segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Imprensa não quer falar

E eu só queria entender...

Alguma coisa está esquisita. Finalmente surgiu o livro que analisa as privatizações no governo Fernando Henrique e o grande acusado não é FHC, mas Serra. Não li nem vi ainda o livro. Eu gostaria de ler algumas resenhas na Folha, no Estadão ou no Valor. No entanto, os grandes jornais fazem de conta que não sabem de nada, a televisão não comenta, as rádios também não falam nada. Será que eles fizeram um acórdão de não divulgar nada. Será que é “censura patronal”? Falar mal de Lula pode e dá notícias nesta imprensa. Mas quando é o contrário não pode?

Eu nunca gostei de Henry Kissinger, mas comprei o livro dele “Sobre a China” e li as resenhas nos grandes jornais. Democracia é conhecer as diversas opiniões, garantindo-se o direito de expressão. Não é isto que nossa imprensa cobra dos Árabes e dos Muçulmanos?

Só a Carta Capital resolveu romper o boicote. Nos sites e nos blogs o debate está pegando fogo. Lembra a publicação da Bíblia por Gutemberg. Só a Igreja Católica editava a Bíblia. Com o protestantismo o mundo ficou mais democrático. Com a Internet o mundo atual também está ficando mais democrático. Concordem com o que aparece ou não, mas está garantido o direito da diversidade. É o fim do “pensamento único”. E se for notícia no Financial Times ou no New York Times?

Hoje eu li uma mensagem do Deputado Federal Brizola Neto com várias perguntas. Gostei do texto e resolvi reproduzi-lo para vocês verem que tem sentido. Vamos democratizar o debate?

Dúvidas de um deputado
10/12/11 – Brizola Neto

O que faria uma pessoa abrir uma empresa num paraíso fiscal?
Imagine se a filha ou o genro de Dilma Rousseff o fizessem?
Ou se este genro de Dilma Rousseff repassasse, desde uma empresa (sua) nas Ilhas Virgens uma bolada de dinheiro para outra sua empresa no Brasil e, acionado por dívidas previdenciárias, não tivesse nem mesmo um automóvel em seu nome para ser penhorado?

Ou se a filha da Presidenta estivesse respondendo na Justiça pela quebra do sigilo bancário de 60 milhões de pessoas, por acesso indevido aos cadastros do Banco do Brasil?
Ou se um diretor do Banco do Brasil comprasse, por operações cruzadas, praticamente uma prédio inteiro da Previ, caixa de previdência dos funcionários?

Tudo isso aconteceu e está documentado no livro
de Amaury Ribeiro Júnior, com uma única diferença.Os parentes eram de José Serra, não de Dilma Rousseff.

O que basta para não ser notícia nos nossos “moralíssimos” jornais.Quando se age assim, desaparece a autoridade moral para criticar.E se enganam se acham que vão poder abafar o caso com a falta de notícias.O livro de Amaury Ribeiro puxou vários fios da meada imunda das privatizações.

E este novelo vai ser exposto.
Ontem, aqui, já mencionamos um deles.
A AES, empresa americana que comprou a Eletropaulo e a Cemig – de uma forma que deixou até Itamar Franco, dócil às privatizações, indignado – também faz negócios com as elétricas brasileiras a partir das Ilhas Virgens.
Lá, em algumas simples caixa postal, fica a dúzia de empresas-fantasmas que exploram a conta de luz dos paulistas e devem um fortuna ao BNDES.

A imagem é reproduzida de um dos contratos que se fez para encontrar saída para esta escandalosa inadimplência e favoritismo.
Contratos subscritos pelo srs. Britaldo Soares e Eduardo Berini, que são diretores da Eletropaulo e/ou procuradores de duas dúzias de empresas-fantasmas, que só existem no cartório do paraíso fiscal caribenho.

A privatização das empresas estatais é o maior escândalo da história do Brasil.
E, com os jornais ou contra eles, virá à tona.

Um comentário:

  1. Como judeu, independentemente do assunto, se de um lado está a Inglaterra, e do outro,a Alemanha e a França, prefiro ficar do lado inglês. Vamos esperar pra ver.
    Abs
    Vitor (Caffe)

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