sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Brasileiro Antunes Filho

Um símbolo do teatro

Vejam parte de ótima matéria que saiu no Estdão do dia 01 de Dezembro, ontem, sobre o novo livro de Sebastião Milaré e Emidio Luisi. Quem acompanha o trabalho e a vida de Antunes Filho sabe que esta é mais uma homenagem e importante registro histórico de um profissional que sempre priorizou a qualidade na sua arte.

Se quiser ler a matéria na íntegra: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,livro-traz-imagens-da-trajetoria-de-antunes-filho-desde-1978-,805033,0.htm

Livro traz imagens da trajetória de Antunes Filho desde 1978
Volume organizado por Emidio Luisi e Sebastião Milaré tem cerca de 200 imagens da carreira do diretor
30 de novembro de 2011 - Maria Eugênia de Menezes - O Estado de S. Paulo

"Um dia você acorda, toma café, sai de casa. E, de repente, um contingente de pessoas começa a falar do seu trabalho, a te enaltecer. Isso lhe deixa boquiaberto: ver alguém fazendo odes à sua vida", comenta Antunes Filho, 81 anos. "De um lado, é uma vergonha infinita. Uma vontade de abrir um buraco na terra e enterrar a cabeça. Mas também, imagina se ninguém falasse nada."

É assim, oscilando entre opostos, que o diretor discorre sobre Antunes Filho, Poeta da Cena, livro a ser lançado na terça, dia 6. "Fico aí nesse limite. Entre surpreso e envergonhado", ele resume. Com fotografias de Emidio Luisi e textos de Sebastião Milaré, a publicação mapeia boa parte da trajetória deste que é um dos maiores encenadores brasileiros do século 20. Articula imagens e relatos de contextos e momentos distintos.

Há mais de 30 anos, ambos, fotógrafo e crítico, acompanham Antunes. É extensa a lista dos que passaram pelo CPT - Centro de Pesquisa Teatral do diretor ao longo das últimas décadas: atores como Raul Cortez, Stênio Garcia, Luis Mello, Giulia Gam, Cacá Carvalho. Mas pouca gente teve a chance de observar por tanto tempo, e tão de perto, os ensaios, os bastidores, o processo de criação do artista.

"Às vezes, fico meses sem vê-los. Mas eles estão sempre ali, do meu lado. Estão grudados na minha vida. Não consigo me desfazer deles", diz o encenador, sentado entre as duas testemunhas privilegiadas do seu trabalho.

No dia do lançamento, os três conversam com o público sobre o sentido dessa longeva parceria. E também devem, certamente, rememorar anedotas dessa convivência. "Quando propus escrever um livro sobre ele, o Ulysses Cruz, que era o seu assistente na época, me disse para não comentar nada com ele. Mas como eu ia escrever uma biografia escondido? Para surpresa de todo mundo, fiz um projeto, e ele aceitou", conta Milaré, explicando como passou a ser aceito como alguém "de casa". Ou mais do que isso."

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