terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dilma de olho na crise econômica

Um olho no rato e outro no gato

A política é importante, mas a economia é fundamental. Este é o princípio básico do governo Dilma, como foi no governo Lula. Se a economia estiver sobre controle, com inflação baixa, desemprego baixo, salários em crescimento, aposentados satisfeitos, trabalhadores rurais produzindo e vendo seus produtos valorizados, por mais que os partidos políticos e a imprensa deem trabalho, pode chover canivetes que a avaliação do governo fica positiva. E, se souber fazer uma boa campanha, não perde eleições.

Este é um princípio universal. O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades. Dilma, que tem uma boa formação econômica, sabe ser dura na administração pública e sabe que a sua firmeza na relação com os políticos tem contribuído para estabilizar o país.

Vejam um bom exemplo de como Dilma trabalha. Um olho na economia brasileira e outro olho na economia internacional. É um olho no rato e outro olho no gato...

“No iPad de Dilma, dois boletins diários da crise
Presidente segue de perto a economia e convoca Mantega para reuniões

27 de novembro de 2011 – Vera Rosa/Brasilia - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,no-ipad-de-dilma-dois-boletins-diarios-da-crise,803538,0.htm

Preocupada com o impacto da crise mundial no Brasil, a presidente Dilma Rousseff lê todo dia, religiosamente, dois boletins econômicos: um de manhã e outro à tarde. Os papers são preparados pelo Ministério da Fazenda e contêm dados sobre câmbio, taxa de juros, preço de commodities e risco país. Dilma recebe as análises por e-mail criptografado e acompanha os cenários em seu iPad.

Nessas ocasiões, não é raro ela passar a mão no telefone e cobrar mais detalhes do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Vira e mexe "Guidinho", como é chamado pela presidente, tem de correr ao Palácio do Planalto para reuniões não agendadas.
Depois de cruzar informações de todos os cantos, Dilma chegou a uma conclusão: os primeiros três meses de 2012 vão caminhar "devagar". A partir do segundo trimestre, porém, a economia brasileira começará a reagir, na esteira do aumento do salário mínimo, do corte de juros e das desonerações de impostos para setores estratégicos. A equipe econômica estima que, mesmo com o abalo internacional, o crescimento pode chegar a 4,5% ou até 5%, no ano que vem, se houver investimento privado.

É isso o que Dilma tem dito em conversas reservadas com empresários,
como Josué Gomes da Silva, da Coteminas; Benjamin Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e Jorge Gerdau, coordenador da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo. Banqueiros do porte de Roberto Setúbal, do Itaú Unibanco, também integram o time de interlocutores da presidente.
Embora tenha estilo diferente, Dilma mantém alguns hábitos do antecessor e padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva. Gosta, por exemplo, de ouvir economistas de fora do governo, como Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial para Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico, Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo.

"A locomotiva do governo Dilma é a economia,
já que as crises políticas são uma constante. Sob nenhuma hipótese ela vai deixar isso fazer água", resumiu um auxiliar da presidente.

Para enfrentar a turbulência, Dilma decidiu fortalecer a economia doméstica e turbinar os investimentos. Ela está convencida de que os juros podem cair até chegar a 9% ao ano, por volta de maio de 2012. Atualmente, ela tem três obsessões: acelerar o crescimento, fazer a inflação convergir para 4,5%, que é o centro da meta, e monitorar a taxa de câmbio.

O governo trabalha com um cenário pessimista para a economia mundial no ano que vem. Não é só: acredita que problemas políticos na Europa e nos EUA podem agravar o quadro, com consequências a longo prazo. Apesar das incertezas, Dilma avalia que já tomou as medidas necessárias para amortecer os efeitos da crise, ao menos por enquanto. A questão, agora, é apenas de calibragem.

Depois da queda de seis ministros - cinco dos quais sob suspeita de corrupção - e com uma reforma da equipe prevista para o início de 2012, a presidente faz de tudo para mostrar que o Brasil pode escapar da crise sem sobressaltos.”

3 comentários:

  1. Gilmar - sempre elegante - escreve:
    "...queda de seis ministros - cinco dos quais sob suspeita de corrupção - e com uma reforma da equipe...".

    Eu, nem tão elegante, acrescentaria:
    "...cinco dos quais sob suspeita de corrupção e um por suspeita de conspiração...".

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  2. Prezadíssimo Sérgio,
    A elegância é de Vera Rosa, ótima jornalista do Estadão. Veja que a matéria dela está entre aspas, para manter o texto original. Eu só edito com os negritos e minha introdução.
    Obs.: Voce viu que Joel sumiu e depois edita uma fotos de uma cidade que o Brasil desconhece, mas que é muito bonita. Joel não perde a pose...
    Abração e que passar por Sampa vamos tomar um bom café.

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  3. Convite aceito. O café de São Paulo é muito bom mesmo. Ali ao lado do Sindicato tem uma casa servindo o café em vários sabores, mais forte, com canela, etc.

    Miguel Pereira está para o Rio como Serra Negra para São Paulo, mais ou menos. No sentido de lugar agradável para se passar o final de semana.

    Petrópolis para o Rio e Campos do Jordão para São Paulo. Seria um paralelo.

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