quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Paris da Crise e Paris das Artes

Apesar da crise, é Paris

O jornal O Estado de São Paulo tem correspondentes na Europa, como Jamil Chade, que tem feito boas matérias sobre a crise econômica e financeira que está derrubando os governos europeus como pedras de dominós. Além de pessoas que cuidam da política e da economia, há também “enviados especiais”, como Antonio Gonçalves Filho, que, além de trabalhar, tem o prazer de unir o útil ao agradável e fazer uma reportagem de causar inveja.

Falar da crise da França, e do papel desempenhado pelo seu presidente, Sarkozy, é uma coisa, mas ter tempo para falar da Paris Cultural é simplesmente um sonho de qualquer ser humano. Hoje o jornal concentra-se mais uma vez na crise européia, que chega cada vez mais perto da França e da Alemanha. Mas o Caderno 2, apesar de matar a capa com uma propaganda de Haras, apresenta uma contracapa que poderia ser a matéria principal da capa do caderno. Veríssimo e Paris. Não precisa de mais nada.

Vejam esta primeira parte da matéria.

“Quatro mostras em Paris traçam o percurso da arte moderna

De Munch a Nolde, temporada parisiense de exposições cobre os principais movimentos da vanguarda europeia do fim do século 19 a meados do 20
24 de novembro de 2011 | 3h 09
Antonio Gonçalves Filho - Enviado Especial / Paris - O Estado de S.Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,quatro-mostras-em-paris-tracam-o-percurso-da-arte-moderna,802323,0.htm

Do norueguês Edvard Munch, precursor do expressionismo, aos expoentes alemães dessa escola, passando pelos pós-impressionistas e cubistas, a temporada parisiense de exposições cobre os principais movimentos da vanguarda europeia do fim do século 19 a meados do 20. Curiosamente, os curadores dessas mostras não tiveram a intenção de traçar um mapa cronológico da história da arte moderna. É apenas uma coincidência feliz, em especial para o turista que viaja a Paris nesta época do ano: ele pode começar seu percurso pela retrospectiva de Munch no Centre Pompidou (Beaubourg), passar pela exposição Cézanne et Paris no Museu de Luxemburgo, visitar a coleção de Gertrud Stein no Grand Palais - onde estão alguns dos melhores quadros de Cézanne, Picasso e Matisse -, concluindo o itinerário na Pinacothèque de Paris, que expõe os expressionistas dos movimentos Die Brücke e Der Blaue Reiter. São quatro entre oito mostras fundamentais que ocupam Paris até os primeiros meses do próximo ano.

Reprodução
'Sur la Table dOpération': predomina em Munch a composição teatral

As outras, embora não digam respeito ao período anteriormente citado, são igualmente fascinantes. O Museu Jacquemart André abriga uma concorrida exposição com pinturas de Fra Angelico (1395-1455), expoente da fase inicial do Renascimento italiano, todas de uma modernidade chocante (retire as figuras de cena e você terá telas de Brice Marden diante dos olhos). Na Pinacothèque de Paris, além de uma ousada mostra que confronta peças de Giacometti com a antiga escultura etrusca, há também uma exposição da coleção Kramer, que tem obras raras dos mestres holandeses antigos, entre eles Rembrandt, Frans Hals e Pieter de Hooch.

Finalmente, no Jeu de Paume, a retrospectiva da fotógrafa norte-americana Diane Arbus (1923-1971) reúne duas centenas de imagens icônicas de sua breve - mas marcante - carreira.”

Ainda é possível amar Paris.
Aí você passa a entender o que sentiram pessoas como Cole Porte e Ella Fitzgerald: “I Love Paris”.

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