terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sindicalistas tucanos e neoliberais?

Mário Covas e Montoro não eram.

Quando os tucanos assumiram o governo com FHC e começaram a privatizar tudo e de qualquer forma, Covas repetia para os amigos que estavam destruindo o “compromisso histórico” do partido. Ao cumprir o manual neoliberal, os tucanos também se opuseram aos sindicalistas sérios e comprometidos com os trabalhadores brasileiros. Os sindicalistas que se venderam ao neoliberalismo, ou eram pelegos assumidos ou não se mantiveram nos cargos sindicais.

Agora os tucanos estão sentindo falta dos sindicalistas. Mário Covas e Montoro sempre tiveram o respeito dos sindicalistas, mesmo de boa parte dos petistas. Covas e Montoro eram políticos que valorizavam a pluralidade e o respeito mútuo. Até o novo partido de Kassab já tem mais sindicalistas do que os tucanos. Mas, nunca é tarde para ser feliz!
Vejam a matéria do Estadão:

“PSDB pretende ampliar base sindical para eleições de 2014
O ESTADO DE S. PAULO - Nacional - SÃO PAULO - SP - 03/12/2011 - Pág. A8 Angela Lacerda

Com apenas 400 dos 330 mil sindicalistas brasileiros filiados ao partido,
o PSDB tem um plano ambicioso: chegar a 5 mil filiados até março.
A meta é lançar sindicalistas como candidatos a deputado federal e estadual em todos os 27 Estados do País em 2014.

Queremos trabalhadores disputando as eleições, e não somente fazendo campanha para os caciques, afirma o vice-presidente da Força Sindical, Melquíades Araújo. Acordamos em tempo: ou organizamos os trabalhadores ou daqui a pouco vai ficar só o PT, completa o presidente em exercício do Núcleo Sindical do PSDB, Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção.
Suplente de deputado federal por São Paulo, Ramalho defende que, sem a participação do trabalhador na base, o PSDB não ganha a eleição presidencial. A elite intelectual do partido tem dificuldade de se comunicar, de chegar ao povo. O núcleo sindical será interlocutor para levar as propostas do partido.

O núcleo sindical nacional tucano realizou ontem, no Recife, seu primeiro encontro, com a participação de representantes de 19 Estados - nem todos ainda filiados ao partido. São Paulo e Minas são os com maior estrutura. Dali sairão, já em 2012, sindicalistas tucanos candidatos a prefeito: dois em São Paulo e quatro em Minas.

Não há interesse em conquistar centrais sindicais, segundo o partido. O que importa é conquistar filiados, trabalhadores que divulguem as ideias e projetos do PSDB. Para isso, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) vai montar cursos preparatórios com pré-candidatos a vereador em todas as regiões do País.

Pesquisas tucanas revelam, segundo Ramalho, que só 40% dos trabalhadores creditam a estabilidade econômica ao PSDB. E outros 40% a vinculam a Lula. Melquíades tem uma visão mais rigorosa da situação. Para ele, o PSDB foi formado de cima para baixo e não se empenhou em chegar à massa. Agora, a meta é ter maior participação sindical. Quem não entender isso tem que sair da sigla.”

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