sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PIB do 3º. Trimestre cresce 9,3%

No Brasil? Não, na Argentina

No Brasil o crescimento no terceiro trimestre foi praticamente zero. São países diferentes e com economias diferentes? São, mas não podemos puxar demais o freio de mão, por que depois fica difícil de retomar o crescimento.

Dilma e Mantega precisam retomar a iniciativa do crescimento econômico, aproveitando as demandas de fim de ano, as férias e o retorno as aulas. Se tiverem dificuldade em implementar isto, devem convocar pessoas como o presidente do Grupo Pão de Açucar e de outras empresas varejistas e articular uma rede nacional de planejamento de consumo sustentável.

Com a matéria abaixo podemos compreender com Cristina Kirchner deu uma lavada na oposição da Argentina. É a economia, estúpido!

"Argentina mantém crescimento forte no 3º trimestre
Valor - Por César Felício | De Buenos Aires - 16dez11

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aproveitou ontem uma cerimônia em uma fábrica da Toyota para antecipar que o Indec, instituto oficial de estatísticas, anunciará hoje o crescimento de 9,3% do PIB no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. O dado supera em 0,7 ponto percentual o resultado do trimestre anterior e deve possibilitar que o governo feche 2011 com um crescimento da ordem de 9,1% em relação a 2010.

A presidente atribuiu a alta no PIB ao setor de serviços, que teria crescido 9,9%, indicando o aquecimento do consumo. "É um sinal do crescimento do poder aquisitivo, que permitiu a geração de demandas e provocou um círculo virtuoso na economia", disse Cristina. O aquecimento da economia é evidenciado pela própria expansão do setor automotivo, que deve fechar o ano com uma produção recorde de 840 mil unidades, 20% acima do ano passado, mas em razão da distorção do cálculo da inflação oficial, sob suspeita desde 2007, a maioria dos consultores independentes manifestam ceticismo sobre a dimensão do crescimento do país.

A avaliação de duas consultorias, a Econométrica e a Analytica, é que a expansão da economia deverá ficar em 7%, mesmo percentual de 2010, caso seja usado como deflator uma inflação de em torno de 22% para este ano. Para o próximo ano, em função do desaquecimento do principal cliente externo, o Brasil, e da soja, as previsões são de desaceleração. "A expansão deverá ficar em torno de 2%", opinou Ramiro Castiñera, economista da consultoria Econométrica.”

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