explica a absurda final de dois dias atrás. "O físico vai embora na terceira hora de jogo. O que sustenta os caras depois disso é olhar pro outro lado, ver o adversário extenuado e torcer para que ele caia'', disse. "A cada sinal de cansaço do adversário, o jogador ganha cinco minutos de gás a mais.

Na verdade, o ser humano tem muita força escondida em lugares desconhecidos da alma.
As descargas de adrenalina da partida vão acionando essas forças."

Na opinião de Fernando Meligeni, que se desdobrava fisicamente para compensar as limitações técnicas, a explicação para a façanha das duas feras vai bem além da preparação física. "Eles treinam todos os dias, de quatro a cinco horas diárias. Mas o que prevalece é a cabeça. A hora em que ela falta, o jogador desmorona", resume Fininho.

José Nilton Dalcim, jornalista especializado em tênis há 32 anos, acha que é possível manter um bom nível técnico por até seis horas. "A sintonia deles é muito fina. Jogadores com essa categoria dependem muito do físico para executar os golpes. Se chegam atrasados ou tortos na bola, não conseguem."

O papel da ciência Para Dalcim, um dos segredos de Djokovic e Nadal é o trabalho de preparação executado em condições semelhantes às que costumam enfrentar nas quadras. "Os Grand Slams são disputados durante o verão: Aberto da Austrália, Wimbledon, Aberto dos Estados Unidos... Eles treinam sob o sol do meio-dia para se acostumarem a esse nível de desgaste."

O treinador João Zwetsch, que já orientou alguns dos melhores jogadores do Brasil, como Thomaz Bellucci e Flávio Saretta, acredita que o avanço científico ao qual os melhores preparadores físicos do mundo têm acesso está mudando a face do tênis.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Argélia, Noruega e México

Taiwan, Irlanda, Angola e Dinamarca

O que faz com que pessoas nestes países visitem nosso Blog?
Continentes tão distintos?

Já são 56 países que visitam nosso Blog. A média é de oito a dez por dia. É claro que sempre temos gente dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Japão, Suíça, Canadá, França, Reino Unido, Rússia, China, Israel, Ucrânia, Índia e muitos outros países que acessam o blog com regularidade.

Minha alegria com a Argélia é especial, sem desmerecer a Noruega e o México, dois países que têm lindas histórias. Mas a Argélia é o primeiro país muçulmano a acessar nosso blog. Eu sempre quis dialogar com os muçulmanos. Tenho vários livros sobre o assunto, fui e divulguei muito à Exposição sobre a Arte Islâmica que aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil no ano passado. Foi simplesmente maravilhosa, vista por centenas de milhares de pessoas. Até ganhei o livro especial sobre a exposição.

Além de ser o primeiro país muçulmano a acessar nosso blog. A Argélia tem outras coisas importantes para nós. Muitos brasileiros quando foram para o EXÍLIO, por causa da ditadura militar brasileira, foram para a Argélia. O mais ilustre deles foi nosso saudoso Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco.

Além de acolher os brasileiros, quantos de nós já se emocionaram assistindo ao filme “A Batalha de Argel”, mostrando a resistência argelina contra a ocupação francesa. Foi uma guerra longa e que foi conquistando o apoio da população, até a expulsão definitiva dos franceses. É um filme que serve como referência para muitas coisas.

A Argélia também possibilitou o surgimento de muitos escritores e jogadores de futebol. Camus e Zidane, mesmo tendo feito sucesso na França, tiveram como origem a Argélia.

Não conheço a música e as flores da Argélia, como conheço a música da Noruega ou a rica história do México antes da ocupação espanhola. Mas, imagino que quem acessou nosso blog, deve ter se surpreendido pela quantidade de flores e de “causos” presentes nas mensagens.

Para estimular que mais gente da Argélia, como também da Noruega, do México, de Taiwan, da Irlanda, de Angola e da Dinamarca, continuem acessando nosso blog. Além de todos os demais países que já acessam regularmente, resolvi recuperar duas fotos de flores que possam dizer alguma coisa agradável.

Primeiro quero mostrar as mariazinhas. Estão entre as pedras do nosso jardim japonês, são de várias cores e estão presente durante todo o ano. Nos alegra em todas as estações...


Estas outras também pequenininhas, são plantadas em pequenos vasos, sob os pés de bambu.
Quando elas ficam muito bonitas, minha esposa gosta de levar para dentro de casa para iluminar nosso ambiente interno.


Esta história de levar flores para animar o ambiente doméstico é muito comum nos mais diversos países do mundo. Eu me lembro bem que quando ia para a Holanda, nas viagens sindicais e de cooperativismo, via as pessoas pararem nas floriculturas das estações de trem e comprarem pequenos vasos de flores para colocarem nas janelas e moveis das casas.

Uma vez, na Cidade do Cabo, na África do Sul, fiquei surpreso em ver uma favela que tinha muitos vasos de flores, apesar da simplicidade da moradia.

E aqui no Brasil, em qualquer região do país, a gente sempre encontra pessoas que cultivam flores. Mesmo no Nordeste, com o semiárido, lá tem muitas flores e músicas.

Já falei que as ROMÃS, são originárias da Pérsia antiga, atual Irã
.
Quem sabe o pessoal do Irã comece a gostar de dialogar sobre flores e assim comecem a falar mais da Paz do que da Guerra.
O pessoal da Argélia pode nos ensinar como dialogar com os muçulmanos e se eles gostam de flores.
Confesso que topo mandar muitas fotos de flores para eles.





domingo, 29 de janeiro de 2012

- URGENTE! - EXTRA! - URGENTE!

Editorial do Estadão: Direita, Uni-vos!

“Se existe uma oposição no País,
está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir.”

Leiam com atenção o Editorial de hoje do Estadão.


É importante que todos os militantes de todos os partidos progressistas e que apoiam o Governo Dilma leiam com muita atenção. Por enquanto a campanha está educada, ninguém precisou falar de aborto nem de assalto a banco. Mas nós estamos ainda em Janeiro! As eleições serão em Outubro!

Este ano, 2012! Ano que se comemora 500 anos da Capela Sistina, no Vaticano, também se comemora 500 anos da Reforma de Lutero e do Protestantismo. O Renascimento nas Artes e o esplendor das Américas! Tanto coisa boa para se comemorar, e o pessoal da direita está preocupado em impedir que Lula tenha mais uma vitória na vida! Oh, Deus, perdoai-os, eles não sabem o que fazem. Ou tentarão repetir o que fizeram em outras épocas. Mas a História não se repete. Vamos falar de flores e de qualidade de vida.

Mas, repito, é importante que se leia o Editorial do Estadão de hoje:

Agora a capital, depois o Estado
29 de janeiro de 2012 | 3h 06 - O Estado de S.Paulo


Se ainda restasse alguma sombra de dúvida, a apoteose armada pelo lulopetismo para a despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação escancarou o óbvio: o projeto de poder, com inegável competência idealizado e até agora executado por Luiz Inácio Lula da Silva, passa, necessariamente, pela imposição da hegemonia do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo, a começar pela reconquista da Prefeitura da capital. Assim, a solenidade de transmissão de cargo realizada na última terça-feira no Palácio do Planalto, com a arrebatadora presença de um Lula que as circunstâncias elevaram à condição de quase divindade, não foi convocada para assinalar uma despedida, mas para glorificar o retumbante advento de mais uma figura ungida pelo Grande Chefe, desta vez com a missão estratégica de fincar em solo bandeirante a flâmula com a estrela do PT. E ganhar a Prefeitura em outubro é apenas o primeiro passo, o trampolim para a conquista inédita sem a qual a hegemonia política dos petistas no País continuará tendo um travo amargo: não controlar o governo do mais importante Estado da Federação.

A candidatura do ex-ministro da Educação à chefia do Executivo paulistano emerge estimulada por circunstâncias favoráveis. É claro que Haddad ainda terá que comprovar um mínimo de competência numa área de atuação em que é neófito. Mas se vocação para o palanque fosse indispensável, Lula não teria feito sua sucessora em 2010. O que importa é que, repetindo o que deu certo em 2010 em escala muito mais ampla, o novo escolhido pelo Grande Chefe se apresentará na campanha municipal exatamente com essa credencial: ser o candidato de Lula, e com toda a liderança - mesmo que em alguns casos sob certo constrangimento - e a aguerrida militância do PT empenhadas numa questão que para eles já se tornou ponto de honra - vencer em São Paulo.

Por outro lado, o ex-ministro da Educação terá que se haver, durante a campanha eleitoral, com as cobranças a respeito dos notórios pontos negativos de sua gestão no Ministério, em particular as reiteradas lambanças do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais na administração do Enem. Mas essas são questões concretas, objetivas, que exigirão um mínimo de racionalidade no trato. Nada que não possa ser facilmente obscurecido e suplantado pelo enorme componente emocional que o forte e revigorado carisma de Lula colocará a serviço de seu candidato. Favorece ainda os planos petistas o fato de a candidatura de Haddad ser talvez a única que poderá se apresentar com uma credencial inequívoca de oposição ao poder municipal. E oposição é algo que, historicamente, o PT sabe fazer muito bem.

Por outro lado, o maior adversário do PT em São Paulo, o PSDB, não apenas demonstra enorme dificuldade para articular uma candidatura competitiva, como enfrenta o problema adicional de permanecer numa posição ambígua, sem um discurso claro, em relação à Prefeitura: não é exatamente situação nem oposição, embora tenha o rabo preso com a gestão Kassab. A rigor, o partido situacionista no Município de São Paulo é o partido do prefeito, o novo PSD, hoje a terceira maior bancada no Congresso Nacional, mas que ainda não passou pelo teste das urnas. E, correndo por fora, sabendo que não tem nada a perder, o PMDB manifesta até agora intenção de permanecer na disputa com o candidato que recrutou exatamente para esse fim.

Para embaralhar ainda mais o quadro, torna-se cada vez mais concreta a possibilidade de Gilberto Kassab fazer algum tipo de aliança do seu PSD com o PT - por paradoxal que isso seja. Segundo o prefeito tem confidenciado a seus interlocutores, essa é uma opção a que ele está sendo praticamente impelido por aqueles que seriam seus aliados naturais.

De qualquer modo, o que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir.

sábado, 28 de janeiro de 2012

China vai surpreender

Abram os olhos...

Todos os dias aparecem mais “especialistas em China”. São vários livros, muitas reportagens e muitas consultorias. Realmente, ninguém pode ignorar a China. Nem a antiga, nem a colonizada pelos ingleses, nem a China de Mao, e muito menos a China atual. Eles têm os olhos pequenos, mas enxergam longe.

Depois do interessante livro de Henry Kissinger, “Sobre a China”, agora é a vez do relevante economista do Morgan Stanley, elogiar a China, inclusive comparando com os Estados Unidos.

Vamos aprender o que tiver de bom na China. Sem ilusões.

Vejam parte da matéria do Estadão de hoje:

'China vai surpreender os mercados', diz especialista

28 de janeiro de 2012 | 3h 02 – Estadão - FERNANDO DANTAS,
Enviado Especial / DAVOS - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,
china-vai-surpreender-os-mercados-diz-especialista-,828199,0.htm

Os mercados vão se surpreender com a China, disse ontem o economista Stephen Roach, do banco de investimentos Morgan Stanley, e grande especialista no país asiático.

Em debate sobre o futuro da China no Fórum Econômico Mundial, em Davos,
ele observou que o mercado acionário chinês foi um dos que tiveram pior desempenho recentemente, com os investidores assustados com a ideia de que a China "é uma enorme bolha residencial a ponto de estourar". Para Roach, o nervosismo sobre o desempenho da China baseia-se em noções equivocadas. "Estou enormemente otimista em relação à China", ele disse.

Na visão do economista, que esteve baseado vários anos na China, as autoridades econômicas do país asiático provaram ao longo de 30 anos que são extremamente capazes de gerenciar eficientemente diferentes conjunturas econômicas. Para ele, o 12.º plano quinquenal da China, lançado em 2011, delineia a estratégia certa para enfrentar os atuais desafios econômicos do país.

"A China é um país que tem estratégia, num momento em que muitos países até se esqueceram como se soletra a palavra estratégia, e aí eu incluo o meu", disse Roach, que é americano.

Ressalvas. Curiosamente, na mesa de debates, Roach, o único ocidental, foi o que se revelou mais entusiasticamente otimista sobre o país. Os outros painelistas também apresentaram visões basicamente favoráveis, mas com ressalvas, como os altíssimos preços das residências nas áreas mais valorizadas do país.

Deng Yongheng, professor do Instituto de Estudos Imobiliários da Universidade Nacional de Cingapura observou que os preços residenciais em Xangai estão tão caros que impedem que estudantes de outras regiões estudem nas universidade da metrópole, que estão entre as melhores da China. Roach retrucou: "E você acha que algum estudante acha fácil morar em Nova York?".

Para o economista do Morgan Stanley, os três grandes desafios da economia chinesa, que são abordados pelo 12.º Plano Quinquenal, são o de fazer a transição de um modelo baseado em exportações e investimentos para um modelo baseado em consumo; gerir o processo de urbanização crescente atrelado à expansão da renda; e criar uma rede de proteção social, massificando benefícios como aposentadoria e seguro-desemprego.

Roach considera que os maiores riscos para a estratégia chinesa estão justamente naquele último item, já que o governo vem ampliando direitos mas não está alocando recursos suficientes em benefícios sociais. Assim, não está sendo rompida a estrutura de incentivos na raiz do excesso de poupança das famílias chinesas, que buscam garantir a manutenção dos padrões de consumo na velhice e custear o estudo dos filhos.

Sistema financeiro. Outro entrave no aumento do consumo chinês, para o economista, é a chamada "repressão financeira" - - a diferença artificialmente elevada entre as taxas de juros para empréstimo e para aplicações (que são muito menores). Uma simples normalização do sistema financeiro chinês, na avaliação de Roach, poderia provocar um salto imediato do consumo de grande proporção.


Chuva, Frio e Flores

Em pleno Janeiro em São Paulo

Já dizia o poeta que “o sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão”. Pois o inverno chegou em São Paulo em pleno mês de Janeiro. Só esperou passar o aniversário da cidade. São sinais dos tempos. O inverno paulista já não tem mais garoa e o verão agora tem inverno. O que os ecologistas acham disto?

Apesar do frio, acordei muito cedo neste sábado e, depois do café, fui fazer a feira, lá no Sacolão da Vila Sônia. É uma forma de matar a saudade dos mais de vinte anos que moramos lá, esperando chegar o Metrô. Parece que agora vai chegar, está em construção, mas ainda não chegou. Agora moramos na Vila Madalena, que tem Metrô mas não tem integração até o metrô. Só de taxi ou a pé.

Na ida para o Sacolão da Vila Sônia, ao passar pela avenida que liga a Vila Beatriz à Praça Panamericana, vi muitas Flores de São Paulo, tanto do lado direito como do lado esquerdo. E pensei: quando estiver voltando, vou dar uma paradinha para tirar umas fotos. Assim, o tempo estará melhor e mais claro. Eram oito horas da manhã.

Na volta do Sacolão da Vila Sônia, parei o carro para tirar as fotos.
Agora os lados estão invertidos, o que era esquerda, virou direita; e o que era direita, virou esquerda.

Vejam primeiro estas flores mais avermelhadas.
São duas árvores em frente a uma grande casa.


Agora vejam a segunda foto,
com as flores do outro lado da rua e com cores mais escuras.
É somente uma árvore florida e, como está entre outras espécies,
não tem o mesmo impacto que as flores avermelhadas.
Mas estas outras flores são mais frequentes em nossa cidade.


O interessante é que, ontem, quando estava vindo para casa, passei pela Rua Maria Antonia, a famosa rua onde estão a Universidade Mackenzie e a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências Sociais e Letras da USP. Observei que na calçada do Mackenzie, em frente à Filosofia da USP, tem uma grande árvore desta acima.

Na época da ditadura militar, muitas batalhas campais entre estudantes que apoiavam a ditadura (Mackenzie) e os agitadores contra a ditadura (Filosofia da USP),aconteceram nesta rua.

Com o tempo,as flores venceram os canhões e hoje,
entre as duas faculdades, existem flores.
E a democracia e a liberdade governam o Brasil.

Talvez se as pessoas prestassem mais atenção nas flores,
não precisariam passar por ditaduras nem guerras.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para superar a crise

Sete sugestões básicas.

Financial Times, Martin Wolff, Luiz Nassif,
enfim, os capitalistas e os progressistas estão tentando apresentar propostas para superar a crise americana e europeia. Um novo estágio para o capitalismo.

Nós, que reconhecemos a dialética como instrumento importante para se entender a história econômica e social, propomos que se aprenda com a direita e com a esquerda, construindo novas experiências com o que tem de bom na direita e na esquerda.

Vejam esta matéria divulgada por Luiz Nassif, nosso “social democrata de esquerda”:

Políticas sociais para reinventar o capitalismo
Luiz Nassif - Coluna Econômica - 27/01/2012

Mais influente colunista de economia do planeta,
em sua última coluna Martin Wolff – do Financial Times

– relaciona “Sete Lições Para Salvar o Capitalismo”.

Trata-se, provavelmente, do mais importante documento até agora gerado pelo advento da crise econômica.
E explica a razão de Lula ter se convertido em um dos líderes mais influentes da atualidade e o Brasil em modelo de desenvolvimento.

Primeira lição: acabar com o mito da estabilidade inerente.
Períodos de estabilidade e prosperidade plantam as sementes da crise futura, ao abrir espaço para o endividamento crescente, visando aproveitar as oportunidades de lucro.

Segunda lição: dando um jeito nas finanças.
O sistema financeiro precisa ser supervisionado como um todo. O governo e suas agências - incluindo o Banco Central - atuaram como força desestabilizadora, antes da crise. Os BCs reagindo com extrema agressividade a recessões incipientes e os governos estimulando o endividamento familiar. Erros que não podem ser repetidos.

Terceira lição: desigualdade e desemprego.
Wolff propõe uma redistribuição fiscal explícita, redistribuindo recursos dos vencedores para os perdedores, subsidiando ou oferecendo postos de trabalho, esforçando por melhorar a qualidade da educação, cuidando da infância, inclusive com financiamento público de acesso ao ensino superior, e sustentando a demanda de forma mais eficaz em meio a crises graves.

Quarto ponto:
governança empresarial.
Nos últimos anos prosperaram as chamadas companhias sem dono, com capital diluído e sendo comandadas por CEOs. E com práticas que incentivavam movimentos especulativos. Wolff entende que o controle pelos acionistas é uma ilusão e as práticas de maximização do valor da empresa, muitas vezes uma armadilha. Sugere acordos de remuneração transparentes e criação de conselhos de administração genuinamente independentes, diversificados e bem informados.

Quinto ponto:
importância da tributação.
Sugere transferir a carga tributária para o consumo e a riqueza, através de cooperação internacional para controlar os estratagemas para fugir à tributação.

Sexto ponto: relação entre os ricos e a política democrática.
Para proteger a política do mercado é necessária a regulamentação do financiamento privado de campanha e a disponibilização de recursos públicos para os partidos. "É inescapável ao menos um financiamento público parcial de partidos e eleições".

Sétimo ponto: a globalização dos bens públicos.
Regulamentando as empresas que operam em vasta escala mundial. Ou se acaba com a globalização financeira, ou se monta um apoio à regulamentação em níveis mais elevados e se avança para uma política mundial mais integrada. O desafio será como oferecer uma série de bens públicos mundiais através de acordo entre Estados distintos.

Wolff termina com uma declaração de fé no capitalismo.

"É a base da prosperidade que tantos hoje desfrutam e a que muitos mais aspiram.
Está transformando a vida de bilhões de pessoas.
Esforcemo-nos para torná-lo melhor".

Respeitando o Wolff e o Nassif, acrescento que minha sugestão é:
- Fé no capitalismo? Minha fé é outra.

Economia de mercado, políticas públicas, planejamento econômico e social, liberdade de organização e manifestação.

Para alguns, isto é Social Democracia.
Para mim, é Socialismo Democrático.
Como os três nomes estão queimados,
vamos chamar somente de Cidadania.

O sistema é Democracia Participativa.
E a missão é Cidadania para todos, com todos e de todos.

Simples!O difícil é por em prática...


Dilma, o Banco Central e os Juros

Cheque Especial a 210% ao ano?

Adorei ver a matéria do Jornal Valor Econômico afirmando que o Banco Central do Brasil CONVERGE para o Cenário Dilma! Esta mulher está mudando o Brasil! Se cada novo presidente fizer boas mudanças como os últimos estão fazendo, o “Brasil do Futuro” ficará cada vez mais perto da nossa realidade.

Neste sentido, creio que tanto Dilma, como Mantega e o Banco Central, deveriam prestar atenção nos JUROS ABUSIVOS que os Bancos e as administradoras de Cartões de Crédito cobram da população.

Cheque Especial a 9,73% ao mês!
E 210% ao ano! Isto é roubo!


E quando as pessoas querem fazer uma poupança ou aplicação, estes mesmos bancos pagam apenas 0,8% ao mês. É muita cara de pau!

Os bancos também cobram “tarifas bancárias”, mensais e avulsas.
O cliente se sente roubado por todos os lados. Dentro e fora do banco. Mesmo quando usa internet para fazer os serviços bancários. Por que os bancos estatais têm que meter a mão nos clientes iguais aos bancos privados? Por que eles não dão o exemplo e cobram juros mais baixos, tarifas bancárias menos abusivas e atendem melhor? A propaganda é bonita, mas vá numa agência para ver a qualidade do atendimento. É de chorar...

É importante lembrar ao todos que em Janeiro temos muitas despesas: Férias, IPVA, matrícula escolar, material escolar e muitas outras dívidas. Não adianta estimular os bancos emprestarem dinheiro e depois eles cobrarem preços de AGIOTAS!

Quem deve botar limite na ganância dos banqueiros?

Vejam este resumo da matéria do jornal Valor:

BC converge para cenário Dilma

VALOR ECONÔMICO - Finanças - SÃO PAULO - SP - 27/01/2012 - Pág. C1

O Banco Central deu um claro sinal de que está disposto a concretizar o chamado cenário Dilma
, amplamente comentado no primeiro ano da gestão da presidente. Segundo esse cenário, a taxa Selic se aproximaria de 9% em 2012. E foi exatamente o que a ata do Copom sinalizou ontem: que a taxa de juros deve ser de um dígito, por causa do frágil ambiente externo.

A clareza do BC sobre sua intenção - similar à demonstrada pelo Federal Reserve (Fed) na reunião da quarta-feira ao indicar juro baixo até o fim de 2014 -, deixou a impressão de que existe hoje uma meta de taxa de juros, segundo a percepção de um operador de um banco estrangeiro. E deixou mais uma vez a sensação de que essa disposição em reduzir a Selic pode colocar a meta de inflação em segundo plano. A taxa de juros sempre foi um instrumento para conter a inflação, mas agora parece que ela é um fim, algo que faz parte do plano de governo, observa.

Serrano, economista do Espírito Santo Investiment, também questiona a afirmação do BC de que o juro neutro está em queda, abrindo espaço para mais cortes da Selic. Em seus cálculos, o nível de juro real neutro está próximo a 6%, o que equivale a uma taxa nominal superior a 10%. O BC, pelo tom da ata, vê um juro neutro perto de 4%, e não é o que nós estimamos, observa.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

São Paulo Sol, Chuva e Flores

O Vermelho, o Amarelo e as Orquídeas

Viver em São Paulo é “padecer no paraíso”. No dia do aniversário da cidade, dia 25 de janeiro, estava um sol muito bonito, um calor de praia e muitas atividades culturais e esportivas. No dia seguinte, chuva, muita chuva.
A cidade pára, o trânsito fica insuportável, como sempre nos dias de chuva.
O que a gente gastaria uma hora para fazer, demora horas e horas, afetando o humor de todos.

Hoje eu não tirei fotografias, só dirigi.
Acordei às cinco horas da manhã, peguei muito trânsito, pedágios e mais pedágios. Paulista adora pegar fila e pagar caros pedágios. Reclamam, mas sempre votam em quem cobra pedágios caros e se dá bem com a imprensa. Não sei quando isto vai mudar. O argumento é que nossas estradas são as melhores do Brasil. A este preço, qualquer coisa fica a melhor do Brasil.
É igual a perfume de mulher. Para ser bom, tem que ser caro?

Mas ontem, dia 25 de janeiro, dia da cidade de São Paulo,
eu tirei muitas fotos.
Duas delas eu deixei para mostrar hoje.
Nem sabia que ia chover tanto.

A primeira é esta combinação de Vermelho e Amarelo.
Flores bonitas, plantadas em frente a uma casa.
O pé é igual aquele da Rua João Moura com suas flores Amarelas.
Este canteiro tem mais flores Vermelhas que Amarelas.
Talvez estejam prenunciando um novo tempo para São Paulo...

Vejam que beleza!
O Vermelho e o Amarelo


Esta combinação de Vermelho com Amarelo, lembra o romance de Stendhal, ”O Vermelho e o Negro”.
Lembra os tempos de mudanças, as dicotomias da vida. Stendhal relata a França pós Napoleão, a Europa sendo reconstruída. O Brasil também está mudando muito, o mundo está em crise aguda, vamos ter eleições municipais em todo Brasil.

Nossa cidade sofre com as chuvas, as inundações, os buracos, as construtoras e as disputas eleitorais.
Como mudar nossa cidade, sem ficar refém da politicagem?
Como ter bons administradores?
Como escolher um bom prefeito?
Como nossa imprensa pode ajudar, em vez de apoiar candidatos só por serem contra os candidatos que a imprensa não gosta?
Como ser realista sem ser chato?
Como contribuir para as mudanças de forma positiva, afirmativa e construtiva?
Talvez a gente precise voltar a ler mais os bons romances e os bons livros de história.
No livro “O Vermelho e o Negro”, as mulheres também desempenham importantes papéis.
É preciso prestar mais atenção no que as mulheres dizem.
Elas podem fazer a diferença.

Enquanto os políticos não resolvem os problemas de São Paulo,
as pessoas plantam flores.

Nas ruas de São Paulo, da Vila Madalena e da Vila Beatriz, irmãs em vida e em bairros, você pode encontrar Orquídeas plantadas nas árvores em frente das casas e dos restaurantes. O interessante é que as pessoas não “roubam” ou se apropriam das Orquídeas plantadas nas árvores,
elas passam a fazer parte da paisagem.


São Paulo é uma rua precisando de mais uma árvore, é um diamante bruto, que bem trabalhada, se transforma em uma jóia que ilumina as idéias, dá força ao trabalho e estimula o lado cultural, esportivo e familiar das pessoas.

É uma cidade conservadora e moderna.
Onde tudo está disponível, embora com muita dificuldade para uma parcela grande da população.

É uma “locomotiva” que aponta caminhos...
Aqui os sonhos podem se realizar. Por mais estranhos que sejam...
É só ter coragem de dar os passos pelos diversos caminhos que vão aparecendo.
E você pode descobrir muitas flores pela cidade. Mesmo em dias de chuva.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lula emociona na volta ao Planalto

Os presentes e os ausentes...

Quando a imprensa quer, ela consegue ser educativa, construtiva e politicamente correta. Sem abrir mão de suas posições.

O Estadão tem sido o jornal que tem mais crescido. Como eles gostam de dizer: “É muito mais jornal”. Com Vera Rosa como jornalista em Brasilia, o jornal acrescentou qualidade profissional com dignidade pessoal.

Como não vi repercussão da matéria no facebook, aí resolvi reproduzir no blog, mostrando meu retorno às leituras de jornais.

A cobertura do Estadão sobre as “forças ocultas” no Judiciário brasileiro está sensacional. Mas estas são outras matérias. Apesar dos tropeços e do espaço que o jornal dá para os tucanos como FHC, tem muita coisa que se aproveita, principalmente na Economia, na Cultura e na Interncaional.

Deleitem-se com Vera Rosa e o novo Estadão:

Chapéu, elogios e muitas lágrimas na volta de Lula ao Palácio do Planalto

25 de janeiro de 2012 | 3h 04 - O Estado de S.Paulo – Vera Rosa

Foi uma volta em grande estilo. Em sua primeira visita ao Palácio do Planalto após iniciar o tratamento contra um câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu todo tipo de homenagem. Diante dele, a presidente Dilma Rousseff e o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ficaram com a voz embargada e o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foi às lágrimas.

"É emocionante tê-lo aqui", disse Dilma, ao recepcionar Lula na garagem do Planalto. Com um chapéu preto na cabeça, o ex-presidente foi saudado por ministros e funcionários e passou dez minutos posando para fotos. Ao chegar para a cerimônia de despedida de Haddad do Ministério da Educação, no segundo andar, Lula tirou o chapéu, mostrou a careca e arrancou aplausos. "Para mim, é uma honra que seja neste momento que, pela primeira vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto", afirmou Dilma.

Até na emoção a presidente lembrou o padrinho político, com quem se reuniu por mais de uma hora, após a solenidade. "Com o passar do tempo, a gente fica um bando de chorões, mas o presidente Lula sempre disse para mim: 'pode chorar que não faz mal nenhum' ". Dilma citou Lula mais de dez vezes no discurso e não deixou dúvidas de que ele será um poderoso cabo eleitoral para Haddad. A presidente elogiou os projetos iniciados na gestão do antecessor, como o ProUni, outro alvo dos adversários.

"Temos de reconhecer em público que a estratégia de colocar a educação da creche à pós-graduação foi instituída pelo senhor", insistiu ela, dirigindo-se a Lula. Haddad, por sua vez, afirmou que se orgulha de ter trabalhado sob o comando de um metalúrgico, já que assumiu a Educação em 2005. Amigo do ex-presidente, Mercadante lembrou ter recebido de Lula, em 1982, um quadro com a seguinte inscrição: "Se não deu frutos, valeu a beleza das flores". Depois, disse que ele plantou sementes de esperança. E caiu no choro. / V.R.

Flores de São Paulo

E da Mata Atlântica

São Paulo também tem suas flores típicas.
Desde abril de 2010 eu tenho publicado fotos das flores das ruas, praças e jardins da Vila Madalena e dos bairros vizinhos.
São flores bonitas e das mais variadas espécies.

Tem um tipo de flor e de árvore, que eu não sei o nome, mas que faz parte do nosso bairro, da nossa cidade e de parte importante do nosso estado. É uma árvore típica da Mata Atlântica e que aparece muito na Serra do Mar. Quando a gente vai para a praia, vemos em quantidade as flores desta árvore chamando a atenção no meio da mata virgem. As construtoras ainda não destruíram a Serra do Mar. Estas flores sempre aparecem no verão.

Eu sempre pensei em mostrar estas flores, mas faltava oportunidade. Hoje, aniversário de São Paulo, feriado municipal, quando fomos caminhar no Parque Villa Lobos, fiquei observando a quantidade de árvores e de flores fomos encontrando tanto na ida como na volta. Eram caminhos diferentes, mas as flores e as árvores estavam presentes. Quando voltamos, aproveitei para dar uma volta por perto de casa e tirar umas fotos para voces.

Vejam a beleza destas flores!


Vejam esta pequena praça!
Tem árvores grandes e pequenas, tem nossa árvore da Mata Atlântica com muitas flores e temos também várias roseiras. E quem cuida da praça são os moradores do entorno em parceria com a prefeitura.
Um bom exemplo para toda a cidade.


Percorri várias ruas perto de nossa casa e encontrei várias cores
da mesma flor e da mesma árvore.
Vejam que estas são rosas...


Vejam mais este caso.
A luz do sol faz com que as cores mudem e fiquem mais bonitas.


E estas flores brancas e rosas, fazem parte do mesmo galho. Está numa parte alta da árvore e não foi fácil tirar as fotos, por causa da luz do sol.
Mas as flores parecem borboletas vivas...


Estas flores são como nossa cidade de São Paulo, tem gente de todas as cores, de todos os lugares, restaurantes de todos os tipos e regiões do mundo.

Se é uma cidade de imigrantes, que aprenderam a amar a cidade, podemos ampliar a parceria comunidades e prefeitura e transformar a cidade de São Paulo em um grande jardim, com empresas, famílias, escolas, parques, pássaros e muita gente passeando, caminhando, andando de bicicletas e sendo solidárias e respeitosas.

Para quem não vive ou não conhece São Paulo, quando vê a gente reclamando do trânsito ou da violência urbana, imagina que nós não gostamos daqui. Ledo engano, o morador de São Paulo aprende a ser rabugento desde cedo.
Mas, adora ver a nossa cidade florida e com pouco trânsito num feriado.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Saúde Pública e Privada

Duvanier, a perda de um amigo

Estávamos jantando na Praia do Forte, durante nossos dias de descanso, na Bahia, quando recebi um telefone de um grande amigo de Brasilia. Depois vi o torpedo: Duvanier morreu...

Depois recebi uma mensagem de outro amigo pedindo-me para eu abordar o assunto no blog. Confesso que para mim é difícil abordar este assunto. Duvanier foi sindicalista e atuou na CUT quando eu era secretário geral. Ultimamente ele estava morando em Brasilia, sempre acessava meu blog através do facebook e eu via sua fotografia.

Além de tudo que já falaram sobre a morte de Duvanier, ele também foi casado com Cássia, funcionária da CUT, desde quando começamos em 1983. Cássia trabalhou todos estes anos na CUT e contribuía muito em todos os congressos. Militante de primeira hora, sempre amiga de todo mundo. Gente de bem, que a gente tem orgulho de conhecer.

Depois eu soube que houve negligência médica e muita gente levantou “n” hipóteses do por que os hospitais de Brasilia não atenderam Duvanier. E olhem que ele não era qualquer cidadão comum. Ele trabalhava no Ministério do Planejamento, tinha cargo de secretário e cuidava do salário de muita gente. Mas eles não atenderam Duvanier, e ele morreu. Haverá choros e ranger de dentes, mas depois tudo ficará como antes. Este é o nosso Brasil.

Como a morte foi em Brasilia, e ele tinha cargo importante, teve mais repercussão. Mas, se ele estivesse em São Paulo ou qualquer outro estado, provavelmente, o encaminhamento seria o mesmo. Saúde privada é para ganhar dinheiro cuidando de quem paga pela saúde. Ponto! Não é a saúde em primeiro lugar. É o cliente em primeiro lugar, desde que esteja com os pagamentos em dia.

O governo não tem como obrigar os hospitais dos ricos a cuidarem dos pobres ou dos comuns, mesmo que seja em caso de emergência. Só se o governo garantir que cobre o tratamento se o doente ou sua família não pagarem. Não existe almoço de graça, muito menos tratamento hospitalar.

Na verdade, o governo sempre subsidiou a saúde privada, através do SUS e de outros mecanismos. E na hora do atendimento mais caro, os hospitais privados e os convênios médicos negam o atendimento.

É mais do que necessário haver investimento na Saúde Pública! Contratar médicos para atendimento em todos os municípios brasileiros. Se houver um sistema de atendimento público integrado por bairros, cidades e rede hospitalar de primeiro, segundo e terceiro graus, as mortes diminuirão. E perderemos menos amigos e profissionais.

O debate da Saúde Pública, mesmo tendo um bom ministro, precisa ser intensificado. Tem muito governador e prefeito boicotando investimento, deixando tudo para o SUS. É só observar como o pessoal da televisão gosta de mostrar como o sistema de saúde não funciona. E quem leva a culpa é sempre o governo federal. Virou mico...

Dilma precisa mostrar as contas da saúde e exigir mais reciprocidades dos governadores e prefeitos. O movimento sindical precisa ser mais exigente com a saúde privada e defensor da Saúde Pública. E a imprensa mais educativa e esclarecedora.

E que Duvanier continue seu bom trabalho no céu. Lá não se aposenta...

E o mundo não se acabou

De volta prá casa...

Depois de doze dias sem ler jornais, ver televisão, ouvir rádios e noticiários, voltamos para casa e, para nossa alegria o mundo não acabou...

Fomos visitar meus pais, que estão com 88 anos de idade e moram em Serrinha, no interior da Bahia. E, como ninguém é de ferro, passamos uma semana na Praia do Forte, numa pousada do lado do Projeto Tamar e do Farol do Forte. Tiramos tantas fotos de Serrinha e da Praia do Forte que vão abastecer o blog por um ano. Simplesmente divino!

Flores, comida típica, muita simpatia das pessoas, a alegria dos avós, tios e primos encontrarem a médica recém formada,e a nossa própria alegria, tanto minha que saí de lá logo após fazer 16 anos, como da minha filha e de minha esposa.

A ida para a Praia do Forte para “tomar conta das águas”, já que a maré subia e depois descia, parecendo que as águas iam embora, como no filme dos Dez Mandamentos, quando Moisés abre o mar... O mar não deixa as pessoas, as pessoas que maltratam o mar.

Por vários motivos, inclusive para mostrar que era possível escrever, sobre coisas boas e sobre coisas ruins, sem ser tão negativistas como são nossos jornais, rádios e tvs, preparei os textos com antecedência, programei os dias a serem publicados e, graças à tecnologia, deu tudo certinho.

Os textos foram postados direitinho, os acessos foram em quantidade, tanto no Brasil como no exterior. Tivemos até mais um país, agora foi alguém de CHIPRE. Não é chic? Seja bem vindo!

Hoje cedo, ao pegar os jornais, encontramos as mesmas manchetes, as mesmas fotos, as mesmas noticias negativas. Ou os jornalistas não conhecem a Praia do Forte, na Bahia, ou os patrões pagam para eles serem chatos... Tem gente que ganha para ser chato.

Veja algumas flores, e vocês vão ver que eu tenho razão:
Um outro olhar é possível...

– Vejam estas flores da Praia do Forte. Impactantes!

E quando chegamos em São Paulo ontem, no final da tarde, o tempo estava bom, não chovia, o trânsito de Congonhas até a Vila Madalena estava livre, livre e ao chegar em casa.... encontramos flores e mais flores.

– E estas da nossa vizinha, estão mais floridas do que as publicadas ontem.

E quando fui à padaria comprar pão e suco, encontrei novamente as Rosas da Padaria...
Simplesmente divinas!


E vocês ainda vão ver muitas flores e muitas histórias...
Apesar do mau-humor da nossa imprensa.

E a boa sugestão de Joel Bueno, nosso velho parceiro:


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Hoje eu só vou falar de flores

Ainda sobra tempo para isto

Veja como é bom abrir a porta da nossa casa
e ter como primeira visão da rua, flores da primavera!


É um pequeno buquê,
mas o suficiente para nos dar mais alegria para trabalhar.

Quando saímos da garagem, se olharmos em volta,
ainda veremos as flores da vizinha.


E quando o carro vai passando pela rua,
se olharmos com cuidado, ainda vemos mais flores nas casas
da nossa rua e do nosso bairro.


É tudo uma questão de olhar, de observar,
de valorizar a qualidade de vida e o trabalho das pessoas.
São pequenos gestos que podem mudar nossa vida.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Eu queria falar do Judiciário

Do legal e do legítimo

O mundo dos advogados, dos juízes, dos promotores, desembargadores, e tudo mais que no Brasil se exige diploma de advogado, é um mundo à parte. Este é um mundo protegido pela Constituição brasileira, é como dizem na imprensa, é a corporação que tem mais força do que os demais profissionais do Brasil. É uma herança da monarquia...

Uma vez, estávamos fazendo um curso de Qualidade Total no Japão.
Éramos mais de trinta pessoas, a quase totalidade era de executivos das grandes empresas brasileiras.

E o professor japonês, engenheiro premiado em gestão de qualidade, perguntou aos presentes: Quantos advogados têm no Brasil?

Naquela época, o Brasil tinha bem menos advogados do que agora, mas, as pessoas responderam: Devem ser por volta de trezentos mil advogados.

Trezentos mil? Perguntou o professor japonês, assustado.

E vocês sabem quantos advogados temos no Japão? E nenhum brasileiro sabia...

O professor japonês respondeu: Temos no Japão, trinta mil advogados,
e achamos que temos advogados demais!

Os brasileiros, assustados com o número tão pequeno de advogados no Japão, perguntaram: Mas o Japão é um dos países mais ricos do mundo e negocia com todos os países, como voces fazem isto com tão poucos advogados?

O professor japonês pacientemente esclareceu:
- Aqui a palavra vale! As pessoas cumprem o que combina.
E quando não cumpre o combinado, recorremos a alguém reconhecido pelas partes, que não precisa ser nenhum advogado, basta ser alguém idôneo.

É a diferença entre o legal e o legítimo.
Tão simples e tão distante da nossa realidade brasileira.

Eu acho que na China também deve ter muito pouco advogados.
Mas a China é outra história...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Você já tirou férias?

Ou já vendeu férias?

Parece mentira, mas tem muita gente que vende férias e fica dois três anos sem tirar férias. Só trabalhando.

Depois, quando fica doente e é demitido da empresa, não sabe o quanto as férias poderiam ter evitado a doença e o cansaço.

Por isto, as férias devem ser obrigatórias.
Para os trabalhadores, o ideal é que quando for sair de férias, o salário seja pago com um adicional, assim, além de pagar as despesas normais, ainda sobra um dinheirinho para viajar. Caso contrário, quando voltar das férias só vai ter dívidas para pagar e o mau humor volta.

Por falar em férias, existem alguns feriados e dias comemorativos que podem ajudar muito no repouso e no lazer das pessoas.

Por exemplo, Natal e Ano Novo quando caem no sábado ou no domingo, é uma tristeza! Como as pessoas podem viajar, participar das festas, voltar de viagem como se fosse um fim de semana normal? É impossível! Deveria ter mais um dia, na segunda ou na sexta, para as pessoas poderem viajar com mais calma e segurança.

Mas o mundo moderno, com a informática e o telefone celular, está diminuindo as férias e a vida privada das pessoas. Cada vez mais, estamos levando trabalho para casa e nos fins de semanas, isto por que sempre estamos olhando o computador e atendendo o celular.

Também precisamos aprender a tirar férias do computador e do celular.
E dar mais atenção aos familiares, aos amigos e às flores.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ele tinha uma flauta doce

A música e suas histórias

As pessoas estavam cansadas, eram vários dias de espera na porta do banco.
Todos os dias os trabalhadores chegavam bem cedo para garantirem que a greve continuasse e assim conquistasse o aumento salarial desejado.

Os policiais também estavam cansados.
Todos os dias eles tinham que ir aos mesmos lugares pressionar os bancários para deixarem as portas das agências abertas, mesmo que não tivesse nenhum bancário lá dentro, só o gerente.

Um dia, um dos bancários grevistas resolveu que a porta da agência deveria ficar fechada. O policial disse que “tinha que cumprir ordens”, e que a agência deveria ficar aberta.
Começou um empura-empurra, gente gritando, as pessoas parando para ver o que ia acontecer. Mais policiais chegando. Os trabalhadores pediram ajuda ao sindicato, chegaram mais piqueteiros e o circo ia pegando fogo.

De repente ouviu-se o som suave que vinha do lado da agência.
Um jovem estudante que ia passando por ali, ao ver a confusão resolveu puxar sua flauta e começar a tocar.
Todo mundo parou de empurrar e passou a prestar atenção na música.
O jovem aproximou-se da porta da agência e continuou tocando.
Alguém pediu uma música e o jovem tocou, um guarda perguntou se o jovem conhecia outra música, ele também tocou.
E assim o tempo foi passando e o clima acalmou-se.

No final da tarde, veio a notícia de que os patrões e o sindicato tinham chegado a um acordo e que todos deveriam ir para a Assembléia.

Uma flauta salvou o pessoal de começar uma boa briga.
E um jovem soube contribuir para que as pessoas
gostassem de música e dos músicos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Brasil sem futebol

E as mulheres sem compras

Nenhum governo sobrevive sem estas duas coisas.
Futebol para os homens e lojas para as mulheres saciarem suas fantasias...
O ser humano sem lazer enlouquece. É só fazer o teste nas prisões, nas escolas e nos locais de trabalho. O lazer renova o corpo e o espírito!

E no mundo moderno, a indústria do lazer se transformou no investimento mais rentável. As Olimpíadas, a Copa do Mundo, os megas shows e as maratonas, o mundo globalizado necessita também de atividades globalizadas. O Grande Tour de France com milhares de ciclistas percorrendo o país é acompanhado por todos os países.

Juntamente com os espaços de lazer, cresce em todo o mundo a presença dos” shopping”. O shopping combina espaço de lazer, com alimentação, compras, footing, estacionamento e segurança. Tudo num lugar só. Prático, seguro, embora caro.

A alternativa de lazer para multidões são os parques. Em São Paulo temos o Ibirapuera, o Parque do Carmo, o Villa Lobos, Aclimação, Morumbi e muitos outros menores.

Dependendo do prefeito ou governador, as ruas também são utilizadas como espaço de lazer. Tanto para ciclovias, como para caminhadas e também espaços para as crianças e idosos.

Depois da revolução industrial, quando o ser humano ficou escravo das máquinas, da revolução financeira quando a capacidade de produção se multiplicou e depois da revolução da informática que possibilitou a hegemonia do setor de serviços sobre o setor industrial e o setor rural, a importância do planejamento do lazer como condição de vida, passou a ser tão importante quanto ganhar dinheiro.

O pessoal das montadoras do ABC sabe muito bem o que acontece numa segunda-feira, depois que o Corinthians joga.
Se ganhou, é só alegria e boa produção.
Se perdeu...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Onde você trabalha?

Eu estou desempregado...

Esta é uma resposta que ninguém gosta de dar.
Mesmo quem é preguiçoso, malandro e vive das rendas dos outros, quando perguntado onde trabalha, gosta de responder que é “empresário”, “empreendedor”, é “free lance” ou “consultor”.

Ninguém gosta de dizer que está desempregado. Pega mal!

Inquestionavelmente, combater o desemprego foi a melhor coisa que Lula fez no governo.
Colocou o emprego em primeiro lugar, na vida das pessoas.

Para um metalúrgico que conviveu com multidões de desempregados no ABC, Lula sabia a importância do emprego para o peão e para seus familiares.
Emprego é sinônimo de Dignidade!

O trabalho está para o adulto, como a escola está para a criança e o adolescente.
É o melhor indicador de se fazer parte da comunidade.
De ser uma pessoa normal e bem encaminhada.

Crescimento econômico e controle da inflação acima de tudo.
Depois vem a distribuição de renda e a melhoria das políticas públicas.
Com estas coisas simples e básicas Lula conquistou os brasileiros e se transformou no melhor presidente da nossa história.

Atualmente, no Brasil tem tanto trabalho e emprego,
que os europeus e americanos estão vindo trabalhar aqui. Já pensou?
E ainda querem falar mal de Lula!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Saúde e Educação

Combinam com arroz, feijão.

Nos anos 80, nas grandes passeatas dos professores da rede estadual da educação, o pessoal da Apeoesp – Associação dos Professores do Estado de São Paulo – Sindicato, puxavam a palavra de ordem:

- Arroz, Feijão, Saúde e Educação!

Isto, repetido por dezenas de milhares de professores, ecoava pelas ruas de São Paulo. A educação pública em São Paulo só tem piorado.

A educação privada ou particular está presente em quase todos os municípios do Estado. Reforçando o lema: quem é pobre vai para a escola pública e quem tem dinheiro vai para a escola particular.

O mesmo acontece com a Saúde. Quem tem dinheiro vai para os Convênios Médicos, e quem não tem vai para o SUS, os postos de saúde das Prefeituras e do Estado. E seja o que Deus quiser!

Um médico ter o salário de R$1.860,00 e um professor da rede pública ter um salário de R$1.500,00, não pode ser uma boa coisa para o Estado mais rico do país.
É uma falta de respeito com a população!

Saúde, Educação, Transporte e Segurança.
Qualquer pesquisa que os políticos façam para saber quais são as principais preocupações da população, estas quatro palavras aparecerão. Só que, todas estas políticas estão mais voltadas para o setor privado do que o setor público.
Aí fica difícil de se achar o ponto de equilíbrio.

Os hospitais públicos jamais serão iguais ao Hospital Sirio Libanês; as escolas públicas jamais serão iguais ao Sistema Anglo ou Objetivo; o transporte coletivo jamais será mais confortável do que o automóvel com ar condicionado, música e privacidade; e enquanto os bandidos tiverem toda facilidade para assaltar, roubar, sequestrar e matar, nenhum guardinha, que aparece somente de vez em quando, será capaz de restabelecer a ordem e a segurança das pessoas.

O dilema da Saúde no Brasil passa necessariamente pela definição dos papéis da saúde pública e da saúde privada.

Não são iguais nem agora, nem nunca serão...

E o povo continuará em passeatas:

- Arroz, Feijão,
- Saúde e Educação!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A gente não quer só comida

Mas quem não come não vive

Este título é de uma música da nossa geração. Fazia parte das músicas contra a ditadura militar brasileira e na América Latina. O crescimento econômico brasileiro não era suficiente, era preciso ter liberdade e cultura.

O Brasil modernizou-se economicamente, hoje é o celeiro do mundo, tem o maior rebanho bovino do mundo. É o maior exportador de frango do mundo e um dos maiores produtores de carne de borco, além de carneiro.

O mundo se alimenta com o que o Brasil produz. Até a alternativa à gasolina, foi desenvolvida no Brasil. É o Etanol. Alcool da cana-de-açucar como combustível.
Mas ainda existem brasileiros que passam fome. Ainda existem brasileiros mal alimentados.

Da mesma forma que é preciso corrigir a distribuição de renda e dos recursos públicos, a distribuição de alimentos e de oportunidade alimentar, continua sendo um dos desafios do Brasil moderno.

A cesta básica foi uma grande descoberta. Mas não é suficiente. É preciso combinar educação alimentar, renda, logística para distribuição dos alimentos em todo Brasil e garantias de abastecimento para a população mais carente, principalmente na alimentação escolar das crianças e adolescentes.

Comparando os anos setenta com os anos atuais, é inegável o avanço da qualidade alimentar no Brasil. Com certeza, este não é o nosso principal problema.

Esta foi uma das principais revoluções que o Brasil realizou.
Passou a produzir comida para o Brasil e o Mundo...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Vai a pé ou vai de trem?

Nem ônibus nem avião

Antigamente, as pessoas no Brasil andavam a pé, a cavalo ou de trem. Não existia automóvel nem ônibus, muito menos avião.

Com o tempo aparecerem as primeiras “jardineiras”, alguns automóveis, depois os ônibus e finalmente o avião.

Enquanto as cidades eram pequenas, os bondes davam conta do recado. O problema foi quando as cidades começaram a ter centenas de milhares, ou milhões de pessoas. O bonde não dava mais conta. Nem os ônibus. Era preciso ter metrô. Chegamos à década de 70.

Mas, junto com o metrô, o governo na época resolveu acabar com as ferrovias e construir apenas rodovias. E para ter rodovias era preciso ter indústria automobilística. E eles foram acabando com as ferrovias.

No início, ninguém sentiu falta do trem, era chic andar de ônibus ou de avião. O problema era como garantir ônibus e avião para todos.

O mundo todo foi descobrindo que não podia depender apenas de automóveis, ônibus e avião. Percebeu que o velho Trem continua sendo insubstituível!

O problema é que reconstruir as estradas de ferro ficou muito caro, alegam os economistas. E para compensar as rodovias, os governos introduziram os pedágios, que em São Paulo, são caríssimos!

Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo os neoliberais, perceberam que, construir metrôs e ferrovias, além de ajudar a população, dá votos.

E quem mais combatia a ferrovia, resolveu só falar em integração metrô-ferrovia-rodovia-hidrovia-aeroportos...

E a nova moda passou a ser andar de metrô e de trem.
Quem diria?

sábado, 14 de janeiro de 2012

Diploma para que?

O imigrante e os universitários

Um senhor idoso, imigrante que veio da Europa durante a primeira guerra mundial, tinha orgulho de ter chegado em São Paulo, só com a cara e a coragem, e hoje era um grande comerciante, rico e com os filhos formados.

Mas ele tinha uma grande tristeza. Nenhum de seus filhos ou filhas queria tocar seus negócios. Nenhum queria continuar comerciante. Todos estavam trabalhando em outras áreas. Um era advogado, outro era artista, outra era professora, e outra filha era até professora universitária.

E a solução que o velho imigrante rico deu para seus negócios foi vendê-lo e distribuir a riqueza entre os filhos, que com a renda herdada do pai, teriam uma vida segura até à morte. Mas os netos ninguém sabia se teriam o mesmo padrão de vida.

Quem vive em São Paulo ouve sempre histórias como esta. Existem outros tipos de histórias. Por exemplo, na década de 60, as famílias tinham muitos filhos. O Brasil ainda era rural, isto é, a grande maioria da população vivia no campo, ou dependia economicamente do campo para sobreviver. Eram famílias com 8, 10 até 14 filhos.

Os pais tinham estudado apenas dois ou três anos em escola precárias. Tinham uma vida simples, mas os filhos alguns estudaram ou priorizaram a agricultura ou o trabalho, como forma de complementar a renda familiar. Uns filhos “patrocinavam” os estudos dos filhos mais novos.

Atualmente, até quem mora no campo tem filho estudando em faculdade. Quase a totalidade das crianças está na escola, apesar da fragilidade da educação pública e de termos mais de dez milhões de brasileiros com mais de 15 anos de idade que são analfabetos. O principal problema da educação atual é de qualidade e não de quantidade.

O Brasil continua crescendo economicamente e breve será a quinta economia do mundo.
Mas precisamos passar por uma Revolução Educacional como fizeram a Coréia do Sul e outros países da Ásia depois da segunda guerra mundial. Precisamos ter coragem e apoio da população para fazer a inclusão e modernização da educação nacional.

Com certeza, Dilma sabe que, combater a miséria passa por combater a ignorância, tanto dos analfabetos como dos universitários preconceituosos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Onde você mora?

E se você não tiver endereço?

Para a gente que nasceu, cresceu, namorou e casou, sempre tendo endereço, a resposta parece simples e óbvia.

Mas, num país como o Brasil, que rapidamente saiu de 70 milhões de habitantes, para quase duzentos milhões , a resposta, muitas vezes, é cheia de voltas e frases dúbias. Somo um país com milhões de pessoas que não tinham onde morar ou moravam muito mal. Atualmente o deficit habitacional está diminuindo, mas as pessoas ainda vivem mal.

É claro que ler a propaganda da Caixa Econômica Federal, dizendo que no ano de 2011, foram financiados mais de UM Milhão de contratos habitacionais, é uma coisa impressionante. Muito positiva!

Ao mesmo tempo, é muito desagradável ver as construções em barrancas, casas de alvenarias sendo arrastadas pelas águas e pelas lamas das encostas. Quando vemos estas coisas duas perguntas surgem imediatamente: Por que as pessoas construíram em lugares tão precários? E, por que os poderes públicos autorizaram ou deixaram construir as casas nestes lugares de alto risco?

Ainda temos outro caso histórico no Brasil. Convivemos com Favelas, com milhares de pessoas em cada favela. Tem gente que enche a boca para dizer que em determinada favela, ou comunidade, moram mais de cem mil pessoas. Que orgulho tem nisso? Deveríamos ter era vergonha!

O que fica claro, é que há uma cultura individual, coletiva e dos gestores públicos, de não ver a habitação, construção comercial e residencial, como uma responsabilidade imprescindível tanto das pessoas, como das instituições.

Eu me lembro, que fiquei muito orgulhoso quando ouvi do diretor da Caixa Econômica Federal, no primeiro governo Lula, que tinham financiado mais de quatrocentos mil imóveis no ano. Era o dobro da época do governo de Fernando Henrique. O detalhe era que quase ninguém sabia disto.

Agora a Caixa financia um milhão de novos contratos. E precisa botar matéria paga nas revistas, jornais e televisão, por que a grande imprensa não tem interesse em divulgar as coisas boas do governo. É uma pena.

Ainda bem que a nova Campanha Publicitária da Caixa está dando um banho na concorrência!

Vai chegar o dia em que todos os brasileiros terão endereço digno, como está chegando o dia do “luz para todos”, “água para todos” e “educação para todos”.

Também vai chegar o dia da mídia e da imprensa para todos.
Este talvez chegue depois da Moradia Digna para Todos!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Rosas da Padaria

Ninguém o obrigou a plantar

A vida pode ser melhor do que os políticos nos oferece. Depende da iniciativa de cada um se transformar em uma iniciativa coletiva.

O dono da padaria perto de casa não foi obrigado a quebrar a calçada
no pé da parede e construir um canteiro de flores, especialmente rosas.

Ele fez isto por que tem uma história de trabalho coletivo na comunidade, particularmente entre os patrícios portugueses e na Igreja, que é vizinha à padaria.

Imaginem minha alegria, e dos demais moradores, ao chegar à padaria e encontrar rosas floridas em pencas.


Para não ser acusado de manipulação de fotografia,
acrescento esta outra foto das rosas, em corpo inteiro,
isto é, incluindo a roseira.


Com o fim das chuvas e o surgimento do sol,
parece que até as rosas comemoram.

O negócio é plantar roseiras nas encostas dos morros
de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Se eles cuidarem bem, podem até exportar,
como fazem os chilenos e colombianos.
Além de evitar enchentes,
as roseiras podem gerar renda para os moradores.

É só usar a imaginação e tomar iniciativa,
como fez o português da nossa padaria.

Semeou rosas,
distribuiu pães e sorrisos
aos seus clientes e vizinhos.
E nós ficamos mais felizes
e menos angustiados.

A desordem está aumentando

E o mal continua rondando a Terra

No ano passado, nos meses de Abril e Maio, eu divulguei uma série de artigos e resumos do livro do historiador e professor Tony Judt. Talvez influenciado pela grave doença, ele estava pessimista.O livro abordado tinha um título já pessimista: “O Mal Ronda a Terra”.

Um ano depois, por incrível que pareça, a situação continua delicada, sendo que a Europa piorou, os Estados Unidos continuam iguais, o Oriente Médio, que era a grande esperança com a “Primavera”, entrou em processo de impasse, a Ásia continua crescendo, a África sofrendo e as Américas desacelerando-se.

A renovação que se via na América do Sul perdeu o ímpeto, em função do tempo de governo, das crises européias e nos Estados Unidos. O mundo segue um caminho que ninguém sabe onde vai dar...

As palavras de Tony Judt continuam na ordem do dia, como se fossem profecias. Considerando a sobrecarga de atividades que estou tendo, vou preparar uma série de artigos temáticos, que serão publicados neste mês de janeiro.

Que podemos fazer para melhorar a nossa vida, a vida do nosso país e a situação no mundo? Segue a reprodução de um dos textos que saiu em Abril do ano passado, quando este blog estava começando.

Tony Judt e sua contribuição à História

Em todas as épocas, sempre temos pessoas que se destacam. Sejam escritores, artistas, cientistas, estrategistas militares, políticos, religiosos, filósofos ou esportistas.

Tony Judt, além de estudioso, professor, historiador e escritor, viveu todo um período muito rico da história recente da humanidade e também pode contribuir involuntariamente ao relatar a convivência com uma doença que o imobilizou até à morte. Aprendi a gostar dele ao ler o Pós Guerra – Uma História da Europa pós 1945. Um livro imprescindível para estudantes, professores e interessados em conhecer o mundo atual.

Seu último livro foi “O Mal Ronda a Terra”.

O social-democrata, que é bem diferente dos tucanos neo-liberais brasileiros, faz uma série de considerações sobre a vida atual e suas perspectivas. Vou reproduzir algumas, mas recomendo que todos leiam o livro na íntegra. É bem melhor.

Na Introdução o título é “Um guia para os perplexos”, onde ele abre com a frase “Há algo de profundamente errado na maneira como vivemos hoje.” E segue “O caráter materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana.
Muito do que parece “natural” hoje em dia data dos anos 1980: a obsessão pelo acúmulo de riqueza, o culto da privatização e do setor privado, a crescente desigualdade entre ricos e pobres.”

“Não podemos continuar vivendo assim. A pequena crise de 2008 serviu para lembrar que o capitalismo desregulado é seu pior inimigo: mais cedo ou mais tarde sucumbe aos próprios excessos e se volta novamente para o Estado em busca de socorro.”
“Hoje, nem a esquerda nem a direita conseguem encontrar o equilíbrio.”

“Uma de minhas METAS é sugerir que o Governo pode desempenhar um papel maior em nossas vidas sem ameaçar a liberdade e ressaltar que, como o Estado vai continuar presente no futuro próximo, vale a pena pensar no tipo de Estado que queremos.”

“Em nenhum lugar da Europa há maioria eleitoral para abolir serviços públicos de saúde, acabar com a educação gratuita ou subsidiada ou reduzir o investimento público em transporte e outros serviços essenciais.”

“Entramos numa era de insegurança – insegurança econômica, insegurança física, insegurança política.
A insegurança alimenta o MEDO. E o medo – da mudança, do declínio, dos desconhecidos e de um mundo estranho –
está corroendo a confiança e a interdependência
nas quais se apóiam as sociedades civis.”


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Flores e Tragédias

“Eu vou deixar de ler jornais”

Lembram de Carmem Miranda com a música “Disseram que eu voltei americanizada...”? Pois é, está ficando difícil ler jornais. Os cadernos econômicos e culturais ainda estão agradáveis, mas a parte de política nacional e internacional é muita tragédia.

Vejam que pérolas:

1 – PSDB evita atacar Bezerra do PSB. O negócio é investir na divisão entre o PT e seus aliados. E a imprensa fazendo o “serviço sujo”. Isto por que ela é livre e independente. Não tem partido. Tem Partidos no plural. PSDB, DEM, PP e todos que sejam contra o PT.

2 – Governador e prefeito de São Paulo estão preocupados com o desgaste da Cracolândia. Não estão preocupados com os doentes e moradores do bairro. A questão é política!

3 – Minas Gerais e Rio de Janeiro cada dia tem mais vítimas das enchentes. E o Aécio está preocupado com Bezerra, Ministro e político de Pernambuco. Acho que ele precisa contratar um bom assessor de imprensa.

4 – Em relação à crise do judiciário, as mulheres voltaram a se manifestar.
E quando elas falam, dizem mais do que os homens. Eu acho que o Congresso Nacional deveria acabar com o título de Desembargador e todos serem Juízes. Talvez assim eles tenham mais juízo e sejam mais transparentes.

5 – No cenário internacional a Europa continua sem se entender e o Oriente Médio com repressões e governos autoritários. E a China comendo pela beirada...

De tanto ver notícias de tragédias, resolvi dar uma trégua.
Vou ficar até o dia 23 de janeiro sem publicar matérias dos jornais.
Serão divulgados textos abrangentes e temáticos, que não estejam nos jornais. E divulgarei fotos de flores.

Vejam esta foto das Lágrimas de Cristo,
que tirei que hoje, enquanto chovia!


De tanto Cristo chorar, São Paulo está ficando encharcada,
igual a Minas e Rio de Janeiro.
E as flores estão ficando roxas. É a última fase antes de secarem...
Quando elas voltarem a nascer, talvez o mundo esteja melhor.

Brasil e China ajudam a GM

E todas as outras Montadoras

A grande notícia de ontem foi a importância da ajuda do Brasil na recuperação do Santander e da Espanha.

Hoje, a grande notícia na Economia é que a General Motor voltou a ser a maior montadora do mundo. E o destaque foi também a contribuição das vendas no Brasil e na China para reconquistar o mercado. Mesmo a Volkswagen, que conquistou o segundo lugar, conta fortemente com o Brasil e a China.

Vejam o resumo da matéria do Estadão:

“GM volta a ser a maior montadora do mundo

Empresa, que havia perdido a liderança para a Toyota em 2008, tem a maior parte dos negócios gerada em países emergentes
10 de janeiro de 2012 | 22h 41- Cleide Silva, O Estado de S. Paulo

DETROIT - Depois de quase ir a falência e ser salva por ajuda governamental, a General Motors voltou a ser a número um do mundo em vendas, recuperando posto perdido para a Toyota em 2008, após 77 anos na liderança do mercado mundial de automóveis.

A marca americana vem ampliando suas vendas, principalmente nos países emergentes, mas a volta ao topo se deve principalmente pelos problemas enfrentados pela concorrente japonesa depois do o terremoto seguido de tsunami ocorrido no início do ano passado.

Os números oficiais de vendas serão divulgados amanhã, mas as projeções de analistas apontam para vendas perto de 8,5 milhões de veículos em 2011.

Ontem, o presidente mundial da GM, Dan Akerson, confirmou a conquista em entrevista a um grupo de jornalistas brasileiros no Salão Internacional do Automóvel, evento que abrirá as portas ao público no sábado. "Somos de novo a maior montadora do mundo, mas ainda temos muito trabalho a ser feito", afirmou o executivo.

A Toyota também foi ultrapassada pela Volkswagen,
que vendeu pouco mais de 8 milhões de veículos e ficou em segundo lugar no ranking. A companhia alemã trabalha fortemente para ser a líder em 2018, quando pretende vender 10 milhões de veículos, sendo 1 milhão no Brasil.

Segundo Akerson, 60% das vendas da marca ocorreram fora dos Estados Unidos. O país-sede da companhia, que tradicionalmente respondia por metade das vendas, agora participa com cerca de 30%.

A maior parcela dos negócios atualmente vem dos países emergentes, especialmente China e Brasil, respectivamente segundo e terceiro maiores mercados para a GM no mundo, com chances de os EUA serem ultrapassado pela China."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Grande Marcha para o Oriente

Primeiro foi o Japão, agora é a China

Nos anos 80, o mundo entrou em pânico por que as empresas japonesas se mostraram mais competitivas que as americanas e européias, e a idéia de “mercado aberto” já não se sustentava. Era importante conter o “avanço japonês”. Todo mundo foi estudar o “modelo japonês”, o”toyotismo”, o modelo de Qualidade Total.
Passados alguns anos, o mundo não se acabou, a economia americana se recuperou e a economia japonesa entrou em recessão profunda, que não se recuperou plenamente até agora.

Mas, como praga do velho barbudo,
o “modo de produção asiático” voltou a ameaçar o mundo.
Desta vez é algo mais ameaçador: Um capitalismo de Estado, misturado com uma aliança com as multinacionais americanas e européias, combinado com um sistema político de partido único e sem liberdade de organização e manifestação.
Não é um modelo nazista, nem comunista soviético,
é um modelo “Confuciano” e Milenar.

É a Grande Marcha para o Oriente...

Hoje, dia 10 de janeiro, o jornal Valor Econômico publicou um longo artigo do Professor e Economista brasileiro Yoshiaki Nakano. Eu gostava mais dele como professor, fui seu aluno na Fundação Getúlio Vargas. Depois ele virou “quadro dos tucanos e andou muito perto do neoliberalismo". Parece que voltou a ser “desenvolvimentista”.

Sua análise é muito interessante,
embora eu considere que o Ocidente irá se recuperar.

A economia de mercado, com políticas públicas e liberdade de organização e manifestação continua sendo a melhor forma de governo na história da humanidade. O nome deste sistema, se chama Democracia, e começou com os gregos.

Quem não passar pela Democracia, não liderará o mundo.

Eu considero Nakano um estudioso brilhante e um professor muito agradável.
Assim, mesmo sendo um texto longo, achei por bem reproduzir para vocês.

A "Grande Recessão"
Por Yoshiaki Nakano – Valor – 10/01/2012.

A crise financeira do subprime e o colapso do sistema financeiro com a quebra do Lehman Brothers desencadeou a chamada "Grande Recessão". Mas ela é um fenômeno distinto da crise financeira em si.

Com a crescente incerteza, as economias dos países centrais saem da normalidade e passam a ser regidas por comportamentos induzidos pela incerteza, medo, pânico etc., nos quais prevalecem a lógica da desalavancagem, da "balance sheet recession" e da demanda de ativos com sinais trocados gerando instabilidades nesses mercados.
Como entender o que acontecerá como a economia global nesse contexto?

A experiência histórica similar, a "Grande Depressão de 1890", a "Grande Depressão de 1930" e a crise japonesa dos anos 90, nos permite fazer analogias e algumas conjecturas sobre o que acontecerá nos próximos anos.

A atual "Grande Recessão" não deverá ser tão profunda quanto a "Grande Depressão de 1929 a 1939", afinal aprendemos alguma coisa com ela, mas será tão abrangente e duradoura quanto e deverá ter significado histórico similar ao da "Grande Depressão do final do século XIX.

Será abrangente no sentido de ser uma crise global, diferentemente da crise japonesa, ou seja, é uma crise do próprio processo de integração e globalização financeira promovido pela plutocracia financeira que vem exercendo poder, tanto nos Estados Unidos como na Europa (talvez nem tanto na Alemanha).

A "Grande Recessão" está centrada nos Estados Unidos e Europa, e já vem causando uma crise de governabilidade, mas tem também causas e dimensão internacional de forma que nenhum país ficará inume a seus efeitos de uma forma ou outra.

Com a perda de credibilidade e de legitimidade da classe dirigente, a governança mudará radicalmente

Será duradoura porque como a crise dos anos 30 e a crise japonesa, ela afeta tanto os credores/emprestadores como os devedores/tomadores de empréstimos. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) aumentou brutalmente a oferta de moeda e reduziu a taxa de juros para próximo a zero procurando salvar credores/emprestadores, subsidiando-os. Assumindo a função de emprestador em última instância, absorve ativos problemáticos no seu balanço, mas não resolve o problema dos devedores, que tiveram sua riqueza financeira destruída pela crise, e agora têm que pagar as dívidas.

A política monetária pode também resolver o problema de liquidez do credor/emprestador, que detém ativos emitidos pelos devedores, já que o banco central está disposto a prover recursos com juros zero para que continuem carregando os ativos e assim fazendo por longo período poderá mascarar, amenizar e, com o tempo suficientemente prolongado, até resolver o problema de insolvência.

Do outro lado, tanto as famílias como as empresas que se endividaram excessivamente durante o boom de crédito que antecedeu a crise, têm que desalavancar, aumentando a poupança (deixando de consumir e de investir produtivamente) para pagar a dívida acumulada.

A "Grande Recessão" é o resultado dessa redução persistente da demanda agregada.


Aqui a política monetária não tem efeito, pois somente uma política fiscal ativa pode recolher o aumento de poupança privada e reinjetá-la de volta no sistema econômico como demanda, para reanimar a economia. E essa foi a reação de todos os governos.
Mas ao executar essa política, o déficit público aumenta e, com isso, a dívida publica se transforma também em crise da dívida soberana. A reação política da sociedade contra a classe dirigente será quase imediata.

Ela está perdendo tanto a credibilidade como legitimidade, abrindo espaço para a ação de grupos radicais, tornando praticamente impossível manter uma política fiscal para tentar sustentar o nível de atividade econômica.
Ao contrário, os investidores perceberam que os governos estão com a dívida crescendo rapidamente e perdendo legitimidade e vão, não só deixar de financiar os seus déficit, mas vão tentar desfazer dos títulos públicos, com consequente elevação da taxa de juros.

Na medida em que a política fiscal fica travada, podemos ter uma nova contração no nível de atividade, agravando o problema de déficit publico. Assim, somente quando a segunda contração for suficientemente profunda e prolongada a trava política da política fiscal será removida.

Qual o significado histórico da "Grande Recessão"?


Em primeiro lugar essa é uma crise centrada nos Estados Unidos e Europa, portanto do núcleo do sistema global. Internamente, nesses países, foi a ascensão da plutocracia financeira, com a aliança do setor industrial, no início dos anos 1980 que permitiu a desregulamentação do sistema bancário e consequente introdução de inovações financeiras e explosão de crédito que gerou a crise.

O poder do setor industrial já estava em declínio com a desindustrialização. Agora, tanto os Estados Unidos como a Europa, nas próximas décadas, deverão ter como prioridade absoluta a revitalização das suas economias, voltando-se para dentro eventualmente com medidas protecionistas, para enfrentar a ascensão da China.
Somado a isso, a perda de credibilidade e de legitimidade da sua classe dirigente, a governança global mudará radicalmente.

Viveremos nas próximas décadas um interregno com a ausência de um centro que ditava as regras do jogo, exercia liderança política e ideológica e impunha um pensamento econômico.

A "Grande Recessão" será um longo processo
de declínio da hegemonia americana,
de um paradigma histórico e
a gradual ascensão da China.


Com o colapso de um paradigma, de um modelo econômico (uma variedade de capitalismo) que prevaleceu plenamente nas últimas três décadas,
o que virá no seu lugar?

(Yoshiaki Nakano, ex-secretário da Fazenda do governo Mário Covas (SP), é professor e diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - FGV/EESP, escreve mensalmente no Valor às terças-feiras.)