sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mediocriadade DA e NA Folha S. Paulo

Manipulação de matérias e leitores

No último dia útil do ano, a Folha teve mais uma recaída e resolveu agredir parte significativa de seus leitores. Ao abrir o jornal nas páginas dois e três, deparei-me com uma manchete na pagina três que para mim tem duplo sentido. “O primeiro ano de Dilma: governo medíocre”. O jornal pretendeu agredir o governo Dilma, usando o subterfúgio de dar a declaração a outra pessoa .

O curioso que apesar do destaque dado ao título da matéria, quem assina não é uma pessoa que possa ser chamada de “o exemplo”, vejam o nome e o currículo dele:

ALBERTO GOLDMAN, 74, engenheiro civil, é vice-presidente da Executiva nacional do PSDB. Foi vice-governador de Serra, governador do Estado de São Paulo (2010), deputado federal, ministro dos Transportes (governo Itamar Franco) e secretário da Administração do Estado de São Paulo (governo Quércia). Além de bate-pau de Serra.

Os estalinistas, manipuladores e ditadores comunistas, que a Folha sempre combateu, tinham como uma das suas principais características adulterar fotografias e fatos históricos, além de matar os opositores.

O jornal “Folha de S. Paulo”, de uns tempos para cá, passou a misturar os fatos com suas versões e opiniões sobre os fatos. Dificultando o leitor saber o que é uma coisa e o que é outra. Para nós, leitores históricos do jornal, foi uma grande perda, além de termos que conviver com as chacotas dos adversários da Folha. Eles não conseguem entender o porquê continuamos a assinar o jornal. Respondo que é por que continuamos pluralistas e assinamos vários jornais.

A imprensa mais democrática, sempre procurou mostrar os fatos e suas opiniões sobre os fatos. Deixando ao leitor fazer o seu juízo de valor sobre o fato ocorrido e sobre a opinião do jornal. Esta é uma forma democrática e respeitosa de lidar com o leitor, com os clientes e com as instituições. Este é o papel da mídia numa sociedade moderna e democrática.

A luta contra a ditadura nos uniu durante muitos anos, gente de todas as cores e de todas as nacionalidades, unidos pelas Liberdades Democráticas! A Democracia, para o bem e para o mal, nos separou. Pessoas de esquerda e de direita passaram a usar a democracia para galgarem o poder a qualquer preço e todos ainda estamos devendo o aperfeiçoamento da Democracia no Brasil.

A Folha, Goldman, Dilma e todos nós que lutamos contra a ditadura, mesmo que seja em momentos e formas diferentes, devemos manter os princípios da liberdade plena e do respeito, sem isto sucumbiremos todos.

E eu tenho orgulho em afirmar:

O primeiro ano de Dilma foi muito melhor do que todos nós esperávamos.
Feliz Ano Novo para Dilma e para todos os brasileiros!


2 comentários:

  1. Concordo. Feliz ano novo pra você também!!!!

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  2. Alberto Goldman, 74, ex-muita coisa.

    Tem gente que fica velha e não melhora.

    E a senilidade política é muito triste.

    Melhorar com a idade não é um fenômeno natural quando a hipocrisia vence a razão. Já foi um deputado federal razoável na década de 80.

    Ao dar valor à condição de bate-pau de Serra e perder sua própria biografia escolheu o caminho da insanidade política.

    É sabido que os tucanos surgidos na Constituinte são outros atores políticos na atualidade e que deveriam se repensar. Mas, quem sou eu para sugerir alguma prudência e responsabilidade política para quem se perdeu no tsunami da decadência do neoliberalismo no mundo.

    Sem ter propósitos para o Brasil, a não ser repetir bordões privatistas e da diminuição do Estado, não conseguem sair do redemoinho das adjetivações e tergiversações infinitas.

    Perde a democracia. Não há pluralidade de idéias. Fica a inércia oposicionista. Permanece a acusação leviana como instrumento político.
    Lamentável.

    Já a Folha... bem! Não há muito o que acrescentar. Mediocridade está de bom tamanho.

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