segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Hoje acaba 2012...

Sem notícias, só com flores

Não vou publicar nenhuma notícia hoje.
Não vou fazer nenhuma consideração sobre o ano que se acaba e o ano novo que se inicia.

Hoje é dia de rever os parentes, os amigos, e telefonar para os distantes,
rezar para os que já morreram e manter o espírito cheio de esperanças.

Vou mostrar pequenas flores da nossa casa.


Como estas violetas do jardim.



Mais estas violetas da sala...



E nossas flores amarelas do jardim da frente da casa.



Que o ano de 2013 seja assim,
florido durante todos os seus 365 dias.

E que o Brasil cresça e apareça,
com dignidade, respeito mútuo e solidariedade.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Como 2 + 2 são 5

Viver com Dignidade!

A imprensa bate, o STJ julga com parcialidade e a militância se abate.
Todos concordamos que gente do PT deu motivo para que a direita generalizasse a crítica ao partido e a seus militantes.

A luta da nossa geração pela redemocratização do Brasil foi vitoriosa.
Os que batem no PT atualmente apoiaram o Golpe Militar de 1964 contra o governo legítimo de João Goulart e cassaram pessoas como Juscelino e Mário Covas.

A nossa geração contribuiu muito para o Brasil
ser o país democrático que é hoje.
Mas, nossa geração não está plenamente realizada.
Falta algo!
Falta a alegria coletiva, falta uma autoestima coletiva.

E aí nos perguntamos:

- Qual é a contribuição que damos nesta crise de identidade?
- Será que esta "baixaria da imprensa", somada com a parcialidade dos juizes, não são bem mais perturbadoras do que os erros de alguns petistas?

Com certeza os petistas que erraram, por confiar em pessoas como Roberto Jefferson e Marcos Valério, não poderiam manchar a imagem do partido como mancharam.

Os petistas não têm direito de serem amadores na gestão pública e privada.
Precisamos ser firmes e coerentes, ajudando a população a acreditar na eficácia da Democracia e na seriedade de nossas promessas e nossos compromissos.

Mas, com certeza, entre todos os erros e todos os acertos, historicamente, o PT foi e é o partido que mais contribuiu para a redução da pobreza e da desigualdade no Brasil.

Continuaremos a ter decepções e também muitas alegrias em 2013.
Devemos aprender a conviver com a diversidade e os desafios permanentes.

Apesar do risco da elitização das gestões petistas,
a alegria que a militância sentiu durante a campanha eleitoral foi extraordinária. Derrotar o Serra foi tão gostoso como ver o Corinthians campeão mundial.

Agora conviveremos com nossa administração na cidade de São Paulo, e com 45% da população do Estado de São Paulo.

Devemos nos preparar para as baixarias da imprensa.
Aquilo que os tucanos e a direita não fizeram durante mais de dez anos e não foram cobrados pela imprensa, tudo isto será apresentado pela imprensa como problemas do PT.
Lembram da martaxa? Estes oportunistas ainda estão na política.

Para combater a baixaria da imprensa e dos oportunistas, é que a gestão Haddad, além de governar com os tecnocratas que conhecem a pobreza nos livros, precisa continuar a visitar as comunidades e ouvir suas lideranças comunitárias.

Mais uma vez é preciso aprender com Lula.
Durante todo o período que foi presidente, sempre governou com ricos e pobres, doutores e sindicalistas, líderes comunitários e líderes empresariais. Além de governar com o povo, Lula sempre visitou os estados e as entidades sociais que fizeram parte da sua história.

Aos petistas de todo o Brasil e os que vivem no exterior,
é preciso manter acesa a chama da esperança por um Brasil melhor, digno e mais equilibrado.

Se o PIB continuar travando, vamos unificar o país para achar formas de a economia voltar a crescer e criar mais empregos.

Se a infraestrutura continuar ruim e morosa, vamos fazer uma grande campanha exigindo que haja agilidade na modernização da infraestrutura nacional, mesmo que tenhamos que aprender com a China e seu trem bala maior do mundo e suas ferrovias continentais.

Mas, tudo isto sem haver um bom investimento na criação e consolidação de um boa rede de comunicação para fazer alternativa a baixaria da imprensa reacionária, nossos esforços serão imensos e a sensação de frustração será diária. Eles querem quebrar nosso moral e nossa capacidade de trabalho.

A direita já conseguiu acabar com a Teologia da Libertação, agora quer acabar com o PT e depois tentará proibir a CUT de fazer política. Como Serra fez com o Sindicato dos Bancários de São Paulo durante a campanha eleitoral.

Fecham-se as cortinas de 2012, como dizia o locutor esportivo, abrem-se as cortinas de 2013.

Defender um Brasil digno não é responsabilidade só do PT,
é responsabilidade de todos os brasileiros. O tempo está a nosso favor.

Em 2013, o Sindicato dos Bancários de São Paulo completa 90 anos.
Em 2013, a CUT - Central Única dos Trabalhadores, completa 30 anos.
Em 2013, o PT completa 34 anos de existência e dez na presidência do Brasil.

Todos estes anos não foram em vão.
Fazemos parte desta história e temos orgulho de ter contribuído pelo crescimento e realização do Brasil.

Vamos recuperar a alegria de trabalhar por um Brasil melhor, e fazer todos os esforços para que nossos prefeitos e governantes mantenham o compromisso de governar com o povo, para o povo e sendo do povo.

Não precisamos de bonapartistas nem messiânicos.
Precisamos que todos contribuam com sua capacidade e boa vontade.

Um país rico e digno, é um país que tenha uma enorme classe média qualificada e participativa.

Que venha 2013!



sábado, 29 de dezembro de 2012

PT Paulistano - Provocações que pegam

E os Movimentos Sociais?

A maior crítica que se faz às Elites Brasileiras é que, para elas, somente os ricos e “doutores universitários”são capazes de governar.

Lula provou que era capaz de governar, mesmo não sendo rico de dinheiro e não tendo diploma de faculdade. Precisamos contribuir para que todos os brasileiros possam estudar e cursar faculdade, mas isto não pode ser pré-requisito exclusivo para cargo público.

Lula foi o melhor presidente da história do Brasil.

No entanto, tem muitos petistas que gostam de agradar às Elites e, na hora de se candidatar, procuram os movimentos sociais, mas, depois de eleitos, priorizam “ou doutores e os ricos”.

Haddad prometeu ser o NOVO.
Começou com o ibope bem baixinho, e ganhou as eleições com muitos méritos e muitos apoios, principalmente dos movimentos sociais e dos sindicalistas.

Da mesma forma que nossa imprensa gosta de tentar "enquadrar Dilma”, a imprensa está tentando fazer o mesmo com Haddad. Mas, por enquanto, a equipe de Haddad está dando razão à imprensa.

Mesmo o Centro de São Paulo de São Paulo sendo sede dos principais sindicatos dos trabalhadores de São Paulo, tendo também a Associação Viva o Centro, a Associação Comercial e dezenas de outras entidades empresariais, não sabemos se estas instituições foram ouvidas na indicação do pessoal que cuidará do Centro de São Paulo.

É preciso estar atento e forte.
Afinal, como dizem os funcionários públicos:
“A gente pode não eleger, mas ajudamos a DESELEGER muita gente”.

Vejam as matérias da Folha de hoje:

PAINEL – Folha de S.Paulo – 29/12/12

VERA MAGALHÃES - painel@uol.com.br

Sob nova direção

Fernando Haddad concluiu a montagem de seu time de 31 subprefeitos, colocando fim à era dos coronéis nas administrações regionais de São Paulo.

Além do ex-secretário Marcos Barreto, escalado para a Sé, os outros selecionados pelo petista são engenheiros e arquitetos de carreira. A triagem levou em conta as características e demandas dos bairros. O prefeito eleito reunirá hoje a equipe completa para as instruções iniciais, com foco nas providências para o período de chuvas.
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Escanteio
A despeito da pressão de aliados, Haddad vetou também indicações de vereadores para funções consideradas técnicas nas subprefeituras, como supervisão de obras, finanças e setor jurídico. O prefeito eleito reservou cota de cargos para preenchimento político nas áreas de esporte, cultura e atendimento comunitário.

Santo de casa
A medida contrariou sobretudo o PT, que chegou a aprovar lista de candidatos a postos de direção em cada zonal da capital. Petistas percorriam as subprefeituras desde o final do segundo turno da eleição apresentando o que seriam os futuros supervisores e administradores no novo governo.


Mônica Bérgamo – Caderno Ilustrada da Folha – 29/12/12.

NO CENTRO


Marcos Barreto comandará a Subprefeitura da Sé,
a mais poderosa de todas.


Ex-secretário de Habitação na administração Marta Suplicy (PT-SP), ele é do grupo do deputado federal Paulo Teixeira, a quem sucedeu naquela época no comando da pasta.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Truffaut , Hitchcock e a Arte do Cinema

Antigamente tinha Paulo Emílio

Há muito tempo atrás eu lia os artigos de Paulo Emílio ou lia sobre Paulo Emílio e ficava pensando sobre a importância do crítico de cinema e o fato de existir especialistas no Brasil que nos ajudava a conhecer mais os filmes importantes.

Na década de 80 achei um livro de Paulo Emílio: “Crítica de Cinema no Suplemento Literário - Volume I”, da Editora Paz e Terra com a Embrafilme. Este livro foi editado em 1981. Como o nome já diz, são artigos publicados no Suplemento Literário do Jornal O Estado de São Paulo. O famoso Estadão.

Anos depois, quando fomos ao Espaço Unibanco, na Rua Augusta, assistir a algum filme, achamos na livraria do cinema, um outro livro lendário: François Truffaut, de autoria de Antoine de Baecque e Serge Toubiana. Este é da Editora Record, de 1996.

A partir desta biografia de Truffaut, passei a prestar mais atenção nos filmes de Hitchcock e a ter vontade de ler o livro de Truffaut com as entrevistas que ele fez a Hitchcok.

Toda vez que vou ao Reserva Cultural, novo espaço de cinema de arte, localizado na Avenida Paulista, no prédio da Gazeta, lá também tem uma pequena livraria e sempre tem um exemplar do livro de Truffaut com Hitchcock em destaque na prateleira. E toda vez eu pego o livro para dar uma olhada e deixo para comprar depois. É uma edição da Companhia das Letras, datada de 2010.

Finalmente, depois de muito namoro e paquera, acabei ganhando de presente de Natal o famoso livro de Truffaut com Hitchcok. Um presente muito especial e que vou curtir durante muitos longos anos.

E para fechar o ano de 1012 com mais alegria, ganhei de final de ano um outro livro que é um documento fundamental do Século XX: Uma publicação especial da CosacNaify, também de 2010, o livro é HENRI CARTIER BRESSON – O Século Moderno.

Fotografias e Cinema, ambos se completam e marcam o tempo e a história.

Ainda estou lendo “O Livro das Maravilhas”, de Marco Polo, mas estou maravilhado lendo vários livros ao mesmo tempo.

E por falar em lembranças e maravilhas, ao folhear a Biografia de Truffaut, achei no meio das folhas, umapágina velha e amarela de um jornal. Era a página de capa, D15, do Caderno 2, do Estadão, de Fim de Semana, sexta-feira, 27 de abril de 2001, onde a manchete era:

“Ver Truffaut, uma forma possível de felicidade”, e o autor é, o ainda crítico de cinema do Estadão, Luiz Sanin Oricchio. Há uma outra matéria, do também ainda crítico de cinema do Estadão, Luiz Carlos Merten, com o título “O autor entre o provisório e o definitivo”.

Guardei com cuidado a página amarelada do Caderno2, do Estadão de 27 de abril de 2001, e fiquei olhando para os livros sobre a mesa. Creio que não precisa transcrever nenhuma parte dos livros aqui citados. Eles estão nas mentes e nos corações de quem os conhecem e é bom saber que o Cinema e as Fotografias ainda fazem parte da nossa vida.

Ainda hoje eu vi uma foto de Sebastião Salgado com a presidente Dilma em Brasília. Quem sabe daí apareçam mais fotos e filmes com o padrão de qualidade que o Brasil precisa?

Estou cada vez mais animado com 2013.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Nova Rota da Seda liga China à Europa por trem

O mundo se renova com os chineses

O quê dificulta o Brasil a ter um “choque de modernidade”? Todo mundo culpa todo mundo, mas não se consegue fazer uma “frente ampla pela modernidade com inclusão social”.

Dilma precisa ler esta matéria do jornal Valor e intensificar as Câmeras Setoriais e os Grupos de Trabalho com forte presença dos trabalhadores, dos consumidores e dos produtores, além dos governos. Ouvir apenas os empresários não vale.

Nova "Rota da Seda" liga China à Europa


Valor – 27/12/2012

As multinacionais que operam na China vêm estabelecendo fábricas no interior do país em busca de mão de obra mais barata. Mas isso tem uma desvantagem: essas fábricas podem ficar a mais de mil quilômetros da costa.

Para as companhias que exportam para a Europa - ainda um dos maiores mercados para os produtos chineses - o transporte por ar de Chongqin ou outras cidades do interior é caro demais. O transporte de produtos em caminhões ou trens para os portos de Xangai ou Yantian, em Shenzhen, e depois em navios para a Europa ocidental pode levar 40 dias.

Para a Hewlett-Packard (HP), que produz notebooks em Chongqin, há uma alternativa: uma rede internacional de trens de carga que liga a China à Europa. Desde 2011, a HP já transportou 4 milhões de notebooks pela rota ferroviária de 11.179 km, inaugurada no ano passado pelas autoridades ferroviárias de Chongqin e do governo central chinês.

Ela começa em Chongqin e atravessa Cazaquistão, Rússia, Bielorrúsia e Polônia, antes de chegar a Duisburg, na Alemanha. Uma linha separada sai do norte da China e vai até a Ferrovia Transiberiana, que percorre 9.288 km de Vladivostock a Moscou.

Com planos de transportar também suas impressoras a jato de tinta via trem, a HP diz que intensificará o uso da ferrovia da média de um trem por semana para 1,5 em 2013. "Fomos pioneiros na ida para o oeste da China e somos pioneiros no desenvolvimento dessa rota", diz Tony Prophet, vice-presidente sênior de operações para sistemas de impressão e pessoais da HP.

O embarque de um contêiner em um trem custa cerca de US$ 10 mil, um terço do preço do transporte aéreo, diz Prophet. Embora o custo ferroviário seja duas vezes maior que o do transporte marítimo, a carga demora apenas 21 dias de Chongqinq até a Europa ocidental. No entanto, a "pegada de carbono" deixada pelo transporte ferroviário representa a trigésima parte da do transporte aéreo.

Companhias de produtos eletrônicos como a Foxconn e a Acer, ambas com fábricas em Chongqin, também estão embarcando produtos para a Europa por trem, segundo a companhia de transporte internacional Far East Land Bridge, com sede em Viena. Henry Wang, porta-voz da Acer confirmou que a companhia está usando a ferrovia; a Foxconn não quis comentar.

BMW, Audi e Volkswagen estão usando a ligação ferroviária para transportar autopeças produzidas na Alemanha para suas unidades de montagem na China. "Cada corrida vazia custa muito dinheiro, portanto é preciso um equilíbrio entre o Oriente e o Ocidente", diz Thomas Kargl, diretor-presidente da Land Bridge, acrescentando que sua empresa está administrando trens para todas essas companhias. Somente a BMW envia de três a sete trens por semana de Leipzig para a China, transportando autopeças para sua unidade de montagem em Shenyang.

Outros setores inclinados a adotar o transporte ferroviário incluem o siderúrgico, o de sucata, plásticos e produtos químicos, segundo Kargl. A DHL e a DB Schenker anunciaram no ano passado o lançamento de serviços mais frequentes. A DHL passou de um serviço de transporte noturno para um concorrente global em logística, incluindo o transporte ferroviário; ela é controlada pela Deutsche Post. A DB Schenker outra empresa de logística, é controlada pela Deutsche Bahn, uma companhia ferroviária alemã.

Os chineses estão entusiasmados com as conexões ferroviárias com a Europa. O governo cogita a possibilidade de financiar a construção de trilhos em vizinhos da Ásia central como o Uzbequistão e o Quirguistão, segundo relatos da agência de notícias estatal Xinhua News Agency.

O premiê Wen Jiabao referiu-se à ligação ferroviária China-Europa como parte de uma nova Rota da Seda, a rota terrestre que ligou o oeste da China com o leste do Mediterrâneo por mais de mil anos. Os russos também estão gostando: a Russial Railways, a empresa ferroviária estatal, é acionista da Far East Land Bridge.

"Ter tranquilidade nos negócios com os russos é muito importante. Eles controlam a linha", diz Kargl. "Se você tiver o apoio deles, tudo correrá bem."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Estrela do nosso quintal

São Paulo também tem estrelas

Todas as noites, quando vou à lavanderia ou olhar as plantas no quintal de casa, olho para o céu e vejo sempre uma mesma estrela, parada, olhando-me e esperando eu dizer alguma coisa.

Pelo tamanho e pela posição, parece ser a Estrela Dalva. Instintivamente eu a olho e comento em pensamentos sobre meu dia, meus desejos, minhas alegrias e minhas tristezas.

Da mesma forma que eu converso com as flores, habituei-me a conversar com a estrela do nosso quintal.

Neste final de semana, que coincidiu com o Natal na segunda-feira, fiquei conversando com a nossa estrela sobre as coisas que dão certo e as coisas que dão erradas.

Tem gente que trabalha muito e ganha pouco, tem gente que, por acaso, começa a trabalhar em determinada área e ganha muito dinheiro. Também tem gente que se cuida muito e, de repente fica doente, muito doente.

Também tem situações em que a gente faz tudo para dar certo e, sem entender o porquê, dá tudo errado, criando um mal estar danado.

Neste Natal conversei muito com nossa estrela sobre determinado problema que nos atrapalhou os ânimos, mas também falei com nossa estrela sobre a alegria de passar um Natal com a família e fazer um bom balanço sobre o ano que se encerra.

Parece que a estrela gostou muito da nossa conversa. Tanto que parou de chover e o céu ficou mais brilhante e cheio de estrelas. Com o brilho das estrelas, nossas flores também ficaram mais bonitas. Como não sei tirar fotos das estrelas, mostro fotos das flores.

Vejam estas violetas brancas.


Elas brotaram para comemorar o Natal e para desejar um Feliz Ano Novo.

Cheio de flores, de estrelas e de esperanças.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A Sagração da Primavera - O Tempo como Aliado

1912, 1913, 1914, 2012, 2013... Para onde vamos?

Stravinsky, Nijinski, Pina Bausch e Maurice Béjart. Na música, na arte, na história, e em tantos eventos da vida, sempre tem coisas e pessoas que ficam para sempre.

No presente, quando estamos passando de 2012 para 2013, as pessoas escrevem, leem e falam sobre as dúvidas do futuro e do presente. Ainda não chegamos em 2014. Mas sabemos o quê aconteceu em 1914. Há um século atrás, além da “Belle Époque”, nós também tivemos o início da Primeira Guerra Mundial. Uma das maiores tragédias da História da Humanidade.

Para não repetir as tragédias, podemos começar o ano de 2013, comemorando o centenário de “A Sagração da Primavera”, composição de Igor Stravinsky. E que a Cultura e a Arte falem mais alto do que a Guerra e a Crise Econômica.

É preciso manter a esperança...

Vejam este bom artigo da Folha de hoje:


Em centenário, orquestras saúdam vigor da 'Sagração'

Peça inovadora de Igor Stravinsky causou furor ao estrear em Paris, em 1913, com coreografia ousada

Partitura, usada em espetáculos de Pina Bausch e Maurice Béjart, inspira temporada da Osesp

Isabelle Moreira Lima, colaboração para a Folha, em Chicago – edição de 25dez12.

"A Sagração da Primavera", obra-prima de Igor Stravinsky (1882-1971), completa cem anos como uma celebridade de agenda cheia, presente nos principais palcos do mundo.

No biênio 2012-2013, quando é comemorado o centenário da composição (1912) e o da première (1913), ela é destaque nas temporadas de orquestras como as sinfônicas de Londres e Chicago, a Filarmônica de Los Angeles e a Osesp, que montou um ciclo inspirado na peça.

Também motivou uma extensa programação na University of North Carolina at Chapel Hill, que se espraia por conferências, cursos e inclui 11 estreias.

Por cem anos, muitos adjetivos tornaram-se inseparáveis da composição: inovadora, enérgica, polêmica. Este último talvez seja o primeiro que vem à cabeça, por conta do fuzuê que a estreia, em 29 de maio de 1913, gerou em Paris.

Acompanhada da coreografia de Vaslav Nijinski (1890-1950), a partitura foi alvo de vaias de uma plateia completamente chocada, o que culminou na interrupção do espetáculo e deixou Stravinsky furioso.

Hoje, sabe-se que foi mais a coreografia -focada no primitivismo e distante da elegância vigente no balé de então- do que a composição em si que incomodou.
"Em 1913, as pessoas já haviam sido expostas a estilos musicais assustadoramente novos. A 'Sagração', por si só, não era muito diferente do que o que estava sendo executado", explica L. Michael Griffel, diretor de história da música da Juilliard School.

ESCÂNDALO

Para Griffel, a polêmica ajudou a divulgar a composição. "É claro que a magnitude da música é o principal motivo para a sua permanência nos repertórios, mas escândalos criam interesse."

A dança foi o que mais feriu suscetibilidades na "belle époque", mas os temas pinçados por Stravinsky das antigas culturas russa e lituana tampouco eram muito palatáveis. Em uma das passagens mais célebres, ele retrata o sacrifício de uma adolescente que dança até a morte de forma desesperada.

Desde então, a "Sagração" embalou coreografias de nomes como Pina Bausch (1940-2009) e Maurice Béjart (1927-2007) -e é geralmente apresentada sob o epíteto de "composição que marcou o início do modernismo".

"Dizer que é a primeira peça modernista é raso. É mais interessante localizar a 'Sagração' na cultura em que foi baseada. Assim, é possível entender a originalidade da música", avalia Gerard McBurney, compositor e diretor criativo do Beyond the Score (além da partitura), espécie de aula-espetáculo promovida pela Sinfônica de Chicago, que em novembro abordou a "Sagração".

"Um dos segredos dessa peça é que ela sempre dá voz aos instrumentos. Se for bem executada, faz com que a orquestra soe fora do comum.Como compositor, olho para a partitura e fico verde de inveja", afirma ele.

OSESP

Ao jornal britânico "Guardian", a regente titular da Osesp, Marin Alsop, disse que "A Sagração da Primavera" é sua peça favorita do século 20: "É revolucionária mesmo para os padrões de hoje".

Em dezembro de 2013, Alsop regerá a Osesp em quatro concertos comemorativos dos cem anos da obra, fechando a temporada da orquestra, que montou sua programação de 2013 baseada na ideia de "sagrações da primavera, no plural", segundo o diretor artístico Arthur Nestrovski.

Dona Canô e Oscar Niemeyer - Os Centenários se vão

O Brasil perde suas lideranças emblemáticas

Dois símbolos do humanismo brasileiro, símbolos de um Brasil que era muito pobre e desigual e ficou rico e bem menos desigual. Símbolos que não aceitaram o neoliberalismo nem o cinismo como modernidade.

Para nós, baianos que crescemos “atrás do Trio Elétrico”, ver Dona Canô partir é perder uma parte da nossa vida. No meu caso, minha mãe tem 89 anos, nascida em Miguel Calmon e vivida em Serrinha-Bahia. Não tem a fama de Dona Canô, mas canta e conta causos como boa baiana e mãe de todos.

Que Deus faça uma boa reunião com os brasileiros famosos que já foram para o Céu e curta uma boa música, com estórias e uma boa comida baiana.

Aos Veloso’s nosso carinho de longe, daqui de São Paulo. E que Gil aproveite o show no Rio de Janeiro e mande “Aquele Abraço” para Dona Canô e toda família.

Vejam que bom texto da UOL:

Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, morre aos 105 anos

UOL DE SÃO PAULO - 25/12/2012 - 10h56

Claudionor Vianna Telles Velloso, 105, a Dona Canô, morreu nesta terça-feira (25) em sua casa, na cidade de Santo Amaro da Purificação no Recôncavo Baiano.

Dona Canô ficou internada por seis dias no Hospital São Rafael e teve alta na sexta-feira (21). Ela sofreu uma isquemia transitória --os sintomas são semelhantes aos de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), devido à falta de sangue em uma região do cérebro.

Em 16 de setembro, quando completou 105 anos com grande festa em Santo Amaro da Purificação (a 67 km de Salvador), onde mora, disse à Folha não ter medo da morte. "Não tenho, não, meu filho. Acredito em Deus e sempre vivi com a minha família, com pessoas do meu lado, com a casa cheia. Acho que esse é o segredo [da longevidade]".

Dona Canô nasceu no dia 15 de setembro de 1907, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia, dona Canô se tornou uma das personagens mais ilustres de Santo Amaro e do próprio Estado da Bahia.

Casou-se em 1930 com José Teles Velloso, mais conhecido por Zeca ou seu Zezinho, funcionário público dos Correios, que morreu em dezembro 1983, aos 82 anos.

"Eu me casei com vinte e três anos. Eu já conhecia Zeca, através de um amigo dele. (...) Nós íamos todo dia passear na praça. Naquele tempo se passeava muito na praça, hoje não se pode. (...) Quando foi um dia, Zeca disse que ia falar com Papaizinho [pai de D. Canô] e que a gente ia se casar. Eu disse: Oxente!"

O casamento foi marcado com pressa, porque o Zeca ia ser transferido. (...) Nós casamos no dia 7 de janeiro de 1931." * [trecho de "Canô Velloso - Lembranças do Saber Viver"]

Teve oito filhos, sendo a primogênita Maria Clara, e a cantora Bethânia a mais nova.
"Quando Maria Clara nasceu eu estava com um ano e dois meses de casada. (...) os outros é que vieram, não sei por que, tão ligeiro assim, um atrás do outro.

Um atrás do outro não, porque, de Clara para Mabel foram dois anos, de Mabel para Rodrigo não demorou, foram onze meses, de Rodrigo para Roberto cinco anos, de Roberto pra Caetano quatro anos, de Caetano para Bethânia quatro anos. Só de Mabel para Rodrigo foi rápido."

INFLUÊNCIA POLÍTICA


Dona Canô ganhou mais prestígio em Santo Amaro (BA) do que qualquer político, empresário ou líder religioso da cidade. Na cidade de 60 mil habitantes, localizada no recôncavo baiano (a 71 km de Salvador), ela era considerada mais influente até do que seus dois filhos ilustres, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Em época de eleição municipal era assediada por políticos de todos os espectros, que buscavam seus conselhos. Dona Canô era a primeira a ser ouvida pelo prefeito quando o município precisava tomar uma decisão, e também recebia visitas de empresários que queriam sua bênção para se instalar na cidade.

Sua casa, a de número 179 na avenida Vianna Bandeira, no centro, é ponto turístico de Santo Amaro.

ACM E LULA

Dona Canô possuía uma forte e antiga amizade com o senador Antônio Carlos Magalhães (ACM) e, por extensão, com seu grupo de aliados, que mantiveram a hegemonia do poder no Estado durante décadas. Ela esteve presente na missa em homenagem em homenagem a ACM, que faria 80 em 2007, mas morreu em junho daquele ano.

A amizade que desfrutou com o influente ACM permitiu a dona Canô conseguir diversos projetos de melhoria para Santo Amaro, como a reforma e iluminação da igreja matriz da cidade, ou a construção de um teatro com 380 lugares. O governo do Estado também lhe enviava, sempre que solicitado, doações de artigos como cadeiras de rodas, colchões e agasalhos, que Dona Canô distribuía para centenas de pessoas que se aglomeram na porta de sua casa.


Apesar de tanta influência, a matriarca dos Velloso era humilde: "Se hoje me reconhecem é por causa dos meus filhos. Eu não sou nada", afirmou ela em entrevista à Folha, em 2000.

A ligação de Dona Canô com Lula também é notória. Em 2002, nas vésperas da votação que daria a Lula seu primeiro mandato presidencial, ela telefonou ao então candidato, e lhe parabenizou pela campanha, chegando inclusive a cantar o jingle da campanha de Lula no telefone, acompanhada de sua família.

DESAUTORIZANDO CAETANO

Lula também foi o motivo de uma das últimas polêmicas protagonizadas por Dona Canô, em 2009, desta vez envolvendo seu filho. Caetano disse em entrevista ao jornal "Estado de São Paulo" em 5 de novembro, que apoiava a candidatura de Marina Silva à presidência da República, porque ela "é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro."

A declaração obteve grande repercussão, o que fez Dona Canô manifestar intenção de ligar ao presidente para pedir desculpas, em nome de Caetano. "Lula não merece isso. Quero muito bem a ele. Foi uma ofensa sem necessidade. Caetano não tinha que dizer aquilo. Ele é só um cantor. Vota em Lula se quiser, não precisa ofender nem procurar confusão."


A polêmica foi encerrada poucos dias depois, quando Lula ligou pessoalmente para Dona Canô para perdoar Caetano pela declaração. "Não fique chateada, preocupada, porque gosto muito da senhora e gosto do Caetano também. Está tudo bem, essas coisas acontecem", disse o ex-presidente.
SINCRETISMO
Religiosa, liderou durante anos a Novena de Nossa Senhora da Purificação, popularmente conhecida como Novena de Dona Canô, tradição católica de quase três séculos que acontece sempre na última semana de janeiro. Essa devoção não a impediu de comandar também as baianas adeptas do candomblé na festa da lavagem da escadaria da igreja.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PLR e Salário Mínimo são corrigidos pelo Governo

Salário Mínimo em 2013 será de 322,86 dólares
Se fosse com FHC seria de 80 dólares

Além de definir o valor do Salário Mínimo para 2013 como R$678,00,
o governo finalmente aceita isentar de IR até seis mil reais do valor recebido como PLR – Participação nos Lucros e Resultados.

Depois de nove meses de negociações, promessas e adiamentos, o governo federal aceitou a reivindicação dos trabalhadores assalariados que recebem PLR e que viam estas remunerações serem devoradas pelo Imposto de Renda ser alterada a aplicação do IR.

As Centrais Sindicais, em nome dos trabalhadores, agradecem e conclamam:


É importante ouvir os empresários, os trabalhadores e toda sociedade.
Os empresários são importantes,
mas os trabalhadores também são fundamentais!

Feliz Natal para Dilma, seus ministros,para os trabalhadores da ativa, e também para os aposentados.

Governo anuncia salário mínimo de R$ 678

e isenção da PLR até R$ 6.000


Do UOL, em São Paulo - 24/12/2012 - 13h33 / Atualizada 24/12/2012 - 13h52

O governo anunciou nesta segunda-feira (24) um reajuste de 9% no salário mínimo de 2013, que passará a valer R$ 678, informou a Presidência da República. O valor atual é de R$ 622.

Além disso, será isenta de Imposto de Renda a Participação em Lucros e Resultados (PLR) até R$ 6.000. O impacto dessa isenção nos cofres públicos será de R$ 1,7 bilhão no ano que vem.

O decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff será publicado na edição de quarta-feira do Diário Oficial da União.

A proposta da Lei Orçamentária de 2013, entregue no dia 17 pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), previa o mínimo em R$ 674,96 a partir de janeiro. A proposta original do governo previa um mínimo de R$ 670,95, mas o valor foi reajustado de acordo com novos cálculos da inflação.

Já a isenção do IR sobre a PLR tinha sido anunciada em maio e, desde então, governo e centrais sindicais discutiam o tamanho dessa isenção.

O ministro Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendia isenção máxima de R$ 6.000. Por outro lado, representantes de centrais sindicais queriam, no mínimo, R$ 10 mil.



Natal com Rosas...

Em nome das flores

Depois de toda a correria deste ano de 2012, depois de tantas vitórias e também de algumas quedas, chegamos a um Novo Natal. Fui procurar no blog o quê eu tinha escrito no ano passado, em 2011.

Além de flores, tinha a notícia de que a economia brasileira passaria a da Inglaterra. Com a desvalorização cambial, o Brasil voltou a ficar atrás da Inglaterra e nossa imprensa comemora o pibinho.

E para lembrar o espírito do Natal, fui ver as fotos das flores de dezembro do ano passado, são os mesmo tipos de flores que apareceram nas fotos deste dezembro atual, mas não são as mesmas flores.
Este é um dos segredo da vida. Renovação permanente.

Assim, embora tenha muitas fotos das flores deste mês de dezembro,
vou mostrar algumas fotos das Rosas de Dezembro de 2011.
É o espírito do Natal.

As Rosas estimulam o amor,
como o Natal estimula a fraternidade e a vida familiar.

Vejam esta rosa branca...



E esta outra rosa “cor-de-rosa”...




E as rosas da Vila Madalena, podem ser as rosas de São Paulo e do Brasil.



Vamos deixar os problemas para 2013 e vamos nos concentrar no amor e na fraternidade.
O mundo não vai se acabar, vai começar um novo ciclo. Que nós podemos ajudar a ser melhor do que o ciclo que está se acabando.

Quando estiverem com dúvidas, olhem para as rosas...


domingo, 23 de dezembro de 2012

Imprensa antecipa Final de Ano

Para falar mal do governo

Em vez de valorizar o clima solidário do Natal, a Folha e o Estadão, e provavelmente os seus seguidores nacionais também, já anteciparam os balanços do Final do Ano. Já que o mundo não se acabou.

E tomem pessimismo e críticas ao governo Dilma.
A imprensa quer que a política econômica seja NEOLIBERAL.
E o pior é que tem gente enrustida no governo que dá entrevista sem se assumir, apoiando este tipo de política econômica.
Ou os jornais estão inventando entrevistas em “off”.

Como o maior trunfo do governo Dilma tem sido a manutenção do bom índice de empregos e o baixo desemprego, agora a Folha e a UOL resolveram “alertar” que o desemprego pode voltar a subir. Como a inflação já está subindo e o câmbio também.

Estão querendo estragar o Natal de Dilma e de muita gente.

Leiam a material abaixo:

Perspectivas Brasil 2013/14 - Economia pode perder motor do emprego nos próximos anos

UOL - Luciana Otoni - Em Brasília - 23/12/2012 - 13h30

O Brasil corre sérios riscos de perder nos próximos anos uma das maiores forças motrizes da economia: o forte desempenho do mercado de trabalho, com emprego e renda em alta.

Isso porque a economia ainda continua patinando e, sem uma recuperação mais robusta daqui para frente, segundo avaliações de especialistas, empresários e fontes do próprio governo ouvidas pela Reuters, o mercado de trabalho perderá dinamismo e reduzirá a oferta de vagas em 2013 e 2014.

Segundo uma fonte do governo, que pediu anonimato, os sinais de exaustão ficarão mais evidentes no final deste ano, persistindo nos primeiros meses do próximo ano em resposta à dificuldade de recuperação da economia. No acumulado deste ano até novembro, a geração de emprego formal caiu quase 45 por cento em relação a igual período de 2011.

Uma das maiores preocupações do governo neste momento, segundo relatou a fonte, são os riscos de demissões em segmentos intensivos em mão de obra, como o de serviços, mesmo após uma série de estímulos dada ao setor produtivo em geral.

"Esperamos que não avancem as demissões que se anunciam no setor financeiro, que são elevadas", comentou a fonte citando as dispensas anunciadas pelo Santander. No início de dezembro, o banco espanhol havia comunicado a dispensa de mil trabalhadores no Brasil.

A presidente Dilma herdou um mercado de trabalho robusto, que encarou bem as consequências dos períodos mais tensos da crise financeira internacional em 2008 e 2009.

Em 2010 foram criadas 2,136 milhões de vagas com carteira assinada, um recorde. Em 2011, justamente quando a presidente assumiu o comando, a oferta caiu quase 27 por cento, para 1,566 milhão de postos.

Em 2012, com a atividade perdendo ainda mais fôlego, a abertura de vagas desacelerou, sendo que a previsão do Ministério do Trabalho é da abertura líquida de 1,4 milhão de empregos formais.

Apesar de menor, a geração de emprego ainda pode ser considerada boa, capaz de segurar a taxa de desemprego em níveis baixos, com renda em alta. Em outubro, o desemprego ficou na mínima histórica de 5,3 por cento e o rendimento registrou alta de 4,6 por cento na comparação com igual mês de 2011.


Nota do Blog:

Se quiserem ler mais avaliações econômicas prevendo o fim do mundo, pode comprar a Folha e o Estadão. Não precisa nem ler a Veja.

Mas, eu prefiro ficar com o Espírito do Natal.

Que venha o Natal e que venha 2013!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Israel e Irã unidos pela Música

Rita Jahanforuz grava músicas na língua do Irã

Faz sucesso em Israel e também no Irã. Motivo: cantora israelense nasceu e teve primeira infância no Irã e as músicas falam da cultura iraniana, além de ser cantada em “FARSI”, língua do Irã.

As mulheres, as crianças, as culturas e os esportes são sempre pontos de aproximações entre os povos. Que os militares e conservadores dos dois países aprendam a lição e contribuam para a paz na região e no mundo.

Vejam que bela matéria no Estadão de hoje:

A Ivete Sangalo de Israel quebra tabu histórico

Rita Jahanforuz gravou um disco em farsi, o idioma do Irã.

E Tel-Aviv adorou

Estadão – Caderno 2 - 22 de dezembro de 2012 | 7h 00 - Roberto Nascimento

"Um disco na língua de Mahmoud Ahmadinejad?". Foi com espanto que os amigos de Rita Jahanforuz responderam quando a pop star revelou os planos para seu novo trabalho, My Joys, lançado este ano. Rita, uma espécie de Ivete Sangalo do Oriente Médio, há 25 anos nas paradas israelenses, decidira gravar canções tradicionais em sua língua materna, a mesma do malquisto chefe de estado iraniano.

"Quis reproduzir a trilha sonora da minha juventude", conta a cantora, nascida em Teerã e radicada em Tel-Aviv desde os 8 anos. "Pensei: 'quem vai querer ouvir isso? Mas mesmo assim segui em frente", completa.

Quem quis ouvir? Muita gente. My Joys, cantado em farsi, virou disco de ouro em Israel menos de um mês após ser lançado. Também tornou-se hit no Irã, uma rara instância em que um artista faz sucesso nos dois países. "Comecei a receber e-mails de Teerã. As pessoas me agradeciam por mostrar a cultura iraniana ao mundo", conta.

Na capital iraniana, os discos são camuflados em capas brancas, e vendidos no mercado negro, pois a ditadura proíbe mulheres de terem carreiras. "Eles me ouvem em festas, em casamentos e nos carros. Isso é fantástico. Quando era pequena, ouvia minha mãe cantar dentro de casa. Nunca imaginei que isto pudesse acontecer", diz.

O governo iraniano fez pouco caso ao descobrir que uma israelense é a sensação dos camelôs na capital. De acordo com o jornal inglês Guardian, a agência de notícia Fars, associada ao governo iraniano, alegou conspiração por parte de Israel, chamando Rita de "a mais recente estratégia em uma guerra sutil".

Os e-mails sugerem o contrário. Fãs de Teerã agradecem Rita por mostrar ao mundo a música de uma cultura reprimida. Para Rita, a gratidão iraniana vai além: "Eles se sentem felizes porque estou iluminando uma cultura muito maior do que as coisas que vemos no noticiário.

Estou mostrando a alma deles, o que realmente interessa. Não as bombas e as outras coisas escuras que são resultados da ditadura. As pessoas no Irã são como as de qualquer outro lugar: alegres, trabalhadoras", conta.

A gênese de My Joys ocorreu em uma sessão de gravações, em 2011. Uma banda de rock marroquina acompanhava a cantora, que ficou impressionada pela forma com que, embora tocassem guitarras e baterias, os músicos veneravam a tradição musical da pátria mãe.

"O respeito que eles mostravam pelas próprias raízes me fez repensar e decidir tomar um rumo diferente na minha carreira. Sempre cantei em farsi. Desde que comecei, todos os meus discos tem uma música na língua. Mas em My Joys, juntei canções da minha infância. Pedi ajuda com a pronuncia para os meus pais.

O quanto My Joys é um álbum iraniano depende do idioma do ouvinte. Na impressionante voz de Rita, que aos 50 anos mostra-se em perfeita forma física e vocal nos clipes do disco disponíveis no YouTube, as canções ganham um verniz de world music popular.

"O disco é bem festivo. Os meus outros têm o repertório esperado: uma balada, um andamento médio, etc... Mas My Joys tornou-se algo colorido. Me lembra as trilhas de Emir Kusturica. Ele sempre escolhe umas músicas com um que cigano. Me sinto como se eu e minha banda fossemos um bando destes ciganos".

Os instrumentos que a acompanham - kamanche e duduk - são tradicionais, mas a música que fazem é projetada para as ondas de rádio. "De repente percebi que conhecemos música do Iêmen, da Rússia, de Marrocos, mas a música iraniana é pouco divulgada. Mesmo sendo a base de todas essas outras tradições", conta.

A voz de Rita é tesouro nacional israelense. Por voto popular, a cantora foi eleita a mais importante da história no aniversário de 60 anos do país, em 2010. Natural de Teerã, Rita mudou-se para Israel, em 1970, aos 8 anos de idade. A família se estabeleceu nos subúrbios de Tel-Aviv, e Rita começou sua carreira musical aos 25 anos. Em 1985, emplacou sua primeira canção no rádio. Em 1999, alcançou sucesso internacional cantando em inglês.

"Minha mãe tinha uma voz maravilhosa. Mas ela cantava em casa porque não podíamos fazer isto fora de casa, no Irã. Tínhamos muita música em casa. Quando fiz sucesso, foi da noite para o dia, como Cinderela. Tive o primeiro disco mais vendido de qualquer carreira em Israel", explica. E deu nisso: um mix da tradição iraniana com produção contemporânea", conta.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

É Natal em São Paulo

Chuva, Sol, Frutas e Flores

Todos os dias a cidade de São Paulo passa por muito sol e muita chuva. Chuvas de derrubar árvores, arrastar carros e dar pânico nos trabalhadores que precisam pegar ônibus, metrô ou trem. A cidade fica um caos. Apesar do clima de Natal.

Enquanto escrevo os trovões e relâmpagos atormentam nossa janela do 19º. Andar da Rua São Bento, em pleno Centro da cidade.

Dilma veio comemorar mais um Natal com os trabalhadores das cooperativas de papel e papelão de São Paulo. Mais uma vez a presidente esteve no Centro Sindical dos Bancários de São Paulo falando sobre mais emprego, mais trabalho e mais dignidade.

Afinal, país rico é país sem pobreza.

E por falar de Natal, de democracia, de qualidade de vida e papel dos poderes nacionais, sempre temos muitas visitas de leitores dos mais diversos países.

Nesta semana, além dos países tradicionais, recebemos visitas de alguém da NORUEGA, da Arábia Saudita, da Colômbia, da Polônia, do Canadá, do México, de Angola, Japão, China e Moçambique. São 80 países que nos visitam com regularidade.

Com todo este clima de chegada do Verão,
vejam esta foto do entardecer no Centro de São Paulo.



E nas ruas da Vila Madalena, além de flores, temos frutas. Vejam estas mangas.



Mas, para este clima de Natal e Ano Novo, nada melhor do que mostrar singelas flores.
Vejam estas flores de violetas rosas.
Trazem paz para os olhos e para a alma.



E que, além do “pibão” pedido por Dilma, nós tenhamos uma imprensa mais honesta e um país mais harmonioso.

Hoje, sexta-feira, praticamente o ano comercial, letivo e do trabalho, acabou.
Tudo agora gira em torno das Festas do Final do Ano.

Paz nas estradas e nos lares.
Que quem partiu possa voltar vivo e saudável para casa.

Que bebamos menos e amemos mais.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Santander é obrigado a suspender demissões

Funcionários e Sindicatos Unidos

Santander no Brasil dá vexame, constrange os funcionários, mas é obrigado a recuar e assinar acordo judicial suspendendo as demissões e indenizando que foi demitido, além de reintegrar em alguns casos.

O Brasil é onde o Santander tem mais lucro no mundo e ainda acha que pode desrespeitar os funcionários brasileiros, seus sindicatos e nosso governo.
Lamentável!


Vejam a matéria informativa do site do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Sindicato e Santander assinam acordo judicial


São Paulo - Direção do Sindicato e do banco espanhol Santander assinaram acordo judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) que prevê indenizações aos trabalhadores demitidos sem justa causa em dezembro que tinham menos de 10 anos de empresa.

Pelo acordo, homologado em audiência na quarta 19, ficou estabelecido que esses trabalhadores receberão um salário nominal, com limite de R$ 5 mil, e seis meses de vale-alimentação. O acordo judicial foi construído após quatro audiências, presididas pela desembargadora Rilma Hemetério, e três reuniões de conciliação, intermediadas pelo Núcleo de Solução de Conflitos do TRT.

O acordo extrajudicial, que regra outros casos, ainda está sendo redigido por representantes do Sindicato e do banco e a redação final deve sair nos próximos dias. Os casos previstos no documento são os de funcionários demitidos que estavam na estabilidade pré-aposentadoria; os desligados que estavam há seis meses de entrar na estabilidade pré-aposentadoria; e os que têm HIV, câncer ou lúpus. O banco se comprometeu em reintegrar ou indenizar esses bancários.

“Após muitos debates chegamos a acordo judicial, mas ainda estamos acertando os detalhes finais da redação do documento com o banco. Com isso, pudemos reduzir parte do impacto social das 440 demissões anunciadas pelo Santander na base do Sindicato em dezembro. Mesmo assim, o que conseguimos até agora está longe daquilo que o Sindicato defende para os trabalhadores e do que eles têm direito”, disse a coordenadora da mesa de negociações com o Santander e diretora executiva do Sindicato, Rita Berlofa.

A dirigente ressalta que o banco não demite na Espanha, apesar da crise financeira pela qual passa o país. “Os trabalhadores europeus não são tratados dessa maneira e nem dispensados dessa forma. Ainda temos de lutar muito para ter nossa dignidade respeitada. Nossa luta, portanto, não termina aqui, ela tem de avançar para que o trabalhador seja respeitado.”

A dirigente ressalta que o Brasil precisa voltar a ser signatário da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual coíbe dispensas imotivadas. “É a 158 que protege os trabalhadores europeus. Ela havia sido ratificada no governo de Itamar Franco, mas o país foi retirado da convenção em 1996, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Precisamos voltar a ser signatários dessa medida para que o emprego no país seja respeitado.”

Andréa Ponte Souza - 19/12/2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Está chegando o Natal...

Alegrias e tristezas em 2012

Quando a gente é jovem ou criança, o Natal é sempre motivo de alegrias e esperanças. Quando a gente vai ficando velho, o Natal vai se transformando em momentos de ansiedades, muitas despesas e correrias. Além de momentos de reflexões.

Ao fazer o balanço do ano de 2012, com certeza temos muito mais alegrias do que tristezas.

Vejam alguns exemplos positivos:

1 – Ver a alegria da torcida corinthiana com a vitória da Libertadores e no Japão. É inesquecível!

2 – Ver a vitória de Haddad contra Serra em São Paulo. É algo simbólico, um marco histórico que vai mudar a história de São Paulo e do Brasil.

3 – Ver o nível de emprego no Brasil continuar bom, apesar de toda a crise na Europa e nos Estados Unidos.

4 – Ver a Dilma continuar crescendo na avaliação do povo brasileiro, apesar de toda a baixaria da imprensa, é algo que não tem preço.

5 – Ver o Lula ficou bom do câncer, também é algo maravilhoso.

6 – Ver algo familiar de extrema importância acontecer, como foi o fato de minha filha ser aprovada para a residência médica, é algo que é motivo de muita gratidão e felicidade.

Estou escrevendo estes pontos positivos de memória, sem pesquisa. Mas, poderia fazer uma lista imensa.


Agora vejam alguns exemplos negativos:

1 – Continuar a ver nossa imprensa piorar cada dia que passa, transformando-se numa imprensa manipuladora, maniqueísta e que esconde os defeitos de seus aliados e multiplica os defeitos de seus inimigos.

2 – Ver a economia brasileira ter um pibinho em 2012.

3 – Ver os sindicalistas e os movimentos sociais reclamarem, com razão, que Dilma se reúne mais com os empresários do que com os representantes dos movimentos sociais.

4 – Ver a estrutura federativa e dos times de futebol continuar tão corruptora e corrupta como continuou neste 2012.

5 – Ver nossas empresas serem vendidas aos estrangeiros e com isto perder nossa autonomia econômica.

6 – Ver as crianças e mulheres serem assassinadas no mundo todo.

7 – Saber que o Brasil ainda tem 4 milhões de crianças, menores de 14 anos, que se encontram fora da escola.

8 – Finalmente, tem algo mais triste e vergonhoso do que nossos poderes legislativos, judiciários e executivos? Como transformar estes poderes em instâncias que coloquem as necessidades do povo e do Brasil acima dos interesses pessoais e grupais?

9 – Gostaria de acrescentar mais uma coisa que me entristece. Ver nosso amigo Joel Bueno desmotivado em continuar com seu blog. Isto é uma grande perda para quem gosta de gente criativa, livre e cheio de humor.

10 – Algo triste que me fez chorar: O acidente do nosso amigo Daniel Reis, diretor do sindicato dos bancários de São Paulo e da CUT-SP. Mas Daniel está se recuperando e assistiu ao jogo do Corinthians no Japão, deitado na cama do Hospital Sírio Libanês.

Quantitativamente, enumerei mais fatos negativos do que positivos, mas a qualidade dos positivos é maior do que a quantidade dos negativos.

Se vocês têm bons exemplos positivos e negativos, mande sua história que publicarei neste blog.

O Natal e o Ano Novo representam um fim e um começo. Como o dia e o sol e como as estações do ano. Tudo recomeça e nada se repete, nada é igual, são parecidos ou muitos diferentes.

Vamos contribuir para continuar melhorando nossa vida, nosso Brasil e nossa Terra.

Que venha 2013!


Álcool, Usinas e Terras a venda

O Brasil continua a venda

Reforçando a materia de ontem sobre a desnacionalização da economia brasileira, leiam a materia publicada no jornal Valor de hoje, sobre compra e venda de grandes usinas de álcool.

Por que temos que vender nossas empresas?

Na materia abaixo não aparece se a São Martinho é de empresários brasileiros ou estrangeiros. Quando eu descobri eu divulgo.

São Martinho compra canaviais de usina da Biosev por R$ 199 milhões

Por Fabiana Batista | Valor – 17/12/2012

O grupo sucroalcooleiro São Martinho acertou a compra, por R$ 199,6 milhões, de todos os ativos agrícolas da Usina São Carlos, localizada em Jaboticabal (SP) e controlada pela Biosev, braço sucroalcooleiro da francesa Louis Dreyfus.

Esses ativos foram repassados a uma nova empresa, batizada de Newco, e estão dimensionados em 1,850 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Esse volume passará a ser processado na Usina São Martinho, distante, em média, 30 quilômetros desses canaviais.

O pagamento pelos ativos será feito à vista, com o próprio caixa da companhia, esclarece o presidente da São Martinho, Fábio Venturelli. Ao fim de setembro deste ano, a companhia informava que tinha em seu caixa R$ 711,3 milhões. “Estávamos reforçando nossas reservas para aproveitar esse tipo de oportunidade”, diz Venturelli.

Além dos ativos agrícolas, a transação também envolve a compra pelo grupo São Martinho de um armazém de açúcar com capacidade estática para 40 mil toneladas.
Metade da oferta total de cana da Newco virá de contratos de fornecimento, com tempos de vigência diversos, de dois a seis anos, explica o executivo. Os outros 50% serão de cana própria.

Essa cana será estratégica para otimizar a operação na usina São Martinho, que é a maior usina do grupo, justifica Venturelli. Nas safras 2011/12 e 2012/13, essa unidade processou 6,7 milhões de toneladas e 7,6 milhões de toneladas respectivamente, quando tem condições de atingir moagem de 8,8 milhões de toneladas. “Com essa transação, conseguiremos alcançar a plena capacidade dessa usina, o que significará ganhos operacionais muito bons. Há cana da Newco localizada em um raio de 8 km da usina”, afirma.

O grupo São Martinho e a Biosev também firmaram um contrato válido apenas para a safra que vem, a 2013/14, segundo o qual a São Martinho vai fornecer 1 milhão de toneladas de cana da Newco para atender outras unidades da Biosev.
A cana remanescente, 850 mil toneladas, vai seguir para ser processada na usina São Martinho. “Essa unidade terá muita matéria-prima que ficará em pé para ser processada ano que vem. Portanto, só vamos usar todos os 1,850 milhão de toneladas da Newco em 2014/15”, esclarece.

A conclusão da transação ainda depende de auditoria confirmatória que será feita pela São Martinho e também de aprovação do negócio pelos acionistas preferencialistas da Biosev S.A. Segundo comunicado da São Martinho, as operações industriais da Usina São Carlos serão encerradas e haverá transferência parcial de suas atividades, equipamentos e mão de obra às demais unidades da Biosev.

O CEO da Biosev, Christophe Akli , explicou que, depois da fusão com a Santaelisa Vale, em 2009, havia sobreposição das áreas de originação de cana de açúcar entre as Usinas Santa Elisa e São Carlos.

Assim, a transação com a São Martinho visou racionalizar a cobertura industrial da empresa, diminuindo custos operacionais e focando esforços nas usinas de maior porte. Akli informou ainda que o recurso resultante da venda será usado para acelerar o processo de preenchimento da capacidade total de moagem em outras grandes usinas da Biosev no interior paulista.


http://www.valor.com.br/empresas/2943562/sao-martinho-compra-canaviais-de-usina-da-biosev-por-r-199-milhoes?utm_source=newsletter_tarde&utm_medium=18122012&utm_term=sao+martinho+compra+canaviais+de+usina+da+biosev+por+r+199+milhoes&utm_campaign=informativo&NewsNid=2943274#ixzz2FUy0VhJx

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desnacionalização da Economia Brasileira


Triste país sem autoestima

Outro dia, lendo sobre as comemorações dos 100 anos de Luiz Gonzaga, nosso maior sanfoneiro e Rei do Baião, descobri que a primeira fábrica de acordeons foi feita na Alemanha e continua sendo alemã. Não é por acaso que a Alemanha é uma das maiores e melhores economia do mundo.

Já no Brasil, parece que nossos empresários gostam de criar empresas para depois vende-las aos estrangeiros. Foi assim com a TAM, com a Fogo de Chão, com o Grupo Pão de Açúcar e tantas outras.

Cada vez que leio, que mais uma empresa brasileira foi vendida aos estrangeiros eu fico deprimido e envergonhado pelo tipo de empresários e governos que temos.

Esta postura de desnacionalização da economia nacional é histórica. É só estudar nossa história econômica. Embora haja poucos livros disponíveis.

Vejam alguns números da História recente:

1 – A maior venda de empresas privadas nacionais em apenas um semestre de toda a história do Brasil

No primeiro semestre deste anos, as corporações estrangeiras adquiriram 167 empresas de capital nacional. Compradas principalmente por multinacionais dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra e da Alemanha.

2 – Desde 2004, passaram a ser controladas de fora do Brasil, 1.167 empresas
que antes eram pertencentes a brasileiros, sendo 86,5% destas (1.009 empresas) desnacionalizadas após 2006. Ano em que o governo federal passou a facilitar o ingresso no país do investimento direto.

3 – Desnacionalização do Setor Sucroalcooleiro


O Brasil desenvolveu o projeto do álcool como combustíveis, passou a ser o maior produtor mundial e, em vez de se consolidar como empresários brasileiros e proprietários de tecnologia de vanguarda e orgânica, o governo e os empresários abriram mão deste potencial.

Em apenas três anos, o setor sucroalcooleiro vendeu mais da metade do capital para as multinacionais estrangeiras. Em apenas três anos, o capital estrangeiro passou a controlar 58% do capital de todas as terras de cana, usinas de açúcar e etanol.

4 – Com a desnacionalização da economia se aprofundando,
cada vez mais os centros de decisão econômica das empresas estarão localizados fora do Brasil e nos países estrangeiros como os Estados Unidos, Europa e na Ásia.
É uma mistura de Complexo de Vira-Lata com vocação para Macunaíma.

Quando inverteremos esta tendência?

Quando, em vez de priorizar a destruição de Lula e do PT, nossa imprensa priorizará desenvolver uma autoestima nacional, com capacidade de ação internacional, diversificada e de inclusão social plena?

Será preciso Lula voltar a ser presidente?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Obama, Victoria Soto e Lúcia Guimarães

Manifesto Contra as Matanças das Crianças

Ninguém conseguiu escrever sobre as matanças das crianças com tanta qualidade e sensibilidade como Lucia Guimarães escreveu hoje no Estadão.

Gostaria muito de ver a Veja e todos que fizeram campanha pela legalidade da venda e uso das armas de fogo comentar esta matéria de Lucia Guimarães. O Estadão, mais uma vez, está de parabéns!

Se eu pudesse, transformaria este texto numa grande campanha internacional. Se o Corinthians hoje é conhecido em todo o mundo, depois da vitória neste domingo, o Estadão, o governo brasileiro, o governo americano e as redes sociais poderiam lançar este Manifesto Mundial Contra as Matanças das Crianças.

Caso não façam isto...

Não adianta chorar


17 de dezembro de 2012 | 2h 09 - Lúcia Guimarães - O Estado de S.Paulo

NOVA YORK - O governo americano não permitiria que nenhuma das 20 crianças executadas por Adam Lanza na sexta-feira, em Connecticut, viajasse num automóvel sem um assento infantil especial.

Se alguma daquelas crianças martirizadas na sala de aula morasse no meu apartamento, eu teria que comunicar ao governo para que o edifício instalasse grades de proteção na janela.

Duas semanas antes de ter seus corpos perfurados pelas balas de uma arma automática que os soldados americanos usam no Afeganistão, as mesmas vítimas tinham sido resguardadas pelo novo Ato de Proteção à Criança, uma lei que dá 20 anos de cadeia para quem for encontrado com material pornográfico envolvendo menores de 12 anos.

Um dos senadores que patrocinou a passagem da lei é o texano John Cornyn. O mesmo republicano que votou a favor da permissão para passageiros levarem armas de fogo na bagagem a bordo de trens e recebeu a nota máxima, "A", da NRA, a National Rifle Association.

Em Washington, 244 dos 435 deputados que ocupam o Congresso aceitaram doações da NRA este ano. Entre os que não receberam dinheiro diretamente do poderoso lobby das armas de fogo,
quantos fariam o que fez Victoria Soto, a professora de 27 anos que escondeu seus alunos num closet? As últimas palavras de Victoria foram dirigidas a Adam Lanza.Ela mentiu sobre a localização das crianças antes de ser executada.

Este mês, 4 Estados americanos contam com a ajuda da NRA para se juntar aos 17 Estados que passaram leis autorizando empregados a levar armas de fogo para o trabalho, desde que elas fiquem guardadas no carro.

Em seguida ao segundo pior massacre por armas de fogo nos Estados Unidos, a mídia americana vasculhou a história da família Lanza para sinais de explicação da tragédia. O divórcio dos pais de Adam foi traumático, disseram. O atirador de 20 anos era extremamente inteligente mas antissocial.

Até a irmã do pai de Adam, falando aos repórteres, se confessou aliviada: "Meus filhos sabem distinguir certo de errado", disse ela, e pontificou sobre a necessidade de criar bem os filhos. Sua cunhada Nancy foi a primeira vítima de Adam, morta com um tiro no rosto. Quando sentava no bar de Newtown para ouvir jazz, Nancy Lanza se orgulhava em falar da coleção de armas que mantinha em casa. Seus amigos dizem que ela levava os filhos para praticar pontaria em clubes de tiro ao norte de Nova York.

O governador de Connecticut disse que não adiantava procurar motivo para a tragédia porque não há uma explicação satisfatória. Como ele se engana. Em 1997 depois do assassinato em massa que fez 35 vítimas na Tasmânia, um governo conservador na Austrália passou uma lei de controle de porte de armas. Não houve outro massacre desde então. No mesmo ano, depois do massacre de 16 crianças na escola primária de Dunblane, na Escócia, o parlamento britânico tornou ilegal a propriedade privada de armas de fogo.

2012 foi um dos anos mais letais na história dos massacres de massa americanos. Assim como aconteceu na tragédia no cinema de Aurora, em julho, quando James Holmes fuzilou 12 pessoas com armas adquiridas legalmente e munição comprada online, o ritual pós-massacre se repete: políticos falam em Deus, família e mandam hastear bandeiras a meio mastro.

Vigílias à luz de velas se multiplicam e a indústria de entretenimento cancela eventos. Platitudes são regurgitadas em incontáveis entrevistas. Psicólogos e sociólogos são convocados para examinar o perfil do assassino de massa - quase sempre um solitário homem branco.

Mas ninguém tem a coragem de Victoria Soto, a professora que morreu protegendo seus alunos. Os mesmos políticos que querem proteger as crianças do casamento gay se opõem à proibição da propriedade particular de armas automáticas.

Na maioria dos Estados americanos, propor o controle da posse de armas de fogo é cometer suicídio eleitoral.

Num mundo em que formador de opinião é quem tem milhões de seguidores no Twitter, não há debate responsável sobre o grave problema americano de saúde pública, sim, saúde pública, a epidemia de armas de fogo.

Os Estados Unidos têm tantos habitantes quanto armas de fogo em circulação - mais de 300 milhões. As crianças americanas de 5 a 14 anos têm 13 vezes mais chances de ser assassinadas por armas do que as crianças de países industrializados.

Nunca vimos Barack Obama chorar.
O presidente apelidado de "no drama Obama" lutou contra as lágrimas quando leu uma mensagem curta depois do massacre de sexta-feira, em que lamentou a inocência perdida das crianças sobreviventes do massacre. Victoria Soto não chorou mas salvou crianças.

Quantas crianças o presidente está disposto a salvar?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians Campeão Mundial! Lula é o culpado

Tite e o jeito “Dilma de governar”

Ganhar o necessário para seguir na tabela, deixar a torcida tensa e torcendo muito para o time não perder. Perder jogo secundário, como com o São Paulo no final do campeonato brasileiro, tudo isto tem a ver com o jeito de ser de Tite e o estilo que imprimiu no Corinthians.

Tite e Dilma são a cara do Brasil atual. Não reclamam, trabalham em silêncio e exigem resultados. Parabéns aos dois!

Lula é mais o estilo de Felipão. Gostam de falar sem pensar, mas realizam grandes proezas.

Cotinthiano desde os nove anos de idade, quando sofria ouvindo o Corinthians perder do Santos de Pelé,naquele tempo não tinha televisão no interior da Bahia. Depois que vim morar em São Paulo, passei a comemorar as vitórias sofridas e a sofrer com derrotas infantis deste Corinthians.

Por várias vezes falei mal de Tite, mas ele convenceu.
Ganhou e ganhou com mérito. Tanto na vitória contra o Santos, depois contra os Argentinos e agora com o Chelsea.
Uma vitória com corpo e alma do Corinthians.

A FIFA , depois desta vitória do Corinthians, não será mais a mesma. Passará a apoiar a presença internacional do Corinthians e assim o Brasil vai mostrar um novo futebol: O Corinthians em São Paulo e o Fluminense no Rio de Janeiro.

Os gaúchos, mineiros, baianos e pernambucanos precisarão melhorar muito o futebol para enfrentar estes dois times.

O negócio é profissionalizar os times de futebol, tanto no campo como na administração. Chega de cartolas ladrões e corruptos.

Precisamos de uma Dilma mandando na CBF – Confederação Brasileira de Futebol.

Tite, os corinthianos de todo o mundo, finalmente reconhecem seus méritos e desejam a você e a todos os participantes do time uma grande comemoração no Pacaembu.

Não quebrem o aeroporto de Cumbica quando chegarem.

Deixem a alegria para o Pacaembu!

E agora todas as outras torcidas do Estado de São Paulo
vão ter que aguentar os corinthianos bicampeões mundiais.
Vai diminuir a violência, São Paulo vai ser mais feliz.

E Feliz 2013 que vem mais Corinthians!

Vem Haddad na prefeitura e que Lula continue torcendo e ajudando o Corinthians.

Lula, mesmo provocando a imprensa e os tucanos,nós gostamos de você!

Que venha a Copa do Mundo em 2014 no Itaquerão do Corinthians!


sábado, 15 de dezembro de 2012

Matanças de Crianças

USA, Brasil, Israel e África

Enquanto não se toma providência para proibir que pessoas comuns possam ter armas de fogo, periodicamente vamos ver notícias como esta de ontem e hoje, com o atirador que mata 20 crianças nos Estados Unidos.

Arma de fogo deve ser de uso exclusivo das forças armadas. A população civil pode servir às forças armadas, mas, fora deste período não pode ter acesso às armas.

No Brasil, quando os bandidos, a polícia civil e a polícia militar resolvem brigar entre si, sobram mortos civis nos bairros das periferias e na classe média. Morrem mulheres e crianças que não têm nada a ver com o crime e com as disputas.

Nas batalhas entre israelenses e palestinos, os israelenses, em nome de combater os foguetes dos palestinos, mataram dezenas de crianças e de mulheres. Isto é um tipo de crime de guerra e que tem o repúdio da opinião pública internacional.

Mas, onde tem mais matanças de crianças e mulheres é na África. Cada vez que uma etnia resolve atacar outra, quem primeiro morre são as crianças e mulheres. E a ONU não faz nada.

É a barbárie!


No mundo moderno e da informática, onde a brincadeira das crianças e adolescentes é matar gente nos computadores, se os governos disponibilizarem armas para os civis, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos, basta qualquer pessoa “baixar o capeta” ou “surtar” ou dar um “piripaque” que ela pega um monte de armas e sai atirando nas crianças e nas mulheres.

As pessoas que fizeram campanha pelo direito da venda de armas de fogo deviam ter vergonha do mal que fizeram. Agora, ao lerem as notícias posam de inocentes. Não são inocentes! Suas mãos estão sujas de sangue!

O mundo está fora da ordem!

A ONU não funciona e não consegue contribuir para diminuir a violência!
Obama está certo quando fala do sofrimento dos pais e familiares destas crianças, mas está errado ao demorar a fazer uma campanha pelo fim da venda de armas nas ruas dos Estados Unidos. Afinal, os Estados Unidos devem servir de bom exemplo para o mundo. E não tem sido um bom exemplo.

Pela Paz na Terra às Pessoas de Boa Vontade!

Pelo menos na época de Natal e depois de tanta violência.

Nunca é tarde para começar.

Obama, ONU, Israel e Brasil com a palavra!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TST e STJ - julgando e legislando

Para que serve o Legislativo?

STJ ouve a Grande Imprensa e decide, baseando-se nos desejos da imprensa e das “inovações jurídicas” necessárias; o TST condena empresas que praticam demissões em massa; e muitas outras coisas começam a acontecer em todo o Brasil.A lei atual é a mesma da época de FHC, quando aplicava o neoliberalismo. O quê mudou?

Seremos governados pela Grande Imprensa e pelos Juízes e Promotores?
Todos os setores da sociedade precisam refletir sobre o que está acontecendo no Brasil.

No primeiro momento os dois parceiros, imprensa e judiciário, bateram no PT e todos riram e acharam bom; agora os juízes mandam empresas voltar atrás nas demissões e responsabilizam bancos por assaltos nas ruas; logo, logo, vão mandar prender políticos, empresários, sindicalistas e todo tipo de gente que contrariar a Grande Imprensa e os interesses ocultos em vigor.

Vejam esta matéria no jornal Valor do dia 13:

TST condena por demissão em massa

Valor - 13/12/2012 às 00h00

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou, pela primeira vez, uma empresa que realizou uma demissão em massa sem negociar previamente condições e garantias com os sindicatos.

A Novelis do Brasil, multinacional que produz alumínio, terá que indenizar cerca de 400 funcionários dispensados em dezembro de 2010 da fábrica de Aratu, na Bahia. A decisão é da Seção Especializada em Dissídios Coletivos. A condenação é estimada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia (Stim-BA) em pouco mais de R$ 10 milhões.

Em 2009, ao julgar um caso da Embraer, que havia dispensado 4,2 mil trabalhadores da fábrica de São José dos Campos (SP), o TST definiu que "a negociação coletiva é imprescindível para a dispensa em massa de trabalhadores".

Naquela ocasião, porém, decidiram aplicar o entendimento apenas para casos futuros. Isso porque, além de ser uma premissa nova, verificaram que não houve abuso ou má-fé nas demissões, visto que a Embraer estava com dificuldades financeiras devido à retração nas vendas de aviões, gerada pela crise internacional.

O julgamento do caso Novelis pode influenciar a disputa
entre o Ministério Público e a Gol, na Justiça do Rio de Janeiro.


No início do mês, o juízo da 23ª Vara do Trabalho da capital anulou as 850 demissões de funcionários da WebJet, anunciadas pela Gol em 23 de novembro. Cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TJ-RJ).

Segundo uma fonte da Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), as notas taquigráficas do julgamento do TST já foram solicitadas com o intuito de utilizá-lo como precedente.
No TST, a maioria dos ministros - seis votos a três - julgou que a empresa não pode tomar, unilateralmente, medidas que terão repercussão social, como as demissões coletivas.

"Há a obrigatoriedade de se encontrar soluções negociadas, a fim de se minimizar os impactos não só sobre os trabalhadores, como em toda a comunidade diretamente envolvida", afirmou o relator do caso, ministro Walmir Oliveira da Costa, durante o julgamento.

A decisão é fundamentada em princípios e garantias constitucionais - da dignidade das pessoas, valorização do trabalho e do emprego, subordinação da propriedade à sua função socioambiental e intervenção sindical nas questões coletivas trabalhistas.
Os ministros citam ainda a Convenção nª 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina a negociação coletiva e a participação do sindicato em questões de interesse comum.

A Novelis terá que manter o plano de saúde e pagar os salários integrais e direitos trabalhistas dos demitidos durante oito meses - período entre a demissão e a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TJ-BA), confirmada pelo TST.
Não cabe mais recurso no TST.

A empresa, entretanto, estuda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o advogado Márcio Gontijo, que defendeu a Novalis no julgamento. "Não é um caso de demissão em massa, mas de impossibilidade de continuar com uma atividade em determinado local", diz o advogado, acrescentando que o TST criou uma nova norma.

"Não há previsão legal que obrigue a empresa a manter os salários em caso de fechamento da fábrica."

Para o advogado trabalhista Daniel Chiode, do Gasparini, De Cresci e Nogueira de Lima, a jurisprudência nos Tribunais Regionais do Trabalho não define o que configura demissão em massa, mas normalmente leva em conta a proporção de funcionários demitidos e o período de tempo em que ocorreram os afastamentos.

A Constituição, no artigo 7º, garante a relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, mas delega a regulamentação à lei complementar que ainda não foi editada.

"E quem vai querer mexer nesse vespeiro?", questiona Chiode.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ravi Shankar - morre um símbolo

O mundo perdeu uma luz

Tem pessoas que, além de iluminar seus países, também conseguem iluminar o mundo. Umas destas pessoas é Ravi Shankar.

Em 1971, ainda quando eu era adolescente e trabalhava como office-boy, ao ser perguntado o que eu queria ganhar de presente de Natal pela secretaria do diretor do escritório onde trabalhava, de pronto eu respondi: O disco de Ravi Shankar, “Concerto para Bangladesh”.

Ganhei o disco de presente e durante muito tempo brincava com minha filha, imitando o som das músicas e dizendo que eu sabia falar indiano. Anos depois fui para Bangladesh conhecer a experiências do Grammeen Bank, o banco dos pobres de Yunus, e fizemos escala em Nova Delhi, na Índia.

A Terra realmente fica cada vez menor.

Depois de Oscar Niemeyer, agora vai Ravi Shankar fazer concertos no Céu da Índia e da Terra.

Vejam a matéria da Folha e da UOL:

"Professor" dos Beatles, Ravi Shankar morre aos 92


Indiano popularizou música oriental ao tocar com astros pop nos anos 60
Pai das cantoras Norah Jones e Anoushka Shankar, ele estava em recuperação de uma cirurgia no coração

Folha e UOL – 13dez2012 - ANDRÉ BARCINSKI CRÍTICO DA FOLHA

Ravi Shankar, o mestre da cítara que popularizou a música indiana em todo o mundo e inspirou os Beatles, morreu na terça-feira, aos 92 anos, em San Diego, na Califórnia, onde se recuperava de uma cirurgia no coração.

Shankar já era um músico famoso na Índia em 1966 quando foi apresentado, em Londres, a George Harrison e a Paul McCartney. Em seu país-natal, o músico fazia shows desde 1939. Também compunha trilhas para peças de teatro, balés e filmes.

Os Beatles não foram os primeiros ocidentais a se encantarem com as melodias de sua cítara: nos anos 1950, o músico já excursionava na Europa e nos Estados Unidos.
Na década de 1960, deu aulas para jazzistas como John Coltrane e Don Ellis. Coltrane era tão fascinado por Shankar que batizou o filho de Ravi.

Mas foi a associação com os Beatles, em especial com George Harrison, que tornou Shankar famoso em todo o mundo. "É estranho ver músicos pop tocando cítaras", disse certa vez.

"Quando George me procurou e disse que queria aprender, eu não sabia o que pensar. Mas percebi que ele realmente queria. Eu nunca poderia imaginar que nosso encontro causaria tamanha explosão, que subitamente a música indiana surgiria na cena pop", afirmou.

Os sons da cítara inspiraram os Beatles em sua fase psicodélica, que teve seu auge no LP "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967. Rolling Stones, Grateful Dead e, posteriormente, o Led Zeppelin, também se disseram inspirados por Shankar.

A associação do artista com popstars ajudou a divulgar a música indiana, iniciando um processo de descobrimento, pelo público ocidental, de músicas de outras culturas.
Shankar e Harrison foram grandes amigos até a morte deste, em 2001. Sobre Shankar, Harrison disse: "Foi a primeira pessoa que realmente me impressionou em toda minha vida".

Ravi Shankar adorava colaborar com artistas de outros estilos. Foi assim com o flautista Jean-Pierre Rampal e com o compositor Philip Glass, com quem lançou um disco em parceria.

Tocou em grandes festivais da era hippie, como Monterey (1967) e Woodstock (1969), mas depois se mostrou arrependido: "As pessoas vinham a meus concertos drogadas, sentavam na plateia tomando Coca-Cola e beijando as namoradas. Achava aquilo humilhante", disse em 1985.

NORAH JONES

Shankar deixa duas filhas: Anoushka Shankar, virtuose da cítara, e a cantora Norah Jones, que ontem estava em Porto Alegre. Ela apresentaria show na cidade, à noite.
Até o fechamento desta edição, a produção da turnê não havia informado se Norah Jones cumpriria a agenda de shows -que inclui um em São Paulo, no sábado, e outro no Rio, no domingo- ou se voltaria aos EUA.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Rolinhas da Vila Madalena

Uma raridade em São Paulo

Um dia de novembro, quando deixei o carro para conserto numa rua da Vila Madalena, voltei para casa caminhando e olhando as árvores e as flores. De repente, numa das ruazinhas da vila, observo que os fios dos postes estavam repletos de rolinhas.

Parei e fiquei olhando para entender o porquê de tantas rolinhas juntas. Elas começaram a voar em direção a uma casa pintada de verde e com muros altos. As rolinhas voavam e pousavam no jardim da casa.

Fiquei nas pontas dos pés e olhei por uma fresta do jardim. Centenas e centenas de rolinhas disputam o milho moído, conhecido como "quirela", que estava distribuído no chão em grande quantidade.

Nunca vi tantas rolinhas juntas!



Vejam esta outra foto.



Quando eu era criança e adolescente, ia ver as rolinhas nas caatingas no interior da Bahia, lá em Serrinha ou em Teofilândia. Com o clima seco, nunca teve tantas rolinhas juntas. Mas a Vila Madalena tem.

E, mais importante do que ter tantas rolinhas, é saber que tem alguém na Vila Madalena que todos os dias alimenta as rolinhas.

Sinal de que a cidade de São Paulo, com mais de dez milhões de habitantes, pode ser humanizada, ter flores, ter sabiás, rolinhas, periquitos e tantas outras coisas belas.

Não vou dizer o nome da rua da Vila Madalena, com medo de as construtoras irem lá comprar as casas que ainda têm jardins, rolinhas e pessoas de idade que gostam de flores e de pássaros.

Mas é uma rua que já apareceu no blog com muitas flores, é perto da Rua Natingui, e do local que um Land Rover com motoristas bêbados atropelou e matou um jovem brilhante e cheio de futuro.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Judiciário e Imprensa premiam "dedos duros"

Alcaguetas, traidores e tudo que seja contra o PT

Paga-se bem, garante-se ampla cobertura de imprensa, anistia-se condenações, libera-se contas correntes no exterior e tudo mais que for possível para “desmoralizar Lula, Dilma e o PT”.

Como na Alemanha de Hitler, onde o governo estimulava os filhos dedudarem os pais, nossa imprensa e nosso judiciário resolveu apelar para a falta de caráter, de ética e de compromisso com a verdade e a justiça. Cruz credo. Vade retro, satanás...

Vejam a matéria da UOL neste final de tarde:

"Eles sabem que sou garganta profunda do PT", diz Cachoeira sobre petistas depois de deixar a prisão

Lourdes Souza - Do UOL, em Goiânia - 11/12/201220h01


O PT foi o alvo de críticas de Carlos Cachoeira, no início da noite desta terça-feira (11), assim que deixou o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, ele afirmou que sua prisão é interesse dos integrantes do partido.

"Eles sabem que sou garganta profunda do PT", disse Cachoeira em uma referência ao fato de saber informações sobre o partido.

Ele desqualificou o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira e disse que conversar com seus advogados para falar mais sobre o assunto na quarta-feira, 12.

"Sei de muita gente que está envolvida com o relatório que possui relações com a Delta".

Após cinco dias preso, ele foi solto por alvará expedido pelo desembargador, Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que determinou a soltura imediata. Cachoeira deixou o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, por volta das 18h50.

O pedido de habeas corpus foi feito na última segunda-feira, 10, pelo advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões.

Cachoeira voltou para a cadeia na sexta-feira, 7, após o juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal, expedir pedido de prisão referente à operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro e que levou Cachoeira à prisão pela primeira vez.
O magistrado o condenou a 39 anos e oito meses de prisão por diversos crimes de corrupção, peculato e formação de quadrilha.

Nota do blog:

Que saudade de Rui Barbosa...


Dilma e Hollande desfilam em Paris

Nossa imprensa escondeu a notícia

A Folha não deu nada, o Estadão publicou a matéria como se fosse na página 42 do jornal, por que saiu apenas no segundo caderno , que é de Economia, em texto pequeno e sem manchete. É só olhar na página B8 e o título é: “Dilma junta-se a Hollande no “eixo antiausteridade”.

E como nossa direita vai ficando cínica, vejam o que diz Dora Kramer, no mesmo Estadão: “De “direita”, para o PT, é qualquer um que não preste homenagem ao partido.”

O que Dora Kramer não diz é que comportamento de direita cínica é fazer um caderno de política mostrando o depoimento de Valério e acusando Lula, baseando-se somente no depoimento de um bandido apresentado ao PT pelo PSDB mineiro, enquanto um assunto relevante como a visita de Dilma à Paris, incluindo desfile em carro aberto vira matéria de página de economia sem destaque. Isto é manipulação do noticiário.

Se fosse FHC, a imprensa brasileira mostra com todos os destaques “o príncipe em Paris”.

Como a tecnologia no estadão é devagar e não consigo baixar a matéria, vou me dar ao trabalho de digitar, ou datilografar, a íntegra da matéria para mostrar para vocês.

Página B8 do Estadão de hoje:

Dilma junta-se a Hollande no “eixo antiausteridade”


Um desfile em carro aberto pelas ruas de Paris e um jantar de gala no Palácio do Eliseu esperam a presidente Dilma Rousseff hoje, no primeiro dia de sua visita de Estado à França.

As honrarias, raramente atribuídas a líderes estrangeiros, serão oferecidas pelo presidente François Hollande, que vê na brasileira uma aliada na denúncia da “austeridade cega” e na defesa de estímulos ao crescimento mundial.

A aproximação entre Dilma e Hollande no terreno econômico foi chamada pelo jornal “Le Monde” de “eixo antiausteridade”.

O primeiro encontro dos dois líderes de centro-esquerda acontecerá às 15, quando ambos participarão do Fórum do Progredsso Social, um colóquio organizado pela Fundação Jean-Jaurès e pelo Instituto Lula para debater a crise econômica.

Dilma e Holande discursarão e ambos devem insistir na tecla que tocam: a de que austeridade, sem crescimento, não resultará no fim da turbulência que afeta a União Europeia e a zona do euro.

Ontem, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, confirmou que o tema é uma das prioridades da agenda bilateral.

“Dilma tem ressaltado que não bastam só políticas de austeridade; é preciso um pacto para retomada do crescimento e uma ação coordenada dos países para estimular o crescimento global.”
Matéria assinada por Andrei Netto, correspondente em Paris.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A direita se organiza...

E a Esquerda, o quê é que faz?

As pessoas agora estão se dando conta de que a “direita”, ou se quiser ser mais “educado”, podemos chamá-los de “os conservadores” estão se organizando mais ostensivamente para enfrentar o PT.

E o PT está fazendo o quê?
Esperando que a direita respeite à Democracia?

Por que estou abordando este assunto?
Por que, além da grita das redes sociais, hoje tive a oportunidade de folhear a revista Carta Capital e vi que havia uma grande reportagem sobre a nova direita brasileira, organizada no Instituto Millenium.

A reportagem traz nomes e endereços do pessoal da direita. E o pior é que esta direita não se intimida, está cada vez mais cínica e ostensiva. Intimidando o judiciário, o legislativo, os executivos e grande parte dos partidos políticos.

Como a esquerda está reagindo? Volto a perguntar. A primeira impressão é que a esquerda, como já aconteceu antes, reage dispersivamente, cobrando medidas jurídicas, como se o poder judiciário fosse neutro. Não é!

A estrutura jurídica brasileira é conservadora e,
em boa parte, reacionária.


A resposta certa deve ser educativa e participativa. As pessoas e instituições realmente comprometidas com a democracia, a pluralidade, a economia de mercado, a diversidade religiosa e com a liberdade cultural, estas pessoas e instituições devem começar a pautar este assunto e começar a fazer tanto uma reflexão, como amplas mobilizações.

É preciso intimidar à direita. Caso contrário, ela vai ficando tão agressiva, que nos sentiremos como na Alemanha na época de Hitler. Os jornais e TVs já perderam o pudor. Se o judiciário e a estrutura militar também perderem o pudor, o povo voltará a ser refém destes conservadores e reacionários.

Eles não gostam de pobre e querem ver os pobres de longe.
E nós queremos acabar com a pobreza, transformando o Brasil numa grande Classe Média.

E queremos ter o direito de viajar para onde quisermos.

Inclusive de ir assistir aos jogos do Corinthians no Japão.
Vamos lá, Corinthians!

Aquele abraço para nosso amigo Mino Carta.
Sem medo de ser feliz!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Macau, Brasil e China

A Terra ficou pequena

Nosso blog, com Macau, chega a 80ª comunidade internacional ou país e também chegamos a 153 mil acessos. Tudo isto em apenas 20 meses de existência.

Neste fim de semana, além de comprar o Livro das Maravilhas, contando as viagens de Marco Polo, por coincidência, recebemos a visita de alguém de MACAU.

Pouquíssimas pessoas no Brasil sabem algo sobre Macau, mas nossa história tem muita coisa em comum, a começar pelos Portugueses, depois por nossa relação com a China atual.

Como Macau é considerada “Região Administrativa Especial” da China, da mesma forma que Hong Kong, ambas têm provedor de internet próprio. Isto é, @xxx.macau, ou algo parecido, o provedor de Hong Kong é “hk”, da mesma forma que já recebi visita da Palestina.

Leiam mais sobre Macau e sua História. Aos poucos os brasileiros, como os Estados Unidos, vão ficando tão internacionais quanto suas antigas colonizadoras. Os Estados Unidos e a China já deram a volta por cima, só faltamos nós. Mas o século XXI já chegou e nós chegaremos lá. Divirtam-se...

Macau

Macau (em chinês: 澳門; pinyin: Àomén; em cantonês: Oumun) é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Honguecongue.

Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colônia europeia na China.

A colonização de Macau teve início em meados do século XVI
,
com uma ocupação gradual de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão.

Macau atingiu o seu auge nos finais do século XVI e nos inícios do século XVII, mas só em 1887 a China reconheceu oficialmente a soberania e a ocupação perpétua portuguesa de Macau, através do "Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português".

Em 1967, como consequência do Motim 1-2-3, que marcou a revolta dos residentes chineses pró-comunistas de Macau, em 3 de Dezembro de 1966, Portugal renunciou à sua ocupação perpétua de Macau.

Em 1987, após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China
, os dois países acordaram que Macau voltaria para a soberania chinesa no dia 20 de Dezembro de 1999. Actualmente, Macau está a experimentar um grande e acelerado crescimento económico, baseado no acentuado desenvolvimento do sector do jogo e do turismo, as duas actividades económicas vitais desta região administrativa especial chinesa.

Macau tem cerca de 538 mil habitantes, sendo a esmagadora maioria de etnia chinesa. Faz muitos aterros na foz do Rio das Pérolas para conseguir mais espaços de construção.

Desde 20 de Dezembro de 1999, o nome oficial de Macau é "Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China" (RAEM).

Após o estabelecimento da RAEM, Macau actua sob os princípios do Governo Popular Central da RPC de "um país, dois sistemas", da "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", gozando por isso de um estatuto especial, semelhante ao de Hong-Kong, e possuindo consequentemente um elevado grau de autonomia, limitado apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa.

Foi também garantido pela RPC a preservação do seu sistema econômico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos 50 anos, isto é, pelo menos até 2049.

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

sábado, 8 de dezembro de 2012

Antonio Cândido “baixou” na Folha

Iluminando o jornal e seus leitores

Mesmo sendo o último artigo do último caderno e estando na parte inferior da página, o fato de a Folha ter publicado uma foto de Antonio Candido e um texto maravilhoso falando sobre o encontro acontecido nesta última quinta-feira, na sala do Centro Universitário Maria Antonia, quando a Professora Gilda, esposa de Antonio Cândido foi homenageada, já é um raio de luz sinalizando que a vida pode voltar na Folha de São Paulo.

Quem já viu a Folha bombardeando Antonio Cândido por ele apoiar o governo Lula, e até excluí-lo da publicação, realmente fica encantado com a reaparição de Antonio Candido na Folha.

Aplausos, muitos aplausos para a homenageada, para o maior critico literário e para a Folha. Nós continuamos com a esperança de que a Folha volte a ser a Folha de antigamente.

'Gilda foi cria da USP, de Mário e de 'Clima'', diz Candido


Em abertura de biblioteca que homenageia sua mulher, crítico elencou "forças motrizes" do pensamento dela

Intelectuais como Paulo Arantes, Roberto Schwarz e Giannotti lotaram centro cultural na rua Maria Antônia

Folha – 08/12/12 – Cassiano Elek Machado

A sala do Centro Universitário Maria Antonia não tinha cadeiras vagas quando Antonio Candido começou a falar.

Aos 94 anos, o maior crítico literário brasileiro não tem feito muitas atividades públicas, e voltava ao prédio onde lecionou durante décadas por um motivo especial, a abertura de uma biblioteca em homenagem à mulher com quem foi casado durante mais de 60 anos.

A inauguração da Biblioteca Gilda de Mello e Souza, na noite de quinta-feira, reuniu uma amostra impressionante do PIB intelectual do país: Roberto Schwarz, Modesto Carone, Fernando Novais, Paulo Arantes, Milton Hatoum, Eduardo Escorel, José Arthur Giannotti, Carlos Augusto Calil, Danilo Santos Miranda, Sérgio Miceli, Augusto Massi, Antonio Arnoni Prado, para nomear alguns.

Candido falou por 25 minutos. Lembrou a trajetória de Mello e Souza (1919-2005), primeira professora de estética da Universidade de São Paulo. "Foi neste prédio que Gilda lecionou por 30 anos, e aqui ficarão os livros dela, suas ferramentas de trabalho."

Com a clareza característica de suas aulas, o professor enumerou as três forças motrizes da trajetória intelectual da ensaísta e professora.

A primeira foi a convivência dela com Mário de Andrade (1893-1945), primo-irmão de seu pai. Gilda viveu dos 11 aos 24 anos na mesma casa do "tio" Andrade, o famoso sobrado da rua Lopes Chaves, de onde só saiu para se casar.

"Mário orientava ela com a boa vontade que sempre dedicou aos mais jovens."
Quando ela revelou a Mário que queria ser escritora e que pensava em cursar letras, o modernista desaconselhou. "Vá estudar sociologia ou filosofia." Ela acatou.

A então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP foi a "segunda força". "Aquela filha de Maria criada em Araraquara desenvolveu lá seu espírito crítico", disse, bem-humorado.

Além de ter sido o primeiro espaço de estudo sistemático de humanidades no Brasil, a faculdade foi, segundo Candido, uma das primeiras na qual houve "intenso convívio de moças com moços". "Para o estatuto da mulher foi uma revolução."

A terceira matriz da formação da intelectualidade da homenageada foi a revista "Clima", publicação acadêmica ativa entre 1941 e 1944.

"A revista era feita por umas 17 ou 18 pessoas, mas no 'coração da alcachofra' estavam seis pessoas. Cinco homens e Gilda. Ela era tratada como um rapaz", disse Candido, com sorriso maroto.

Ao final, Candido disse que quando chegaram à faculdade, tudo era "futuro absoluto". Depois, quando professores, aquilo era "presente inesperado".

Então, o presente vira o passado, e somos homenageados. "Gilda, aquela jovenzinha, ficaria assustada com uma homenagem como esta."

E muitos aplausos.