sábado, 5 de novembro de 2011

Coisas que não tem preço

Desejos e Lembranças

Quando a gente é criança e adolescente, tem muitos desejos e fantasias. O tempo presente tem pouca importância. A gente quer ter o que os adultos têm, principalmente, liberdade para ir onde quiser e chegar a hora que quiser. A gente quer estar no futuro.

Quando a gente cresce e vira adulto, além de perceber que a liberdade para ir e vir não é tão simples, percebe também que ficamos reféns de horários, mesmo que sejam horários mais elásticos do que os horários das crianças.

Quando nos tornamos adultos, também diminuímos nossos desejos e nossas fantasias. Mas, em compensação, aumentamos as nossas lembranças. Sejam elas boas ou ruins.

Por exemplo, as lembranças das frutas e da comida da mãe, quando a gente era criança. Na Bahia, nos velhos tempos, a gente adorava comer goiaba, manga e pinha, tudo isto nos pés existentes nos quintais das casas. Era mais gostoso, era uma aventura e não se pagava nada.

Vejam que foto linda desta pinha!


Atualmente, comer uma pinha requer todo um ritual. Comprar no sacolão, trazer para casa com o maior cuidado para ela não abrir, depois sentar no quintal e, enquanto saboreia a pinha, olhar para as plantas, as flores e os pássaros. É quase voltar no tempo...

Em relação à música, é a mesma coisa.
As músicas da nossa infância e adolescência são mais marcantes que as músicas atuais. Quem não se emociona ao ouvir uma música que ouvimos na nossa infância quando estávamos numa festa ou numa viagem?

Por exemplo, ouvir “Máscara Negra” é pura emoção.

Máscara Negra - Black Mask - (Zé Kéti e Pereira Matos)


Outra coisa que não tem preço,
é largar tudo que você está fazendo para ajudar alguém que você gosta. Nesta sexta-feira, dia 04, precisei largar tudo que tinha para fazer e dedicar-me inteiramente a resolver uma série de problemas emergenciais que surgiram. Foi uma correria, mas que deu muita alegria chegar cansado em casa já a noite e vê que deu tudo certo.

São pequenas lembranças que marcam a nossa vida.

Quem já assistiu ao filme Cidadão Kane, lembra bem o significado destas lembranças. São coisas que não têm preço.

4 comentários:

  1. Máscara Negra... a gente cantava assim:

    Quantos tiras
    Oh! Quantos gorilas
    Mais de mil milicos em ação
    Estudante está apanhando
    Pelas ruas da cidade
    Lutando por liberdade

    Vc tá certo. Lembranças...

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  2. É nêgo véio, o Joel não apenas se tornou um leitor, como também um comentarista assíduo do seu blog.
    Nelson Canesin

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  3. pinha a gente ainda acha no sacolão. Umbu e seriguela também. Mas e sapoti? E jambo?

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  4. As vezes pensamos em coisas que não tem preço, mas podemos colocar nessa categoria também amizades que não tem preço, bate-papos que não tem preço, etc...

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