segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Renascimento passa por Paris

Mas não passa por Sarkozy

Ontem reproduzi o texto de Gilles Lapouge sobre a França Libertária de Danielle Gouze Miterrand. O jornal Estadão publicou uma boa matéria sobre as exposições atuais em Paris, que eu reproduzi em duas partes. Coincidentemente, ao passar na Livraria da Vila, minha esposa comprou uma revista e um livro. Fomo viajar para Botucatu e durante a viagem ela foi lendo o livro em voz alta de Bety Milan: “Paris não acaba nunca”. Foram duas viagens...

Uma forma gostosa de olhar Paris e aprender um pouco da sua história. Um bom livro e com um bom preço para se dar de presente no final do ano. Já a revista, é mais erudita, chama-se Serrote e é publicada pelo Instituto Moreira Salles, do pessoal do Unibanco. No final da revista, o que tinha? Vários depoimentos com o título de: “Paris vista por...”. Um deles é de Julio Cortazar que vou tentar reproduzir outro dia. Muito bom de ler.

Logo, Paris está na moda. Provavelmente o filme de Wood Allen deve ter estimulado esta “nova onda” sobre Paris. Mas, na verdade, Paris nunca saiu da moda. Era um problema de acesso econômico. Todos que juntam dinheiro sonham em ir a Nova York, Roma, Londres, mas sem deixar de ver primeiro Paris.

Todos os dias aparecem nos jornais e televisão uma dupla de políticos, Sarkozy e Angela Merckel da Alemanha. Eles não falam da beleza de Paris ou da riqueza cultural de Berlim. Eles só falam de economia, de arrocho salarial, de recessão e de mudar governos para colocarem técnicos a serviços dos bancos. Berlim é muito mais bonita do que isto. E Paris, ah, Paris não precisa de propaganda. Paris é sempre um objeto de desejo.

Eu pensei em homenagear Danielle Gouze Miterrand com a música que lembra a maior transformação que a humanidade já passou. Mas ontem eu só tinha tempo para cuidar das provas de residência da filha. É uma prova para residência na medicina e uma verdadeira prova de resistência. As mulheres têm mais capacidade e resistência que os homens. Tanto nos estudos como na política.

Hoje, com mais tempo, eu pude buscar o hino da libertação dos povos, o hino da Cidadania. Uma homenagem aos que não cederam ao neoliberalismo. Em 2012 a França terá eleições presidenciais, e o renascimento passará por Paris. Mas não passa por Sarkozy. O povo francês homenageará Danielle Gouze Miterrand e todas as mulheres que lutaram pela liberdade, igualdade e fraternidade.

La Marseillaise

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