quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Japão que existe no Brasil

Apesar da distância entre os dois países

O lugar do mundo que tem mais japonês sem ser no Japão é o Brasil. E no Brasil onde tem mais japonês é em São Paulo. Antigamente era também no bairro da Liberdade. Em 1970 eu vim morar em São Paulo e, por acaso, fui estudar no Colégio Estadual Presidente Roosevelt, na Rua São Joaquim, bem no coração da Liberdade e em frente ao Bunka, Centro Cultural Brasil Japão.

De lá para cá são mais de quarenta anos e são muitas histórias. Mas, neste Natal eu recebi um cartão de Boas Festas, enviado por uma brasileira, amiga também de muitos anos, mas a figura é uma ilustração japonesa. Talvez ela estivesse sensibilizada com a capacidade japonesa de recuperação depois do violento terremoto que atingiu o Japão.

Vejam que figura bonita e significativa.


Guardei cópia da ilustração e comentei com meu irmão, que morou dez anos no Japão, casou e teve filha lá, e vai passar férias com a família em fevereiro próximo, em Nagoia. Ficamos lembrando também do tempo do Roosevelt e quando começamos a fazer amizade com os alunos japoneses. Foi um processo lento e gradual mas que gerou muitas amizades que duram até hoje.

Naquela época o pessoal japonês já tinha uma vida cultural ativa. Eles eram de Ibiuna, Oswaldo Cruz, Pompéia, Marília, Londrina, muitos já viviam na capital há várias gerações. E muitos cantavam músicas de Koyanagi Rumiko, que fazia muito sucesso na comunidade.

Aproveitando o clima de final de ano e o recebimento do cartão de Natal da nossa amiga, resolvi mostrar as duas coisas. O cartão muito significativo e uma música de Koyanagi Rumiko, que quem não é japonês não vai entender nada, só a melodia. Sei que fez um sucesso muito grande na época.

Ouçam Koyanagi Rumiko cantando “Seto no Hanayome” acompanhada por um coral de senhoras.



Esta história é para mostrar que o Brasil também tem um grande Japão entre nós e temos muitos brasileiros morando e trabalhando no Japão, já foram mais de trezentos mil. Uma colega nossa está indo visitar o filho e o ex-marido que trabalham lá há vários anos.

Vamos começar o Ano Novo fazendo origami e cantando músicas da nossa infância ou adolescência, isto faz bem à saúde e estimula a solidariedade.
Que a amizade entre os povos continue e que o imigrantes sejam respeitados e valorizados.
O mundo é nossa Pátria!
Banzai!

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