terça-feira, 22 de novembro de 2011

As flores estão presentes

Apesar das construtoras

Vi nos jornais de hoje que começam a aparecer movimentos em defesa das plantas, das flores e dos frutos nos bairros onde o metrô está chegando. É o movimento em defesa dos quintais e jardins das casas, contra a ganância das construtoras e a omissão dos poderes públicos. Já destruíram a Avenida Paulista, o Itaim, os Jardins e agora estão destruindo a Vila Sônia, a Vila Romana, a Pompéia e tudo que tenha casas que podem ser compradas para construírem prédios enormes e cheios de cimentos.

Nossa Vila Madalena também está sendo destruída impunemente.
As jabuticabeiras, as pitangueiras, as mangueiras, os abacateiros e tantas outras plantas estão sendo derrubadas para dar lugar a prédios e escritórios de luxo. Alto luxo. E os moradores tradicionais estão sendo obrigados a irem morar em bairros mais distantes.

Mas ainda há resistentes! Ainda há esperança!

No dia 4 de Setembro deste ano eu descobri algumas pequenas flores, lindíssimas, no meio dos pés de mariazinhas e das pedras do nosso pequeno jardim. Tirei várias fotos e mostrei em algumas edições, em contraponto à loucura das construtoras. Eu não sabia o nome daquelas flores. Só sabia que elas eram bonitas.


- Flores e pedras

Outro dia, ao visitar um amigo na Parada Inglesa, do outro lado da cidade, na entrada do prédio onde ele mora tem um grande jardim e no meio de um tipo único de plantinha, apareciam algumas flores iguais. Somente as flores, sem folhas para identificar a planta. Tirei mais fotos. Chamei estas pequenas flores de flor silvestre por nascerem sem ser plantada.


Flores em jardins

Nesta manhã, quando me preparava para vir trabalhar, ao abrir a porta da rua, voltei-me para a porta de vidro que dá para o corredor do nosso jardim e vi várias destas pequenas flores num lugar onde não tinha nenhuma outra planta para confundi-las. Não tinha dúvida, eram flores de TREVO. Isto mesmo, esta pequena plantinha que é o trevo, que nasce no meio dos jardins, sem ninguém plantar, dá umas pequenas flores muito especiais e bonitas.


Flores de TREVO!

Da mesma forma que as Romãs sobreviveram aos fenícios, aos romanos, as ingleses, aos portugueses e aos americanos, as flores sobreviverão às construtoras e às más administrações públicas.

Mesmo que tenham que brotar das pedras...

E ao entrar no carro e ligar o rádio, ouvi os acordes de Baden Powell tocando “Manhã de Carnaval”, numa versão mais bonita do que esta que consegui para vocês.

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