terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os dilemas do Brasil para 2012

Preste atenção nestas duas notícias

Uma boa notícia:

“O novo mínimo: R$ 622,73

O mínimo atual é R$545,00 – reajuste de 14,26%

O governo aposta todas as fichas no novo salário mínimo para manter sua popularidade, apesar dos sinais de crescimento abaixo de 3% da economia no próximo ano, como o do PIB zero do terceiro trimestre do 2011. O novo mínimo do trabalhador com carteira assinada foi elevado de R$ 619,21 para R$ 622,73 e entrará em vigor no ano novo. Com o 13º salário, que está sendo pago em dezembro, será uma grande injeção de recursos no consumo das famílias.

Pela regra do reajuste - a inflação de 2011 mais a taxa de 7,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 -, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 6,65% em novembro passado, o aumento será de 14,26% sobre o mínimo atual de R$ 545. É muita coisa para uma economia em refluxo, criticam economistas. Se a injeção desses recursos servir para a retomada do crescimento em 2012, a presidente Dilma Rousseff rirá por último.
Da Coluna de Luiz Carlos Azedo - 13 de dezembro de 2011”


Uma má notícia:

“Brasil terá forte queda de atividade econômica em 2012
, prevê OCDE
Jamil Chade – Genebra - O Estado de S.Paulo, 13-12-2011

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê uma "forte queda de atividade econômica" no Brasil nos próximos meses e um período de pouco avanço no desempenho industrial do País em 2012. Segundo dados da OCDE, a economia brasileira teve a segunda maior desaceleração entre 34 países em outubro.
O índice de indicadores antecedentes da organização para o Brasil recuou de 102,3 pontos em outubro de 2010 para 94,2 pontos em igual mês deste ano, uma queda de 8,1 pontos. Na comparação com setembro, o índice para o País caiu 0,5 ponto. Além do Brasil, só a Índia teve recuo porcentual maior do indicador, de 8,7 pontos. Entre todos os membros da zona do euro, houve queda de 5,1 pontos em bases anuais.

A conclusão da entidade se choca com a avaliação do governo de que a estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre foi apenas algo passageiro, como o governo tentou argumentar. "O alarme foi dado", disse Giorgy Giomay, economista da OCDE, em relação ao Brasil.
O índice antecedente para os membros do bloco recuou de 100,4 em setembro para 100,1 em outubro. Essa foi a oitava queda mensal consecutiva, indicando que a desaceleração do crescimento nos países desenvolvidos, iniciada no terceiro trimestre de 2010, deve continuar.

Segundo a OCDE, alguns países terão desempenho pior do que outros. A atividade econômica no Brasil, França, Alemanha, Índia, Itália, Reino Unido e na zona do euro deve ser mais fraca do que a tendência de longo prazo.
No Japão, a atividade deve ficar acima da tendência de longo prazo. O índice dos Estados Unidos recuou de 101,0 para 100,9. O índice da zona do euro caiu de 99,2 para 98,5, enquanto o da Rússia ficou estável em 102,2.

Os indicadores antecedentes da OCDE são destinados a dar sinais antecipados de pontos de virada entre expansão e desaceleração da economia e são baseados numa série de dados que têm um histórico de assinalar mudanças das atividades.

Para o especialista da OCDE
, o Brasil crescerá nos próximos oito meses abaixo de seu potencial e haverá um hiato entre a capacidade produtiva instalada e o que de fato será produzido pelo país nesse período. A avaliação feita sobre o Brasil vai na mesma linha da queda registrada na Índia. Juntos, os dois países são considerados os que mais terão uma queda relativa da expansão nos próximos seis meses.”

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