segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Juízes a serviço dos banqueiros

O governo também

Os Interditos Proibitórios começaram com o Banco do Brasil e agora chegaram ao Banco Itaú Unibanco.

O Itau Unibanco ingressou com Interdito Proibitório em São Paulo. Ocorre que o Juiz da 57ª Vara do Trabalho de São Paulo não concedeu a liminar.

O Banco Itaú impetrou mandado de segurança e o desembargador Marcelo Freire Gonçalves, em regime de plantão, deferiu a medida com o objetivo de proibir o Sindicato de praticar atos que ameacem a posse mansa e pacífica nos centros administrativos e agências do Banco Itaú Unibanco. Proibiu o Sindicato de impedir o livre acesso de trabalhadores, clientes e fornecedores, bem como quaisquer outras pessoas que pretendam adentrar os centros administrativos do Itaú.

Autorizou ainda o Oficial de Justiça, com o concurso da força policial, a retirar veículos, correntes, cadeados, bem como quaisquer outros objetos ou pessoas que impeçam a entrada de pessoas aos centros administrativos, devendo para tanto os grevistas manterem uma distância de 10 metros da entrada dos centros administrativos, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00, por unidade, em caso de descumprimento desta decisão, sem prejuízo de outras sanções penais e civis.

Ainda determinou que seja expedido Ofício à Polícia Militar do Estado de São Paulo, em caso de resistência ao cumprimento da presente ordem.

Lembram da Juíza que denunciou os maus juízes?
Ela precisa conhecer as barbaridades que se cometem em São Paulo.


Querem transformar a Democracia numa farsa. Depois ficam contra uma nova Constituinte. O povo precisa ir às ruas para conquistar uma Democracia legítima e que acabe com as heranças da Ditadura Militar.

Estão estimulando a indignação social e a desobediência civil.

Um comentário:

  1. A saída é essa mesmo, Gilmar - desobediência civil. Vcs em SP às vezes conseguem botar a TV pa filmar a truculência - aí fica bom, porque queima a imagem do banco.

    Lamentável, muito lamentável mesmo, é o BB entrar nessa - até antes dos bancos privados. Mas é disso que a burocracia gosta. Quando eu estava na área de RH do banco cortava um dobrado pra manter um nível mínimo de civilidade, quando tinha greve. Foi uma experiência impressionante, ver a fraqueza dos caras, que rapidinho queriam apelar. Infelizmente, o movimento sindical não se interessou em conhecê-la, depois que me aposentei.

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